13 de julho de 2025

Museu de Arte do Rio inaugura exposição em homenagem à Telma Saraiva

A partir de 12 de julho, o Museu de Arte do Rio inaugura a exposição “Telma Saraiva e a fascinação do mundo”, dedicada à trajetória da artista cearense que marcou a história da fotopintura no Brasil. Atuando desde os anos 1940 no município de Crato, no Cariri, Telma Saraiva comandou o Foto Saraiva — único estúdio fotográfico gerido por uma mulher na região — e criou uma estética própria ao colorir retratos com tintas, entre minúcia técnica e imaginação artística. A curadoria é assinada por Bitu Cassundé, Amanda Bonan e Marcelo Campos.


As fotopinturas produzidas por Telma revelam uma atenção minuciosa aos gestos, vestimentas e expressões de seus clientes, geralmente representados com teatralidade, em composições que evocam a aura glamourosa do cinema – principalmente o hollywoodiano dos anos 1950. Ao mesmo tempo, seus autorretratos exploram a performance da identidade: ela se transforma diante da câmera, assumindo papéis e desafiando as convenções de representação vigentes em seu tempo. “A exposição apresenta o fabuloso mundo da fotógrafa cearense Telma Saraiva, e as diferentes estratégias que ela utiliza na reinvenção do seu mundo, por meio da fotografia e do cinema. É através da linguagem da fotopintura, que ela subverte sua imagem transformando-a em diferentes personagens, inspirados nas divas do cinema. Além do conjunto de autorretratos desenvolvidos a partir dos anos de 1940, a mostra evidencia a sofisticação dos álbuns de retrato com registros dos filhos e seu trabalho incansável no estúdio de fotografia na cidade do Crato, Ceará. Na mostra Telma Saraiva e a Fascinação do Mundo, o público conhecerá o seu protagonismo feminino e a sua relevância nas estratégias relacionadas a imagem, ficção e performatividade, a partir do Cariri cearense”, destaca o curador convidado Bitu Cassundé.


Exposição “Telma Saraiva e a fascinação do mundo”


• Abertura: 12 de julho de 2025, a partir das 11 horas, com conversa de galeria com os curadores.

• Local: Museu de Arte do Rio/ MAR

• Endereço: Praça Mauá, 5 – Rio de Janeiro

• Entrada gratuita para abertura



23 de maio de 2026
A artista Carol Ambrósio apresenta a exposição individual Jardim, no Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, com curadoria de Gabriela Davies. Reunindo obras recentes inéditas, a mostra apresenta esculturas, assemblages e trabalhos bidimensionais construídos a partir da coleta, destruição e recomposição de cerâmicas, porcelanas, toalhas de mesa e utensílios domésticos. Ao reorganizar esses elementos em estruturas instáveis, frágeis e ao mesmo tempo resistentes, Carol transforma o universo doméstico em um campo de reflexão sobre as construções sociais do feminino, seus códigos de comportamento e suas possibilidades de ruptura. A exposição parte de um repertório íntimo ligado ao antiquário de sua família, ambiente no qual a artista conviveu desde a infância com objetos carregados de memória, acúmulos e narrativas. Em Jardim, esse imaginário reaparece em figuras fragmentadas, paisagens interrompidas, totens cerâmicos e composições híbridas que parecem oscilar entre ornamentação e colapso. Em muitas obras, figuras femininas aparecem fundidas a objetos decorativos, vasos e flores, numa investigação crítica sobre os lugares historicamente atribuídos às mulheres no espaço doméstico e social. São trabalhos que evocam comportamentos associados à mulher, ressignificados em construções marcadas por deslocamento, ironia e resistência. SERVIÇO: “Jardim”, de Carol Ambrósio Curadoria: Gabriela Davies Abertura: 27 de maio de 2026 Local: Centro Cultural Correios Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro – Rio de Janeiro Entrada gratuita | classificação livre
23 de maio de 2026
O escândalo é só o começo. Um jogador no auge da carreira, milionário, idolatrado, decide sabotar a própria trajetória. Ele quer ser punido. Para contar a sua versão da história, convoca uma jornalista que cobre guerras — alguém acostumada a lidar com situações-limite. Com texto de Luiz Eduardo Soares e direção de Marcus Faustini, o espetáculo “Assim na terra como no céu”, que encerra temporada, neste domingo (24/05), no Teatro Ipanema, começa como uma entrevista exclusiva, vendida como “bombástica”, e se transforma em um duelo intenso sobre culpa, poder, verdade e sobrevivência. Não é sobre futebol. É sobre o nosso tempo. Serão 20 sessões gratuitas ao longo da temporada, às quintas e sextas, às 20h, aos sábados, às 17h e 20h e, aos domingos, às 19h. Serviço: Assim na terra como no céu Temporada: de 30 de abril a 24 de maio de 2026 Dias e horários: quintas e sextas, às 20h, sábados, às 17h e 20h e domingos, às 19h. Teatro Ipanema: Rua Prudente de Morais, 824 - Ipanema, Rio de Janeiro Ingressos: gratuitos, com retirada na bilheteria Duração: 1h15 Lotação: 192 lugares Classificação: 14 anos