
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer. No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

O espetáculo “Uma Saudação às Divas” chega ao Teatro Riachuelo Rio no dia 21 de outubro para celebrar dez anos de história. A apresentação reúne grandes sucessos de artistas que marcaram a música mundial, como Whitney Houston, Aretha Franklin, Mariah Carey, Tina Turner, Beyoncé, Shania Twain, Adele e Céline Dion. No palco, Claudia Nascimento, Jessy e Rafael Oliveira dão voz a clássicos que atravessaram gerações. O projeto nasceu há uma década com o show “Uma Saudação à Whitney Houston” e, desde então, já conquistou um público superior a 500 mil pessoas. Agora, a produção percorre o país com uma turnê comemorativa, que traz novas versões de sucessos e momentos inéditos. A apresentação também chama a atenção pela estrutura visual. Com banda ao vivo e bailarinos, o espetáculo conta com mais de 50 trocas de figurino. As peças, produzidas em Nova York, reproduzem roupas usadas pelas cantoras homenageadas em diferentes fases de suas carreiras. Serviço Uma Saudação às Divas – Celebrando 10 Anos Data: 21 de outubro de 2026 (quarta-feira) Ingressos: https://www.ingresso.com/espetaculos/uma-saudacao-as-divas-celebrando-10-anos Teatro Riachuelo Rio – Rua do Passeio, 40, Centro, Rio de Janeiro

O Quarteto Atlas é um renomado grupo de câmara brasileiro formado por quatro instrumentistas de cordas de grande destaque em importantes orquestras do país O Quarteto inicia na próxima terça-feira (20) sua primeira turnê pelo estado do Rio de Janeiro com o projeto “Villa-Lobos e os Quartetos de Cordas”. O primeiro concerto será às 19h, no Teatro da UFF, em Icaraí, Niterói. No domingo (25), às 11h, o grupo se apresenta no Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, Zona Norte do Rio. A entrada é gratuita em todas as datas. Em novembro, a circulação segue para o interior: Vassouras recebe o quarteto no dia 28 e Petrópolis, no dia 29. Formado por Ricardo Amado e Carlos Mendes (violinos), Ricardo Taboada (viola) e Ricardo Santoro (violoncelo), o grupo reúne instrumentistas de liderança da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, da Orquestra Sinfônica Brasileira, da Orquestra Petrobras Sinfônica e da Orquestra Sinfônica da UFRJ. O programa traça um panorama da obra de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) para dois violinos, viola e violoncelo. A série de 17 quartetos de cordas do compositor, escrita entre 1915 e 1957, é apontada pela produção como a maior e mais expressiva do gênero no século XX. Serão executados o Quarteto nº 1 (1915), obra de juventude com influência impressionista francesa; o Quarteto nº 5 (1931), conhecido como “Quarteto Popular nº 1”, que incorpora melodias folclóricas brasileiras; e o Quarteto nº 17 (1957), escrito no fim da vida do compositor. Serviço Niterói Data: 20 de outubro de 2026 (terça-feira), às 19h Local: Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí Entrada: gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria uma hora antes Rio de Janeiro Data: 25 de outubro de 2026 (domingo), às 11h Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola – Rua Conde de Bonfim, 824, Tijuca Entrada: gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria uma hora antes

Nascido em Salvador, mas criado no Rio de Janeiro, Jorge Davidson trabalhou 30 anos na indústria fonográfica. Começou como gerente de produto na EMI, onde chegou a diretor artístico, cargo que também exerceu na Sony Music. Foi Vice-Presidente Artístico na BMG e na EMI. Ao longo de três décadas, lançou grandes estrelas da música brasileira, como Blitz, Os Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Marisa Monte, Fernanda Abreu, Gabriel O Pensador, Skank, Chico Science & Nação Zumbi, Planet Hemp / D2, Jota Quest e Ana Carolina, só para citar alguns. Toda esta trajetória vitoriosa está contada por ele mesmo no livro “Em Sintonia com o Sucesso – a arte de revelar talentos na música brasileira” (Gryphus Editora), que será lançado no dia 20 de outubro, terça-feira, a partir das 19 horas na Livraria Argumento. Para os integrantes de Os Paralamas do Sucesso, “poucos nomes nesse meio podem contabilizar as descobertas de talentos e o encaminhamento de tantas carreiras brilhantes como Jorge Davidson”. Já Gabriel, O Pensador, não tem dúvida: “Com tanta experiência e peso na história do mercado musical, Jorge Davidson tem mesmo muita história para contar.”. E histórias incríveis não faltam no livro: desde sua paixão pelo futebol de praia nas areias de uma Copacabana idílica, passando por momentos muito divertidos na redação da então modesta TV Globo, até a emoção profunda de estar perto de seus grandes ídolos na sua música. Que, afinal é, depois dos filhos, a maior paixão de sua vida. Da primeira vitrola Telefunken, onde ouvia os LPs da família, até os tempos modernos da internet, a trajetória de Jorge Davidson se conecta de forma intensa e emotiva com os grandes sucessos da música brasileira durante três décadas. O projeto “EM SINTONIA COM O SUCESSO – A arte de revelar talentos na música brasileira” é apresentado e patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Markway Business e Informática Ltda, Construtora Brasform Ltda e 520 Produção Musical Ltda, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – lei do ISS. “EM SINTONIA COM O SUCESSO – A arte de revelar talentos na música brasileira” (Gryphus Editora) Lançamento dia 20 de outubro, terça-feira, 19 horas, Livraria Argumento (Rua Dias Ferreira 417) – Leblon

As datas ampliam as oportunidades de visitação, uma vez que o Galpão funciona apenas de segunda a sexta-feira. O Galpão das Artes Urbanas da Comlurb, na Gávea, terá duas datas especiais em dias de domingo para a exposição “Upcycling: Seu Lixo Vira Arte”, com a presença do artista carioca David Dahis. Excepcionalmente nos dias 18 de outubro e 8 de novembro, o público poderá visitar a mostra e conversar com o artista sobre o processo criativo por trás das obras. As datas ampliam as oportunidades de visitação, uma vez que o Galpão funciona apenas de segunda a sexta-feira. Lembrando que a exposição é gratuita. A exposição segue em cartaz até o dia 13 de novembro. São 15 obras produzidas inteiramente com materiais descartados, como plástico, metal, madeira e tecido. Esculturas, miniaturas, mosaicos e luminárias mostram como objetos que seriam destinados ao lixo podem ganhar novos significados a partir da criatividade e do reaproveitamento. “Muitas pessoas não sabem o quanto de potencial tem cada resíduo jogado fora. Uma simples tampa de garrafa pode se tornar algo útil sem precisar modificá-la. Isso é Upcycling.” afirma David Dahis. O artista e designer David Dahis promove em suas obras a técnica como um caminho viável para a redução de resíduos e consciência ambiental. Na exposição “Upcycling: Seu Lixo Vira Arte” as obras são acompanhadas de listas de objetos utilizados na confecção e por meio de QR codes o público pode descobrir onde cada material foi incorporado na arte. SERVIÇO Exposição: Upcycling: Seu Lixo Vira Arte, de David Dahis Datas especiais de visitação com a presença do artista: 18 de outubro e 8 de novembro Visitação regular: até 13 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h Local: Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino, Galeria Contemporânea Endereço: Avenida Padre Leonel Franca, Gávea Entrada: Gratuita

Domingo, 18 de outubro, é dia de música, encontro e muita animação na manhã do Campo de São Bento! O Encontro de Blocos de Niterói prepara mais uma manhã especial com Oficina de Percussão, às 9h, e, às 10h, a Sinfônica Ambulante recebe o Bloco Afro Cultural Olodumaré para uma apresentação cheia de ritmo e energia. O Bloco Afro Cultural Olodumaré é uma entidade cultural de Niterói fundada em 1985, reconhecida por sua atuação na valorização e difusão da cultura afro-brasileira. Por meio de cortejos, apresentações artísticas e oficinas gratuitas de percussão para crianças, jovens e adultos, promove a preservação da ancestralidade africana, a inclusão social e o fortalecimento da identidade negra, consolidando-se como uma referência da cultura afro no município. Serviço Encontro de Blocos - Sinfônica Ambulante + Bloco Afro Cultural Olodumaré Data: Domingo, 18 de outubro de 2026 Horário: 9h, Oficina de Percussão | 10h, Encontro Duração: 3 horas Evento gratuito Local: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno Endereço: Campo de São Bento, entrada pela Lopes Trovão - Icaraí

Todos os dias de verão, Cigarret levanta bem cedo e começa a cantar. Canta sem parar enquanto a sua amiga, Formiguita não para de trabalhar. Um dia fazendo um teste para cantora, Cigarret conhece o Raposão, um bicho muito esperto que a leva para cantar pelo mundo. Assim Raposão se dá bem levando todo dinheiro do show, e Cigarret muito triste tenta voltar para casa. Cigarret passará por grandes apuros até reencontrar a sua grande e fiel amiga, descobrindo assim o valor da verdadeira amizade e a importância do trabalho, planejamento e responsabilidade para o futuro. Serviço A Cigarra e Formiga Data: Domingo, 18 de outubro de 2026 Horário: 11h Duração: 50 min Classificação indicativa: Livre Entrada Gratuita com retiradas dos ingressos com 1h antes do espetáculo começar Sala Nelson Pereira dos Santos Av. Visconde do Rio Branco, 880, São Domingos - Niterói

Com humor afiado, crítica social e personagens profundamente humanos, o espetáculo reúne um elenco estrelado: Nuno Leal Maia, Carmo Dalla Vecchia, Joaquim Lopes, Suzy Rêgo, Antoniela Canto e Naiara de Castro em uma trama que mistura comédia, emoção e crítica política ao retratar o encontro explosivo e bem-humorado entre dois universos completamente distintos: a tradicional Mooca italiana e os bastidores do poder em Brasília e São Paulo. A montagem terá sessões sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h, até 29 de novembro de 2026. SINOPSE: A trama acompanha Alberto, um corrupto Secretário de Estado que vive um casamento infeliz com sua assessora, Luísa, enquanto tenta manter em segredo um romance com a jovem Angelina. Cercado por figuras caricatas, como uma secretária apaixonada pelo chefe e um assessor fofoqueiro, Alberto vê sua vida virar de cabeça para baixo após colidir o carro com o táxi de Nicola, avô de Angelina, um explosivo taxista italiano da tradicional Mooca. O encontro entre o universo político e a rotina simples do bairro desencadeia uma sucessão de paixões proibidas, confusões familiares e situações hilárias que prometem transformar a vida de todos os envolvidos. SERVIÇO Meno Male • Estreia: 16 de outubro de 2026 • Temporada: de 16 de outubro a 29 de novembro de 2026 • Horários: sexta e sábado às 20h; e domingo, às 19h

É rara, talvez única, a parceria entre um trompetista e um sanfoneiro na história da música instrumental brasileira. Ambos os instrumentos, trompete e sanfona, por sua vez, não costumam, ainda, ser tão presentes nas rodas de choro Brasil afora. E é essa inovação que o público de Niterói poderá acompanhar na sexta-feira, 16 de outubro, às 20h, no Theatro Municipal de Niterói. "Se for para pensar em uma estatística, eu calculo uma média de 1 trompetista para cada 30 rodas de choro no Rio de Janeiro", arrisca Silvério Pontes. Quanto aos sanfoneiros, "talvez uma média de 1 bom acordeonista para cada 15 rodas", pondera o músico. O artista pode falar com conhecimento de causa. Pois participa dos encontros musicais de instrumentistas desde os anos 1980, quando eram populares as rodas de choro nos subúrbios, em botecos de Olaria, Leopoldina, Ramos, Penha, entre vários outros. "Era raríssimo encontrar um sanfoneiro nesses tempos, e ainda hoje não é tão comum assim", reitera Silvério. A particularidade do encontro entre Silvério Pontes e Marcelo Caldi possui outros matizes, a começar pela diferença de gerações: Silvério, que completou 65 anos de idade em 2025, é exatamente 20 anos mais velho do que Marcelo. O trompetista nasceu no interior fluminense, em Laje do Muriaé, um pequeno município de menos de 10 mil habitantes, localizado no extremo noroeste do Estado, e teve sua formação musical nas tradicionais bandas de música, onde tocava ao lado do pai. Já Marcelo Caldi é filho da urbanidade carioca, nascido na capital, e deu seus primeiros passos na música por meio da formação clássica, influência direta dos pais, ambos pianistas de concerto. Silvério caminhou pela soul music nos anos 1980, sendo integrante da antológica Banda Vitória Régia, que acompanhou Tim Maia, e até hoje participa de formações da música pop, como Cidade Negra. Com a sanfona no peito, Marcelo, por sua vez, circulou pelas rodas de forró até chegar nas mais importantes orquestras sinfônicas do Brasil, atuando como solista, arranjador e cantor. Embora advindos de origens artísticas, culturais, geracionais e sociais distintas, ambos os rios confluíram para o oceano do choro e seus subgêneros, que são o pilar da música instrumental brasileira. Na verdade, as águas do choro estiveram presentes, desde sempre, na formação de ambos, e o encontro de Silvério Pontes e Marcelo Caldi representa uma espécie de volta para casa, ao mesmo tempo uma reverência e uma renovação das nossas tradições culturais mais basilares. "Inventos" é o segundo álbum de composições inéditas da dupla, com dez novas peças, e vem consolidar uma parceria iniciada há mais de cinco anos. "O nosso encontro quer demonstrar como o choro está se atualizando nos dias de hoje", almeja Marcelo. "Não é um estilo que está no passado, pelo contrário, está vivo, cada vez mais presente na formação musical de instrumentistas e nos ouvidos das pessoas", afirma. Um dos diferenciais do novo trabalho está tanto na diversidade de estilos, passeando entre choro, maxixe, samba, bolero, forró, choro-tango, marcha-rancho, entre outros, como na instrumentação, que dialoga com os regionais típicos de choro e a música de gafieira. A grandiosidade de "Inventos" se reflete ainda nas participações especiais, com alguns dos nomes mais importantes da música instrumental do Rio de Janeiro, como Alexandre Caldi (sax), Antônio Guerra (piano), Aquiles Moraes (trompete), Carlos Malta (flauta), Dani Spielman (sax), Dirceu Leite (flauta e clarineta), Guto Wirtti (contrabaixo), Luís Barcelos (cavaco e bandolim), Marcos Suzano (percussão), Priscila Rato (violino), Rogério Caetano (violão de 7) e Vinícius Magalhães (violão de 6). Serviço Data: Sexta-feira, 16 de outubro de 2026 Horário: 20h Classificação indicativa: Livre Duração: 80min Crédito da foto: Cyntia C. Santos Ingressos: R$ 80,00 (inteira) Vendas pelo Fever, ou na bilheteria do Theatro Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35, Centro - Niterói Site: www.tmjc.com.br

Como parte do projeto Teatro no Terraço, o Centro Cultural Paschoal Carlos Magno recebe na sexta-feira, 16 de outubro. às 18h, Nada Sob Controle uma apresentação de circo-teatro que revisita e recria cenas clássicas da tradição circense brasileira. A partir da linguagem do picadeiro, o espetáculo dirigido por Jonathan Cericola atualiza reprises, entradas e esquetes que atravessaram gerações, preservando sua essência e colocando-as em diálogo com o público de hoje. Entre encontros, conflitos, improvisos e situações que inevitavelmente escapam do planejado, os artistas Jonathan Cericola, Alexandre Andrade, Caio Cericola e Miguel Nader transformam o erro, o jogo e a relação direta com a plateia em matéria-prima para a comédia. Serviço Nada Sob Controle - Teatro no Terraço Data: Sexta-feira, 16 de outubro de 2026 Horário: 18h Duração: 70 minutos Classsificação indicatriva: Livre Entrada gratuita Local: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno End: Campo de São Bento - Entrada 2, pela Lopes Trovão

No dia 17, sábado, das 10h30 às 13h, a Niterói Livros, projeto editorial da Fundação de Arte de Niterói, em parceria com a Academia Fluminense de Letras, promove o Ciclo de Conferências Publicar Novas Histórias, a partir das reflexões sobre os temas, os suportes e os formatos que as publicações estão a tomar e o que elas apontam para o futuro da editoração. O evento acontece na sede da Academia Fluminense de Letras, no Centro de Niterói. Participam da mesa a professora Anélia Pietrani (UFRJ) e a pesquisadora Luiza Leite Ferreira, com a mediação da acadêmica Eneida Fortuna Barros (AFL). O evento é gratuito e emite certificados para os participantes. O Ciclo traz uma discussão essencial para o encaminhamento de novos suportes editoriais com o avanço tecnológico. "O evento pensou o passado, temas e segmentos essenciais da nossa formação enquanto povo, e como esses dados aparecem e são transformados pela editoração. Fechamos com a ideia de que conhecer as possibilidades de fazeres atuais pode auxiliar à afirmação de caminhos e a proposição de novas abordagens e práticas", afirma Jordão Pablo de Pão, diretor da Niterói Livros e coordenador do Ciclo de Conferências. A atividade reafirma o compromisso da Niterói Livros com reflexões e diálogos sobre o mercado editorial e a memória das atividades niteroienses. Serviço Sessão Publicar Novas Histórias Ciclo de Conferências Publicar a Gente Brasileira Data: Sábado, 17 de outubro de 2026 Horário: das 10h30 às 13h Evento Gratuito Local: Academia Fluminense de Letras - Biblioteca Parque End: Praça da República, sn. - Centro de Niterói

Após reforma da unidade, ambiente ganhou nova função e passou a abrigar a sede do grêmio estudantil e exposições de produções artísticas e culturais dos alunos Uma escola viva é aquela em que os estudantes não apenas aprendem, mas também criam, ocupam espaços e participam das decisões sobre o lugar onde estudam. Foi com esse espírito que alunos da Escola Municipal Paulo Freire, no Fonseca, em Niterói, inauguraram, nesta quarta-feira (14), o Centro Cultural Paulo Freire. O espaço funcionava anteriormente como refeitório da unidade e ficou ocioso após uma reforma que incluiu a construção de um novo ambiente, maior e mais adequado para a alimentação escolar. Agora, ganhou um novo significado: além de se tornar a sede do grêmio estudantil, será um espaço de portas abertas para exposições de produções artísticas, culturais e de conhecimento desenvolvidas pelos próprios estudantes. A inauguração aconteceu durante a Semana de Arte e Cultura da unidade, que reúne apresentações e diferentes manifestações artísticas e culturais protagonizadas por estudantes e professores. O secretário municipal de Educação de Niterói, Bira Marques, acompanhou a festividade e conheceu as produções que marcaram a abertura do novo espaço. “Quando os estudantes se reconhecem como protagonistas da escola, eles descobrem que também têm o poder de transformá-la. É isso que estamos vendo aqui. Um espaço que antes era utilizado como refeitório agora ganha uma nova vida pelas mãos dos próprios alunos. A escola pública precisa ser esse lugar de expressão, de participação, de produção de conhecimento e de cultura. É muito bonito ver nossos estudantes compreendendo, na prática, que a escola também é deles e que suas ideias têm força para transformar a realidade”, destacou o secretário. A primeira exposição do Centro Cultural reuniu trabalhos desenvolvidos nas aulas de Arte. Entre os destaques está a mostra fotográfica “A escola saiu às ruas”, projeto no qual estudantes levaram carteiras e cadeiras escolares para diferentes cenários urbanos, como museus, praças e centros comerciais. Nas imagens, espaços do cotidiano se transformam em salas de aula inusitadas, provocando reflexões sobre a relação entre educação e cidade. O espaço também recebeu pesquisas e produções dedicadas ao trabalho de mulheres fotógrafas, apresentando suas trajetórias, criações e os legados construídos por meio de suas lentes. As exposições revelam como a arte pode estimular a investigação, ampliar repertórios e oferecer aos estudantes novas maneiras de interpretar e representar o mundo. Para Emily Lima, diretora de Comunicação e Mídia do Grêmio Estudantil, o novo centro cultural representa a oportunidade de ampliar a voz dos estudantes e mostrar que eles também são protagonistas da construção do ambiente escolar. “Esse espaço nasceu de uma ideia que construímos com o professor de Artes. Conversamos, pensamos nas possibilidades e abraçamos a proposta. É muito legal unir o grêmio à arte, porque aqui a gente pode se reunir, compartilhar ideias e também mostrar tudo o que os estudantes são capazes de criar. É um espaço nosso, feito com a nossa participação e que vai estar aberto para toda a escola”, explicou Emily. O professor de Artes Eires Silveira, um dos responsáveis por incentivar a criação do centro cultural, explicou que a proposta surgiu a partir do desejo de dar uma nova função ao antigo refeitório, que ficou disponível após a reforma da unidade. A ideia, inicialmente voltada à realização de exposições, ganhou uma dimensão maior com a participação do grêmio estudantil. “Com a construção de um refeitório novo, mais moderno e mais bonito, vimos a oportunidade de transformar esse ambiente. A professora Denilce, também de Artes, teve a ideia de organizar exposições, e pensamos em ir além, criando um centro cultural que também fosse a sede do grêmio. Mais do que produzir fotografias, poesias e outros trabalhos artísticos, os estudantes precisam ter a oportunidade de apresentar suas criações e reconhecer o valor do que fazem. Eles participaram de todo o processo, da produção à montagem das exposições. Isso desenvolve a sensibilidade, amplia o olhar e fortalece a autonomia e o protagonismo de cada um”, afirmou o professor. Há duas décadas como professora na Escola Municipal Paulo Freire, a diretora Márcia Palmar acompanhou de perto as transformações da unidade e destacou que a inauguração do centro cultural representa mais um avanço na construção de uma escola que valoriza a participação dos estudantes. “Sou professora desta escola há 20 anos e acompanhei de perto toda a sua transformação. Hoje, temos uma escola renovada, que recebeu investimentos importantes, ampliou suas oportunidades de aprendizagem e oferece cada vez mais experiências por meio do esporte, da arte e da cultura. A inauguração deste espaço é mais um passo nessa trajetória. Queremos que nossos estudantes não sejam apenas espectadores, mas participantes ativos da vida escolar, com liberdade para criar, se expressar e tomar decisões. A escola precisa ser esse lugar de formação de jovens críticos, participativos e conscientes do papel que têm na sociedade”, ressaltou a diretora.

Três dos nomes mais emblemáticos da história da música brasileira, Milton Nascimento, Djavan e Luiz Melodia, terão suas obras reverenciadas no novo show do guitarrista, compositor e cantor Fábio Rizental, “Três Rosas Negras”, que estreia no palco do Acaso Cultural, em Botafogo, no dia 16 de outubro, sexta-feira, às 20h. Reconhecido por sua guitarra de linguagem contemporânea e virtuosismo aliado à musicalidade, Rizental propõe uma leitura original desse repertório, em linguagem de jazz rock fusion brasileiro, alternando momentos instrumentais e cantados, acompanhado por Alexandre Berreldi no contrabaixo e Léo Bandeira na bateria. Os seus arranjos preservam a essência das composições enquanto dialogam com o jazz, o rock, a improvisação e a música brasileira contemporânea, aproximando esse legado das novas gerações e reafirmando a importância desses autores para a cultura brasileira e para a música mundial. Serviço: Quando: 16 de outubro, sexta-feira, às 20h Onde: Acaso Cultural – Rua Vicente de Sousa, 16, Botafogo, Rio de Janeiro – RJ Ingressos: entre R$ 55 e R$ 200, no local ou antecipados pelo site Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/127017/d/414426


