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10 de maio de 2022
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer.  No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

29 de março de 2026
A Marco Polo Companhia de Teatro mergulha na obra de Nelson Rodrigues e, inspirada em Álbum de Família, apresenta A Sem Vergonha Sou Eu: um intenso mergulho emocional no universo rodrigueano. A Leitura Dramatizada acontece na terça-feira, 31 de março, às 19h, no Theatro Muncipal de Niterói. Serviço Leitura Dramatizada: "A Sem Vergonha Sou Eu" Data: Terça-feira, 31 de março de 2026 Horário: 19h Ingresso: Gratuito - Sujeito a lotação Duração: 80min Classificação indicativa: 16 anos Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35 - Centro
29 de março de 2026
A programação de abril do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro abre um portal para mundos nem tão distantes através da obra de um gênio que mudou para sempre os games e os quadrinhos. O mês ainda conta com o retorno de uma mostra cinematográfica arrepiante e a despedida da exposição que fez toda a cidade voltar à infância. A partir do dia 22/04, a mostra Yoshitaka Amano – Além da Fantasia apresenta mais de 200 trabalhos do artista japonês por trás da identidade visual dos games Final Fantasy e da série Vampire Hunter D, levando o prédio histórico para outra dimensão. Enquanto um portal se abre, outro se fecha. A mostra Viva Mauricio, que recebeu mais de 600 mil visitantes desde dezembro, passa seus últimos dias no Rio. Mas não é apenas de sonhos que se alimenta o imaginário carioca. Por isso, no dia 15/04, os pesadelos retornam às telas com a 2ª edição de Mestras do Macabro. A seleção de filmes é composta por obras-primas de terror dirigidas por mulheres. E os monstros não param por aí, mas saem do cinema e caem na pista! No dia 17/04, o CCBB se abre para uma Noite no Museu, uma festa cheia de bruxaria para divertir os fantasmas de plantão, em uma dobradinha de cinema + música. Pra quem prefere sacudir o esqueleto ao som de um bom samba, vem aí mais uma edição do Samba do Sacramento, na área externa, dia 25/04. Tem também estreia no teatro: O Extermínio da Cegonha, obra inédita escrita e dirigida por Pedro Uchoa que investiga, de forma divertida, provocadora e atual, o poder da tecnologia na criação de relações, afetos e escolhas. Ainda nos palcos, a partir do dia 30/04, os sons da viola reverberam pelo Rio com a Mostra Violas Brasileiras: da Raiz ao Contemporâneo, série de apresentações celebra a cultura violeira e suas muitas faces. Voltando ao cinema, a Cinemateca do MAM no CCBB traz a mostra Filmes de Sucesso, com longas de sucesso de diversos países, como o americano A Noviça Rebelde e o britânico 007 - Operação Skyfall. Além disso, dia 09/04, em exibição única, a Mostra CTAv 40 anos celebra o aniversário do Centro Técnico Audiovisual com curtas e médias-metragens apoiados pela Instituição. O mês está também recheado de boas conversas: o Clube de Leitura CCBB celebra a beleza do cotidiano ao receber a cronista Martha Medeiros no dia 08/04, em um encontro sobre felicidade; a edição deste ano da Semana Fashion Revolution oferece aos visitantes a oportunidade de conhecer ecossistemas da moda local independente; o ciclo de palestras PI e o Esporte: em suas Marcas, Preparar, Inovar! debate questões de propriedade intelectual em um contexto de empreendedorismo e inovação para o futuro da área. Informações detalhadas sobre toda a programação, ingressos e releases de cada evento estão disponíveis no site bb.com.br/cultura. SERVIÇO  Releases e materiais de divulgação de cada programação disponíveis no site do CCBB. Centro Cultural Banco do Brasil Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ Contato: 21 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br
29 de março de 2026
O palco do Teatro Cândido Mendes, em Ipanema, recebe a estreia de “Minha Avó É Muito Louca”, monólogo escrito e interpretado por Dan Rocha, com direção geral de Pedro Vasconcelos, direção cênica de Catarina de Carvalho e direção criativa de Isabella Santoni. Em cartaz às quintas-feiras, às 20h, a comédia apresenta ao público Neide, uma senhora de 92 anos que transforma o teatro em sala de estar e a plateia em confidente, em um espetáculo de humor direto, afetivo e sem filtros. Por trás do riso alto e das histórias familiares que contém doses de acidez, a montagem carrega também um gesto de memória e gratidão. Cinco anos após a morte de Paulo Gustavo, Dan assume em cena a influência decisiva do artista em sua formação. Fã declarado desde a adolescência, transforma o espetáculo em homenagem à liberdade criativa e à autenticidade que marcaram a trajetória do humorista e redefiniram a comédia popular brasileira. Serviço - "Minha Avó É Muito Louca” Datas: 26 de março a 30 de abril de 2026 Temporada: Quintas-feiras, às 20h Local: Teatro Cândido Mendes – Ipanema Ingressos: Disponível no site da Sympla [https://bileto.sympla.com.br/event/116738/d/367458] ou na bilheteria física do teatro Horário de funcionamento da bilheteria: Quinta a domingo das 18h às 21h Valor: R$ 70 (inteira) | R$ 35 (meia)
27 de março de 2026
Hassum - um dos nomes mais populares da comédia brasileira. Com uma carreira consolidada no cinema, na televisão e nos palcos, tornou-se um verdadeiro fenômeno de público. Protagonista de grandes sucessos do cinema nacional, seus filmes já levaram mais de 20 milhões de espectadores às salas de todo o país, reafirmando sua capacidade única de transformar situações do cotidiano em histórias hilárias e altamente identificáveis para o público. No espetáculo “É Noix Família”, Hassum mergulha no universo familiar para mostrar, com muito humor e identificação, que o famoso ditado “família é tudo igual, só muda o endereço” faz todo sentido. No palco, o comediante transforma histórias e memórias de sua própria casa em situações divertidas que facilmente poderiam acontecer com qualquer pessoa. Qualistage Endereço: Avenida Ayrton Senna, 3000, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ Classificação: a partir de 18 anos
27 de março de 2026
O Dia da Música no Museu, 27 de março, sexta-feira, será comemorado com um concerto gratuito do conjunto “TECLAS SONORAS”, dirigido por NELMA PATARO, às 12h30, no Museu da Justiça, no Centro do Rio. Na sequência, no sábado, dia 28 de março, às 18h, a pianista Miriam Grosman apresenta-se no Palácio São Clemente, no Consulado de Portugal, em Botafogo, também com entrada gratuita.  Inserida no calendário oficial do Rio de Janeiro há dois anos, dia do aniversário do seu criador, Sergio da Costa e Silva, a data, dá a maior relevância ao projeto ampliando a sua repercussão e se juntando aos mais de 30 prêmios recebidos, como a Ordem do Mérito Cultural, Golfinho de Ouro, Ordem do Mérito Cultural Carioca e internacionais como Unesco, Latin American Quality Awards, na PUC em Buenos Aires, Excelência em Cultura em Portugal e Cultura Viva na Espanha. Patrimônio Cultural Música no Museu está completando 29 anos de atividades ininterruptas em 2026 e é uma das maiores séries de música clássica do Brasil. Patrimônio Cultural Imaterial do Estado e da Cidade do Rio de Janeiro, o projeto já atingiu um público superior a 1 milhão e 250 mil pessoas. E isto foi ressaltado também em Portugal iniciando estas comemorações em Lisboa no histórico Grêmio Literário, no dia 21 de março, e, no dia 22 de março, em Sintra, no Lawrence's Hotel - o mais antigo da Península Ibérica e onde Eça de Queiroz escreveu “Os Maias” – com o Música no Museu Internacional. A ocasião contou com a apresentação da pianista Fernanda Canaud tocando clássicos brasileiros. Serviço: Dia 27 de março, sexta-feira, às 12h30 Concerto: TECLAS SONORAS, com DIREÇÃO de NELMA PATARO Local: Museu da Justiça - Rua Dom Manuel, 29, Centro, Rio de Janeiro - RJ Entrada: gratuita Classificação: livre Programa: Clássicos internacionais Dia 28 de março, sábado, às 18h Concerto: Miriam Grosman, piano Local: Palácio São Clemente - Consulado de Portugal - Rua São Clemente, 409, Botafogo, Rio de Janeiro - RJ Entrada: gratuita (senhas distribuídas meia hora antes) Classificação: livre Programa: Clássicos internacionais
27 de março de 2026
Na sexta-feira, dia 27 de março, às 19h, a Orquestra Filarmônica Fluminense (OrFF) fará o concerto “Meu Brasil Brasileiro”, abrindo sua temporada de 2026, no Salão Leopoldo Miguez, na Escola de Música da UFRJ, Lapa. Com direção artística e regência do maestro Eliézer Rodrigues, com a participação da soprano Mariana Gomes como solista, serão apresentadas exclusivamente obras de compositores brasileiros: Villa-Lobos, Carlos Gomes, Alberto Nepomuceno, Francisco Mignone, Ary Barroso e Gilson Santos. SERVIÇO Orquestra Filarmônica Fluminense faz o concerto Meu Brasil Brasileiro - Abertura da temporada 2026 Local: Salão Leopoldo Miguez da UFRJ – Escola de Música da UFRJ Data: 27/3, sexta-feira – Horário: 19h Endereço: R. do Passeio, 98 - Centro, Rio de Janeiro Ingressos: Grátis
26 de março de 2026
No dia 6 de abril (segunda-feira), às 14h30, na Sala Multiuso do Museu do Jardim Botânico, acontece a 7ª edição do Fórum Negritude em Foco, com o tema “Representatividade e promoção da igualdade racial”. Gratuito e aberto ao público, o encontro reúne o historiador Silvio Lima e o advogado Renato Ferreira para discutir o papel da representatividade na construção de uma sociedade mais igualitária, abordando desafios estruturais, avanços recentes e caminhos para fortalecer ações institucionais voltadas à equidade racial. Durante a palestra, os convidados irão compartilhar suas experiências e pesquisas, construídas ao longo de trajetórias dedicadas ao estudo das relações étnico-raciais e dos direitos humanos. A partir de diferentes áreas do conhecimento, eles irão analisar como a representatividade influencia a construção de narrativas, a formulação de iniciativas e o acesso a direitos. SERVIÇO Fórum Negritude em Foco 7ª edição – Representatividade e promoção da igualdade racial Data: segunda-feira, 6 de abril Horário: 14h30 Local: Sala Multiuso do Museu do Jardim Botânico Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Museu do Jardim Botânico Visitação: quinta a terça-feira (fechado às quartas) | 10h às 17h Acesso pela Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Entrada gratuita
26 de março de 2026
Completando três anos do episódio que chocou o Brasil, a Universidade Federal Fluminense convida o público a um mergulho na memória coletiva do país com a inauguração, dia 31 de março, da exposição “Subterrâneos a céu aberto”. A mostra propõe uma reflexão sobre o episódio do dia 8 de janeiro de 2023, em que os prédios dos Três Poderes em Brasília foram invadidos e a ordem democrática, ameaçada, a partir de um acervo inédito de imagens produzidas nas mídias digitais pelos próprios participantes dos atos. Ao reuni-las e apresentá-las ao público, a mostra contribui para o debate sobre a preservação das instituições democráticas. ENTRADA FRANCA Visitação de 31/03 a 10/05/26 Segunda a sexta, das 10h às 21h Sábados e domingos, das 13h às 21h Galeria de Arte UFF Leuna Guimarães dos Santos Centro de Artes UFF Rua Miguel de Frias, 9 - Icaraí, Niterói - RJ
26 de março de 2026
A atriz e diretora premiada Marina Esteves chega ao Rio de Janeiro com o seu monólogo “Magnólia”, livremente inspirado na música homônima de Jorge Ben Jor, depois de uma longa temporada de sucesso em São Paulo. A temporada, de 12 de março até 5 de abril, acontece no Sesc Copacabana. A produção narra a fábula sobre uma deusa astronauta que vive na dimensão azul e rosa por entre estrelas e cometas até encontrar um cavaleiro negro, São Jorge. Ele propõe a ela uma missão: descer para a Terra e experimentar o que é ser humana. Na Terra, depois da queda, ela passa por 6 diversas transformações até se tornar uma mulher negra. Neste corpo, ela experimenta o que é essa vivência, com todos os prazeres da sua existência. “A música Magnólia é uma música muito misteriosa. É uma possível metáfora para um mito latino-americano de uma deusa, uma divindade que vive no cosmos. E quando ela cai na terra, ela nasce em forma de flor. Essa foi uma das inspirações para que a gente criasse a dramaturgia. É uma música que tem muito swing e que fala sobre a beleza da vida, sobre essa flor, mas que também pode ser uma nave espacial. Mas que vem ao mundo para trazer alegria”, explica a atriz. A construção do espetáculo nasce da trajetória pessoal de Marina. Nascida e criada na periferia da cidade de São Paulo, cresceu entre o samba, pagode e rock, além de Jorge Ben Jor, por influência dos pais. “Falar de Jorge Ben Jor é também honrar essa trajetória dos meus pais e da música popular brasileira, a música negra popular brasileira, que faz parte da minha constituição enquanto cidadã, mulher negra nesse mundo, e que também faz parte da trajetória dos meus pais e também de quem veio antes”, conta. Mas para Marina, sua relação com a obra de Jorge Ben Jor é ainda mais profunda. “A primeira música que eu cantei na minha vida foi ‘W/Brasil’, e esse foi o disparador para a construção do espetáculo. Nesse desejo de investigar o nascimento da voz, eu perguntei para a minha mãe qual foi a primeira música que eu cantei, e ela disse ‘W/Brasil’. Então, o nascimento do meu canto vem da sonoridade e das letras de Jorge Ben Jor na minha vida. E quando cresci, tive entendimento de todo o contexto político da sua obra, o quanto também fala sobre espiritualidade, sobre o nosso reconhecimento, autonomia e representatividade enquanto pessoas negras”, conta a atriz. A dramaturgia do monólogo envolveu dois anos de pesquisa na obra do cantor junto de Lucas Moura, que também escreveu o texto do espetáculo. Para além de “A Tábua de Esmeralda”, a dupla quis trazer à tona outros macrotemas que existem na obra de Jorge Ben, como futebol, as mulheres e musas, a filosofia hermética, a idade média, a própria relação com a religiosidade que envolve ali o catolicismo, mas que também perpassa. Marina é a responsável pela concepção, idealização, direção e dramaturgia do espetáculo, além de atuar. “Assumir essas diversas frentes do espetáculo reforça uma característica do meu trabalho quanto artista, que é o lugar de pensar uma obra teatral pelo todo, que vai perpassar por diversas áreas, que também englobam estética e linguagem, a música e a dança que são vertentes muito importantes da minha pesquisa artística”, conta. O espetáculo já teve temporada em São Paulo. “O grande marco dessas circulações de ‘Magnólia’, até então, foi no Centro Cultural São Paulo, através da Curadoria de Gui Miralha, onde ocupamos a sala Jardel Filho, uma sala grande no coração da cidade de São Paulo. A sala tem cerca de 300 lugares, e houveram pessoas que não conseguiram entrar devido à hiper lotação da casa. Lotar uma casa importante no território nacional nesta curta temporada com artistas negros e periféricos foi uma realização muito especial para a vida do espetáculo e na minha carreira. Acho que foi o dia mais bonito da minha trajetória”, relembra. Agora, Marina e sua equipe realizam o sonho de aterrissar no Rio de Janeiro com o espetáculo. “Apresentar no Sesc Copacabana, que é do lado da atual residência de Jorge Ben, que até onde sabemos, reside no Copacabana Palace. A gente está do ladinho dele, e é como entrar em contato com a fonte, a sua terra natal, as suas inspirações. Pisar num território onde as afirmações e as inspirações do Jorge Ben são muito presentes”, celebra. “Trazer um olhar feminino para a obra de Jorge Ben Jor é um exercício de autonomia. Ele canta muitas mulheres, ainda que pela perspectiva da musa ou do amor platônico. Aqui, o meu exercício de autonomia e liberdade é trazer essas mulheres para a cena de modo fabular para ouvirmos a voz delas sempre reverenciando o legado de Jorge Ben. Para mim, mulher negra artista, é um momento de enraizar minha pesquisa com a performance da música, dança e a palavra, revelando e aprofundando nas possibilidades de contar as nossas histórias”, conta. Aos 34 anos, Marina Esteves coleciona diversos feitos marcantes na sua carreira, que se iniciou aos 17 anos, em oficinas de teatro. Ela se formou na Escola Livre de Teatro de Santo André, no Clube de Formação de Atores e Atrizes, e depois fez formação de humo na SP Escola de Teatro. A atriz destaca o espetáculo “Gota d'água Preta”, com concepção, idealização e direção de Jé Oliveira, como um ponto alto de sua carreira, onde interpretou a antagonista de Jussara Marçal. Além da temporada no Rio de Janeiro, a peça rodou em Portugal, e foi considerado o melhor espetáculo do ano pelo jornal português O Público. A produção foi indicada ao Prêmio Shell e venceu melhor direção no Prêmio APCA 2019. Marina também integrou o elenco de “Bom dia, eternidade” com direção de Luiz Fernando Marques Lubi; "Desfazenda - Me enterrem fora desse lugar", direção Roberta Estrela d’Alva; "A Divina Farsa", da Cia La Mínima com direção de Sandra Corveloni. Como diretora, assinou a direção geral e direção de movimento do espetáculo “Pa-rá - Rio de memórias”, vencedora do Prêmio APCA de melhor monólogo infanto-juvenil em 2025, e o espetáculo “Ere Ayê” de Luz Ribeiro. Como atriz convidada, colaborou com coletivos de teatro em SP, como Coletivo Estopo Balaio, Teatro da Conspiração, Cia La Minima e Poleiro do Bando, atuando em suas montagens. Mariana também soma em sua trajetória três premiações como melhor atriz em festivais teatrais nacionais. Atuou como bailarina profissional em cias de dança contemporânea sob direção de Miriam Druwe, Henry Camargo e Claudia Nwbalisili, entre 2013 a 2017. A temporada carioca de “Magnólia”, de 12 de março e até 5 de abril, segue no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, com ingressos de R$15 a R$30 disponíveis no Ingresso.com (https://www.ingresso.com/evento/magnolia). Instagram: https://www.instagram.com/vimvermarina/ SERVIÇO Temporada: 12/03 a 05/04 Local: Sesc Copacabana Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana Classificação: 14 anos Duração: 90 minutos Ingressos: R$15 (meia), R$30 (inteira) Link de venda:https://www.ingresso.com/evento/magnolia
26 de março de 2026
Sucesso de público e crítica, as últimas apresentações acontecem no sábado (28) e domingo (29), às 16h30, com sessão extra no domingo (29), às 14h. Até 15 de março, a primeira temporada da comédia musical realizou 28 apresentações e recebeu cerca de 14 mil espectadores, um verdadeiro case de sucesso. Um sucesso de bilheteria, o espetáculo inspirado na obra da escritora Thalita Rebouças chega à sua última semana em cartaz no Roxy, reunindo o público para as apresentações de despedida. Desde a estreia, em 8 de janeiro, o musical vem lotando sessões ao unir humor, emoção e situações com as quais o público se reconhece facilmente, reforçando a ideia central da história: mães e filhos não mudam, apenas trocam de CEP. "É o fim de uma temporada de muito sucesso, de muita realização. Eu não sabia que podia ser tão feliz, minha vida já era tão bacana, e ainda assim fui surpreendida. Passar sábados e domingos com a casa lotada, levando arte e cultura para as pessoas, aproximando famílias… é lindo de ver. Vai vó, bisavó, mãe, filha, netinhas, gerações juntas, compartilhando esse momento. Sinto muito orgulho do que a gente construiu ali no Roxy, levar arte de forma tão acessível. “Fala Sério, Mãe!” foi, com certeza, a primeira experiência teatral de muita gente. E isso não tem preço.", atesta Thalita Rebouças. Fala Sério, Mãe! – Elas só mudam de endereço Comédia musical com Thalita Rebouças e grande elenco Local: Roxy Rua Bolívar, 45 – Copacabana – Rio de Janeiro Até 29 de março Última semana: https://www.eventim.com.br/falaseriomae • Dia 28 – sábado Às 16h30 • Dia 29 – domingo - sessão dupla Às 14h (abertura da casa à 12h - cardápio para almoço) Às 16h30 (abertura da casa às 15h30 – menu kids) Ingressos: a partir de R$ 60 Compra online: https://www.eventim.com.br/falaseriomae
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