
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer. No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

Quem ainda não conhece Nicole Musafir terá nova oportunidade de mergulhar numa jornada íntima, divertida e emocionante. Devido ao grande sucesso da sua estreia, o espetáculo “Pra Quem Não Me Conhece” ganha uma nova temporada na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, de 07 a 22 de outubro, às quartas e quintas, 19h. Nicole se apropria do humor para contar a própria história, mas, no caminho, faz o público lembrar da sua. Ao acompanhar suas memórias, o público reencontra a própria criança interior, se questiona sobre os sonhos que congelou pelo caminho e sobre tudo o que ainda pode viver. É uma história que inspira a olhar para o que ficou para trás sem deixar de imaginar o que ainda está por vir. Na primeira temporada, a participação especial da avó de Nicole, a pianista Lydia Musafir, emocionou a plateia em diversas sessões. Aos 91 anos, Lydia tocou pela primeira vez em público, ao lado da neta, em um momento que acabou traduzindo, na prática, uma das mensagens do espetáculo: nunca é tarde para fazer algo pela primeira vez. - O público deixou claro que, ao final da peça, não sabia mais se ria ou se chorava. E me surpreendia perceber que cada um foi tocado por um lugar diferente, muitas vezes por pontos que eu mesma nunca tinha percebido. Alguns ficavam com trechos de músicas na cabeça, outros lembravam de citações dos diários ou de alguma memória da infância que estava adormecida. No fim, cada um parecia levar consigo um pedaço diferente daquela história. Acho que é aí que a peça deixa de ser só sobre mim e passa a ser sobre cada um que está ali - relata Nicole. Serviço: Temporada: de 07 a 22 de outubro Sessões: quartas e quintas-feiras, às 19h Local: Casa de Cultura Laura Alvim - Espaço Rogério Cardoso - Av. Vieira Souto, 176, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ Ingressos: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia-entrada), vendas no site https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/c75d76d3b22e0367cb06d8bf56bf8a9e6e9eb9f4 Gênero: Comédia Classificação: 12 anos Duração: 80 minutos

O espetáculo teatral que estreia no Teatro Ziembinski, com temporada de 2 a 25 de outubro de 2026, tem dramaturgia e direção de Diogo Liberano. Em cena, Gilberto Silva aparece como protagonista no teatro. Em vez de uma narrativa linear, a peça se organiza como uma experiência de atenção, em que o elo entre ator e público sustenta um percurso que não busca avançar para a frente, mas para dentro. SINOPSE Após uma tarde de sábado reunido em volta da piscina com amigas, um homem de quarenta e muitos anos percebe em seu peito uma abertura até então desconhecida. Diante dessa rachadura, aberta pelo encontro com as amigas, ele escolhe descer uma longa escada rumo ao mais fundo de si mesmo. SERVIÇO Estreia: 2 de outubro de 2026 Temporada: 2 a 25 de outubro, de sexta a domingo. Local: Teatro Municipal Ziembinski Ingressos: R$50 (inteira) / R$25 (meia-entrada) – disponíveis em https://bileto.sympla.com.br/event/127096 Horários: sextas e sábados, às 20h; domingos, às 19h Duração: 60 minutos Classificação indicativa: 18 anos

A programação na Caixa Cultural Rio de Janeiro, no centro da cidade, tem filmes que passam por quase sete décadas de cinema, incluindo o primeiro longa-metragem de Ruy, Os Cafajestes (1962), até A Fúria (2024), sua obra mais recente. Este último filme encerra a chamada Trilogia dos Fuzis, que começou com Os Fuzis (1964) e seguiu com A Queda (1978). Essas três obras realizadas ao longo de seis décadas são ligadas por um único personagem. Antes de chegar ao Rio, a Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema, esteve na Caixa Cultural de Curitiba, onde o público pôde assistir a uma filmografia que atravessou momentos históricos do Brasil. Situações como violência, desigualdade, poder, liberdade e justiça social estão presentes de diferentes formas nas obras do cineasta, que, perto de completar 100 anos, permanece produzindo. Serviço: Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema Quando: 29 de setembro a 16 de outubro de 2026 Não haverá sessões: Segundas-feiras e 9 de outubro Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro - Rua do Passeio, 38, no centro do Rio Ingressos: Gratuitos, a serem retirados meia hora antes de cada sessão na bilheteria da Caixa Classificação: A partir dos 18 anos

Duas lendas da música instrumental brasileira se reencontram na Casa com a Música, na Lapa, para celebrar um novo trabalho. Robertinho Silva e Nivaldo Ornelas lançam “Aos Povos da Floresta”, álbum que presta homenagem aos povos que habitam, protegem e dão sentido às florestas do Brasil, com show no dia 09 de outubro, sexta-feira, às 20h, recheado de participações especialíssimas, como a de Kiko Continentino. Nesse novo trabalho, ritmo, sopro e memória se encontram. Nivaldo e Robertinho contam, por meio de composições e interpretações com sons e vocais próprios, a luta incessante dos povos da floresta, pela preservação do meio ambiente, e das populações negra, originária da África, e branca, bases do que é hoje o Brasil. Juntaram também a essa exposição as missões religiosas, que vem e vão, num fluxo constante, na busca da catequização, onde o foco nem sempre é o meio ambiente. Na abertura das gravações deste álbum, os dois artistas unem a sonoridade das festas e danças indígenas com os atabaques e os cantos da cultura afro-brasileira, para em seguida aparecer uma missão religiosa descendo o rio, na direção de uma aldeia distante. Serviço: Quando: sexta-feira, dia 09 de outubro, às 20h Local: Casa com a Música - Rua Joaquim Silva, 67, Lapa, Rio de Janeiro - RJ Ingresso: R$ 50, venda pelo site https://www.sympla.com.br/evento/show-de-robertinho-silva-e-nivaldo-ornellas-lancamento-do-album-aos-povos-da-floresta/3598409

Carambolas nas Nuvens é um musical infantil criado por Bebel Nicioli (flauta, violão, percussão, voz), Mari Jasca (violão, charango, percussão, voz) e Renata Neves (violino, percussão, voz) do grupo As Carambolas. Desde agosto, o espetáculo faz uma circulação pelo "Sesc Pulsar" e após passar pelas unidades de São Gonçalo, Nova Friburgo e São João de Meriti, chega a Petrópolis, na próxima quinta-feira, 08, integrando a programação do mês das crianças no Centro Cultural Sesc Quitandinha. Carambolas nas Nuvens é um convite à uma viagem fantástica pelo universo da música popular brasileira, com pitadas da cultura latino-americana e africana. Com direção cênica de Leticia Medella, o show reúne ritmos e cantigas populares e passeia por linguagens para além da música como teatro, dança, circo e contação de histórias, ´promovendo a experiência lúdica da criança através da interação, escuta e corporalidade. SERVIÇO: O QUE? Show musical infantil ‘Carambolas nas Nuvens’ com o Grupo As Carambolas ONDE? Sesc Quitandinha – Av. Joaquim Rolla, 02 – bairro Quintandinha\Petrópolis QUANDO? 08 de Outubro , Quinta-feira - 14h INGRESSO: Inteira- R$ 15,00 Meia- entrada e convênio - R$ 7,50 Credencial Plena Sesc – R$ 5,00 \\ PCG - Gratuito DURAÇÃO: 1h CLASSIFICAÇÃO: Livre

Até onde as realidades vividas pelas brasileiras e pelas mulheres árabes se distanciam? Este questionamento é o ponto de partida de “Eu matei Sherazade, confissões de uma árabe em fúria”, que faz tour por diversas cidades fluminenses e chega ao Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), no Centro do Rio, para sessões gratuitas nos dias 06, 07, 13 e 14 de outubro, terças e quartas-feiras, às 18h. Indicada ao Prêmio APTR, Carolina Chalita atua e assina a dramaturgia do monólogo, primeira adaptação do livro homônimo da autora libanesa Joumana Haddad para o teatro, com direção de Miwa Yanagizawa, direção musical de Beto Lemos e música ao vivo de Maria Clara Valle. Sinopse do espetáculo: O espetáculo narra as confissões de uma árabe enfurecida pela maneira como a mulher é vista por seu próprio povo e pelo olhar preconceituoso do Ocidente. Ela descobre, através da literatura, o caminho para se libertar da hipocrisia patriarcal e, assim, escolher o que realmente deseja ser e criticar a forma como a personagem Sherazade, do livro “As mil e uma noites”, é exaltada em todo o mundo por ser uma referência de insubmissão feminina. Segundo Joumana Haddad, Sherazade não rompe com o sexismo. Pelo contrário, o perpetua, por trás de uma transformação maquiada. A autora enaltece a importância de as mulheres conquistarem o protagonismo sobre suas vidas para a construção de uma nova consciência do feminino. SERVIÇO: Endereço: Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ) - Av. Erasmo Braga, 115 - Centro, Rio de Janeiro – RJ Sessões: dias 06, 07, 13 e 14 de outubro, terças e quartas-feiras, às 18h Entrada: gratuita, com ingressos disponíveis no link https://www.sympla.com.br/produtor/ccpjrj Lotação: 50 lugares Duração: 60 minutos Classificação: 14 anos

Mais de quatro séculos depois de sua criação, Romeu e Julieta segue atual e volta ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em uma nova montagem, reunindo o Ballet e a Orquestra Sinfônica da casa, sob direção, concepção e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni, regência de Tobias Volkmann e direção geral de Hélio Bejani. Com patrocínio oficial Petrobras, o espetáculo revisita a célebre partitura de Sergei Prokofiev para contar a história de dois jovens cujo amor é interrompido pela rivalidade entre suas famílias, Capuletos e Montéquios. A montagem traz à cena temas como a intolerância, os conflitos e a dificuldade de conviver com as diferenças, questões que permanecem presentes na sociedade contemporânea. As apresentações acontecem de 7 a 10 de outubro, às 19h e no dia 11, às 17h. No elenco, os primeiros bailarinos Márcia Jaqueline, Cícero Gomes, Juliana Valadão e os solistas Gabriela Cidade e Rodrigo Hermesmeyer. Serviço: Romeu e Julieta Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro Dias: 6/10 (Ensaio Geral), 7/10 (Estreia), 8/10,9/10,10/10, às 19h e 11/10, às 17h Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro Ingressos: Frisas e Camarotes – R$90,00 (ingresso individual) Plateia e Balcão Nobre – R$80,00 Balcão Superior e Lateral – R$50,00 Galeria Central e Lateral– R$30,00 Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.

Com apresentação agendada para o Theatro Municipal de Niterói, na quarta-feira, 07 de outubro, às 19h, em O Teatro da Cura: Música e Medicina o grupo propõe um percurso pela música de câmara em diferentes formações, com concertos comentados e o uso de instrumentos de época - alguns deles originais do século XVIII. O espetáculo O Teatro da Cura, parte da série "Viagem no Tempo", apresenta uma reflexão sobre as maneiras como a sociedade lidou com os males físicos e os desafios da saúde ao longo dos séculos. Através de peças musicais do período barroco, a montagem relaciona práticas históricas de cuidado com obras de compositores renomados. A interpretação é realizada com instrumentos históricos, preservando a sonoridade e a técnica do repertório selecionado, e a apresentação combina trechos narrativos e de caráter cômico para contextualizar a relação entre arte, história e a figura do médico. O espetáculo traz um retrato musical divertido e sentimental da medicina e dos médicos, com suas pílulas, cirurgias, elixires e encantamentos para lidar com os males da condição humana. No programa, música de Bach, Haendel, Lully, Couperin, Marais, Charpentier, Kuhnau. Com Laura Rónai, (flauta barroca), Roger Ribeiro (violino barroco), Eduardo Antonello (cravo), e Myrna Herzog (viola de gamba). Serviço O Teatro da Cura | Série "Viagem no Tempo" com Ensemble PHOENIX Data: Quarta-feira, 07 de outubro de 2026 Horário: 19h Classificação indicativa: 12 anos Duração: 60min Ingressos: R$ 80,00 (R$ 60,00 na compra antecipada até o dia 06/10) Vendas pelo Fever, ou na bilheteria do Theatro Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35, Centro - Niterói Site: www.tmjc.com.br

Há 7 anos Niterói ganhava sua maior sala multiuso pública Equipada com o que há de mais moderno em som, luz e equipamento audiovisual, a Sala Nelson Pereira dos Santos - SNPS – homenagem a um dos maiores nomes da sétima arte do país, precursor do Cinema Novo e fundador do curso de graduação em cinema da UFF - foi inaugurada com show da cantora Adriana Calcanhotto. O espaço é parte integrante do Centro Petrobras de Cinema - CPC, complexo cultural desenvolvido para abrigar a cultura audiovisual da cidade, projetado pelo saudoso arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer. Sua estrutura arquitetônica é composta por dois prédios autônomos, e integra o Caminho Niemeyer. Na licitação que definiu, em 2014, o grupo Reserva Cultural como concessionário das salas de cinema do complexo, ficou de fora todo o segundo bloco da estrutura, o prédio de três andares, de formato redondo, acabamento externo negro, e que se assemelha a um rolo de filme, na concepção do arquiteto. Nesta parte do complexo, a Prefeitura e a Fundação de Arte de Niterói projetaram a construção, além do auditório multiuso, o Museu do Cinema, que visa oferecer ao público em geral, estudantes, professores e àqueles que produzem, refletem e/ou pesquisam no campo do documentário uma instituição única que disponibilize acesso a filmes e documentos, bem como amplo leque de atividades complementares; e um centro tecnológico de pós-produção e capacitação, fruto da parceria entre Prefeitura, MinC, Ancine, Sistema S e empresas de tecnologia. A Sala tem capacidade total de 475 lugares. Incluindo assentos para pessoas com mobilidade reduzida e também espaços reservados para cadeirantes. Os assentos; revestidos com tecidos macios e acolchoamento, oferecem conforto e aconchego. Todos os lugares possuem igual qualidade de visibilidade do palco, devido ao arranjo em aclive. Ao todo, 14 aparelhos de ares condicionados atendem o espaço. E o projeto luminotécnico compõe a harmonia e qualidade do ambiente. Inauguração Na noite da inauguração, a cantora Adriana Calcanhotto não escondeu sua emoção em abrir a Sala Nelson Pereira dos Santos. "Estou muito feliz por ter sido convidada para a noite de estreia deste espaço. É uma responsabilidade muito grande inaugurar um equipamento como este, que atende a várias linguagens – música, teatro, dança, e com estes nomes todos: um projeto de Oscar Niemeyer, uma Sala chamada Nelson Pereira dos Santos, com Cacá Diegues na primeira fila da plateia, então, não é fácil, mas muito gratificante. Há tempos eu não fazia voz e violão, entretanto foi uma apresentação muito comovente. A plateia de Niterói tem um carinho, um calor muito original, o que me deixou muito feliz" destacou Adriana. Estrutura técnica Palco ∙ Boca de cena: 11,80m ∙ Pé direito do palco: 6,30m ∙ Altura do palco: 0,93m ∙ Dimensões laterais: L: 2,00m - P: 3,50m ∙ Cortina de boca ∙ 03 bambolinas pretas: L: 12m - A: 0,50m ∙ 06 pernas laterais pretas (03 de cada lado: L: 1,20m - A: 5,15) ∙ 06 varas de luz / cenário (04 em palco e 02 na plateia) ∙ Capacidade peso cada vara: 350Kg ∙ Comprimento de cada vara: 05 Varas de 12m e 01 Vara de 15m ∙ Piso do palco: madeira freijó . Entrada especial para cenário dimensões: L: 1,47m - A: 5,96m ∙ Área para guardar cenário: Sim (pequena) . Marcenaria: não Camarim A SNPS possui 02 camarins, cada um com toalete privativo, área de convivência equipados com ar condicionado, geladeira, microondas, armário, bancada com pia e bebedouro.

Há encontros que levam uma vida inteira para acontecer. Depois de décadas dividindo estreias, camarins e os bastidores da história do teatro brasileiro, seis mulheres com trajetórias que, somadas, atravessam mais de dois séculos, sobem juntas ao palco. Depois de uma bem-sucedida temporada entre agosto e setembro no Sesc Ginástico, “As Marias de Belém do Pará – Somos Todos Marias”, espetáculo apresentado pelo Ministério da Cultura e Itáu estreia em Niterói no dia 9 de outubro para uma curta temporada no Teatro da UFF. Idealizada, escrita e encenada por Eduardo Barata, com colaboração dramaturgia e codireção de Elaine Moreira, a peça musicada reúne um elenco que já é um marco para a história do teatro. A montagem transforma a biografia de oito mulheres, Bete Mendes, Ítala Nandi, Ivone Hoffmann, Mariah da Penha, Veluma, Joana Fomm e Hildegard Angel, em matéria-prima para o texto, prestando uma homenagem inédita a este grande mosaico de gerações, experiências e linguagens artísticas fundamentais para os pilares da cultura brasileira. As participações de Joana Fomm e Hildegard Angel serão especiais, elas subirão ao palco em dias específicos durante a temporada. Mais do que uma narrativa documental, a montagem celebra o tempo vivido, a potência feminina, os costumes e tradições da Região Norte. “Cada uma dessas mulheres carrega no corpo, na voz e na memória as marcas do tempo. Não vejo isso como fragilidade, mas como trajetória. Quero revelar a humanidade que há nisso. Também existe um encontro entre gerações, porque vamos ter artistas mais jovens em cena“, celebra o diretor, Eduardo Barata, que coloca no palco 26 artistas junto às atrizes, com idades que vão de 23 a 90 anos. Serviço “As Marias de Belém do Pará – Somos Todos Marias” 09 a 18 de Outubro de 2026 Sextas e Sábados 19h | Domingos 18h Teatro da UFF Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí – Niterói Ingressos: R$ 90 (inteira) – R$ 45 (meia) Canais de venda: No Site e Bilheteria Classificação Indicativa: 12 anos

A história recente do Brasil é apresentada a partir do cotidiano de uma família em “Café, Almoço, Jantar”, que retorna aos palcos em curta temporada, de 02 a 25 de outubro, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, com sessões às sextas e sábados, às 19h, e aos domingos, às 18h. Escrito por Ivan Fernandes e dirigido pelo autor com Maíra Kestenberg, o espetáculo fez sua estreia com imenso sucesso em setembro, no Centro Cultural Justiça Federal. Em cena, Fátima Patrício, Gabriel Breves, Aldo Perrotta e Renato Albuquerque atravessam 31 anos da trajetória do país para observar de que maneira as mudanças políticas, econômicas e sociais interferem nas relações pessoais, nos afetos e nas decisões de pessoas comuns. O ponto de partida dessa comédia de costumes é a pensão de Dona Filó, que se transforma em palco para falar de família, do tempo e de um país. Estruturada em três episódios — “Café”, “Almoço” e “Jantar” —, a peça se passa nos anos de 1987, 1994 e 2018, aproximando os acontecimentos históricos do país das experiências e transformações vividas pelos personagens. Serviço: Temporada: 02 a 25 de outubro Sessões: sextas e sábados, às 19h, e domingos, às 18h Local: Casa de Cultura Laura Alvim - Sala Rogério Cardoso - Av. Vieira Souto, 176, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), vendas na bilheteria do local ou pelo site https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/c75d76d3b22e0367cb06d8bf56bf8a9e6e9eb9f4 Classificação: 16 anos Duração: 70 minutos Rede social: https://www.instagram.com/cafealmocojantarapeca/
Há três anos, ao apresentar suas esculturas na Galeria Patrícia Costa, Rodrigo de Castro experimentava pela primeira vez a passagem da pintura para a tridimensionalidade. A experiência, no entanto, não representou uma ruptura, muito pelo contrário: a abertura de um novo campo de investigação. Agora, na exposição “Rodrigo de Castro: A Ordem Sensível”, que abre no dia 15 de outubro, o artista percorre o caminho inverso. “As esculturas nasceram, num primeiro momento, da observação das telas. A vontade de fazer com que a cor ocupasse o espaço me levou a pesquisar uma maneira de construir essa cor como escultura. Então, as esculturas se alimentavam, vamos dizer assim, do pensamento das pinturas. Eu percebo que agora acontece um diálogo no sentido inverso: a observação das esculturas me levou a trazer para o plano as complexidades que as esculturas criaram no espaço. Complexidades no sentido de que o espectador não consegue observar a escultura apenas com um olhar, é necessário se deslocar ao redor dela. A obra vai se revelando nas suas diferentes formas e incidências de luz que modificam completamente a ocupação da cor naquele espaço. Então, essas observações das esculturas abriram um caminho diferente, um novo caminho de pesquisa para levar como fonte daquela cor no espaço as maneiras de realizar isso na pintura. Há uma convergência maior entre cor, espaço e luz, fazendo fluir um diálogo mais intenso entre o que é pintura e o que é escultura porque na verdade é tudo fruto de um mesmo pensamento”, diz Rodrigo de Castro. Serviço “Rodrigo de Castro: A Ordem Sensível” Curadoria: Vanda Klabin Abertura: dia 15 de outubro, das 18h às 21h Visitação: até dia 14 de novembro de 2026 Funcionamento: de segunda a sexta, das 11h às 19h; sábados, das 11h às 17h Local: Galeria Patricia Costa Endereço: Av. Atlântica, 4.240/lojas 224 e 225 – Copacabana – RJ Telefone: (21) 2227-6929/98868-1993 Classificação livre Entrada franca


