18 de setembro de 2026
Iniciativa criada por artistas abre as portas de 45 espaços de criação do Centro do Rio ao público nos dias 18 e 19 de setembro, ampliando os percursos da arte contemporânea pela cidade durante a Semana de Arte do Rio Nos dias 18 e 19 de setembro, o Centro do Rio de Janeiro se transforma em um grande território de criação e circulação artística com a primeira edição do Circuito de Ateliês do Centro. Criado e articulado por artistas, o projeto reúne 45 ateliês, ocupados por cerca de 160 artistas contemporâneos, que abrirão suas portas para visitação do público durante a programação da Semana de Arte do Rio e da ArtRio. A iniciativa propõe aproximar visitantes dos espaços onde a arte é produzida, revelando processos, pesquisas e trabalhos que muitas vezes permanecem restritos ao cotidiano dos ateliês. Mais do que uma programação de visitação, o Circuito nasce como uma rede de artistas que busca fortalecer as conexões entre os espaços de criação do Centro e ampliar as possibilidades de circulação da produção contemporânea. Ao abrir os ateliês, o projeto desloca o público dos espaços tradicionais de exposição para os lugares onde as obras são pensadas, experimentadas e construídas, criando novas formas de encontro entre artistas, colecionadores, curadores, profissionais do setor e público em geral. SERVIÇO Circuito de Ateliês do Centro Data: 18 e 19 de setembro de 2026 Programação e horários: @circuito.de.atelies.do.centro Mapa virtual: circuitodeateliesdocentro.com.br Visitação: Gratuita
18 de setembro de 2026
Projeto assinado pelo DJ MAM reúne shows, exposição, conferência e vivência indígena no Museu de Arte do Rio e na Praça XV, entre 18 e 27 de setembro Artes visuais, música, painéis sobre cultura popular e saberes ancestrais. Durante os dias 18 e 27 de setembro, o festival Sotaque Carregado apresenta uma agenda cultural diversificada, com atividades que acontecem no Museu de Arte do Rio (MAR) e em um grande palco montado na Praça XV, ambos no Centro do Rio. A programação faz parte da Semana de Arte do Rio, que acontece no mesmo período, tendo a região central da cidade como ponto de encontro entre a arte e a cultura. “Essa é uma nova ação do projeto Sotaque Carregado, que se prepara para celebrar 20 anos de história. Desde o início, promovemos encontros entre diferentes expressões da cultura brasileira, conectando tradição e contemporaneidade”, destaca o DJ MAM, idealizador do festival. SERVIÇO Festival Sotaque Carregado — Semana de Arte do Rio 18 de setembro (sexta-feira): - Museu de Arte do Rio - 10h às 18h: Exposição e Conferências .14h - Painel “Arte, Ancestralidade e Futuros Possíveis”: Debate sobre curadoria decolonial, arte indígena e tecnologias ancestrais. Participantes: Sandra Benites, Bea Machado, Thais Iroko e Marcelo Campos. Mediação: Nelson Gobbi .15h20 - Painel “Festivais e a Circulação Cultural”: Troca de experiências sobre produção de eventos, ocupação urbana e mercado musical. Participantes: Renee Chalu (Festival Se Rasgum), Rita Fernandes (Casa Bloco), Lu Araújo (Mimo Festival) e Daniel Stain (Blue Note e Tim Music Noites Cariocas). Mediação: Luciana Adão (Espaço Petrobras Futuros) - Praça XV – Centro do Rio .16h - Show Damasound (Festival Se Rasgum / Belém / PA) .17h30 - Programa “Brasilidade com Sotaque Carregado” (ao vivo) para rádio Positividade FM - apresentação DJ MAM e Marcson Muller .18h30 - Orquestra Voadora apresenta álbum Elétrica .19h30 - BNegão Bota Som . 20h30 - Roda de Sambarimbó com DJ MAM, Felipe Cordeiro, Eliana Pittman e Cláudio Jorge . 21h30: Festa Rastro de Cobra com DJ Túlio Baía e Caio Bucker . 22h30 às 23h30: YOLO Love Party com DJ Tamy e Hey Jimmy Jay 17h às 23h30: Feira Sotaque Carregado & Rastro de Cobra 27 de setembro (domingo) - Museu de Arte do Rio 11h às 14h: Vivência indígena com Tupãzinho Guarani
18 de setembro de 2026
O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) inaugurou nesta quarta(16) a exposição “Abolicionistas Brasileiras”, promovida pelo Instituto Artistas Latinas. Com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, a mostra reúne trabalhos de 47 artistas visuais que revisitam as trajetórias de mulheres negras que marcaram a história e tiveram seus nomes silenciados ou apagados pelas narrativas oficiais. Em diálogo com pinturas do acervo da instituição, obras contemporâneas lançam novos olhares sobre personagens como Aqualtune, Anastácia, Maria Firmina dos Reis, Maria Felipa, entre outros símbolos femininos de resistência, protagonismo negro e luta por liberdade. Com entrada franca, a exposição ocupa a icônica Sala Bernardelli, agora totalmente reformada. A abertura acontece junto com a reinauguração de três espaços expositivos do museu em setembro, que passa por reformas desde 2020. O evento integra a agenda da Semana de Arte do Rio, promovida pela Secretaria Municipal de Cultura, de 16 a 27 de setembro, durante a ArtRio 2026, que, este ano, celebra sua 16ª Edição, na Marina da Glória, de 16 a 20 de setembro. Promovida pelo Instituto Artistas Latinas, “Abolicionistas Brasileiras” reúne trabalhos de artistas como Luna Bastos, Renata Felinto, Guilhermina Augusti, Lidia Lisbôa, Mônica Ventura, Aline Motta, Manuela Navas, entre outras. Ao todo, a mostra já alcançou mais de 100 mil visitantes ao longo de suas passagens pelo Museu de Arte do Rio (MAR); pelo Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM), no Recife; pela Casa da Cultura da América Latina, em Brasília; e pelo Centro Cultural São Paulo (CCSP). De volta ao Rio de Janeiro, o projeto ganha nova dimensão, incorporando obras do acervo do MNBA, como pinturas de Marcia Falcão e Maria Auxiliadora. “Abolicionistas Brasileiras” apresenta-se como a maior exposição já realizada no Brasil dedicada à produção de mulheres artistas negras, reunindo diferentes gerações, linguagens e perspectivas em torno de experiências, memórias e lutas protagonizadas por mulheres negras no país. Ao ampliar a visibilidade dessas artistas e promover o reconhecimento de suas contribuições para a produção contemporânea das artes visuais brasileiras, o projeto reafirma o compromisso do Instituto Artistas Latinas com a pesquisa, a preservação e a difusão da produção de mulheres artistas latino-americanas, consolidando a instituição como uma referência na construção de novas narrativas para a história da arte. Segundo Paulo Farias, diretor do Instituto Artistas Latinas, “Abolicionistas Brasileiras” articula passado e presente para questionar os mecanismos de apagamento produzidos pelo projeto colonial e evidenciar como essas estruturas ainda moldam as disputas de memória e representação no Brasil. “Em diferentes linguagens, as obras nos fazem refletir sobre a permanência das estruturas de raça e gênero na sociedade brasileira, propondo novas formas de compreender o passado e pensar o futuro”, explica ele. “A mostra traz uma reflexão sobre as formas de representação da mulher negra e sobre questões como o direito à memória, à moradia, ao território, à educação, elaborando visões de futuro pautadas pela liberdade, pelo cuidado, pela ancestralidade e pela construção de novos imaginários”, diz Ana Carla Soler. Para Daniela Matera do Monte Lins, diretora do MNBA, a inclusão da mostra no calendário expositivo do museu, que completa 90 anos em 2027, amplia as possibilidades de articulação entre patrimônio, história e produção artística contemporânea. “A mostra Pretagonismos abriu, a partir do acervo do MNBA, importantes caminhos para a revisão das narrativas sobre quem produz, ocupa e constrói a história da arte brasileira. Abolicionistas Brasileiras se insere nesse mesmo compromisso institucional, trazendo para o centro trajetórias e protagonismos que, por muito tempo, permaneceram à margem das narrativas oficiais”, afirma. A assinatura do projeto expográfico é de Gisele de Paula. A realização é do Instituto Artistas Latinas, que, em 2026, celebra sete anos de atuação na promoção, pesquisa e difusão da produção artística de mulheres latino-americanas. ARTISTAS Alice Lara, Aline Motta, Amanda Cursino, Ana das Carrancas, Ana Lira, Andréa Hygino, Azizi Cypriano, Bianca Foratori, Brenda Bazante, Claudia Lara, Daiane Lucio, Daniele Rodrigues, Débora Passos, Dyana Santos, Guilhermina Augusti, Janaina Vieira, Julia Vicente, Larissa de Souza, Laryssa Machada, Letícia Miranda, Lidia Lisbôa, Lídia Vieira, Luna Bastos, Manu Gomez, Manuela Navas, Márcia Falcão, Maria Auxiliadora, Maria Lídia Magliani, Mariana Maia, May Agontinmé, Medusa Yoni, Mônica Ventura, Nazaré Soares, Nice Nascimento, Renata Felinto, Renata Leoa, Roberta Holiday, Sheyla Ayo, Silvana Mendes, Siwaju Lima, Stefany Lima, Suelen Lima, Thais Basilio, Thais Iroko, Valquíria Pires e Xica PERSONAGENS HISTÓRICAS Aqualtune: mulher negra líder quilombola, chefe de um dos principais assentamentos que formavam o Quilombo dos Palmares, no século XVII. Anastácia: conhecida como Escrava Anastácia, teria sido escravizada no século XVIII e sentenciada a usar uma máscara punitiva de ferro na boca por se negar a ter relações com seu escravizador. Maria Firmina dos Reis: considerada a primeira romancista negra da América Latina, foi uma professora, compositora e escritora brasileira, nascida no século XIX. Maria Felipa: combateu na Batalha de Itaparica, na campanha de Independência da Bahia, também chamada de Independência do Brasil na Bahia. Ao lado de Joana Angélica e Maria Quitéria, entrou para a história como símbolo da resistência. SERVIÇO Exposição: Abolicionistas Brasileiras Curadoria: Ana Carla Soler Co-curadoria: Francela Carrera e Carolina Rodrigues Abertura: 16 de setembro de 2026 (quarta-feira), às 11h Período expositivo: até 19 de dezembro de 2026 Horários: de terça a sábado, das 11h às 17h (última entrada às 16h30). No segundo sábado do mês, das 11h às 15h. Local: Museu Nacional de Belas Artes – Sala Bernardelli Endereço: Avenida Rio Branco, 199 – Centro – Rio de Janeiro (RJ) Realização: Instituto Artistas Latinas Projeto expográfico: Gisele de Paula Valor: Entrada franca Classificação etária indicativa: Livre
17 de setembro de 2026
Um dos artistas brasileiros mais celebrados da dança internacional, Thiago Soares retorna aos palcos do Rio de Janeiro com “Carmem”, releitura do clássico de Georges Bizet criada para a Cia. de Dança Thiago Soares. De 16 a 19 de setembro, no Teatro Multiplan, no VillageMall, o bailarino, coreógrafo e diretor artístico apresenta uma montagem que aproxima a personagem do universo latino-americano e combina a técnica clássica à dança contemporânea, às linguagens urbanas e à teatralidade. Nas sessões de 17 e 19 de setembro, às 20h, o espetáculo contará com a participação especial de Sasha De Sola, primeira bailarina do San Francisco Ballet, em sua estreia no Brasil. Os ingressos estão à venda pela Sympla. Conhecida por atravessar gerações como símbolo de desejo, sensualidade e insubmissão, Carmem ganha novos contornos nesta versão. Mais do que a mulher fatal perpetuada pelo imaginário em torno da obra, ela surge como uma mulher consciente de suas escolhas, que se recusa a estabelecer suas relações a partir da ideia de posse. É essa liberdade, e o preço cobrado por ela, que conduz a narrativa. SERVIÇO: “Carmem” da Cia. de Dança Thiago Soares Temporada: de 16 a 19 de setembro de 2026 Horários: quarta, quinta, sexta e sábado, às 20h; sábado também às 16h Local: Teatro Multiplan – VillageMall Endereço: Avenida das Américas, 3.900 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro/RJ Ingressos: a partir de R$ 110 Vendas: Sympla | https://bileto.sympla.com.br/event/125507/d/407412
17 de setembro de 2026
O Ballet Nacional do Panamá desembarca em Petrópolis para uma apresentação única e gratuita do clássico "O Lago dos Cisnes". O espetáculo acontece no Centro Cultural Sesc Quitandinha, celebrando os 80 anos de história do Sesc no Brasil. A iniciativa promove um intercâmbio cultural inédito entre as duas nações, trazendo ao palco fluminense toda a grandiosidade de uma das companhias mais prestigiadas da América Latina. A montagem conta com um corpo de baile de 44 bailarinos e traz à frente nomes de peso da dança internacional. O público poderá acompanhar a performance da primeira bailarina Ana Lorena Boyd, além dos bailarinos principais Satoko Konishi e Rafael Espinosa. Conduzido pela célebre música de Piotr Ilitch Tchaikovsky, o espetáculo adota a aclamada versão coreográfica do maestro Constantine Kostjukov, prometendo uma noite de técnica refinada e profunda carga dramática. O evento é totalmente gratuito e aberto ao público, mas exige a retirada prévia de ingressos devido à lotação limitada do teatro. A apresentação reforça o papel do Sesc Quitandinha como um dos principais polos de difusão artística e democratização cultural da Região Serrana do Rio de Janeiro. "O Lago dos Cisnes” Local Centro Cultural Sesc Quitandinha Endereço Av. Joaquim Rolla, 2 — Quitandinha, Petrópolis Datas Horários Valores 17/09/2026 19h30 Grátis Retirada de ingressos
17 de setembro de 2026
Serão contempladas expressões como jogos, quadrinhos, literatura fantástica, audiovisual, tecnologia, cosplay e arte digital A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas, abriu, nesta quarta-feira (16), as inscrições para o Edital Cultura Geek, que vai destinar R$ 360 mil ao apoio de projetos artístico-culturais ligados ao universo geek. As inscrições são gratuitas e seguem até 30 de outubro, exclusivamente de forma online. O link está disponível no site da Secretaria Municipal das Culturas (SMC): https://smc.niteroi.rj.gov.br/ “A Cultura Geek reúne muitas linguagens, cria comunidades e formas próprias de produzir, compartilhar e viver as artes. Estamos falando de um universo que dialoga com a literatura, o audiovisual, a tecnologia, os jogos e com novas formas de criação. Ao criar um edital dedicado a esse campo, Niterói reconhece sua potência e a diversidade de pessoas que produzem e consomem essa cultura. É ampliar o acesso ao fomento e compreender o direito à cultura também a partir das expressões contemporâneas”, afirma a secretária municipal das Culturas, Julia Pacheco. O edital abrange diferentes expressões e linguagens da cultura geek, incluindo projetos ligados à tecnologia, jogos eletrônicos e de tabuleiro, RPG, ficção científica, quadrinhos, animes, mangás, literatura fantástica, arte digital e audiovisual. Também estão contempladas iniciativas de streaming e podcasts, cosplay, performances, colecionáveis, toy art, festivais, feiras, campeonatos, oficinas, cursos e outras atividades relacionadas a esse universo. A proposta é alcançar tanto a criação e produção de conteúdos quanto eventos, formação, circulação e experiências culturais ligadas à temática geek. Ao todo, serão selecionados até 37 projetos, distribuídos em três faixas de apoio. Na primeira, sete propostas receberão R$ 5 mil cada. A segunda contempla 25 projetos com R$ 10 mil cada. Já a terceira prevê cinco projetos com R$ 15 mil cada. O investimento total previsto é de R$ 360 mil. A convocação prevê reserva de vagas por meio de políticas afirmativas para pessoas negras, indígenas, mulheres, pessoas trans, travestis e não binárias e pessoas com deficiência. A medida busca promover a diversidade e reduzir desigualdades no acesso às políticas públicas de apoio e fomento à cultura. Podem participar pessoas físicas maiores de 18 anos, residentes em Niterói há pelo menos um ano e com atuação comprovada na área artístico-cultural pelo mesmo período. Pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, também podem concorrer, desde que tenham sede no município há pelo menos um ano e finalidade ou atividade artístico-cultural compatível com o edital. Microempreendedores individuais (MEIs) também podem participar. Para essa categoria, não há exigência de tempo mínimo de constituição do MEI, desde que a pessoa responsável resida em Niterói há pelo menos um ano e tenha, no CNPJ, atividade econômica de natureza artístico-cultural ou compatível com o objeto do chamamento. As inscrições estão abertas até as 18h do dia 30 de outubro de 2026 e devem ser feitas exclusivamente pelo sistema eletrônico disponível no site da Secretaria Municipal das Culturas. Serviço: Edital Cultura Geek Inscrições: de 16 de setembro a 30 de outubro de 2026 Inscrições: gratuitas e online Edital e inscrições: https://smc.niteroi.rj.gov.br/
16 de setembro de 2026
A mostra na Galeria de Arte UFF propõe um diálogo sensível e profundo entre as práticas devocionais tradicionais de Juazeiro do Norte e a experimentação visual contemporânea. Ao transpor os ex-votos escultóricos do Cariri cearense para a transparência das películas radiográficas, o artista cria um relicário contemporâneo onde a fé e o corpo se entrelaçam. Composta por fotografias de ex-votos do Cariri impressas sobre películas de raio-X e dispostas em foto-livros sanfonados retroiluminados, a mostra investiga a memória, o corpo e a devoção em percurso litúrgico e contemplativo.  Lá Vem os Retratistas Abertura dia 16 de Setembro | Quarta – 17h Visitação - 16 de Setembro a 01 de Novembro de 2026 Galeria de Arte UFF Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói – RJ Segunda a Sexta, das 10h às 21h Sábados e Domingos das 13h às 21h Entrada Franca
16 de setembro de 2026
De 16 a 22 de setembro, o Centro de Artes UFF abre suas portas para o 15º Interculturalidades - A Roda do Mundo: Mestres, Encantados e Cazumbás. O festival é gratuito e reúne shows, espetáculos teatrais, exposições, oficinas, rodas de conversa, cortejos, performances e encenações populares. A primeira edição do Interculturalidades aconteceu em 2002 e, desde então, transforma a universidade em um local de encontro entre diferentes territórios culturais, conectando modos de viver e reconhecendo nas culturas populares seu traço vivo e contemporâneo. Este ano, o projeto conta com a participação do músico Tiganá Santana, da cantora Juliana Linhares, da Mestra do forró Anastácia, do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro e do Teatro Oficina, entre muitas outras atrações. A programação está organizada em dois eixos centrais de atividades: de um lado, um grande encontro de Mestres e Mestras do território do Rio de Janeiro, portadores de saberes transmitidos entre gerações e mantidos vivos nas comunidades e, de outro, a mostra Jaguaretê - Reantropofagias da Cena, reunindo artistas indígenas que fazem da cena teatral um território de retomada. Outras figuras também participam desse encontro, como o cazumbá, brincante encantado do boi, que chega com seus tambores, máscaras, danças e mistérios. Segundo Leonardo Guelman, Superintendente do Centro de Artes UFF, “essa edição procura criar ressonâncias entre dois núcleos de ancestralidades: A roda dos Mestres nos coloca diante de uma multiplicidade viva da cultura e a mostra Jaguaretê de teatro indígena ativa outras percepções, que reorientam o sentido da vida contemporânea. É para essas experiências, marcadas por resistências, memórias e possibilidades de transformação, que queremos trazer o público”. A 15ª edição do Interculturalidades é uma realização da Universidade Federal Fluminense, por meio do Centro de Artes UFF e da Fundação Euclides da Cunha, e do Ministério da Cultura por meio da Política Nacional Aldir Blanc. O evento conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro e o patrocínio da Prefeitura de Niterói, através da Secretaria Municipal das Culturas. Programação Ao longo da semana, diferentes formas de encontro ocupam o Centro de Artes da UFF: aulas abertas e oficinas, nas quais o conhecimento se faz pela experiência e pelo corpo; encontros de Mestres e Mestras, que aproximam trajetórias, memórias e saberes-fazeres; diálogos e debates, que colocam em relação diferentes pensamentos, experiências e territórios; shows, performances e peças teatrais, nos quais outros corpos, narrativas e mundos ganham presença; e exposições e mostras, que ampliam os modos de olhar, registrar e compartilhar essas experiências. No dia 16 de setembro, abertura do Festival, um dos destaques é o espetáculo do Boi das águas escondidas, um projeto da Companhia Mãos Calejadas realizado a partir de uma residência artística no Centro de Artes UFF, que apresenta o auto do bumba-meu-boi, entrecortado pelos momentos de canto, dança e da batucada dos pandeirões, matracas e onças. Na sequência, as Caixeiras do Divino se apresentam, grupo de mulheres percussionistas e cantoras que conduzem os rituais da tradicional Festa do Divino Espírito Santo no Maranhão. Fechando o dia, o Mestre Cidel comanda um set de reggae maranhense da Casa Roots. O dia 17 reúne convidados na mesa Metamorfoses Urbanas: corpos, batalhas e brincadeiras, sobre Hip-hop, bate-bolas, macacos e outras manifestações que colocam em cena diferentes modos de ocupar, provocar e transformar a cidade. No mesmo dia, um pouco mais tarde, Slipmami divide o palco com Helena Peres, Ian Travassos, Mari Torquato e Pendrivor. Com suas composições provocativas e explícitas, a rapper e compositora da baixada fluminense Slipmami se tornou um dos maiores fenômenos do trap feminino no Brasil nesta década. O debate sobre políticas públicas culturais, na mesa Políticas Públicas - Arte do saber-fazer e territórios, abre a programação da sexta, dia 18, trazendo como convidados os Secretários de Cultura de Santo Antônio de Pádua, Niterói, Nova Friburgo, Angra e Volta Redonda. A mesa tem a mediação do Superintendente do Centro de Artes UFF, Leonardo Guelman e do advogado, professor e pesquisador na área de direitos culturais, Mário Pragmácio. A conversa propõe uma reflexão sobre a responsabilidade das políticas públicas culturais na sustentação dos territórios e seus saberes: como fazer a política chegar ao chão onde a cultura acontece, garantir acesso de mestres e coletivos às políticas existentes e criar condições para que seus saberes não apenas resistam, mas continuem sendo praticados, transmitidos e transformados. Na parte da tarde, acontece a aula aberta A mestria na universidade: O tambor que fala com o Mestre Ogã Kotoquinho, guardião e transmissor de saberes ancestrais dos tambores. Um encontro de trajetórias, memórias e conhecimentos que atravessam som, corpo, espiritualidade e território. Participam da aula como convidados: Mestre Ogã Kotoquinho, Lúcia Cavalieri, Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (FEUFF) e demais Mestres participantes do Encontro de Saberes da UFF. Fechando o dia, a mesa de debate Artes Indígenas: outros mundos em cena reúne Denilson Baniwa e Zahy Tentehar discutindo a valorização dessas produções e do protagonismo indígena nos diferentes processos artísticos — da criação à curadoria, da produção à circulação. Na Roda do Mundo, que cena se transforma quando os povos indígenas ocupam seus espaços e assumem a condução de suas próprias narrativas? No sábado, dia 19, já na parte da manhã, acontece um grande encontro de Mestres e Mestras, uma verdadeira roda entre diferentes mundos de saber e fazer. Mestres de jongo, de tradições caiçaras, de terreiro, do boi e de outras formas de conhecimento que atravessam territórios e gerações chegam à universidade para compartilhar histórias, memórias e experiências. Cada Mestre traz um objeto de memória relacionado ao seu saber-fazer. A partir dele, abre-se uma conversa sobre origens, aprendizagens, territórios, pessoas que ensinaram, caminhos percorridos e aquilo que hoje se transmite a outras gerações. Participam desse encontro: Mestra Fatinha (Jongo do Pinheiral), Mestre Nico, do Caxambu (Pádua); Mestra Noinha (Jongo de Campos dos Goytacazes); Mestre Geraldinho; Mestre Biano, Mestras Maria Luiza e Marcela (Nova Friburgo), Mãe Célia e Pai Cid (Volta Redonda); Mestre Chico, pescador (Itaipu, Niterói); Mestre Kotoquinho (Baixada); Mestra Marilda (Angra), Mestre Cidel Trindade (Niterói), Juninho (Pádua), Deodoro (Pádua); Preta (Pádua); Geisa Keti (samba, Rio de Janeiro), Cacique Miro (Angra); Mestre Dedé (do Reisado, Juazeiro do Norte), Zé Nilton e Edmilson Santini (mediação). De noite, sobe ao palco o músico, diretor artístico e pesquisador Tiganá Santana. O multi-artista foi o primeiro compositor brasileiro a apresentar um álbum com a presença de canções em línguas africanas. No domingo, dia 20, acontece o desdobramento da roda de Mestres e Mestras, que, dessa vez, parte de uma pergunta simples e ampla: como diferentes povos e comunidades aprendem a cuidar da vida? Cuidar pode ser reconhecer um adoecimento, tratar um corpo, buscar uma planta, realizar um ritual ou pedir proteção. Mas também pode ser dançar, cantar, brincar, festejar, agradecer, cumprir uma promessa, reunir a comunidade. Fechando as atividades do dia, dividem o palco: Anastácia, mais conhecida como “a rainha do forró”, ex-esposa de Dominguinhos e sua parceira musical, e a multi-artista Juliana Linhares. Na segunda, dia 21, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro e Solange Teia dos Povos, com a mediação de Ana Paula Morel, se reúnem na mesa Quantos mundos cabem num mundo?. Mais do que diferentes maneiras de olhar para uma mesma realidade, interessa pensar a possibilidade de outros modos de existência. Ainda nesse dia, é possível conferir a performance Transmutação, com a participação dos multi-artistas Olinda Tupinambá e Ziel Karapotó. Duas forças da Natureza, das matas e das águas se corporificam nessa apresentação, por meio de figuras híbridas que manifestam a relação corpo-território, seres humanos e não humanos. A performance se configura como um manifesto político e poético, alicerçado sobre o conceito de Florestania, com a ação de semear, reflorestar, curar a Natureza e, principalmente, os espíritos humanos! Outra atração é o espetáculo teatral SER-HUMA-NÓS, um solo que une, resgata e faz ecoar memórias e narrativas ancestrais de mulheres indígenas. A obra entrelaça corpo, território, rio e memória, convocando as vozes das primeiras mulheres para dialogar com o presente. Inspirada nas cosmologias Baniwa, a performance reflete sobre ancestralidade, Bem Viver e a continuidade da vida, fazendo do corpo um território de memória e resistência. Na terça, dia 22, no encerramento do Festival, acontece a esperada apresentação do Teatro Oficina Uzina Uzona, em parceria com artistas indígenas, com leitura encenada de trechos da peça A queda do céu. A dramaturgia é de Zé Celso e Fernando de Carvalho, juntamente com Felipe Botelho, Pedro Felizes e Roderick Himeros, e se baseia no livro A queda do céu, de Davi Kopenawa e Bruce Albert. A encenação foi retomada após a travessia de Zé Celso, em 2023.
16 de setembro de 2026
Daninhas, suculentas y carnívoras’ apresenta um recorte botânico da pesquisa desenvolvida por Rastros de Diógenes nos últimos 5 anos. Entre composições instalativas e colaborativas inéditas na cidade, a mostra evoca uma percepção especulativa e dinâmica dos cultivos e canteiros que inspiram as relações mais que humanas em meio a emergência climática. Integra-se a mostra uma oficina aberta ao público voltada a confecção de sementeiras radicais. Rastros de Diógenes (1994) é propositora de intervenções poéticas e pedagógicas que cruzam memória, paisagem e tecnologias ancestrais. A artista investiga a interseção das performances humanas, vegetais e minerais desde os sistemas de memória, climático e planetário. É fundadora do Terreiro Afetivo, proposta de longa duração e itinerante de práticas artísticas ecológicas em diálogo com comunidades, canteiros e paisagens. A articulação de projetos-dispositivos que dêem conta de uma imaginação climática radical e uma prática-poética contra monocultural são pontos centrais nos trabalhos desenvolvidos nos últimos anos.  Com trabalhos expostos pontualmente no Brasil, México, Canadá, Portugal, Berlim, entre outros, foi indicada ao Prêmio PIPA de Arte contemporânea em 2026. —————————- Abertura dia 16 de Setembro | Quarta – 17h Visitação 16 de Setembro a 01 de Novembro de 2026 Galeria de Arte UFF Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói – RJ Segunda a Sexta, das 10h às 21h Sábados e Domingos das 13h às 21h Entrada Franca
16 de setembro de 2026
Coordenada pela Secretaria Municipal de Cultura, a primeira edição da Semana de Arte do Rio acontece entre os dias 16 e 27 de setembro de 2026, com exposições, intervenções urbanas e atividades culturais em espaços públicos e privados da região central. A programação completa será divulgada em breve. O lançamento, no Teatro Carlos Gomes, contou também com a presença do secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, além de produtores culturais e artistas.  Durante 12 dias, museus, centros culturais, teatros, galerias e outros equipamentos receberão uma programação que reúne projetos já consolidados na cena cultural carioca e festivais mais recentes, de diferentes linguagens artísticas. A proposta é ampliar a circulação de artistas e públicos, valorizar o patrimônio material e imaterial da cidade e fortalecer a economia da cultura. — Essa é a primeira Semana de Arte do Rio e que tem como política cultural uma direção muito clara: a ocupação do Centro da cidade. E a cidade inteira vai poder ocupar o centro com as mais diferentes linguagens, dança, coreografia, artes visuais, teatro, cinema. A Semana de Arte será uma enorme oportunidade para os artistas e para o setor cultural. Atrai turistas, gera emprego e renda. É isso que a cultura consegue representar, que vai muito além da identidade, da mensagem, do elemento artístico cultural, que forma o nosso país, a nossa cidade, mas que também gera economia. A gente espera que a Semana de Arte do Rio se torne uma das mais importantes do mundo — disse o prefeito Eduardo Cavaliere. Mais do que concentrar uma programação cultural em um mesmo período, a Semana de Arte do Rio representa a convergência das diferentes políticas públicas desenvolvidas pela Prefeitura para o setor. A iniciativa articula ações de fomento à produção artística, apoio a festivais e instituições culturais, formação de artistas e públicos, preservação do patrimônio e ocupação cultural dos territórios. A Semana também busca aproximar essas políticas de outras áreas estratégicas para a cidade, como turismo, desenvolvimento econômico e urbanismo. A partir dessa integração, a Prefeitura pretende fortalecer o ecossistema cultural carioca e ampliar a projeção do Rio de Janeiro como referência nacional e internacional na produção artística contemporânea. — A Semana de Arte do Rio representa uma nova etapa da política cultural da cidade. Mais do que realizar um grande evento, estamos estruturando uma política permanente de fortalecimento dos festivais, das instituições culturais, dos grupos artísticos e da ocupação cultural do território. É uma estratégia que conecta produção artística, patrimônio, turismo e desenvolvimento urbano para consolidar o Rio como uma das principais capitais culturais do mundo — afirma o secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha. Nesta edição, dez festivais já estão confirmados: Flup (Festa Literária das Periferias), Festival Panorama, Aquarius, ARUA Summit 2026, 7º Festival Internacional de Circo, Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, Festival Mimo, ArtRio, Arte de Portas Abertas e CasaCor.
15 de setembro de 2026
Dia 16 de setembro, às 17h, como parte da programação de abertura do 15º Interculturalidades, o Boi das Águas Escondidas convida o público para uma de suas primeiras apresentações públicas. Nesse espetáculo multilinguagens, o canto se mistura à dança e à batucada dos pandeirões e matracas. É quando bailam no terreiro índias, índios, cazumbás, vaqueiros, caboclos de fita, pai Francisco, Catirina, patrão, pajé... e ele: o Boi, o dono da brincadeira. Uma das integrantes da Residência e aluna da Companhia, Malu Perbeils, que descreve a sua participação no grupo como “uma verdadeira imersão na cultura maranhense, nas suas dimensões musicais, literárias, estéticas”, faz um convite para a população niteroiense conhecer o Boi das Águas Escondidas: “Agora vamos entrar na segunda edição, para formação do nosso corpo de baile, e se você ainda não entrou nessa brincadeira, a gente te espera lá. Todas as segundas e quartas a partir das 18h!”.
15 de setembro de 2026
Quem circula pelo Centro do Rio entre 16 e 27 de setembro terá a oportunidade de encontrar um instrumento pouco comum em meio à arquitetura histórica da cidade. A harpa será protagonista de 23 concertos gratuitos do XXI RioHarpFestival – Versão Latino-Americana, que integra a programação da 1ª Semana de Arte do Rio, iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura. A proposta é transformar espaços que fazem parte da memória carioca em palcos para uma programação que reúne músicos de diferentes países da América Latina. O roteiro passa por locais como Museu Nacional de Belas Artes, CCBB Rio, Palácio Tiradentes, Museu da Justiça, Centro Cultural Justiça Federal, Espaço Cultural da Marinha e Associação Comercial do Rio de Janeiro, criando uma combinação pouco convencional entre música e patrimônio. Um dos momentos mais simbólicos acontece na abertura, em 16 de setembro, às 12h30, no Salão Nobre do Museu Nacional de Belas Artes. O harpista argentino Walter Morato faz o primeiro concerto da programação justamente no espaço onde, em 1997, nasceu o projeto Música no Museu, idealizado pelo produtor cultural Sérgio da Costa e Silva. Quase 30 anos depois, a música retorna ao ponto de partida. No mesmo dia, às 17h, a Associação Comercial do Rio de Janeiro recebe o duo paraguaio formado pela harpista Rosalía López e pela violonista Gabriela López. Tudo de graça. A programação completa está disponível em musicanomuseu.com.br e nos canais do CCBB Rio. SERVIÇO XXI RioHarpFestival – Versão Latino-Americana Quando: 16 a 27 de setembro Onde: museus, centros culturais e espaços históricos do Rio Entrada: gratuita Realização: Música no Museu / RioHarpFestival Programação: integrante da 1ª Semana de Arte do Rio, iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura.
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