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10 de maio de 2022
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer.  No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

15 de março de 2026
Março ainda não é página virada e o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro segue movimentado com eventos voltados para o universo das HQs, inspirado na obra de Mauricio de Sousa e na tradição do quadrinismo no Brasil. São oficinas criativas, palestras e feira literária que ocupam todo o térreo, da área externa ao Espaço Conceito Banco do Brasil.  Falando em gibis, a exposição Viva Maurício – Mauricio de Sousa, a experiência imersiva realiza palestras sobre os bastidores da mostra, revelando detalhes de sua montagem, recursos de acessibilidade e o processo de criação de alguns dos personagens mais queridos do país. E a próxima geração de quadrinistas do país não pode deixar de conferir as Oficinas Lab Maker no Espaço Conceito Banco do Brasil. Os laboratórios de arte representam a oportunidade perfeita para crianças de diversas idades criarem seus primeiros gibis e personagens. Para os fãs de HQ já há mais tempo, no dia 21 tem um bate-papo com o artista André Dahmer, criador de diversas tiras renomadas e vencedor do prêmio Jabuti, apresenta uma palestra sobre a história da nona arte. No dia 28, a gastronomia independente, a MPB e os quadrinhos se unem em uma mistura imperdível. A área externa do CCBB e o Espaço Conceito Banco do Brasil recebem Junta Local com Lan Lanh + Cada Um no Seu Quadrinho. O resultado? Uma feira gastronômica e literária na qual o público pode interagir diretamente com artistas, além de poder provar muita comida boa, justa e local. A música fica por conta da percussionista Lan Lanh, que já se apresentou com grandes nomes da MPB e da música internacional. Na parte interna, Cada um no seu Quadrinho, evento já realizado no Circo Voador e comandado pelo DJ Lencinho, oferece palestras sobre a indústria nacional de HQs com profissionais do meio. Informações detalhadas sobre toda a programação, ingressos e releases de cada evento estão disponíveis nos sites bb.com.br/cultura e bb.com.br/espacoconceito.
13 de março de 2026
A MBlois Galeria inaugura, de 19 de março a 16 de abril, a exposição coletiva Onde a Arte Acontece, com curadoria de Marlene Blois. A mostra destaca o trabalho de Dani Lima de Freitas, artista visual e designer, cujas aquarelas capturam o "deslumbramento marcante" das formas e o encontro das cores. Graduada em Desenho Industrial e Comunicação Visual pela PUC-Rio, Dani Lima de Freitas apresenta uma produção que sintetiza a sensibilidade estética. Sua obra é marcada por uma multiplicidade de linguagens e pela profunda influência de narrativas familiares, resultando em composições plenas de movimento, matizes e sentimentos. Para a artista, a formação acadêmica foi o desdobramento natural de uma aptidão manifestada na infância. Criada em um ambiente onde a arte era o idioma comum entre gerações, ela transformou o fascínio por texturas em uma carreira pautada pelo detalhismo. Sobre sua identidade artística, Dani pontua: "Distante de qualquer pretensão comparativa, trilhei o caminho dos operários do desenho. Assim como Toulouse-Lautrec, encontro meu lugar na intersecção entre a pintura em tela e a força visual dos cartazes." Além de sua produção autoral, Dani é especialista em Educação Infantil pela PUC-Rio. Sua trajetória acadêmica, fundamentada por teóricos como Vygotsky e Ana Mae Barbosa, reflete-se em uma visão da arte como linguagem essencial para o autoconhecimento. Tendo a natureza como sua principal fonte de inspiração, a artista utiliza suas obras para promover uma conexão sensível e autêntica com o mundo. Serviço: Exposição: Onde a Arte Acontece (Coletiva) Curadoria: Marlene Blois Inauguração: 19 de março, 16h Local: MBlois Galeria R.Visconde Pirajá, 111 Loja E - Ipanema Período: 19 de março a 16 de abril de 2026  Horário: de segunda a sexta, de 14h às 18h
13 de março de 2026
Espetáculo “Mulheres na Música” terá regência de Simone Menezes, participação da violinista Ana de Oliveira e obras de compositoras no repertório A Sala Cecília Meireles recebe, nos dias 14 e 15 de março, o concerto “Mulheres na Música”, apresentado pela Orquestra Sinfônica Brasileira. O espetáculo destaca a produção musical feminina no repertório de concerto, reunindo obras de compositoras de diferentes períodos e estilos. Sob regência da maestra Simone Menezes, a apresentação contará com participação da violinista Ana de Oliveira como solista e mais de 15 mulheres na equipe do evento. O programa evidencia diferentes perspectivas da criação musical feminina, valorizando compositoras que contribuíram e seguem contribuindo para a música de concerto. No repertório estão composições de musicistas como Joan Tower, Juliana Ripke, Claudia Montero e Louise Farrenc. A proposta do concerto é ampliar a visibilidade de obras escritas por mulheres, mostrando sua presença na história e na produção contemporânea da música erudita. Orquestra Sinfônica Brasileira Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é um dos mais tradicionais conjuntos sinfônicos do país e possui trajetória marcada pela difusão da música de concerto no Brasil. Ao longo de mais de oito décadas de atividades, a instituição realizou milhares de apresentações e desenvolveu projetos voltados à formação de plateia e à democratização do acesso à música. Sala Cecília Meireles Administrada pela Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), a Sala Cecília Meireles é um dos principais espaços dedicados à música de concerto no país. Localizada no centro do Rio de Janeiro, a sala recebe regularmente apresentações de orquestras, grupos de câmara e solistas, consolidando-se como referência na difusão da música erudita no estado. Serviço Concerto: “Mulheres na Música” Datas: 14 e 15 de março Horários: Sábado, às 17h; domingo, às 11h Local: Sala Cecília Meireles – Rua da Lapa, 47, Centro, Rio de Janeiro Valores: Sábado - R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada); domingo - R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) Ingressos: funarj.eleventickets.com
5 de março de 2026
Datelevisão para o sucesso nos palcos, espetáculo encerra a temporada nacionalcom três únicas apresentações este mês O texto clássico da televisão, “OCravo e a Rosa”, ganha adaptação para o teatro. Com direção de PedroVasconcelos e protagonizado por Paloma Bernardi e Marcelo Faria, “O Cravo e aRosa – O Espetáculo” faz a última temporada de sua turnê nacional em Niterói,nos dias 27, 28 e 29 de março, no Theatro Municipal de Niterói. Uma das novelas mais amadas emarcantes da teledramaturgia brasileira, “O Cravo e a Rosa”, de WalcyrCarrasco, tem produção no teatro por Marcelo Faria. Se na televisão o casalprotagonista foi interpretado por Adriana Esteves e Eduardo Moscovis, nospalcos, Catarina e Petruchio ganharão vida com Paloma Bernardi e Marcelo Faria.O elenco também conta com João Camargo (como Batista), Catarina de Carvalho(como Bianca), Rosana Dias (como Mimosa), Marcello Gonçalves (como SeuCalixto), Carlos Félix (como Seu Etevaldo Praxedes, o cobrador) e John Garita(como Seu Venceslau Torres). Não perca a última oportunidade de assistir estebelíssimo espetáculo. Ahistória Ambientada na São Paulo do final dadécada de 1920, “O Cravo e a Rosa” conta a história do relacionamentotumultuado de Petruchio, um rude fazendeiro em dificuldades financeiras, eCatarina, uma temperamental jovem rica e feminista, conhecida pelo apelido de“fera” por afugentar seus pretendentes. Com o desenrolar de uma trama hilária eemocionante, ele precisa conquistá-la para pegar seu dote e pagar suas dívidas.No entanto, entre tapas e beijos, ambos se apaixonam perdidamente. A obra éinspirada em “A Megera Domada”, uma das peças mais famosas do dramaturgo inglêsWilliam Shakespeare, e transporta o público para uma época em meio a questõesimportantes como o voto feminino e a igualdade de gênero, tema esse aindarelevante para o nosso país. Fenômenona telinha Exibida de 2000 a 2001 com grandesucesso de audiência pela TV Globo, a novela é uma das mais reprisadas, sejapela emissora como pelo Canal Viva, conquistando diferentes gerações ao longo dasúltimas duas décadas, chegando inclusive a Portugal. Para se ter uma ideia doquanto ela foi arrebatadora, um único episódio chegou a reunir mais de 50milhões de espectadores simultaneamente. A produção também marcou a estreia deWalcyr Carrasco na Globo.  SERVIÇO: Peça:O Cravo e a Rosa Local:Theatro Municipal de Niterói Endereço:Rua XV de Novembro, 35 - em frente ao Plaza Shopping – Centro de Niterói Dias:27, 28 e 29 de Março. Sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h. Valores:R$100,00 (sexta e domingo) R$120,00 (sábado) Duração:110 minutos Classificação:12 anos. Vendasantecipadas na bilheteria do teatro ou pelo site www.feverup.com
5 de março de 2026
Humorista retorna aos palcos com o espetáculo “Um show sobre casamento” e fala de forma divertida sobre sua nova vida de casado Murilo Couto, conhecido por seu humor irreverente e espontâneo, volta aos palcos com um novo espetáculo de Stand Up que mergulha de cabeça em sua recém-descoberta vida de casado. O show traz uma visão divertida e única sobre as transformações que acompanham essa nova fase, repleta de desafios e momentos cômicos que todo mundo pode reconhecer. Entre as histórias, Murilo aborda as mudanças inesperadas na rotina diária, o choque entre personalidades dentro do relacionamento, e as pequenas (ou gigantescas) brigas que surgem ao tentar finalizar uma reforma. De forma leve e descontraída, ele explora o lado tragicômico das tentativas frustradas de se tornar um “adulto de verdade”, algo que para ele parece ser uma missão impossível. Com sua habilidade inigualável de transformar situações comuns em piadas memoráveis, Murilo promete um show repleto de risadas, reflexões e aquela identificação imediata com o público. Se você já brigou por causa da cor da parede, discutiu sobre quem vai lavar a louça, ou tentou se convencer de que finalmente está levando a vida a sério, esse show é para você. Venha conferir de perto como Murilo Couto transforma as dificuldades cotidianas da vida a dois em uma experiência hilária e inesquecível! SERVIÇO: Peça: Um Show Sobre Casamento Gênero: Stand UP comedy Elenco: Murilo Couto Local: Sala Nelson Pereira dos Santos Endereço: Avenida Visconde do Rio Branco, 880, bairro São Domingos, Niterói (RJ) Única apresentação: 20 de Março. Sexta-feira, às 21 horas Valores: R$100,00 (inteira) - R$ 50,00 (meia) e R$ 70,00 (ingresso solidário, doando 1 kg de alimento não perecível) Informações: (21) 96502-8821 Produção local: Iniciato Produções e Marketing Assessoria de Imprensa: Leonardo Rivera Classificação: 14 anos Duração: 90 minutos Vendas antecipadas na bilheteria do teatro ou pelo site www.feverup.com
26 de fevereiro de 2026
Na semana comemorativa ao Dia Internacional da Mulher (08/03), a Cidade das Artes recebe o espetáculo “Ainda Não!”, um manifesto artístico e poético contra o etarismo, que busca dar voz e visibilidade à potência feminina. A estreia é na sexta-feira (06/03) e a temporada fica em cartaz até domingo (15/03) na Sala Eletroacústica. Com 23 mulheres, de 40 a 60 anos, corpos diversos e trajetórias múltiplas, a obra organiza a dramaturgia em blocos temáticos que atravessam memórias, resistências, tabus e celebrações. O espetáculo conduz o público por imagens de forte impacto – cicatrizes que dançam e espelhos quebrados – para afirmar o corpo como campo político, expressivo e de permanência. Criado, dirigido e coreografado por Caio Nunes, Ainda Não! preserva a essência do jazz e a expande para um olhar contemporâneo. Para compor o núcleo de criação, Caio Nunes conta com Filipi Ursão, Kelly Diane e Thiago Caetano, além da trilha sonora de Marcão Rezende e dos figurinos urbanos e contemporâneos de Mônica Campello. Serviço: “Ainda Não!” Data: 06 a 15/03 Horário: sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h Local: Sala Eletroacústica da Cidade das Artes (Avenida das Américas, 5.300 – Barra da Tijuca)  Ingressos: a partir de R$30 na bilheteria ou na Sympla https://bileto.sympla.com.br/event/116351/d/365972/s/2459996
26 de fevereiro de 2026
Chega ao teatro brasileiro “Mulher em Fuga”, a primeira adaptação nacional de Lutas e Metamorfoses de uma Mulher e Monique se Liberta, obras marcantes do escritor francês Édouard Louis que, até o momento, nunca haviam sido encenadas no país. A dramaturgia inédita é assinada por Pedro Kosovski, com direção de Inez Viana, atuação de Malu Galli e Tiago Martelli, que também é o idealizador do projeto, e coordenação geral de produção de Cicero de Andrade. A estreia nacional de “Mulher em Fuga” ocorreu em janeiro de 2026, em São Paulo; no Rio de Janeiro, a temporada de estreia será no Teatro Firjan SESI Centro, de 5 de março até 5 de abril, quintas e sextas às 19h, sábados e domingos às 17h. A narrativa da peça acompanha Monique, a mãe do autor, em diferentes momentos de sua vida: gesto literário ao mesmo tempo, íntimo e político, que expõe as engrenagens sociais que silenciam e subjugam mulheres da classe trabalhadora. Entre a luta e a libertação, o que vemos é uma mulher que insiste em recomeçar. E, nesse gesto, Monique se torna também o retrato de tantas mulheres brasileiras que, contra todas as adversidades, assumem a chefia de suas famílias e reinventam suas vidas. Édouard Louis participa da encenação “Mulher em Fuga” por meio de voz off, na cena em que ele e sua mãe conversam ao telefone. Serviço Mulher em fuga Temporada: 5 de março até 5 de abril. Quintas e sextas, às 19h, sábados e domingos às 17h. Local: Teatro Firjan SESI Centro – Av. Graça Aranha, 1 - Centro, Rio de Janeiro (Próximo ao Metrô Cinelândia) Ingressos: R$ 40,00 (inteira) Classificação: 14 anosDuração: 80 minutos
26 de fevereiro de 2026
No dia 26 de fevereiro, o Brasil celebra o Dia do Comediante, uma data que homenageia os profissionais que transformam o humor em arte e fazem do riso uma poderosa ferramenta de conexão, reflexão e crítica social. Muito além das gargalhadas, a comédia exige texto, timing, estudo, ensaio e sensibilidade. Seja no teatro, na televisão ou no stand-up, existe um trabalho sério por trás de cada piada. Celebrar essa data é reconhecer que fazer rir é coisa séria e que, em tempos desafiadores, o humor segue sendo um dos maiores respiros da sociedade. Em 2026, o riso ganhou palco de destaque com a 3ª edição do Humor Contra-Ataca, que ocupa o palco do Qualistage, a maior casa de shows do Rio de Janeiro. O festival estreou em 17 de janeiro e segue até 10 de abril, reafirmando que o humor brasileiro vive um momento de expansão e reconhecimento. Depois de duas edições de enorme sucesso, o evento retorna ainda mais grandioso, mostrando que a comédia, antes restrita a teatros e clubes menores, hoje ocupa espaço nobre, com estrutura de grande espetáculo, som e luz dignos de shows musicais. Com público cativo e fiel, o festival comprova que o humor arrasta multidões e domina as redes sociais, reunindo um verdadeiro time de gigantes da comédia que, juntos, somam mais de 23 milhões de seguidores. Sob curadoria da atriz e produtora Renata Castro Barbosa, cada noite apresenta uma combinação especial de estilos, sotaques e olhares sobre o cotidiano, reforçando a pluralidade de gerações e linguagens que fazem do festival um retrato vibrante da comédia contemporânea. A estreia, em 17 de janeiro, recebeu Xanda Dias, Flávia Reis e Nany People. No dia 31 de janeiro, subiram ao palco Júnior Chicó e Rodrigo Marques. Em 7 de fevereiro, a abertura ficou por conta de Jeffinho Farias e o show principal foi de Luana Zucolotto. A programação segue no dia 7 de março, com abertura de Titela e apresentação principal de Tom Cavalcante; em 20 de março, Paulinho Serra abre a noite para o grupo Os Melhores do Mundo; no dia 28 de março, Gui Albuquerque prepara o palco para Leandro Hassum; em 4 de abril, Priscila Castello Branco faz a abertura antes do show de Rafael Portugal; e o encerramento, em 10 de abril, terá Osvaldo Barros abrindo para Paul Cabannes. O Humor Contra-Ataca 2026 prova, em números e relevância, que o humor brasileiro vive seu auge: amplificado, compartilhado e celebrado diariamente nas timelines de milhões de pessoas e, principalmente, diante de plateias que lotam uma das maiores casas de espetáculo do país. No Dia do Comediante, nada mais simbólico do que ver o riso ocupar o centro do palco. Porque rir é essencial e quem dedica a vida a provocar esse riso merece ser celebrado. 07 de março - Abertura: Titela do Ceará - Principal: Tom Cavalcante https://qualistage.com.br/tom-cavalcante Sábado às 21h 20 de março - Abertura: Paulinho Serra - Principal: Melhores do Mundo https://qualistage.com.br/os-melhores-do-mundo Sexta às 21h30 28 de março - Abertura: Gui Albuquerque - Principal: Leandro Hassum https://qualistage.com.br/leandro-hassum Sábado às 21h 04 de abril - Abertura: Priscila Castello Branco - Principal: Rafael Portugal https://qualistage.com.br/rafael-portugal Sábado às 21h 10 de abril - Abertura: Osvaldo Barros - Principal: Paul Cabannes https://qualistage.com.br/paul-cabannes Sexta às 21h30 Local: Qualistage Endereço: Avenida Ayrton Senna, 3000, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ Classificação: a partir de 18 anos Ingressos a partir de R$ 47,50
31 de janeiro de 2026
A comédia "Neurótica", estrelada pela atriz Flávia Reis, estreou em 2014 no Rio de Janeiro, e já fez várias temporadas de sucesso. Agora, o espetáculo, com direção de Márcio Trigo e roteiro de Henrique Tavares, chega a Niterói para apenas duas apresentações nos dias 31 de janeiro, as 20h e 01 de fevereiro, as 19h na Sala Nelson Pereira dos Santos. Após séculos de preconceitos e discriminações, a mulher passou a ocupar espaços que eram antes exclusivamente ocupados pelos homens e a exercer um papel fundamental na organização da nossa sociedade. Entretanto, elas não deixaram para trás sua função de mãe e esposa. Essa sobrecarga dos afazeres do lar e da profissão, aliada ao ritmo acelerado dos nossos dias, gerou esses tipos femininos cômicos e curiosos. Flávia Reis, que há 15 anos pesquisa o humor no gênero feminino, se apropria justamente da figura dessas mulheres conhecidas popularmente como neuróticas para satirizar os pequenos dramas da sociedade contemporânea, de forma crítica e com bastante ironia e acidez. A atriz se divide entre 11 personagens femininos, colocando uma lente de aumento nas figuras neuróticas do dia-a-dia. A trama é conduzida por uma terapeuta que, em uma palestra absolutamente equivocada sobre neuroses, apresenta tipos como a mulher que perde o próprio carro no estacionamento, a idosa pessimista que prevê o fim do mundo ao comer um tomate com agrotóxico e "Fernanda", a cerimonialista que se atrapalha ao atender vários telefonemas ao mesmo tempo. Serviço Flávia Reis em "Neurótica" Datas: 31 de janeiro e 01 de fevereiro de 2026 Horário: Sábado, 20h; domingo, 19h Duração: 60 min Classificação indicativa: 14 anos Vendas na Bilheteria da Sala ou no site Fever Local: Sala Nelson Pereira dos Santos End: Avenida Visconde do Rio Branco, nº 880, Niterói
31 de janeiro de 2026
Um dos maiores sucessos da Broadway e do teatro musical brasileiro, “Wiched – A História Não Contada das Bruxas de Oz” leva a magia para o palco da Cidade das Artes em uma temporada especial a partir de 15 de julho de 2026. Pela primeira vez no Rio de Janeiro, a superprodução revela a história não contada das bruxas de OZ, muito antes da Dorothy chegar ao mundo governado pelo poderoso Mágico de OZ. Após três temporadas de sucesso em São Paulo, em 2016, 2023 e 2025, Wicked realiza o desejo do público carioca que aguardava ansiosamente pela passagem do “mundo das esmeraldas”. O espetáculo soma mais de um milhão de espectadores em teatro no Brasil, e milhões no cinema e streaming. Estrelado por Myra Ruiz (Elphaba) e Fabi Bang (Glinda), Wicked conta a história de amizade, coragem e escolhas que moldam o destino das bruxas da Terra de OZ, inspirada no romance “Mágico de Oz”, de Gregory Maguire. A produção brasileira se destaca pela inovação tecnológica, efeitos de ilusionismo, sistemas inéditos de voo e projeções criadas especialmente para a montagem. Serviço: “Wiched – A História Não Contada das Bruxas de Oz” Local: Cidade das Artes (Avenida das Américas, 5.300 – Barra da Tijuca) Ingressos: de R$50 a R$400 na bilheteria da Cidade das Artes ou na Sympla https://bileto.sympla.com.br/event/114663/d/356569 Sessões: Quarta-feira, 20h; Quinta-feira, 20h; Sexta-feira, 20h; Sábado, 15h e 19h; Domingo, 14h e 18h30. Classificação: Livre. Menores de 12 anos devem estar acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais Duração: 180 minutos com 15 minutos de intervalo
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