
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer. No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

O homem por trás das seis cordas com mais participações na história da MPB, Victor Biglione festeja seus 50 anos de estrada pelo mundo com uma exposição com cerca de 150 pôsteres, artes plásticas, vídeos e objetos de memorabilia do lendário guitarrista, arranjador e compositor. “Victor Biglione - Seis Cordas para as Estrelas” será inaugurada no dia 15 de maio, sexta-feira, às 19h, na Casa Tao, na Lapa, em um projeto inédito com curadoria do Centro Cultural Hélio Oiticica, e ficará aberta para visitação até 17 de julho, de segunda a sábado, das 12h às 19h. Por meio de um vasto e exclusivo acervo, o público terá a oportunidade de fazer uma imersão no universo do artista, do menino que chegou da Argentina ao Brasil como foragido político em 1964 ao guitarrista com a maior contribuição em gravações e shows na música brasileira, segundo o Instituto Cultural Cravo Albin, em livro de Euclides Amaral, com lançamento da versão colorida durante a estreia do evento. - Victor Biglione, segundo pesquisa de seu biógrafo Euclides Amaral, atuou em mais de 1.170 fonogramas e diversos concertos com mais de 300 nomes da MPB, tornando-se o guitarrista com a maior atuação em gravações e shows da história da música brasileira – destaca Ricardo Cravo Albin, musicólogo e presidente do Instituto Cultural Cravo Albin. São 30 trilhas para o Cinema, diversos prêmios - como dois Grammys e dois Kikitos - e mais de 55 excursões internacionais por cerca de 25 países, passando pelos principais festivais de jazz e rock e casas noturnas pelo mundo. Tocou e gravou com grandes nomes do rock e jazz mundial, como Manhattan Transfer (com quem conquistou o Grammy Internacional de 1988), Lee Konitz (parceiro de Miles Davis), Andy Summers (The Police, com dois álbuns em parceria), Stanley Jordan, Steve Hackett (Genesis), John Patitucci, Bob Moses, Jerry Hey, entre muitos outros. Os visitantes também poderão ver, entre os 25 prêmios conquistados ao longo da carreira, seis conquistas relacionadas às suas trilhas para o Cinema, com 11 indicações (incluindo dois “Kikitos”). Há ainda fotos ao lado dos artistas com quem trabalhou nessas décadas de participação na cultura brasileira — uma verdadeira viagem através do tempo. Biglione tem mais de 35 álbuns solo, incluindo parcerias com Wagner Tiso, Cássia Eller, Marcos Valle, Marcos Ariel, Jane Duboc, Andy Summers e Zé Renato. Fez parte de importantes grupos brasileiros, como A Cor do Som e Som Imaginário. O músico também conquistou um Grammy Latino com Milton Nascimento, em 2000, com o álbum “Crooner”, e foi finalista com “Mercosul” no Grammy Latino de 2016. O duelo com Gal que ganhou o mundo Entre os vídeos exibidos está o icônico duelo guitarra e voz com Gal Costa, eternizado em registros históricos que se tornaram virais na internet. Na sessão de memorabilia, estão as guitarras e violões utilizados pelo artista, como no álbum de blues com Cássia Eller, Andy Summers e Roberto Carlos, entre outros. - É o momento de festejar! São 50 anos de uma luta maravilhosa. E esta exposição representa a etapa mais importante e emocionante da minha carreira – revela o homenageado. Serviço: Exposição comemorativa “Victor Biglione - Seis Cordas para as Estrelas” Abertura: dia 15 de maio, sexta-feira, às 19h Temporada: até 17 de julho, de segunda a sábado, das 12h às 19h Local: Casa Tao Brasil - Rua Joaquim Silva, 77, Lapa, Rio de Janeiro – RJ Entrada: gratuita

Longa-metragem acompanha os clássicos personagens de João Carlos Marinho adaptados para os dias atuais Nesta quinta-feira, 14 de maio, estreia “O Gênio do Crime”, adaptação da obra literária de João Carlos Marinho que marcou gerações de leitores no Brasil. Distribuído pela Paris Filmes, o longa acompanha os cativantes amigos da Turma do Gordo em uma investigação para descobrir o responsável pela falsificação da raríssima figurinha dourada do álbum da Copa do Mundo de 2026. Apenas eles e, talvez, o enigmático Mister Mistério (Marcos Veras), serão capazes de salvar a fábrica Escanteio de um golpe sem precedentes. Quem já conhece o livro vai reconhecer rapidamente João (ou Gordo, para os íntimos), Edmundo, Berenice e Pituca. Já uma nova geração de espectadores deve se encantar e querer fazer parte desse valente quarteto.

No evento de apresentação do álbum, no Circo Voador, as obras, criadas por artistas visuais a partir da escuta das faixas, foram exibidas pela primeira vez e agora ganham novo desdobramento em um leilão beneficente com impacto social em São Gonçalo A música ganha forma, cor e materialidade no novo projeto d’Os Garotin. Para marcar o lançamento de “Força da Juventude”, segundo álbum do trio, o grupo apresenta uma exposição inédita que desdobra as faixas do disco em obras visuais, transformando o álbum em uma experiência que vai além da música. A iniciativa reúne 12 artistas de diferentes regiões do Brasil, convidados a criar trabalhos autorais a partir da escuta das músicas. A seleção parte da curadoria de Iuna Patacho, Pedro Treiguer e Anchietx, que busca reunir diferentes trajetórias, linguagens e perspectivas, ampliando o alcance do projeto e evidenciando novos nomes da cena contemporânea. Nesse processo, cada artista desenvolve sua própria leitura visual das faixas, com obras que respondem às atmosferas, narrativas e sentimentos presentes no álbum. “Foi incrível poder pensar esse projeto de uma forma meio metalinguística. Pensar a arte através da arte. Pensar nas artes visuais a partir das músicas apresentadas. Foi um desafio maravilhoso e intrigante. Quando convidamos cada artista, não fazíamos ideia do resultado que sairia dali, só tínhamos a certeza de que daria muito certo! Misturar duas linguagens distintas é sempre desafiador, sobretudo quando os envolvidos são pessoas tão diferentes, com bagagens de vida diferentes, o que confere pontos de vista e lugares de fala diferentes. E talvez esteja aí mesmo a beleza do projeto todo. Ampliar essa visão de mundo”, diz Iuna Patacho, curadora da exposição d’Os Garotin e produtora do Museu de Arte do Rio, Gestora Cultural, Cientista social, produtora do carnaval de rua do RJ. Mais do que uma ação paralela ao lançamento, a exposição se insere no próprio conceito de “Força da Juventude”, que propõe a juventude como um estado de movimento, troca e construção coletiva. Com 13 faixas e participações de nomes como Lenine, Liniker, Marina Sena, BK’ e Arthur Verocai, o álbum já nasce expandido, atravessando diferentes gerações, estéticas e formas de expressão. Apresentadas ao público no evento de lançamento, no Circo Voador, no dia 5 de maio, as obras transformaram o disco em uma experiência imersiva, em que som e imagem se complementam. Cada artista ofereceu uma leitura própria das músicas, evidenciando a diversidade de olhares que compõem o projeto. Após a estreia, os trabalhos seguirão em circulação por meio de um leilão beneficente, com renda destinada à compra de instrumentos para instituições de São Gonçalo. A iniciativa reforça o compromisso coletivo que orienta o projeto, conectando produção artística, acesso à cultura e impacto social. “Desde o lançamento do primeiro álbum, já tínhamos o desejo de doar violões amarelos para instituições de São Gonçalo. Existe entre os meninos a vontade de retribuir no possível para a cidade que os criou. Acreditamos que a arte como um todo tem um poder de transformação social, seja na música, artes plásticas, dança ou qualquer outra expressão artística. É através dessa mistura e do poder do coletivo que enxergamos a força da juventude que não tem a ver exatamente com faixa etária e sim com uma energia visceral que movimenta, mobiliza, constrói!”, finaliza Pedro Treiguer, curador e produtor executivo d’Os Garotin.

O Theatro Municipal de Niterói recebe, no dia 16 de maio (sábado), às 17h, o concerto As Marias do Brasil. Sob regência da maestra Waleska Araújo, o espetáculo propõe ao público uma experiência sensorial e emocionante, celebrando a força, a diversidade e a riqueza cultural da mulher brasileira por meio da música. “Este espetáculo é uma homenagem às mulheres brasileiras em toda a sua diversidade. Cada canção é uma janela para uma história real, para uma identidade que merece ser vista e sentida", afirma a maestra Waleska Araújo. Com duração de 70 minutos e classificação livre, a apresentação, com direção artística do maestro Gustavo Fernandes, conduz a plateia por uma viagem musical que percorre diferentes regiões do país — Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. A narrativa sonora costura referências que vão do cotidiano das periferias urbanas do Rio de Janeiro às paisagens da região amazônica, criando uma experiência envolvente e sensível. A proposta vai além do formato tradicional de concerto. Em cena, As Marias do Brasil articula diferentes linguagens e influências, combinando ritmos brasileiros à música de câmara em arranjos que revelam múltiplas identidades femininas. O repertório reúne cinco canções que funcionam como um tributo à força, à resiliência e às histórias de mulheres que ajudam a construir a cultura do país. O projeto integra as ações da Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM), iniciativa do Instituto dos Sonhos, fundada no município de São Gonçalo. Reconhecida como um dos importantes corpos artísticos do Estado do Rio de Janeiro, a OFM reúne músicos de excelência de diferentes cidades da região metropolitana e serrana, com a missão de democratizar o acesso à música de concerto e valorizar o repertório e os compositores fluminenses. Acreditando na arte como ferramenta de transformação social, a orquestra atua levando música de qualidade a diferentes públicos e espaços — dos teatros às praças, das escolas às comunidades — ampliando o acesso à cultura e formando novas plateias. Voltado a todos os públicos, o espetáculo dialoga especialmente com apreciadores da cultura brasileira e da música instrumental, oferecendo uma experiência artística que combina emoção, reflexão e identidade. Com expectativa de público de cerca de 400 pessoas, a apresentação reforça o papel da música como ponte entre histórias, territórios e pessoas. Sobre o Instituto dos Sonhos: Fundador e mantenedor da Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM), o Instituto dos Sonhos é uma Organização da Sociedade Civil que desenvolve soluções para a Economia Criativa e no Terceiro Setor, gerando oportunidades por meio da cultura, da educação, da inovação e da sustentabilidade, com o objetivo de tornar sonhos possíveis e impulsionar a prosperidade. Fundado por Rafael Vieira, o Instituto tem como missão promover soluções sociais nas áreas da cultura, do esporte e do meio ambiente, contribuindo para a geração de renda, a ampliação do acesso à educação, a promoção da saúde, o fortalecimento da confiança no futuro e a construção de trajetórias de prosperidade, tendo como eixo central a realização de sonhos. Além da Orquestra Filarmônica Metropolitana e seus projetos, o Instituto dos Sonhos mantém a Escola de Música do Instituto dos Sonhos, atendendo cerca de 500 alunos em ações formativas continuadas e desenvolve o jogo educativo Recycle Rio, voltado à sustentabilidade e ao turismo consciente. Realiza e produz festivais; atua na organização de festas populares, como arraiás juninos e o carnaval de rua, e mantém o Hub IS, único Hub Criativo do município de São Gonçalo, por meio de sua incubadora de projetos voltada a iniciativas culturais e criativas do território. Serviço: Espetáculo: As Marias do Brasil Data: 16 de maio de 2026 (sábado) Horário: 17h Local: Theatro Municipal de Niterói (Rua Quinze de Novembro, 35 – Centro) Duração: 70 minutos Classificação: Livre Ingressos: R$50,00 (inteira) / R$25,00 (meia): https://feverup.com/m/627895

Após uma turnê aclamada por público e crítica, o espetáculo “Freud e o Homem dos Ratos” reestreia no Rio de Janeiro, entre os dias 08 e 29 de maio, no Teatro Vannucci, sempre às sextas-feiras. A peça relata a vida de um jovem chamado Ernst Lanzer, interpretado por Igor O. Coelho, que, atormentado por seus pensamentos obsessivos ligados a uma tortura com ratos, foi atendido pelo psicanalista Sigmund Freud, vivido por Antonio Quinet. As bem-sucedidas sessões de análise deram origem ao célebre estudo clínico “O Homem dos Ratos”, que Freud apresentou no Primeiro Congresso de Psicanálise, em Salzburg, em 1908. O espetáculo transcorre no consultório de Freud, em um cenário contemporâneo não naturalista, onde o público acompanha as sessões de análise com o homem. Durante o espetáculo, muitas dúvidas afligem o jovem, especialmente em relação a com quem deve se casar. A mulher que ama é proibida pela família, já a prima rica trará fortuna para gerir os negócios familiares. Por outro lado, ele tem uma relação problemática com o pai, um jogador, libertino e cruel, a quem odeia, teme e, paradoxalmente, ama. Seus sintomas e angústia o tornaram incapacitado para o trabalho e para o relacionamento amoroso. “É a primeira vez que esse caso de Freud é transformado em espetáculo teatral. É um caso muito interessante e difícil de neurose obsessiva. O que a psicanálise mostra nessa história é a origem dos sintomas cujo deciframento revela de forma contundente e clara o funcionamento do inconsciente”, afirma Quinet. “O espetáculo é repleto de cenas oníricas, leva o público para dentro da mente do paciente, revelando memórias da infância, sonhos e o mundo das fantasias”, acrescenta o diretor. De acordo com o diretor, junto com Freud o espectador vai interpretando e entendendo a complexidade do caso até sua resolução. “É uma peça bastante plástica, que transporta o espectador para o inconsciente do protagonista, e transforma o caso em uma obra de arte ao alcance do público”, adianta Quinet. Antonio Quinet e Cia. Inconsciente em Cena Artista e Psicanalista com formação na Escola de Lacan, em Paris, doutor em filosofia pela Universidade de Paris VIII, professor universitário, dramaturgo e encenador há mais de 20 anos com sua Cia. Inconsciente em Cena. Atuou também como Freud na internacionalmente conhecida peça de teatro Hilda e Freud. Membro da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo lacaniano, conferencista internacional, tem vários livros de Psicanálise publicados no Brasil e no exterior. Antonio Quinet escreveu e encenou diversas peças de teatro apresentadas em várias cidades do Brasil e do Mundo. Sua pesquisa pioneira sobre psicanálise e teatro, tanto teórica e acadêmica quanto cênica, é mundialmente reconhecida e resultou no livro O Inconsciente Teatral publicado no Brasil, na França e em breve na Argentina. É Diretor da Cia. Inconsciente em Cena, que tem como objetivo a transmissão da psicanálise através do teatro. Patrono do Freud Museum de Londres, encena peças de teatro. Ficha técnica: Dramaturgia: Antonio Quinet baseado no texto de Sigmund Freud Direção: Antonio Quinet Elenco: Antonio Quinet e Igor O. Coelho Direção musical: Alexandre Marzullo Direção de movimento: Dani Cavanellas Cenário: Antonio Quinet Iluminação: Vilmar Olos Direção de interpretação vocal: Rose Gonçalves Assistentes de direção: Patrícia Batitucci e Rafael Telles Mídias digitais: Breno V. Costa Produção: Atos e Divãs Produções Produção Executiva: Wagner Uchoa Realização: Cia. Inconsciente em Cena Assessoria de imprensa: Alessandra Costa Apoio: ESPE Serviços Espetáculo: “Freud e o homem dos Ratos” Temporada: 08, 15, 22 e 29 de maio Apresentações: toda sexta, às 20h30. Teatro: Teatro Vannucci | Shopping da Gávea Endereço: Rua Marquês de São Vicente 52 – 3° Andar Ingressos: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia) - Sympla Duração: 70 min.

A beleza estética das imagens em preto e branco é o tema da recém-aberta exposição fotográfica "Texturas", em cartaz até 30 de julho na Galeria FastFrame Niterói. Antonio Schumacher, fotógrafo das obras e também proprietário da galeria, divide com o público o seu olhar apurado sobre a admirável poesia que reside nos contornos que delineiam o contraste entre sombra e luz, destacando formas, traços e superfícies. Em 16 quadros com montagem em caixa aberta flutuante, de 50 cm x 50 cm, feitos em molduras com madeira sustentável (de reflorestamento) 3x2 preta e impressão fine art com papel Canson Mate, o artista registrou cenas cotidianas, mas por ângulos pessoais de observação, cujos detalhes especialmente belos a correria da rotina muitas vezes torna despercebidos. “A fotografia é um grande amor, mas sempre fui apaixonado por fotos em preto e branco, que realçam a percepção das texturas da imagem, trazendo uma experiência visual que desperta emoções,interpretação e memórias. A verdadeira textura da fotografia está na forma particular como ela toca cada pessoa", explica Schumacher, profissional com mais de 15 anos de atuação profissional, reconhecido por sua sensibilidade aguçada na captura de imagens que transcendem o óbvio. O livro "Niterói em Fatos e Fotos" (DB Editora, 2020), considerado pela Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur) o maior cartão de visitas da cidade, foi realizado exclusivamente com fotografias do artista, que também já realizou outras exposições na cidade, como "Ponte Rio-Niterói: 50 anos" no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, ao lado de outros fotógrafos, e outra exclusiva de suas obras no Corredor das Artes, na sede da Prefeitura. A proposta de “Texturas” é provar como a ausência de cor pode intensificar a percepção dos elementos visuais ao evidenciar nuances, profundidades e detalhes que despertam novas interpretações. Cada imagem foi cuidadosamente selecionada pela força estética do preto e branco e sua capacidade de transformar o simples em extraordinário. A mostra também reforça o papel da fotografia como expressão artística atemporal, onde luz e composição assumem protagonismo absoluto. O visitante é convidado a desacelerar o olhar e mergulhar em uma experiência contemplativa, percebendo as diferentes camadas de significado presentes em cada quadro. "Estou me sentindo realizado com essa exposição, e convido todos a vir visitar e contemplar”, exclama Schumacher. A galeria fica na Avenida Rui Barbosa 355, no bairro de São Francisco, e funciona de segunda a sexta, das 9h às 19h e aos sábados das 9h às 14h. A entrada é gratuita.

Escola de São Gonçalo levará para a Sapucaí a histórica missão artística que reuniu principais nome da MPB em Angola O enredo do G.R.E.S Unidos do Porto da Pedra para o Carnaval 2027, desenvolvido pelos carnavalescos Caio Cidrini e Alex Carvalho e pelas enredistas Thaina Santos e Bia Chaves, foi anunciado pela escola e leva o título “Porto Kalunga”. O tema irá abordar a histórica missão artística realizada em Angola no fim da década 1970, que reunião importantes nomes da MPB, em uma viagem marcada por produções musicais populares brasileiras e angolanas para além dos limites do território nacional. Essa imersão em um país lusófono conectou artistas brasileiros ao solo sagrado e produziu feitos imensuráveis para a nossa cultura. A viagem aconteceu poucos anos após a Independência de Angola, conquistada em 1975, a partir de um convite da Secretaria de Estado de Cultura de Angola e da União Nacional dos Trabalhadores Angolanos. A missão reuniu artistas, compositores e intelectuais brasileiros em uma imersão cultural que fortaleceu os laços entre Brasil e África. “O Porto Kalunga é um enredo de muita memória e reconhecimento. Um olhar para uma travessia que marcou profundamente a MPB e a relação com Angola.” disse o carnavalesco Caio Cidrini. Entre os participantes estavam nomes como Martinho da Vila, Djavan, Dona Ivone Lara, Chico Buarque, Clara Nunes, João Nogueira e Dorival Caymmi, além de mais de 60 representantes da cultura brasileira. Durante a viagem, Martinho da Vila passou a ser reconhecido em Angola como um “Embaixador Cultural”. Djavan aprofundou referências que influenciaram diretamente sua identidade musical, enquanto Chico Buarque compôs Morena de Angola, eternizada na voz de Clara Nunes. A vivência também marcou profundamente artistas como Dona Ivone Lara, João Nogueira e Dorival Caymmi, que registraram em depoimentos e composições a forte conexão espiritual e cultural vivida em solo africano. A experiência influenciou diretamente a música popular brasileira e reforçou os laços entre Brasil e Angola por meio da arte, da ancestralidade e da música. “Estamos falando de histórias reais, que transformaram muitas vidas. Um encontro entre artistas e culturas que ajudou a construir identidades.” contou o carnavalesco Alex Carvalho.

Alunos da Orquestra da Grota embarcam para uma experiência internacional que une música, educação e intercâmbio cultural. Com apoio da Neltur, órgão da Prefeitura de Niterói, os jovens embarcaram na sexta –feira (08) para participar de um workshop e concerto na Alemanha, no próximo dia 10 de maio, na Escola de Música Mitte. Fundada em 1995 e sediada na comunidade da Grota do Surucucu, a Orquestra da Grota é mantida pelo Espaço Cultural da Grota (ECG) e se consolidou como uma importante iniciativa de inclusão social. O projeto utiliza o ensino da música clássica como ferramenta de transformação, oferecendo formação gratuita para crianças e jovens de comunidades e criando oportunidades que vão além do ambiente local. "Apoiar iniciativas como a Orquestra da Grota é investir não apenas na cultura e na transformação social, mas também na promoção internacional de Niterói. Esses jovens levam para a Alemanha o talento, a criatividade e a identidade cultural da nossa cidade, fortalecendo a imagem de Niterói como um destino turístico inovador, inclusivo e culturalmente vibrante", declarou o presidente da Neltur, André Bento. O apoio Municipal reflete a visão estratégica do prefeito Rodrigo Neves de promover internacionalmente a imagem da cidade. A Alemanha é um mercado estratégico para o turismo brasileiro e de Niterói. Em 2025, os alemães ocuparam o 5º lugar entre os visitantes internacionais atendidos nos Centros de Atendimento ao Turista de Niterói. " Esse intercâmbio mostra ao mundo que Niterói produz cultura de excelência e que investir em nossos jovens também é promover o futuro do turismo da cidade.” observou André Bento. A apresentação na Alemanha será realizada em parceria com o grupo brasileiro Som Doce da Grota e também contará com um workshop voltado para estudantes a partir de 11 anos. A proposta é promover uma imersão na música brasileira, com foco na prática coletiva, no desenvolvimento rítmico e no diálogo entre diferentes culturas. Durante o concerto, o grupo vai apresentar o arranjo de uma composição de Lundu (dança e canto de origem africana que serviu de base para a música popular brasileira) que foi recolhida por Carl Friedrich Phillip von Martius, um dos mais importantes pesquisadores alemães do século XIX. “O von Martius recolheu 20 melodias aqui no Brasil, inclusive esse Lundu. No museu de antropologia de Itaipu tem o registro da presença dele em nossa região. O Carlos Rodrigues, que faz parte do nosso grupo, fez o arranjo que tocaremos lá.” Explicou Lenora Mendes, professora que faz parte da comitiva para a Alemanha. Ao longo de três décadas de atuação — celebradas em 2025 — a Orquestra da Grota formou gerações de músicos e ampliou sua presença para cidades como São Gonçalo, Itaboraí e Nova Friburgo. Seus integrantes já se apresentaram em importantes espaços culturais, como o Theatro Municipal de Niterói e o Solar do Jambeiro, consolidando o projeto como referência em educação musical e impacto social. Michelle Silva, de 33 anos, iniciou no projeto ainda criança e trilhou seu caminho pessoal e profissional através do que vivenciou na Orquestra. Ela afirmou que o apoio da Prefeitura de Niterói foi fundamental para viabilizar a apresentação na Alemanha. “Sem dúvidas o investimento da prefeitura possibilitou essa viagem. Sem essa ajuda,esse sonho seria colocado na gavetinha, como muitos outros", disse. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Niterói com políticas públicas voltadas à inclusão de jovens por meio da cultura. Ao investir na formação artística e em experiências internacionais, o Município amplia horizontes e fortalece trajetórias que começam dentro das comunidades e alcançam o mundo. “
Eu estou aqui há 10 anos e é muito bom ter oportunidades de ir pra lugares novos. Eu costumo dizer para as pessoas que eu não sei o que seria da minha vida se eu não tivesse vindo da Grota. Isso mudou completamente a minha vida.” disse, emocionada, a percussionista Lari Reis. Mais do que uma viagem, a participação no intercâmbio representa a continuidade de um trabalho que une educação, cidadania e cultura — mostrando como a música pode abrir caminhos e conectar realidades distintas.

Ao descobrir uma porta secreta, Coraline mergulha em um mundo paralelo tão fascinante quanto perigoso. Criaturas enigmáticas, cenários deslumbrantes e a presença sedutora — e assustadora — da “Outra Mãe” transformam essa jornada em uma aventura repleta de suspense, coragem e imaginação. A montagem encanta pela riqueza visual, pela construção cuidadosa desse universo alternativo e pela forma como transporta a plateia para dentro da história. Fãs do filme reconhecem a essência que amam, enquanto se surpreendem com novas camadas, novas emoções e uma experiência totalmente imersiva. Mais do que uma adaptação, “Coraline – A Porta Mágica” é uma celebração do mistério, da fantasia e da força de enfrentar o desconhecido. Uma experiência imperdível para quem deseja revisitar esse mundo icônico — agora, ao vivo, diante dos próprios olhos. SERVIÇO Espetáculo: Coraline – A porta mágica Local: Teatro Grandes Atores — Shopping Barra Square, Barra da Tijuca Datas: 09, 16 e 17 de maio Horário: Sábado às 17h

Chapeuzinho Vermelho e a floresta encantada é um sucesso da Cia. Ação Contínua que irá fazer uma única apresentação no dia 09 de maio no Teatro Arthur Azevedo. Venha neste feriado viver essa aventura, em Campo Grande. A clássica história está divertida e cheia de magia, conquistando crianças e adultos desde a primeira cena. O espetáculo, repleto de afeto, destaca a relação entre três gerações — avó, mãe e neta — e traz uma narrativa encantadora, leve e muito divertida. O Lobo Juan, um mestre dos disfarces tão atrapalhado quanto carismático, garante boas risadas. O caçador, medroso e surpreendente, e as fadas, que surgem para encantar e bagunçar ainda mais a história, completam o time de personagens que dão vida a essa versão especial. SERVIÇO Chapeuzinho Vermelho e a floresta encantada Teatro Arthur Azevedo Rua Vitor Alves, 454 – Campo Grande – Rio de Janeiro Dia 09 de maio Sábado 17:00 Ingressos R$ 50,00 / meia R$ 25,00 Classificação indicativa: Livre Duração do espetáculo: 50 minutos


