
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer. No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

A Universidade Federal Fluminense inaugurou este mês o Museu Audiovisual Universitário (MAU). O espaço integra o Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual (LUPA) e estará aberto para visitação gratuita todas as quartas-feiras, a partir do dia 26 de agosto, das 10h às 17h. A exposição de abertura do museu chama-se “A multiplicidade do cinema”, com curadoria do professor de Cinema e Vídeo da UFF e coordenador do LUPA, Rafael de Luna Freire, e explora a presença do cinema em diferentes esferas da sociedade. Por meio das peças do acervo, os visitantes terão acesso à objetos como a câmera cinematográfica da cineasta pioneira Carmen Santos e o projetor que funcionou no tradicional cine Pathé Palácio, na Cinelândia até o final dos anos 1990. Além disso, a mostra pretende levar as pessoas para o antigo Cine Metro, que marcou época na rua do Passeio entre as décadas de 1930 e 1940, e conduzi-las a uma reconstrução digital imersiva. O MAU também apresentará um documentário inédito em homenagem à “Cine Propaganda Fluminense”, empresa de Eduardo Abelin que exibia filmes nas ruas e praças de Niterói nos anos 1950 e 1960, produzido a partir de documentos doados ao LUPA pela família de Abelin. O LUPA, vinculado ao curso de Cinema e Vídeo, tem como objetivo promover e preservar prioritariamente a produção e a cultura audiovisual amadora do estado do Rio de Janeiro. Em 2024, o comitê gestor do laboratório aprovou a criação do Museu Audiovisual Universitário, que agora ganha seu espaço permanente no Casarão do Instituto de Artes e Comunicação Social (IACS), na rua Lara Vilela.

Um encontro raríssimo entre dois universos expressivos separados por três séculos, mas unidos pela mesma busca é o que apresenta o Festival Lírico de Niterói - FELINI: a voz como território absoluto de verdade humana. A Cia. Brasileira de Ópera de Câmara apresenta, nos dias 28 e 29 de agosto, sexta-feira e sábado, um programa que aproxima o nascimento da ópera com Claudio Monteverdi da modernidade pungente de Francis Poulenc. O concerto abre com momentos essenciais do primeiro grande mestre do teatro musical, Claudio Monteverdi - compositor que, no início do século XVII, consolidou a ópera como forma dramática. Trechos como "Lamento della Ninfa", "Lamento d’Arianna" e episódios do "Combattimento di Tancredi" e "Clorinda" revelam um mundo onde palavra, gesto e afeto se fundem num teatro íntimo, direto e profundamente humano. São obras que fizeram da voz o centro irradiador da emoção e que permanecem entre os pilares da dramaturgia musical ocidental. Em diálogo com esse passado fundador, o programa apresenta "La voix humaine", de Francis Poulenc - um dos mais impactantes monodramas do século XX. Com texto de Jean Cocteau, a obra coloca em cena uma mulher em sua última conversa telefônica com o amante que a abandona. Em uma única voz, acompanhada apenas pelo piano - original do compositor, Poulenc revela abismos emocionais, vulnerabilidade, desejo, lucidez e desespero. É ópera reduzida à sua essência: uma alma diante do público. Ao unir Monteverdi e Poulenc, este programa reflete a missão da Cia. Brasileira de Ópera de Câmara: celebrar a potência dramática da voz, aproximar o público de obras que transformaram a história e criar pontes entre tradição, contemporaneidade e experiência humana. Serviço Ópera FELINI: Monteverdi e Poulenc Datas: 28 e 29 de agosto de 2026 Horários: Sexta, às 19h | Sábado, às 17h Duração: 80min Classificação: Livre Ingressos: R$ 60 (inteira) Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35 - Centro, Niterói

A Mostra de Cinemas Africanos chega ao seu nono ano em 2026 com uma semana de programação no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), entre os dias 10 e 16 de setembro. Única plataforma continuada no Brasil dedicada ao audiovisual contemporâneo do continente africano, o evento apresenta uma seleção de produções recentes e inéditas no país, com sessões gratuitas no Cinema I. Neste ano, a Mostra propõe um recorte inédito em torno do cinema de gênero, reunindo filmes que transitam pela ficção científica, comédia, musical, romance, aventura, horror e thriller psicológico. Com curadoria da pesquisadora e produtora Ana Camila Esteves, a programação reúne ficções e documentários de diferentes países africanos e explora também questões como as transformações das grandes cidades, relações familiares, luto, política e o uso da Inteligência Artificial na produção cinematográfica. Um dos principais destaques da edição no Rio de Janeiro é a presença da cineasta burkinabé Chloé Aïcha Boro, que acompanha a exibição de seu primeiro longa-metragem de ficção, As Desvirtuosas, no dia 12 de setembro, às 18h, seguida de conversa com o público. Conhecida internacionalmente por seu trabalho no documentário, Boro parte em As Desvirtuosas de uma história ligada à sua própria família para construir uma ficção sobre quatro mulheres que, após serem expulsas de sua aldeia, formam uma improvável comunidade às margens da sociedade. Com humor, música e elementos de diferentes gêneros cinematográficos, o filme marca uma mudança de linguagem na trajetória da diretora sem abandonar questões presentes em sua obra documental. A presença de Boro permite ao público brasileiro conhecer uma realizadora cuja carreira se desenvolveu entre literatura, jornalismo e cinema. Seus documentários circularam por festivais internacionais e abordam temas ligados à história política e social de Burkina Faso e às experiências de personagens frequentemente deslocados para as margens das narrativas oficiais. Em seu primeiro longa de ficção, a cineasta incorpora referências familiares e culturais a uma construção que combina drama, humor e fabulação. O recorte de 2026 parte da presença cada vez mais expressiva de filmes africanos que recorrem às convenções do cinema de gênero para construir suas narrativas. A programação do Rio reúne produções que dialogam com a ficção científica, o sobrenatural, a comédia, o suspense e outras formas populares de cinema, colocando em primeiro plano a liberdade estética de realizadores de diferentes países. Entre os títulos estão filmes como O Pescador, comédia fantástica ganesa que acompanha um pescador tradicional diante das transformações de sua comunidade; O Despertar de Anam, produção queniana que utiliza elementos sobrenaturais para abordar o luto; e Crocodilo, thriller que explora tensões familiares a partir de uma narrativa de suspense. A sessão dedicada aos curtas de gênero reúne Cabra, Bam Bam, Sukari, Dëmm – As Devoradoras de Almas e O Herói Obscuro, atravessando diferentes registros do fantástico, da ficção científica, da comédia e do sobrenatural. Outros eixos atravessam a seleção. As experiências de cidade aparecem em filmes como Movimentos Concretos, Liti Liti e Minha História em Jebba, enquanto obras como Cartum e Independência Hoje aproximam o cinema de acontecimentos políticos e históricos recentes no Sudão e no Senegal. A programação também inclui Memória da Princesa Mumbi, filme que abre a mostra no Rio de Janeiro no dia 10 de setembro, às 18h, e Timpi Tampa, Por Detrás das Palmeiras, Guardião dos Mundos, Roupa Suja, Prova, Diya, A Última Dança da Vergonha e Mobembo. Criada em 2018 pela produtora e pesquisadora baiana Ana Camila Esteves, ao lado da curadora espanhola Beatriz Leal-Riesco, a Mostra de Cinemas Africanos surgiu para ampliar a circulação de filmes africanos contemporâneos nas salas brasileiras. Em nove anos de trajetória, o projeto soma 22 edições realizadas em sete cidades, incluindo Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Porto Alegre, Aracaju, Poços de Caldas e Curitiba, com alcance superior a 350 mil pessoas. O evento já exibiu mais de 400 filmes, trouxe mais de 65 convidados ao país e promoveu 45 atividades de formação. A Mostra de Cinemas Africanos 2026 tem realização de Ana Camila Comunicação e Cultura, apoio da Embaixada da França no Brasil e do Instituto Francês. No Rio de Janeiro, conta com a parceria do Centro Cultural Banco do Brasil. SERVIÇO Mostra de Cinemas Africanos 2026 — Rio de Janeiro Quando: 10 a 16 de setembro de 2026 Onde: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro — CCBB RJ Rua Primeiro de Março, 66 — Centro — Rio de Janeiro/RJ Cinema I Entrada gratuita Classificação indicativa: 14 anos Ingressos: para as sessões no CCBB, os ingressos gratuitos podem ser retirados na bilheteria do CCBB e pelo site bb.com.br/cultura, a partir das 9h do dia da sessão. Programação completa: www.mostradecinemasafricanos.com

A Praça Mauá, um dos cartões-postais mais icônicos do Rio de Janeiro, será o palco de um espetáculo inesquecível no dia 19 de setembro (sábado), a partir das 14h Com a Baía de Guanabara ao fundo e emoldurado pelo Museu do Amanhã e pelo Museu de Arte do Rio (MAR), a nova edição do Projeto Aquarius promete emocionar o público carioca em um grande concerto gratuito e aberto ao público. Criado em 1972 pelo jornal O GLOBO, o Projeto Aquarius nasceu com o propósito revolucionário de democratizar o acesso à música de concerto e aproximá-la de toda a população. Ao longo de mais de cinco décadas de história, o evento tornou-se referência cultural ao reunir multidões para celebrar o diálogo entre a música erudita e os ritmos populares brasileiros. Sob a temática “A Música e o Tempo”, o Aquarius Rio 2026 desafia a ideia de que o tempo tudo vence. Afinal, uma canção não tem data de validade: ela atravessa gerações, ganha novas vozes e significados, e chega viva a quem nunca imaginou encontrá-la. SERVIÇO — PROJETO AQUARIUS RIO DE JANEIRO 2026 ● Data: Sábado, 19 de setembro de 2026 ● Horário: a partir das 14h ● Local: Praça Mauá — Centro, Rio de Janeiro / RJ ● Atrações: Orquestra Sinfônica Brasileira, Ensemble da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, DJ Nyack, Emicida e Leci Brandão Entrada Gratuita (evento aberto ao público)

Existem canções que atravessam fronteiras, gerações e idiomas. Melodias que bastam poucos acordes para serem reconhecidas e que, em qualquer parte do mundo, remetem imediatamente à Itália. É esse patrimônio musical que inspira Made in Italy – Le canzoni italiane più famose nel mondo, concerto didático internacional que chega ao Theatro Municipal de Niterói, no dia 26 de agosto, quarta-feira, às 19h, com entrada gratuita. O espetáculo no Theatro Municipal de Niterói encerra a turnê com broche de ouro no palco mais icônico da cidade. Idealizado pelo professor e formador Fabio Caon (Università Ca' Foscari, Veneza), o projeto encontra no palco o compositor Mº Francesco Sartori, autor da consagrada, "Con te partirò", uma das canções italianas mais conhecidas internacionalmente e o músico Angelo Lacitignola, em um encontro que alia música, educação e difusão da cultura italiana. A apresentação conta ainda com a participação de uma soprano e um tenor para acompanhar os artistas, conduzindo o público por um repertório formado por clássicos da música italiana que marcaram gerações e continuam emocionando plateias em diferentes países. Mais do que um espetáculo musical, Made in Italy propõe uma verdadeira viagem pela língua e pela identidade cultural da Itália. Entre interpretações, histórias e curiosidades sobre as obras apresentadas, o público é convidado a compreender como essas canções se transformaram em símbolos da cultura italiana e seguem aproximando pessoas de diferentes nacionalidades. Realizado com o apoio da Sede Central da Società Dante Alighieri, em Roma, o projeto integra uma iniciativa internacional dedicada à promoção da língua e da cultura italianas, aproximando estudantes, professores, descendentes de italianos e amantes da música de um dos mais ricos patrimônios culturais do mundo. Serviço Made in Italy: Uma pesquisa sobre as canções italianas mais famosas do mundo Data: Quarta-feira, 26 de agosto de 2026 Horários: 19h Duração: 100min Classificação indicativa: Livre Evento Gratuito | Retirada de 1 ingresso por pessoa na bilheteria, 1h antes do início do espetáculo Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35 - Centro, Niterói

O Grupo Pedras celebra 25 anos de seu compromisso com o teatro como espaço de encantamento, encontro, afeto e transformação. Para comemorar a data, a companhia carioca organizou uma ocupação artística no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, no Humaitá, que chega ao fim neste domingo (30/08). Na programação, estão o espetáculo adulto “Restin”, o infantil “Rosa e a floresta”, e as exposições “Pedras 25 anos”, com objetos que recontam a história do grupo, e “Esplêndidas”, de Luciana Grether. O coletivo é formado por Adriana Schneider, Ana Secco, Helena Stewart, Georgiana Góes, Camila de Aquino, Diogo Magalhães, Luiz André Alvim e Marina Bezze. As atrizes e os dois atores se desdobram em várias funções além da atuação. “O Grupo Pedras foi criado na intenção de pesquisar técnicas da arte de atuar, no desejo de improvisar com máscaras, brincar com as expressões populares e a poesia em cena. Ao longo desses 25 anos, as atrizes e atores do grupo também expandiram seus trabalhos na universidade, na televisão e no cinema; na direção e atuação em outros espetáculos; como professores de cursos livres, gestores e técnicos; como terapeutas, astrólogas, cozinheiras e até um padeiro. Nesse tempo nos tornamos mães, pais, avó. Nesta ocupação comemorativa, damos uma amostra das diferentes linguagens que experimentamos, relações com o público que fogem do convencional, encontro com coletivos teatrais coetâneos, além de celebrar as memórias e parcerias com imagens e música”, comemora a atriz Georgiana Góes. Serviço: Temporada: de 28 a 30 de agosto. Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto: Rua Visconde de Silva s/nº, ao lado do nº 292 – Humaitá. Dias e horários: Sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Ingressos: Inteira R$ 70 | Meia R$ 35 Duração: 1h Classificação indicativa: 10 anos

Aos 80 anos, compositora e poeta é reconhecida por uma trajetória que ajudou a transformar poesia em canção e reúne parcerias com nomes como Itamar Assumpção, Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Chico César e Alzira Espíndola No próximo dia 26 de agosto, a União Brasileira de Compositores irá homenagear Alice Ruiz com o Troféu Tradições UBC, honraria criada pela associação para reconhecer a contribuição de mulheres fundamentais para a história da música brasileira. A cerimônia, que acontecerá na Casa de Francisca, em São Paulo, reconhece a trajetória de uma das mais importantes autoras brasileiras, cuja obra atravessa a poesia e a música e se caracteriza pela força e precisão de suas palavras. A cerimônia de entrega da honraria contará com um pocket show especialmente concebido para celebrar a obra da homenageada, com direção musical de Gustavo Ruiz Chagas. O encontro reunirá canções que fazem parte da trajetória de Alice e contará com a participação de artistas convidados, que serão anunciados posteriormente. O evento terá transmissão ao vivo pelo canal da UBC no YouTube. "Eu vou tentar espalhar o máximo possível a notícia desse reconhecimento que a UBC me oferece através desse troféu. Porque da forma que a musica está sendo divulgada, principalmente depois do advento do streaming, letrista virou fantasma (...) E se for mulher a invisibilidade é ainda maior. Por isso eu, como mulher e letrista, vibro e faço festa por receber essa homenagem", afirma Alice Ruiz. Poeta, letrista, compositora e tradutora, Alice Ruiz construiu ao longo de mais de cinco décadas uma produção marcada pela capacidade de transformar o cotidiano em poesia e a palavra em canção. Na música, sua história se construiu por meio de parcerias com compositores de diferentes gerações e estilos, entre eles Itamar Assumpção, Zeca Baleiro, Chico César, Arnaldo Antunes, Alzira Espíndola, José Miguel Wisnik e Luiz Tatit. Suas criações também ganharam voz nas interpretações de artistas como Gal Costa, Cássia Eller, Ney Matogrosso, Zélia Duncan e Adriana Calcanhotto. SERVIÇO - TROFÉU TRADIÇÕES UBC HOMENAGEADA: ALICE RUIZ Data: 26/08 (quarta-feira) Horário: 19h Transmissão: Canal da UBC no YouTube

Na peça Cordélia trabalha como auxiliar de escritório e começa a se prostituir para sustentar seu companheiro Leônidas que vive em constante procrastinação. A chegada do jovem Rico acaba estremecendo a relação entre os dois. “Cordélia Brasil” é uma tragicomédia que se passa em uma quitinete decadente no Rio de Janeiro, onde as personagens tentam resistir à miséria e ao vazio dos dias. Com seu potencial transgressor, a peça, que tem direção de João Fonseca, coloca em evidência tabus e nos convida a questionar o quanto avançamos na promessa de uma sociedade menos misógina. O texto escrito por Antônio Bivar no final dos anos 1960, permanece atual e deflagra todo peso da obrigação do cuidado e o esgotamento físico e mental feminino. Com final arrebatador, “Cordélia Brasil” promete fazer rir e emocionar através de personagens que vivem no limite do absurdo da vida mundana. “Cordélia Brasil” Dias 28 e 29 de Agosto de 2026 Sexta 20h | Sábado 19h Teatro da UFF Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí – Niterói Ingressos: R$ 40 (inteira) – R$ 20 (meia) Canais de venda: No Site e Bilheteria Classificação Indicativa: 16 anos

O projeto Leituras Encenadas de Niterói da ATACEN apresenta, na terça-feira, 25 de agosto, Eu sou a vida, eu não sou a morte, de Qorpo Santo, texto que narra o diálogo entre 'Lindo' e 'Linda', um casal cuja relação oscila entre a afirmação vital e a pulsão de morte que os rodeia. Os acontecimentos que se sucedem fazem com que a aparição de um terceiro personagem aprofunde ainda mais a incessante vontade de viver de Lindo. Escrita em 1866, pelo dramaturgo gaúcho Qorpo Santo (José Joaquim de Campos Leão), esta comédia em dois atos, antecipa em quase um século as experimentações do Teatro do Absurdo. Serviço Leituras Encenadas de Niterói | Eu sou a vida, eu não sou a morte Data: Terça-feira, 25 de agosto de 2026 Horário: 19h Classificação indicativa: 16 anos Duração: 55min Entrada gratuita | Sujeito a lotação Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35 - Centro, Niterói

Em Online, um grupo de jovens mergulha de cabeça no universo das redes sociais e revela, através do humor, situações que fazem parte do cotidiano de uma geração cada vez mais conectada: influencers, seguidores, lives, cancelamentos, exposição, comentários, desafios, busca por likes e a influência dos pais nesse novo mundo digital. Construído a partir de sketches ágeis, divertidos e atuais, o espetáculo passeia por diferentes situações do universo online, mostrando como a internet transformou a maneira de se relacionar, se comunicar e enxergar a própria vida. A inspiração nasceu da convivência do autor e diretor Cacau Hygino com jovens e alunos, observando de perto uma geração que nasceu conectada e que, muitas vezes, vive entre aquilo que acontece na tela e aquilo que acontece na vida real. SERVIÇO 29 e 30 de agosto 16h Teatro Del’Art — Barra Point, Barra da Tijuca

No dia 2, a exposição Amazônicas – Poéticas Femininas chega ao Rio com obras de artistas da região Norte. Com recursos de realidade expandida, virtual e aumentada, a mostra proporciona uma experiência imersiva no Metaverso das Mulheres. O cinema também ganha destaque. Entre os dias 10 e 16, a Mostra de Cinemas Africanos apresenta dez longas e seis curtas da produção africana contemporânea. A partir do dia 23, Soy Loco Por Ti, Centroamérica reúne filmes premiados do cinema centro-americano, de diferentes gêneros, além de atividades culturais paralelas. A parceria com a Cinemateca do MAM traz a mostra Dança. Detetive. Diário. Diva, com filmes dedicados a quatro temas: dança, investigações policiais, narrativas em formato de diário e divas do cinema. A programação também integra a Semana de Arte do Rio. Entre os dias 19 e 27, o RioHarpFestival reúne harpistas de diferentes países latino-americanos. Já o FIL 2026 – Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens começa no dia 17, com atividades teatrais voltadas ao público infantil e o tema “A Poética dos Imaginários”. Também faz parte da programação a exposição Vik Muniz: A Olho Nu, prorrogada até 12 de outubro, além de mais uma edição da Feira das Yabás, que propõe um percurso entre o VLT e o samba. Na música, a Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo começa no dia 24 e celebra a tradição e a diversidade das violas na música popular brasileira. O mês também conta com apresentações internacionais de música clássica do projeto Música no Museu. No dia 9, o Clube de Leitura CCBB recebe o escritor, dramaturgo, jornalista e diretor de cinema João Silvério Trevisan para um encontro sobre diversidade, gênero, memória, masculinidade e literatura. A programação educativa também destaca a cultura brasileira. O CCBB Educativo apresenta a Hora do Conto: A Chama que Iluminou o Mundo, inspirada em uma narrativa ancestral do povo originário Pareci e voltada às crianças, abordando a importância da coragem coletiva. A atividade dialoga ainda com datas ecológicas como o Dia da Amazônia e o Dia da Árvore.

Inaugurado em 25 de agosto de 1966, o Teatro Casa Grande tornou-se, ao longo de seis décadas, um dos mais importantes espaços culturais do país. Além de receber grandes nomes e espetáculos da cultura brasileira, o teatro teve papel relevante em momentos históricos da vida política nacional, especialmente durante a ditadura militar e o processo de redemocratização. O Casa Grande completa 60 anos nesta terça-feira, 25 de agosto, e celebra a data com uma programação especial que terá como destaque uma apresentação de Fernanda Montenegro, em sessão exclusiva para convidados. A atriz apresenta no palco da casa a leitura dramatizada “Nelson Rodrigues por Ele Mesmo”, baseada na obra organizada por Sônia Rodrigues, filha do dramaturgo. A montagem reúne textos, frases, crônicas, opiniões e memórias de Nelson Rodrigues e marca a participação de Fernanda Montenegro na celebração de seis décadas do teatro. SERVIÇO – EVENTO PARA CONVIDADOS 60 anos do Teatro Casa Grande Data: 25 de agosto de 2026 Local: Avenida Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon, Rio de Janeiro



