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10 de maio de 2022
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer.  No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

9 de outubro de 2026
A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a reabertura comercial do Cine Odeon, na Cinelândia, dentro do programa Reviver Cinema, conduzido pela RioFilme para recuperar e modernizar salas de cinema de rua. O anúncio foi feito em 1º de outubro, na abertura da 28ª edição do Festival do Rio, realizada no próprio Odeon, que completa um século. Outro cinema do programa, o CineCarioca Nova Brasília, no Complexo do Alemão, será reinaugurado no sábado, 10 de outubro. Segundo a prefeitura, o CineCarioca Nova Brasília recebeu nova tela, projetor e sistema de som, teve os equipamentos do foyer renovados e a praça do entorno requalificada. A sala ficou aberta durante as obras e será reinaugurada em 10 de outubro, durante o Festival do Rio, com a exibição do filme Nosso Sonho, de Eduardo Albergaria. O festival vai até 11 de outubro. A publicação oficial não informa horário da sessão nem regras de acesso. O Reviver Cinema foi dividido em três fases. A primeira tem três projetos com entrega prevista para este ano, entre eles a segunda sala do Cine Santa, em Santa Teresa, com 50 lugares e espaço de convivência. A segunda fase, em desenvolvimento, inclui o Cine Matilde, em Bangu (470 lugares em duas salas de cinema e um teatro), o Cine Vaz Lobo (250 lugares) e o Cine Costinha, no Cachambi (duas salas e 266 lugares). A terceira fase ainda está em mapeamento de antigos cinemas. De acordo com levantamento da RioFilme, a cidade tem hoje 38 cinemas em funcionamento, somando 207 salas. A prefeitura afirma que os projetos podem incluir, além das salas, teatros, espaços para exposições e eventos, áreas de convivência, gastronomia e serviços, de acordo com cada território. Editais de audiovisual abrem inscrições A RioFilme também informou que as inscrições para a terceira fase do Programa de Fomento ao Audiovisual Carioca começam em 5 de outubro, com R$ 100 milhões distribuídos em editais de coprodução internacional, longas de ficção e animação, séries, documentários, desenvolvimento de projetos e distribuição. Os detalhes serão apresentados em painel no RioMarket, área de mercado do Festival do Rio no Armazém da Utopia, na Gamboa. Serviço • Reinauguração do CineCarioca Nova Brasília:  sábado, 10 de outubro de 2026, com exibição de Nosso Sonho (horário não divulgado na publicação oficial) • Local: CineCarioca Nova Brasília, Complexo do Alemão, Rio de Janeiro (RJ) • Cine Odeon: Cinelândia, Centro do Rio; a prefeitura anunciou a reabertura comercial, sem data de início divulgada • Festival do Rio 2026: até 11 de outubro • Realização: Prefeitura do Rio, por meio da RioFilme
9 de outubro de 2026
Atividade mais antiga do Colégio La Salle Abel, fundada em 1953, a Orquestra La Salle, que continua produzindo boa música e encantando plateias. Sob regência do Maestro Henrique Manso Junior, neto do falecido maestro Pedro Mota, fundador da então Orquestra Típica de Ritmos La Salle, em 1957, o grupo comemora no palco do Theatro Municipal de Niterói, na sexta-feira, 09 de outubro, às 20h, 69 anos de existência.  Nessas mais de seis décadas, a Orquestra já se apresentou em cerca de 200 cidades brasileiras em diversos estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, além de ter gravado dois CDs e dois LPs, sendo um deles lançado pelo Selo Niterói Discos em 1992. Atualmente a Orquestra conta com mais de 100 alunos, do 1º Ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, trazendo instrumentos como flauta doce, flauta transversa, saxofone alto, saxofone tenor, trompete, violão, guitarra, baixo, teclado, bateria e percussão, além de cantores. No repertório estão presentes influências musicais brasileiras e estrangeiras. Em 2017 a Orquestra La Salle recebeu uma Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Niterói, assim como o Maestro Henrique Manso Júnior foi agraciado com a Medalha Felisberto de Carvalho, uma das mais importantes do Município de Niterói, pelo seu trabalho na área cultural em nossa cidade. Em 2018 esteve em estúdio para gravar um álbum comemorativo pelos seus 60 anos com patrocínio das Águas de Niterói. Este álbum contou com a participação de cerca 100 músicos, incluindo integrantes da Orquestra La Salle, ex-integrantes e também participações especiais de Roberto Menescal, Marcelo Martins, Carlos Malta, Sinfônica Ambulante e do Coral Pequenos Cantores de Canoas (RS). Este álbum já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. Serviço Orquestra La Salle 69 anos Data: Sexta-feira, 09 de outubro de 2026 Horário: 20h
9 de outubro de 2026
Sucesso na Broadway, “Heathers – O Musical” chega aos palcos cariocas com uma montagem inédita, que estreia no Teatro Nathalia Timberg, na Barra da Tijuca, em curta temporada, de 09 de outubro a 01 de novembro, sextas, às 20h, sábados e domingos, às 19h. Com direção de Rafaela Amado, direção musical de Anna Hannickel e direção de movimento de Sueli Guerra, a nova prática em teatro musical da escola Wolf Maya celebra a imaginação, a curiosidade e a coragem de descobrir quem somos em um universo onde tudo pode acontecer. “Heathers” conta a história de Veronica Sawyer, uma adolescente inteligente que tenta encontrar seu lugar na Westerberg High School. Ao se aproximar das Heathers, as garotas mais populares e temidas da escola, acredita ter encontrado uma forma de sobreviver à hierarquia do colégio. Mas tudo muda quando conhece J.D., um jovem misterioso e rebelde, e a tentativa de enfrentar a crueldade e as regras da população toma rumos inesperados e perigosos. Com humor ácido, irreverência e uma trilha musical explosiva conduzida por uma banda ao vivo, a produção fala sobre adolescência, pertencimento, amizade, violência e a necessidade de ser aceito, questionando até onde somos capazes de ir para fazer parte de um grupo e o que acontece quando decidimos romper com ele. Serviço: Temporada: de 09 de outubro a 01 de novembro Dias e horário: sextas, às 20h, sábados e domingos, às 19h Local: Teatro Nathalia Timberg - Escola de Atores Wolf Maya - Av. das Américas, 2.000 (Freeway) - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ Ingressos: de R$ 50 a R$ 125, vendas no site https://bileto.sympla.com.br/event/125792/d/408556/s/2661940
8 de outubro de 2026
Inscrições para a segunda edição do festival sustentável e autoral vão até o próximo dia 11 A cena musical de Niterói volta a pulsar com a chegada da fase eliminatória do Festival da Canção Mar de Música, que acontece nos dias 28 e 29 de outubro, no Teatro da UFF. Em sua segunda edição, o festival reafirma seu compromisso com a valorização da música autoral, a diversidade artística e o fortalecimento das expressões culturais do território de Itaipu. A meta desta edição é aumentar o número de inscrições de mulheres. As inscrições vão até o próximo dia 11. Entre as novidades deste ano estão o aumento da premiação e a ajuda de custo de R$ 300 para cada uma das 30 apresentações selecionadas para as eliminatórias, conforme as condições do regulamento, incluindo o cumprimento do horário do line check. Com mais de uma centena de inscrições recebidas em sua primeira edição, realizada em 2024, o festival reuniu aproximadamente duas mil pessoas ao longo de toda a edição, somando os dois dias de eliminatórias e a etapa final. O Mar de Música consolida-se como uma das principais vitrines para artistas independentes da cidade. A edição de 2026 mantém, assim como na edição anterior, pontuação extra para mulheres, pessoas pretas ou indígenas e residentes de Niterói, reforçando o compromisso com representatividade e inclusão. Para conhecer o regulamento, acesse: https://www.mardemusica.com.br/_files/ugd/d546b2_a1a5c018705c4960b77375e1906f620e.pdf Sustentabilidade como eixo central Este ano, o festival aprofunda sua agenda socioambiental com a parceria da Recicla Show, cooperativa do Engenho do Mato. Durante a grande final, haverá coleta seletiva, ações de conscientização e diálogo com restaurantes e bares do entorno da Praça dos Pescadores, fortalecendo práticas sustentáveis no território. A iniciativa reforça o papel do festival como agente de transformação local. A conscientização acontece em todas as etapas: o evento não terá plásticos de uso único nos palcos e os artistas estão orientados a levarem seus próprios copos, inclusive para o Teatro da UFF. Território e tradição A relação com Itaipu, berço do festival, segue como marca fundamental. A produção local é conduzida por profissionais ligados à comunidade — incluindo integrantes de famílias tradicionais de pescadores — e as barracas de alimentação da final serão operadas por moradores da região, oferecendo gastronomia típica da praia e fortalecendo a economia local. Força artística e impacto cultural A primeira edição, realizada em 2024, reuniu 172 inscrições e levou mais de mil pessoas à final na Praça dos Pescadores, com cerca de duas mil como público total. Todas as apresentações foram interpretadas em Libras. O impacto foi imediato: novos talentos foram revelados e a cena independente ganhou visibilidade. Em 2026, a expectativa é ampliar esse alcance, reafirmando o festival como espaço de encontro, diversidade e celebração da música inédita. O Mar de Música já é mais que um festival: é um movimento que une sustentabilidade, tradição, inclusão e inovação artística, fortalecendo Niterói como polo cultural e revelando novas vozes da música autoral brasileira. O festival tem a idealização e realização do IGAI – Instituto de Gestão e Ações Integradas; direção de produção e gestão sustentável da LIX - Soluções Sustentáveis, patrocínio da Prefeitura de Niterói, a partir da Secretaria Municipal das Culturas, além dos parceiros ALPAPI (Associação Livre dos Pescadores e Amigos da Praia de Itaipu) e selo fonográfico Astronauta Discos. Inscrições abertas até o dia 11 de outubro As inscrições são gratuitas e seguem abertas até 11 de outubro, para artistas solo ou bandas de até cinco integrantes. O regulamento e o formulário estão disponíveis em www.mardemusica.com.br e no Instagram: @mardemusica Premiação em dinheiro Os artistas selecionados para a final, marcada para 14 de novembro, concorrem a premiação em dinheiro: 1º lugar: R$ 9 mil; 2º lugar: R$ 6 mil; 3º lugar: R$ 4 mil; Melhor Arranjo: R$ 3 mil e Melhor Intérprete: R$ 3 mil
8 de outubro de 2026
Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco desembarcam em Niterói com o espetáculo "Agora é Que São Elas!", comédia de esquetes escrita e dirigida por Fábio Porchat. A montagem será apresentada entre os dias 08 a 11 de outubro, às 20h, na Sala Nelson Pereira dos Santos. Haverá ua sessão extra no sábado, às 18h.  No palco, as atrizes se transformam em 20 personagens diferentes, interpretando homens e mulheres como protagonistas de nove esquetes que abordam situações cotidianas com humor rápido, afiado e altamente identificável. Os textos misturam criações recentes e outros escritos por Porchat em 2004 e 2005, que seguem extremamente atuais e conectados com o comportamento da década de 2020. "É um humor de identificação. As pessoas se reconhecem nos personagens ou conhecem alguém que se parece com eles. São encenações do dia a dia, situações que a gente vive. Um comentário que achei divertido", explica Porchat. Entre os esquetes apresentados está "Superstição", que mostra o reencontro de duas amigas que não se viam há anos - uma extremamente supersticiosa e a outra totalmente cética - interpretadas por Maria Clara Gueiros e Júlia Rabello. Em "Selfie", Priscila Castello Branco e Maria Clara vivem uma situação desconfortável quando um fã aborda uma atriz famosa em um restaurante e, enquanto tenta tirar uma foto, passa a listar defeitos da artista que diz admirar. Já o esquete mais recente, "Meu Bebê", traz Júlia e Priscila como um casal que compara obsessivamente o próprio filho de oito meses com os filhos das amigas, morrendo de medo que o bebê não seja o mais inteligente de todos. Serviço Agora Que São Elas Datas: 08, 09, 10 e 11 de outubro de 2026 Horários: Quinta a domingo, 20h | Sessão extra, sábado, às 18h Duração: 70 minutos Classificação indicativa: 14 anos Ingresso: R$ 150,00 inteira | R$ 120,00 promocional 1kg de alimento Vendas pelo Fever, ou na bilheteria da Sala Nelson Pereira dos Santos Local: Sala Nelson Pereira dos Santos Avenida Visconde do Rio Branco, 880, São Domingos - Niterói
8 de outubro de 2026
Quais corpos enfrentam mais obstáculos para circular pela cidade? E para quem, afinal, os espaços urbanos são pensados? Essas questões saem das ruas e chegam ao palco em “Paragem”, espetáculo inédito de dança contemporânea idealizado por Júlia Fernandez e Luna Leal, que estreia no dia 8 de outubro, no Multiuso do Sesc Copacabana. A temporada terá oito apresentações com Libras e audiodescrição. A peça foi contemplada no Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar e conta com a produção da eLabore.Kom. Ao transformar o cotidiano dos deslocamentos em matéria coreográfica, “Paragem” aproxima dança, cidade e cidadania e propõe enxergar a mobilidade não apenas como a possibilidade de ir de um ponto a outro, mas como um direito que interfere diretamente no acesso ao trabalho, à educação, à saúde, à cultura e ao lazer. A montagem parte, assim, de uma pergunta aparentemente cotidiana — como nos deslocamos pela cidade? — para chegar a questões maiores: quem consegue circular livremente? Quais corpos encontram mais barreiras? Quais regiões são mais acessíveis? Quanto da vida é consumido nos trajetos? E, afinal, para quem essas cidades são construídas? Com “Paragem”, a dança contemporânea se torna uma linguagem para observar a cidade e as suas tensões, transformando aquilo que milhares de pessoas experimentam todos os dias em movimento, reflexão e provocação. SERVIÇO Paragem – espetáculo de dança contemporânea Temporada: 8 a 18 de outubro de 2026 Dias: quinta-feira a domingo Horários: quintas e sextas, às 19h; sábados e domingos, às 17h Local: Multiuso do Sesc Copacabana Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana – Rio de Janeiro/RJ Ingressos: R$ 40 (inteira); R$ 36 (conveniados); R$ 31 (conveniado empresário); R$ 28 (Credencial Plena Sesc); R$ 20 (meia-entrada); gratuito para público PCG
7 de outubro de 2026
Quem ainda não conhece Nicole Musafir terá nova oportunidade de mergulhar numa jornada íntima, divertida e emocionante. Devido ao grande sucesso da sua estreia, o espetáculo “Pra Quem Não Me Conhece” ganha uma nova temporada na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, de 07 a 22 de outubro, às quartas e quintas, 19h. Nicole se apropria do humor para contar a própria história, mas, no caminho, faz o público lembrar da sua. Ao acompanhar suas memórias, o público reencontra a própria criança interior, se questiona sobre os sonhos que congelou pelo caminho e sobre tudo o que ainda pode viver. É uma história que inspira a olhar para o que ficou para trás sem deixar de imaginar o que ainda está por vir. Na primeira temporada, a participação especial da avó de Nicole, a pianista Lydia Musafir, emocionou a plateia em diversas sessões. Aos 91 anos, Lydia tocou pela primeira vez em público, ao lado da neta, em um momento que acabou traduzindo, na prática, uma das mensagens do espetáculo: nunca é tarde para fazer algo pela primeira vez. - O público deixou claro que, ao final da peça, não sabia mais se ria ou se chorava. E me surpreendia perceber que cada um foi tocado por um lugar diferente, muitas vezes por pontos que eu mesma nunca tinha percebido. Alguns ficavam com trechos de músicas na cabeça, outros lembravam de citações dos diários ou de alguma memória da infância que estava adormecida. No fim, cada um parecia levar consigo um pedaço diferente daquela história. Acho que é aí que a peça deixa de ser só sobre mim e passa a ser sobre cada um que está ali - relata Nicole. Serviço: Temporada: de 07 a 22 de outubro Sessões: quartas e quintas-feiras, às 19h Local: Casa de Cultura Laura Alvim - Espaço Rogério Cardoso - Av. Vieira Souto, 176, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ Ingressos: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia-entrada), vendas no site https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/c75d76d3b22e0367cb06d8bf56bf8a9e6e9eb9f4 Gênero: Comédia Classificação: 12 anos Duração: 80 minutos
7 de outubro de 2026
O espetáculo teatral que estreia no Teatro Ziembinski, com temporada de 2 a 25 de outubro de 2026, tem dramaturgia e direção de Diogo Liberano. Em cena, Gilberto Silva aparece como protagonista no teatro. Em vez de uma narrativa linear, a peça se organiza como uma experiência de atenção, em que o elo entre ator e público sustenta um percurso que não busca avançar para a frente, mas para dentro. SINOPSE Após uma tarde de sábado reunido em volta da piscina com amigas, um homem de quarenta e muitos anos percebe em seu peito uma abertura até então desconhecida. Diante dessa rachadura, aberta pelo encontro com as amigas, ele escolhe descer uma longa escada rumo ao mais fundo de si mesmo. SERVIÇO  Estreia: 2 de outubro de 2026 Temporada: 2 a 25 de outubro, de sexta a domingo. Local: Teatro Municipal Ziembinski Ingressos: R$50 (inteira) / R$25 (meia-entrada) – disponíveis em https://bileto.sympla.com.br/event/127096 Horários: sextas e sábados, às 20h; domingos, às 19h Duração: 60 minutos Classificação indicativa: 18 anos
7 de outubro de 2026
A programação na Caixa Cultural Rio de Janeiro, no centro da cidade, tem filmes que passam por quase sete décadas de cinema, incluindo o primeiro longa-metragem de Ruy, Os Cafajestes (1962), até A Fúria (2024), sua obra mais recente. Este último filme encerra a chamada Trilogia dos Fuzis, que começou com Os Fuzis (1964) e seguiu com A Queda (1978). Essas três obras realizadas ao longo de seis décadas são ligadas por um único personagem. Antes de chegar ao Rio, a Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema, esteve na Caixa Cultural de Curitiba, onde o público pôde assistir a uma filmografia que atravessou momentos históricos do Brasil. Situações como violência, desigualdade, poder, liberdade e justiça social estão presentes de diferentes formas nas obras do cineasta, que, perto de completar 100 anos, permanece produzindo. Serviço:  Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema Quando: 29 de setembro a 16 de outubro de 2026 Não haverá sessões: Segundas-feiras e 9 de outubro Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro - Rua do Passeio, 38, no centro do Rio Ingressos: Gratuitos, a serem retirados meia hora antes de cada sessão na bilheteria da Caixa Classificação: A partir dos 18 anos
6 de outubro de 2026
Duas lendas da música instrumental brasileira se reencontram na Casa com a Música, na Lapa, para celebrar um novo trabalho. Robertinho Silva e Nivaldo Ornelas lançam “Aos Povos da Floresta”, álbum que presta homenagem aos povos que habitam, protegem e dão sentido às florestas do Brasil, com show no dia 09 de outubro, sexta-feira, às 20h, recheado de participações especialíssimas, como a de Kiko Continentino. Nesse novo trabalho, ritmo, sopro e memória se encontram. Nivaldo e Robertinho contam, por meio de composições e interpretações com sons e vocais próprios, a luta incessante dos povos da floresta, pela preservação do meio ambiente, e das populações negra, originária da África, e branca, bases do que é hoje o Brasil. Juntaram também a essa exposição as missões religiosas, que vem e vão, num fluxo constante, na busca da catequização, onde o foco nem sempre é o meio ambiente. Na abertura das gravações deste álbum, os dois artistas unem a sonoridade das festas e danças indígenas com os atabaques e os cantos da cultura afro-brasileira, para em seguida aparecer uma missão religiosa descendo o rio, na direção de uma aldeia distante. Serviço: Quando: sexta-feira, dia 09 de outubro, às 20h Local: Casa com a Música - Rua Joaquim Silva, 67, Lapa, Rio de Janeiro - RJ Ingresso: R$ 50, venda pelo site https://www.sympla.com.br/evento/show-de-robertinho-silva-e-nivaldo-ornellas-lancamento-do-album-aos-povos-da-floresta/3598409
6 de outubro de 2026
Carambolas nas Nuvens é um musical infantil criado por Bebel Nicioli (flauta, violão, percussão, voz), Mari Jasca (violão, charango, percussão, voz) e Renata Neves (violino, percussão, voz) do grupo As Carambolas.  Desde agosto, o espetáculo faz uma circulação pelo "Sesc Pulsar" e após passar pelas unidades de São Gonçalo, Nova Friburgo e São João de Meriti, chega a Petrópolis, na próxima quinta-feira, 08, integrando a programação do mês das crianças no Centro Cultural Sesc Quitandinha. Carambolas nas Nuvens é um convite à uma viagem fantástica pelo universo da música popular brasileira, com pitadas da cultura latino-americana e africana. Com direção cênica de Leticia Medella, o show reúne ritmos e cantigas populares e passeia por linguagens para além da música como teatro, dança, circo e contação de histórias, ´promovendo a experiência lúdica da criança através da interação, escuta e corporalidade. SERVIÇO: O QUE? Show musical infantil ‘Carambolas nas Nuvens’ com o Grupo As Carambolas ONDE? Sesc Quitandinha – Av. Joaquim Rolla, 02 – bairro Quintandinha\Petrópolis QUANDO? 08 de Outubro , Quinta-feira - 14h INGRESSO: Inteira- R$ 15,00 Meia- entrada e convênio - R$ 7,50 Credencial Plena Sesc – R$ 5,00 \\ PCG - Gratuito DURAÇÃO: 1h CLASSIFICAÇÃO: Livre
6 de outubro de 2026
Até onde as realidades vividas pelas brasileiras e pelas mulheres árabes se distanciam? Este questionamento é o ponto de partida de “Eu matei Sherazade, confissões de uma árabe em fúria”, que faz tour por diversas cidades fluminenses e chega ao Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), no Centro do Rio, para sessões gratuitas nos dias 06, 07, 13 e 14 de outubro, terças e quartas-feiras, às 18h. Indicada ao Prêmio APTR, Carolina Chalita atua e assina a dramaturgia do monólogo, primeira adaptação do livro homônimo da autora libanesa Joumana Haddad para o teatro, com direção de Miwa Yanagizawa, direção musical de Beto Lemos e música ao vivo de Maria Clara Valle. Sinopse do espetáculo: O espetáculo narra as confissões de uma árabe enfurecida pela maneira como a mulher é vista por seu próprio povo e pelo olhar preconceituoso do Ocidente. Ela descobre, através da literatura, o caminho para se libertar da hipocrisia patriarcal e, assim, escolher o que realmente deseja ser e criticar a forma como a personagem Sherazade, do livro “As mil e uma noites”, é exaltada em todo o mundo por ser uma referência de insubmissão feminina. Segundo Joumana Haddad, Sherazade não rompe com o sexismo. Pelo contrário, o perpetua, por trás de uma transformação maquiada. A autora enaltece a importância de as mulheres conquistarem o protagonismo sobre suas vidas para a construção de uma nova consciência do feminino. SERVIÇO: Endereço: Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ) - Av. Erasmo Braga, 115 - Centro, Rio de Janeiro – RJ Sessões: dias 06, 07, 13 e 14 de outubro, terças e quartas-feiras, às 18h Entrada: gratuita, com ingressos disponíveis no link https://www.sympla.com.br/produtor/ccpjrj Lotação: 50 lugares Duração: 60 minutos Classificação: 14 anos
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