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10 de maio de 2022
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer.  No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

26 de fevereiro de 2026
Na semana comemorativa ao Dia Internacional da Mulher (08/03), a Cidade das Artes recebe o espetáculo “Ainda Não!”, um manifesto artístico e poético contra o etarismo, que busca dar voz e visibilidade à potência feminina. A estreia é na sexta-feira (06/03) e a temporada fica em cartaz até domingo (15/03) na Sala Eletroacústica. Com 23 mulheres, de 40 a 60 anos, corpos diversos e trajetórias múltiplas, a obra organiza a dramaturgia em blocos temáticos que atravessam memórias, resistências, tabus e celebrações. O espetáculo conduz o público por imagens de forte impacto – cicatrizes que dançam e espelhos quebrados – para afirmar o corpo como campo político, expressivo e de permanência. Criado, dirigido e coreografado por Caio Nunes, Ainda Não! preserva a essência do jazz e a expande para um olhar contemporâneo. Para compor o núcleo de criação, Caio Nunes conta com Filipi Ursão, Kelly Diane e Thiago Caetano, além da trilha sonora de Marcão Rezende e dos figurinos urbanos e contemporâneos de Mônica Campello. Serviço: “Ainda Não!” Data: 06 a 15/03 Horário: sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h Local: Sala Eletroacústica da Cidade das Artes (Avenida das Américas, 5.300 – Barra da Tijuca)  Ingressos: a partir de R$30 na bilheteria ou na Sympla https://bileto.sympla.com.br/event/116351/d/365972/s/2459996
26 de fevereiro de 2026
Chega ao teatro brasileiro “Mulher em Fuga”, a primeira adaptação nacional de Lutas e Metamorfoses de uma Mulher e Monique se Liberta, obras marcantes do escritor francês Édouard Louis que, até o momento, nunca haviam sido encenadas no país. A dramaturgia inédita é assinada por Pedro Kosovski, com direção de Inez Viana, atuação de Malu Galli e Tiago Martelli, que também é o idealizador do projeto, e coordenação geral de produção de Cicero de Andrade. A estreia nacional de “Mulher em Fuga” ocorreu em janeiro de 2026, em São Paulo; no Rio de Janeiro, a temporada de estreia será no Teatro Firjan SESI Centro, de 5 de março até 5 de abril, quintas e sextas às 19h, sábados e domingos às 17h. A narrativa da peça acompanha Monique, a mãe do autor, em diferentes momentos de sua vida: gesto literário ao mesmo tempo, íntimo e político, que expõe as engrenagens sociais que silenciam e subjugam mulheres da classe trabalhadora. Entre a luta e a libertação, o que vemos é uma mulher que insiste em recomeçar. E, nesse gesto, Monique se torna também o retrato de tantas mulheres brasileiras que, contra todas as adversidades, assumem a chefia de suas famílias e reinventam suas vidas. Édouard Louis participa da encenação “Mulher em Fuga” por meio de voz off, na cena em que ele e sua mãe conversam ao telefone. Serviço Mulher em fuga Temporada: 5 de março até 5 de abril. Quintas e sextas, às 19h, sábados e domingos às 17h. Local: Teatro Firjan SESI Centro – Av. Graça Aranha, 1 - Centro, Rio de Janeiro (Próximo ao Metrô Cinelândia) Ingressos: R$ 40,00 (inteira) Classificação: 14 anosDuração: 80 minutos
26 de fevereiro de 2026
No dia 26 de fevereiro, o Brasil celebra o Dia do Comediante, uma data que homenageia os profissionais que transformam o humor em arte e fazem do riso uma poderosa ferramenta de conexão, reflexão e crítica social. Muito além das gargalhadas, a comédia exige texto, timing, estudo, ensaio e sensibilidade. Seja no teatro, na televisão ou no stand-up, existe um trabalho sério por trás de cada piada. Celebrar essa data é reconhecer que fazer rir é coisa séria e que, em tempos desafiadores, o humor segue sendo um dos maiores respiros da sociedade. Em 2026, o riso ganhou palco de destaque com a 3ª edição do Humor Contra-Ataca, que ocupa o palco do Qualistage, a maior casa de shows do Rio de Janeiro. O festival estreou em 17 de janeiro e segue até 10 de abril, reafirmando que o humor brasileiro vive um momento de expansão e reconhecimento. Depois de duas edições de enorme sucesso, o evento retorna ainda mais grandioso, mostrando que a comédia, antes restrita a teatros e clubes menores, hoje ocupa espaço nobre, com estrutura de grande espetáculo, som e luz dignos de shows musicais. Com público cativo e fiel, o festival comprova que o humor arrasta multidões e domina as redes sociais, reunindo um verdadeiro time de gigantes da comédia que, juntos, somam mais de 23 milhões de seguidores. Sob curadoria da atriz e produtora Renata Castro Barbosa, cada noite apresenta uma combinação especial de estilos, sotaques e olhares sobre o cotidiano, reforçando a pluralidade de gerações e linguagens que fazem do festival um retrato vibrante da comédia contemporânea. A estreia, em 17 de janeiro, recebeu Xanda Dias, Flávia Reis e Nany People. No dia 31 de janeiro, subiram ao palco Júnior Chicó e Rodrigo Marques. Em 7 de fevereiro, a abertura ficou por conta de Jeffinho Farias e o show principal foi de Luana Zucolotto. A programação segue no dia 7 de março, com abertura de Titela e apresentação principal de Tom Cavalcante; em 20 de março, Paulinho Serra abre a noite para o grupo Os Melhores do Mundo; no dia 28 de março, Gui Albuquerque prepara o palco para Leandro Hassum; em 4 de abril, Priscila Castello Branco faz a abertura antes do show de Rafael Portugal; e o encerramento, em 10 de abril, terá Osvaldo Barros abrindo para Paul Cabannes. O Humor Contra-Ataca 2026 prova, em números e relevância, que o humor brasileiro vive seu auge: amplificado, compartilhado e celebrado diariamente nas timelines de milhões de pessoas e, principalmente, diante de plateias que lotam uma das maiores casas de espetáculo do país. No Dia do Comediante, nada mais simbólico do que ver o riso ocupar o centro do palco. Porque rir é essencial e quem dedica a vida a provocar esse riso merece ser celebrado. 07 de março - Abertura: Titela do Ceará - Principal: Tom Cavalcante https://qualistage.com.br/tom-cavalcante Sábado às 21h 20 de março - Abertura: Paulinho Serra - Principal: Melhores do Mundo https://qualistage.com.br/os-melhores-do-mundo Sexta às 21h30 28 de março - Abertura: Gui Albuquerque - Principal: Leandro Hassum https://qualistage.com.br/leandro-hassum Sábado às 21h 04 de abril - Abertura: Priscila Castello Branco - Principal: Rafael Portugal https://qualistage.com.br/rafael-portugal Sábado às 21h 10 de abril - Abertura: Osvaldo Barros - Principal: Paul Cabannes https://qualistage.com.br/paul-cabannes Sexta às 21h30 Local: Qualistage Endereço: Avenida Ayrton Senna, 3000, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ Classificação: a partir de 18 anos Ingressos a partir de R$ 47,50
31 de janeiro de 2026
A comédia "Neurótica", estrelada pela atriz Flávia Reis, estreou em 2014 no Rio de Janeiro, e já fez várias temporadas de sucesso. Agora, o espetáculo, com direção de Márcio Trigo e roteiro de Henrique Tavares, chega a Niterói para apenas duas apresentações nos dias 31 de janeiro, as 20h e 01 de fevereiro, as 19h na Sala Nelson Pereira dos Santos. Após séculos de preconceitos e discriminações, a mulher passou a ocupar espaços que eram antes exclusivamente ocupados pelos homens e a exercer um papel fundamental na organização da nossa sociedade. Entretanto, elas não deixaram para trás sua função de mãe e esposa. Essa sobrecarga dos afazeres do lar e da profissão, aliada ao ritmo acelerado dos nossos dias, gerou esses tipos femininos cômicos e curiosos. Flávia Reis, que há 15 anos pesquisa o humor no gênero feminino, se apropria justamente da figura dessas mulheres conhecidas popularmente como neuróticas para satirizar os pequenos dramas da sociedade contemporânea, de forma crítica e com bastante ironia e acidez. A atriz se divide entre 11 personagens femininos, colocando uma lente de aumento nas figuras neuróticas do dia-a-dia. A trama é conduzida por uma terapeuta que, em uma palestra absolutamente equivocada sobre neuroses, apresenta tipos como a mulher que perde o próprio carro no estacionamento, a idosa pessimista que prevê o fim do mundo ao comer um tomate com agrotóxico e "Fernanda", a cerimonialista que se atrapalha ao atender vários telefonemas ao mesmo tempo. Serviço Flávia Reis em "Neurótica" Datas: 31 de janeiro e 01 de fevereiro de 2026 Horário: Sábado, 20h; domingo, 19h Duração: 60 min Classificação indicativa: 14 anos Vendas na Bilheteria da Sala ou no site Fever Local: Sala Nelson Pereira dos Santos End: Avenida Visconde do Rio Branco, nº 880, Niterói
31 de janeiro de 2026
Um dos maiores sucessos da Broadway e do teatro musical brasileiro, “Wiched – A História Não Contada das Bruxas de Oz” leva a magia para o palco da Cidade das Artes em uma temporada especial a partir de 15 de julho de 2026. Pela primeira vez no Rio de Janeiro, a superprodução revela a história não contada das bruxas de OZ, muito antes da Dorothy chegar ao mundo governado pelo poderoso Mágico de OZ. Após três temporadas de sucesso em São Paulo, em 2016, 2023 e 2025, Wicked realiza o desejo do público carioca que aguardava ansiosamente pela passagem do “mundo das esmeraldas”. O espetáculo soma mais de um milhão de espectadores em teatro no Brasil, e milhões no cinema e streaming. Estrelado por Myra Ruiz (Elphaba) e Fabi Bang (Glinda), Wicked conta a história de amizade, coragem e escolhas que moldam o destino das bruxas da Terra de OZ, inspirada no romance “Mágico de Oz”, de Gregory Maguire. A produção brasileira se destaca pela inovação tecnológica, efeitos de ilusionismo, sistemas inéditos de voo e projeções criadas especialmente para a montagem. Serviço: “Wiched – A História Não Contada das Bruxas de Oz” Local: Cidade das Artes (Avenida das Américas, 5.300 – Barra da Tijuca) Ingressos: de R$50 a R$400 na bilheteria da Cidade das Artes ou na Sympla https://bileto.sympla.com.br/event/114663/d/356569 Sessões: Quarta-feira, 20h; Quinta-feira, 20h; Sexta-feira, 20h; Sábado, 15h e 19h; Domingo, 14h e 18h30. Classificação: Livre. Menores de 12 anos devem estar acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais Duração: 180 minutos com 15 minutos de intervalo
31 de janeiro de 2026
O riso volta a ocupar o centro do palco. Depois de duas edições consagradas, o Festival Humor Contra-Ataca retorna em 2026 ao Qualistage, a maior casa de shows do Rio de Janeiro, reafirmando a força e o prestígio do humor brasileiro. A comédia, que durante anos circulou majoritariamente por teatros e clubes menores, assume definitivamente um palco de grande porte, com estrutura, som e iluminação de espetáculo musical. O resultado é uma experiência ampliada: gargalhadas mais altas, público cada vez maior e o humor tratado como grande evento cultural. Na noite de 31 de janeiro, o festival recebe Rodrigo Marques, um dos nomes mais sólidos e respeitados da stand-up comedy nacional, com o espetáculo “História de Pescador”, seu sexto solo. Em turnê pelo Brasil e com apresentações previstas nos Estados Unidos, o show marca uma nova fase criativa do humorista, unindo maturidade artística, domínio absoluto de palco e uma narrativa envolvente que conquista o público desde os primeiros minutos. Com humor afiado e olhar preciso sobre o cotidiano, Rodrigo transforma experiências pessoais, histórias de estrada e exageros da vida real em relatos que crescem a cada detalhe, como toda boa história de pescador. Estruturado como uma grande conversa com a plateia, o espetáculo aposta no timing, na identificação e na construção cuidadosa das histórias para fazer o riso surgir de forma natural e constante. “História de Pescador” sucede “O Entusiasta”, espetáculo com o qual Rodrigo venceu o Prêmio PRIO do Humor 2025 – Melhor Texto, reconhecimento que reforça sua força autoral e a excelência de sua escrita cômica. O currículo inclui ainda um especial de stand-up lançado pela Netflix e projetos de grande alcance na TV e no streaming. Desde 2017, Rodrigo Marques já realizou 1.459 apresentações, para um público aproximado de 485 mil pessoas, passando por todos os estados do Brasil e por países como Canadá, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Irlanda, Alemanha, Suécia e Holanda. Essa vivência intensa de estrada se reflete diretamente no espetáculo, que dialoga com públicos diversos sem perder identidade. Mais do que uma sequência de piadas, “História de Pescador” é um retrato do humor brasileiro contemporâneo: bem escrito, carismático e universal. Um show que confirma a capacidade de Rodrigo Marques de contar histórias que atravessam fronteiras — porque, quando a história é boa, o riso acontece em qualquer lugar.
30 de janeiro de 2026
"Espumas e Abismos" é o título da mostra que inaugura no sábado, 31 de janeiro, às 9h da manhã no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno. A exposição celebra os cinco anos de atividades da Oficina de Arte dos Pescadores Artesanais de Piratininga. Criada pelo professor e curador Vilmar Madruga, a convite da comunidade pesqueira, a mostra reunirá vídeos, pinturas, objetos e instalações produzidas pelo Coletivo Caiçara, formado por pescadores, artistas oficineiros e por gente da comunidade que frequenta as oficinas. Espumas e abismos é atravessada pelo universo do mar e segundo o curador da mostra, revela um território de resistência onde pesca e poesia se cruzam. A exposição abrirá com uma apresentação de Carimbó formado pelo Carimbó da Pedra e pelas Sereias de Piratininga e ficará no CCPCM até o dia 10 de março. Serviço Exposição "Espumas e Abismos", do Coletivo Caiçara Data: De 31 de janeiro a 10 de março de 2026 Abertura: Sábado, 31 de janeiro, às 09h Horários: de terça a sexta, das 10h às 18h; finais de semana e feriados, das 9h às 14h Entrada: Gratuita (sujeita à lotação local) Classificação: Livre Local: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno Endereço: Campo de São Bento, Portão 2, entrada pela Rua Lopes Trovão
30 de janeiro de 2026
O Museu de Arte Contemporânea - MAC Niterói faz sua última inauguração de 2025 com a exposição Elas, uma mostra que reúne oito importantes artistas brasileiras contemporâneas presentes nas coleções MAC Niterói e João Sattamini. A abertura, agendada para o sábado, 13 de dezembro, marca a última grande exposição do ano e destaca obras que exploram a dimensionalidade, o corpo, a paisagem e diferentes abordagens experimentais na arte brasileira. Com curadoria de Victor De Wolf, diretor geral do museu, e pesquisa de Paulo Gabriel Mello, Elas ocupa o percurso circular da varanda do MAC - um dos espaços mais emblemáticos do edifício projetado por Oscar Niemeyer - e propõe ao público uma experiência aberta e não linear. Entre o exterior e o interior, a exposição estabelece um diálogo direto entre a paisagem exuberante moldada pelos setenta vidros produzidos especialmente para o projeto arquitetônico e as obras que tensionam o plano bidimensional do suporte. Serviço Exposição: Elas Abertura: Sábado, 13 de dezembro de 2025 Período expositivo: 13 de Dezembro a 08 de março de 2026 Horário de visitação: Terça a domingo, das 10h às 18h (entrada permitida até 17h30) Classificação indicativa: Livre
30 de janeiro de 2026
Em suas últimas semanas em cartaz, o Teatro Claro Mais RJ recebe a temporada de “Djavan – O Musical: Vidas pra Contar”, produção da Turbilhão de Ideias, com realização da Nove Produções, apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Caixa Vida e Previdência, com apoio da Caixa Seguridade. Em cartaz desde 8 de janeiro, o espetáculo marca o retorno ao Rio de Janeiro em novo palco, consolidando uma trajetória de grande adesão do público após temporadas esgotadas, passagens pelo Rio e São Paulo e uma turnê nacional que percorreu cidades como Belo Horizonte, Curitiba, Brasília e Maceió. Os ingressos seguem à venda pelo site da Uhuu e na bilheteria física do teatro. Idealizado por Gustavo Nunes, com direção artística de João Fonseca e texto de Patrícia Andrade e Rodrigo França, o musical percorre a trajetória e a obra do cantor e compositor alagoano a partir de episódios de sua vida pessoal e artística. A dramaturgia organiza esses momentos tomando a própria criação musical de Djavan como eixo narrativo, conectando experiências, encontros e escolhas que moldaram sua história e sua identidade artística. Com cerca de duas horas de duração, o espetáculo tem direção musical assinada por João Viana, filho do homenageado, ao lado de Fernando Nunes. O repertório reúne canções que atravessam diferentes fases da carreira de Djavan, como Oceano, Um Amor Puro, Meu Bem Querer, Correnteza e Luanda, entre outras composições que revelam a diversidade de influências presentes em sua obra — do samba ao jazz, do pop aos ritmos afro-brasileiros. Raphael Elias interpreta Djavan em diferentes momentos da narrativa. Negro e natural de Divinópolis (MG), o ator construiu sua trajetória artística a partir do interior de Minas Gerais, movido pela paixão pela música e incentivado pela família, até alcançar seu primeiro papel de protagonismo em uma grande produção nacional. Selecionado entre mais de 250 candidatos, sua escolha dialoga com o percurso do próprio homenageado e com os temas centrais do espetáculo, levando à cena não apenas a musicalidade do artista, mas também sua dimensão humana, marcada por escolhas, deslocamentos e perseverança. Ao seu lado, o elenco se desdobra em múltiplos personagens que representam figuras centrais da vida pessoal e artística do biografado. Marcela Rodrigues vive Dona Virgínia, sua mãe; Ester Freitas interpreta Djanira, sua irmã; Alexandre Mitre dá vida a Djacir, o irmão mais velho; Thainá Gallo interpreta Aparecida, a primeira esposa e mãe de seus três filhos; e Douglas Netto vive João Mello. Aline Deluna interpreta Maria Bethânia, Gab Lara dá vida a Chico Buarque, Tom Karabachian interpreta Caetano Veloso e Milton Filho surge como Elegbara, entidade simbólica que atravessa a narrativa. A equipe criativa reúne profissionais de reconhecida atuação nas artes cênicas. A coreografia e a direção de movimento são assinadas por Marcia Rubin; a iluminação, por Daniela Sanchez; a cenografia, por André Cortez; e os figurinos, por Karen Brusttolin. Os arranjos e a preparação vocal ficam a cargo de Jules Vandystadt, ao lado do design de som de João Paulo Pereira. O visagismo é assinado por Sidnei Oliveira. O percurso do espetáculo também se reflete no circuito de prêmios, acompanhando a forte recepção da montagem desde a estreia. “Djavan – O Musical: Vidas pra Contar” conquistou o Prêmio Arcanjo de Cultura na categoria Teatro Musical Brasileiro e recebeu indicações ao Prêmio Destaque Imprensa Digital, nas categorias Destaque Direção Musical e Destaque Revelação para Raphael Elias. A produção soma ainda indicações recentes ao Prêmio Shell de Teatro, na categoria Cenografia, e ao Prêmio APTR, concorrendo a Melhor Produção em Teatro Musical e Melhor Ator Coadjuvante para Milton Filho. Combinando música, teatro e dança em uma encenação estruturada a partir da obra de Djavan, o espetáculo entra em sua reta final no Rio de Janeiro convidando o público a vivenciar, em cena, a trajetória e parte do repertório de um dos grandes nomes da música brasileira — em um momento especial que antecede as celebrações dos 50 anos de carreira do artista, previstos para 2026. SERVIÇO: Local: Teatro Claro MAIS RJ Rua Siqueira Campos, 143, 2º Piso - Copacabana, Rio de Janeiro Temporada: 08 de Janeiro de 2026 a 08 de Fevereiro de 2026 Quinta e Sexta às 20h | Sábados 16h30 e 20h30 | Domingos 18h Valor: a partir de R$ 19,80 em até 6x Vendas: Site Uhuu
29 de janeiro de 2026
O projeto Sarau em Casa recebe o cantor e compositor Paulo Façanha, ao lado de convidados especiais, para uma noite de música e encontros no dia 29 de janeiro, quinta-feira, às 20h, na Casa com a Música, na Lapa. Com uma trajetória sólida e respeitada na música brasileira, o cantor, compositor e instrumentista cearense Paulo Façanha iniciou sua carreira ainda jovem e construiu uma obra autoral marcada por letras sensíveis, melodias envolventes e interpretações intensas. A sua produção transita entre a MPB, o pop brasileiro e referências da música nordestina. Com discos lançados e canções gravadas por importantes intérpretes da cena nacional, Façanha é reconhecido pela profundidade poética e pela capacidade de estabelecer uma forte conexão emocional com o público. Os seus shows são encontros potentes, cheios de afeto, memória e emoção, tornando cada apresentação uma experiência única. Sarau em Casa O Sarau em Casa é um encontro musical intimista que valoriza a proximidade entre artistas e público, promovendo a escuta, a troca e a celebração da canção brasileira. Nesta edição, o público confere um repertório autoral que transita pela MPB, pop brasileiro e influências da música nordestina contemporânea. O evento é uma produção do Coletivo Casa com a Música, em parceria com o Sindcom. O coletivo realiza saraus, shows, gravações, encontros culturais e transmissões ao vivo, fortalecendo a cena musical independente. Para quem não estiver no Rio de Janeiro, o evento contará com transmissão ao vivo pelo canal da Casa com a Música no Youtube: https://www.youtube.com/@CasacomaM%C3%BAsica/ Serviço:  Local: Casa com a Música - Rua Joaquim Silva, 67, Lapa, Rio de Janeiro – RJ Dia e hora: 29 de janeiro, quinta-feira, às 20h Entrada: R$ 30, ingressos no site https://www.sympla.com.br/evento/show-paulo-facanha/3283356 Classificação: livre
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