
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer. No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

Artistas visuais de todo o Brasil estão convocados a se inscreverem no novo edital de chamamento à Residência Artística do Museu do Amanhã, equipamento cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro sob gestão do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão. A proposta conceitual nasce a partir do elemento fogo, pensando seu aspecto ambivalente, e articula reflexões sobre debates contemporâneos com temáticas como fluxos de dados e as múltiplas camadas em torno da inteligência artificial. As inscrições estão abertas até o dia 15 de maio, no site oficial da instituição. O programa, uma iniciativa do Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA,) é apresentado pelo Itaú. Com o curador Lucas Albuquerque, o tema “Inteligências na era do calor” centra-se no aspecto incendiário e irrefreável das novas tecnologias. O programa tem o intuito de investigar como as imposições algorítmicas, os novos modelos de linguagem e os parentescos entre o humano e o não-humano produzem novas sensibilidades estéticas diante de uma urgência tecnológica e climática. A residência promove o desenvolvimento de projetos, visitas a galerias e plataformas independentes, além de sessões regulares de discussão e networking. "O programa de residência é um espaço aberto, onde a reflexão, experimentação e materialidades se entrelaçam de maneira dinâmica. A ideia do Laboratório do Museu do Amanhã é fomentar pesquisas e projetos que provoquem uma reflexão holística sobre como a arte pode caminhar e refletir sobre o calor propiciado pelo consumo voraz de informação e o aquecimento do ecossistema tecnológico", afirma Milena Godolphim, coordenadora do Laboratório de Atividades do Amanhã. O júri de 2026 é composto por Froiid, Cleyton Santanna e Ariana Nuala. Ao lado da curadoria, eles serão responsáveis por selecionar seis artistas, contemplando de forma plural o território nacional: 1 do Rio de Janeiro, 1 do Sudeste, 1 do Norte, 1 do Nordeste, 1 do Centro-Oeste e 1 do Sul. O requisito básico para a candidatura é ter a partir de 18 anos de idade e no mínimo três anos de produção artística comprovada. A residência presencial ocorre em cinco semanas, a partir de 17 de agosto, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Uma das grandes novidades desta edição é o projeto Arquivo Piroceno, criado com o objetivo de tornar públicas as discussões acerca do programa. O Museu produzirá uma série de vídeos voltada ao debate sobre algoritmos e as novas inteligências na arte contemporânea, trazendo mentores convidados como Gabriel Massan, Luiza Crossman e Roberta Carvalho, que compartilharão seus processos e pesquisas nos canais oficiais do Museu no YouTube. "Acredito que esta residência dentro do Museu do Amanhã é uma oportunidade ímpar para pensar mundos em que o orgânico e o inorgânico se cruzem. Esperamos que o programa sirva como uma plataforma para que os artistas investiguem onde reside a invenção no artificial, bem como o papel e a singularidade da arte quando esta é colocada em xeque pelas novas dinâmicas da dadosfera", ressalta Lucas Albuquerque, curador convidado da edição 2026 do projeto. Residência Artística do Museu do Amanhã 2026: CRONOGRAMA: Encerramento das inscrições: 15 de maio Residência online: 27 de julho a 7 de agosto Residência presencial: a partir de 17 de agosto, no Museu do Amanhã, RJ Inscrições e mais informações via link .

Depois de uma estreia marcada por sessões cheias, o monólogo “Minha Avó É Muito Louca”, de Dan Rocha, terá temporada estendida no Teatro Cândido Mendes, em Ipanema. Aqueles que não conseguiram assistir, agora terão mais uma chance. O espetáculo ficará em cartaz nos dias 9, 16 e 23 de maio (sábados), às 20h; e, em junho, com sessões às sextas-feiras, dias 5, 12, 19 e 26, no mesmo horário. Escrito e interpretado por Dan Rocha, com direção geral de Pedro Vasconcelos e direção cênica de Catarina de Carvalho, o espetáculo acompanha Neide, uma senhora de 92 anos que transforma o palco em sua sala de estar e o público em confidente. Sem filtros, ela conduz uma narrativa que atravessa memórias familiares, sexo, religião, tecnologia, velórios e as contradições do envelhecer em um mundo acelerado, repleta de humor ácido. Em meio ao riso, a montagem também carrega um gesto de homenagem. Cinco anos após a morte de Paulo Gustavo, Dan reconhece no artista uma de suas principais referências. “Paulo foi uma bússola artística. Ele me ensinou que ser exagerado, afetado e intenso não é defeito, é potência”, afirma. O espetáculo também dialoga com a influência de Fábio Porchat, outro nome importante na construção de sua linguagem cômica. A personagem Neide nasce da fusão de histórias reais vividas pelo ator com suas avós e sua mãe, reunindo gestos, falas e temperamentos que atravessam gerações. O resultado é uma figura escrachada e profundamente humana, que provoca riso e reconhecimento em diferentes faixas etárias. A produção também aposta em uma estratégia de formação de público com foco no encontro de gerações: quem adquirir um ingresso terá direito a outro, gratuitamente, para levar a avó. A iniciativa busca ampliar a presença da terceira idade na plateia e reforça a proposta afetiva da montagem, que coloca avós e netos lado a lado — dentro e fora de cena. Neide prova que envelhecer não significa parar de viver — significa rir de tudo. Principalmente dos próprios problemas. “Se o público sair do teatro rindo alto e com vontade de abraçar suas avós — ou pedir desculpas por tê-las silenciado diversas vezes — eu já cumpri minha missão”, confessa Dan. Serviço - "Minha Avó É Muito Louca” Datas: 9, 16 e 23 de maio de 2026, às 20h (sábados) e 5, 12, 19 e 26 de junho (sextas-feiras), às 20h. Local: Teatro Cândido Mendes – Ipanema Ingressos: Disponível no site da Sympla [https://bileto.sympla.com.br/event/116738/d/367458] ou na bilheteria física do teatro Horário de funcionamento da bilheteria: Quinta a domingo das 18h às 21h Valor: R$ 70 (inteira) | R$ 35 (meia)

Um dos artistas mais influentes e bem-sucedidos da música pop mundial contemporânea, Bruno Mars será homenageado pela Nova Orquestra neste mês de maio. A turnê conta com o patrocínio da Vale e passará por três estados, sendo o Rio de Janeiro (RJ) um deles, com um concerto inédito no Theatro Municipal, no próximo dia 18/5. Com uma formação de mais de 30 músicos no palco, reunindo cordas, sopros e banda pop, a Nova Orquestra vai transformar grandes sucessos do artista em versões orquestrais inéditas, criando uma experiência que mistura a potência da música de concerto com a energia do pop contemporâneo. Hits globais como “Uptown Funk”, “Just the Way You Are”, “24K Magic” e "Talking to the Moon" farão parte do repertório. SERVIÇO: Data: 18.05 Horário: 19h Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro Endereço:Praça Floriano, S/N - Centro, Rio de Janeiro - RJ

Após temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e quatro indicações a importantes prêmios do teatro brasileiro, a comédia dramática “O Formigueiro” chega pela primeira vez a Niterói, para uma curta temporada no Teatro da UFF, de 15 a 24 de maio. Escrita e dirigida por Thiago Marinho e com supervisão artística de João Fonseca, a peça explora as mudanças no núcleo de uma família afetada pela doença de Alzheimer, levantando temas como poder, memória, trauma, afeto e a finitude da vida. Em cena, estão Lucas Drummond, Roberta Brisson, Rodrigo Fagundes e Diego de Abreu. Na trama, tudo acontece em um único dia, durante o reencontro de três irmãos para os preparativos do almoço de aniversário da mãe, Gilda, que está nos estágios finais da doença de Alzheimer. Em determinado momento, os irmãos recebem a visita inesperada de seu cunhado. Envolvido em um escândalo de corrupção e procurado pela polícia, ele insere mais uma camada de tensão ao que poderia ser somente um aniversário protocolar. Esse reencontro familiar traz à tona traumas, disputas e um segredo, escondido sob as mentiras guardadas há décadas pela família. Segundo Thiago Marinho, mais do que a doença, o espetáculo joga luz sobre dinâmicas comuns a muitas casas brasileiras: “É sobre encontros e reencontros e tudo aquilo que vivemos em silêncio e precisamos expurgar. Acho que é uma peça que relembra que família é ruim, mas é bom. Num país polarizado, falar de família sem citar lados, versões e narrativas ajuda a gente a se reconectar e lembrar que, apesar de tudo, a gente ama essas pessoas que passam a vida inteira do nosso lado”, comenta. O título da peça surge de um paralelo feito pelo autor entre a doença e a natureza. No formigueiro, há uma certa ordem de status e posições. Mas quando a rainha, genitora de seus súditos, deixa de cumprir sua função de liderança, o caos se instaura e as formigas perdem seu rumo até que uma nova liderança surja. Em uma família não é diferente. Em seu texto de estreia como autor solo, Thiago Marinho conquistou indicações aos prêmios Jovem Talento pela APTR e Melhor Texto pelo Prêmio do Humor. “Eu tento me colocar dentro da situação que escrevo e minha válvula de escape sempre foi o humor, mesmo nas situações em que ele não cabia. Então eu acho que aprendi a rir das desgraças, dos dramas. Existe humor na tragédia. Eu acho que só consigo escrever assim”, revela. Para o ator e produtor Lucas Drummond, o tema toca porque é universal: “Todo mundo se identifica com alguma das relações que o texto propõe. Seja entre irmãos, cunhados, mãe e filhos, pai e filhos, marido e mulher. Os personagens vivem questões do dia a dia e todos têm um teto de vidro ali, não existe bom ou mau. Isso gera empatia e identificação no público, e quando o teatro consegue isso é lindo!” conclui. O espetáculo recebeu ainda mais outras duas indicações: Melhor Produção em Teatro (APTR), e Melhor Performance para Rodrigo Fagundes (Prêmio do Humor). Após temporadas de sucesso em diversos teatros do Rio de Janeiro - entre eles Gláucio Gill, Total Energies, Firjan Sesi Centro e Firjan Sesi Jacarepaguá -, o espetáculo chega a Niterói para uma curta temporada, de 15 a 24 de maio, no Teatro UFF. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site: ingressosuff.com.br ou na bilheteria local. Classificação Indicativa: 14 anos | Duração do espetáculo: 80 minutos SERVIÇO Espetáculo: “O Formigueiro” Local: Teatro UFF (Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói - RJ) Temporada: de 15 a 24 de maio de 2026 Dias e horários: sextas, às 20h, sábados e domingos, às 19h Classificação indicativa: 14 anos Duração: 80 min. Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada) Vendas online: ingressosuff.com.br Instagram: oformigueiroteatro

A abertura parcial do Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro levou o público de volta ao prédio icônico da Avenida Atlântica, em Copacabana, após quase duas décadas de obras. A primeira mostra da reabertura, “Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som”, apresenta os bastidores da construção do novo museu e antecipa a experiência cultural que será oferecida quando o complexo estiver totalmente concluído, com previsão para o primeiro trimestre do próximo ano. O projeto começou em 2008, a partir de um concurso internacional de arquitetura promovido pela Fundação Roberto Marinho, com apoio da Secretaria de Cultura do estado. O edifício, concebido pelo escritório americano Diller Scofidio + Renfro, destaca-se pela integração com a paisagem carioca e pelo diálogo com o calçadão de Burle Marx. A exposição ocupa o térreo e o mezanino do museu, reunindo maquetes, vídeos, croquis, protótipos e registros da obra. O percurso mostra desde a concepção arquitetônica até os desafios técnicos da construção, incluindo a execução de um auditório subterrâneo de 280 lugares, instalado a cerca de 10 metros de profundidade, próximo ao mar. As obras foram divididas em três etapas: a demolição do antigo prédio da Boate Help, em 2010; as fundações e a estrutura de concreto, concluídas em 2014; e a fase de instalações e acabamentos, que sofreu interrupções em 2016, durante a crise fiscal do estado, retomando ritmo apenas nos últimos anos. O financiamento da obra reúne recursos públicos e privados, com parte dos investimentos viabilizada por meio da Lei Rouanet. O MIS abrigará um acervo com mais de 1 milhão de itens, incluindo coleções ligadas ao fotógrafo Augusto Malta, à cantora Carmen Miranda e ao músico Pixinguinha. Além das áreas expositivas, o projeto prevê restaurante panorâmico, café, loja, espaços educativos, ambientes de pesquisa, cinema ao ar livre no terraço e áreas imersivas dedicadas à música, à fotografia e à cultura carioca. A exposição também antecipa o futuro percurso museográfico do MIS. Os pavimentos terão experiências voltadas ao espírito carioca, à música brasileira, à trajetória de Carmen Miranda, à relação do Rio com o mar e à vida noturna da cidade. No subsolo, haverá um espaço dedicado às “Noites Cariocas” e à história do funk, enquanto o terraço funcionará como mirante e cinema a céu aberto.

O Rio de Janeiro receberá, no próximo dia 14 de maio, às 19h, no Salão Leopoldo Miguez, o concerto “Uma Breve História do Choro”, apresentado pela Orquestra de Sopros da UFRJ. A apresentação integra a programação oficial de pré-conferência da Wasbe Rio 2026, edição brasileira da World Association for Symphonic Bands and Ensembles, que acontecerá em julho do próximo ano na capital fluminense. O espetáculo propõe um mergulho na história do choro brasileiro, reunindo compositores fundamentais da música nacional em um repertório que percorre diferentes períodos e estilos ligados ao gênero. Sob direção musical do maestro Marcelo Jardim, a Orquestra de Sopros da UFRJ dividirá a condução do concerto com os regentes Isabela Segobia e Marcos Figueiredo. O músico Everson Moraes também terá participação de destaque como solista no oficleide e responsável por arranjos apresentados na noite. A proposta artística busca apresentar ao público um panorama da evolução do choro, desde suas raízes no século XIX até diálogos contemporâneos com a música de concerto para bandas e orquestras de sopros. Segundo Marcelo Jardim, a expectativa para a apresentação é de oferecer ao público uma experiência artística e histórica singular. “Este concerto representa um encontro entre pesquisa, memória e performance. Queremos proporcionar ao público uma viagem pela formação do choro brasileiro, resgatando sonoridades originais e valorizando a tradição das bandas de música, que tiveram papel fundamental na construção da nossa identidade cultural”, afirma o maestro. O repertório reúne nomes históricos da música brasileira, como Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Heitor Villa-Lobos. Entre as obras programadas estão “Água de Vintém”, “Saudades e Saudades”, “Auriverde” e “1 x 0”. O concerto também destaca compositores fundamentais para a construção da linguagem das bandas brasileiras, como Henrique Alves de Mesquita, Anacleto de Medeiros, Francisco Braga e Irineu de Almeida. Além do repertório histórico, o programa apresenta obras contemporâneas inspiradas na tradição do choro, como “Duradoura Paixão”, de Henrique Cazes, que é um dos mais conceituados cavaquinistas do Brasil e será o narrador do concerto.. A diversidade das peças evidencia como o gênero segue influenciando gerações de compositores e mantendo viva sua capacidade de renovação dentro da música instrumental brasileira. O concerto também reforça o protagonismo da Orquestra de Sopros da UFRJ no cenário nacional das bandas sinfônicas. Criado em 2005, o grupo mantém temporadas regulares desde 2008 e se consolidou como uma das principais formações dedicadas à pesquisa, preservação e difusão do repertório brasileiro para banda. Formada por alunos da Escola de Música da UFRJ, técnicos da instituição e integrantes de projetos sociais do Rio de Janeiro, a orquestra desempenha ainda importante papel pedagógico na formação de novos regentes e instrumentistas. Ao longo de sua trajetória, a Orquestra de Sopros da UFRJ realizou dezenas de estreias mundiais de obras brasileiras e centenas de primeiras audições de repertório internacional no país. O grupo também possui destacada produção fonográfica, incluindo o álbum “Panamericano”, indicado ao Grammy em 2024. Sob coordenação de Marcelo Jardim, a formação atua como grupo residente em importantes simpósios e festivais de música, além de integrar os Grupos Artísticos de Referência Institucional da UFRJ. A realização da Wasbe Rio 2026 conta com o apoio do Programa Arte de Toda Gente, por meio do projeto Bandas: Sistema Pedagógico de Apoio às Bandas de Música, além de importantes instituições parceiras, como a UFRJ, FUNARJ, Fundação Theatro Municipal, Marinha do Brasil e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Pela primeira vez na América Latina, a conferência mundial da Wasbe será realizada no Brasil, celebrando a força das bandas sinfônicas e promovendo conexões entre música, educação e cultura em um encontro histórico para o cenário artístico internacional. A realização do concerto “Uma Breve História do Choro” amplia a agenda de pré-conferência da Wasbe Rio 2026 e reforça a importância do Rio de Janeiro como centro internacional da música para bandas e orquestras de sopros. Mais do que uma apresentação musical, o evento propõe uma valorização da memória do choro brasileiro e de seus principais criadores, aproximando tradição, pesquisa acadêmica e formação artística em uma celebração da música instrumental nacional.

Niterói recebe, entre os dias 15 e 17 de maio, o IV Encontro de Corais, na Sala Nelson Pereira dos Santos, no Reserva Cultural. Com entrada gratuita, o evento vai reunir grupos de diferentes municípios do estado em três dias de apresentações abertas ao público, celebrando a música coral, a convivência e a valorização da cultura. O encontro tem apoio da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa Idosa e da Fundação de Arte de Niterói (FAN). Participam do evento corais de Niterói, Rio de Janeiro, Araruama e Nova Friburgo. Entre os destaques da programação está o Coral Avós do Canto, de Niterói, que se apresenta nos três dias do encontro e representa o trabalho desenvolvido pela cidade na promoção do envelhecimento ativo e da inclusão cultural da população idosa. A programação começa na sexta-feira (15), às 19h, com apresentações do Coral Avós do Canto, Coral do IBGE, Encanto Coral, Madrigal Júlia Cortines, Coral dos Associados da AMBEP, Amantes da Música e Outono Feliz. No sábado (16), às 18h, sobem ao palco o Coral Avós do Canto, Coral da Associação Bosque Marapendi, Coral Riviera Dei Fiori, Madrigal da Ilha do Governador, Paradox Coral, Coral da ETE Henrique Lage e Coral da ATAERJ. Encerrando o evento, no domingo (17), às 16h, se apresentam o Coral Avós do Canto, Coral M&C, Coro Canto da Paz, Coral Moisés Kawa, Coral do Museu da República, Belo Canto e Oficina Coral da UFF. A entrada é gratuita, e os ingressos serão liberados 30 minutos antes do início de cada apresentação, sujeitos à lotação da sala. Serviço – IV Encontro de Corais de Niterói 15/05 (sexta-feira), às 19h Local: Sala Nelson Pereira dos Santos 16/05 (sábado), às 18h Local: Sala Nelson Pereira dos Santos 17/05 (domingo), às 16h Local: Sala Nelson Pereira dos Santos

Inspirado na vida e na obra de Abdias Nascimento (1914-2011), projeto articula a a memória e a produção intelectual negra a temas contemporâneos A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, entre os dias 20 de maio e 25 de junho, o ciclo de leituras e debates Pensando o Mundo Negro, inspirado na vida e na obra de Abdias Nascimento (1914-2011). Ao longo de seis encontros semanais gratuitos, o projeto articula a memória e a produção intelectual negra a temas contemporâneos como educação, política, artes visuais, teatro, poesia e panafricanismo. Os encontros partem da leitura de trechos de obras fundamentais de Abdias Nascimento e de autores e autoras que dialogam com o seu pensamento, promovendo um espaço de escuta, reflexão e atualização desses saberes. Cada dia será dedicado a um eixo temático e contará com mediação especializada, convidados e tradução em Libras. Ao final das exposições, o público poderá participar de um debate aberto. Haverá ainda sorteio de livros e emissão de certificados aos participantes. SERVIÇO: Pensando o Mundo Negro - Ciclo de leituras e debates Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro - Unidade Passeio (Rua do Passeio, 38, Centro) Datas: Dias 20/05, 27/05, 03/06, 10/06 e 17/06 (quartas-feiras); e dia 25/06 (quinta-feira) Horário: Das 17h às 19h30 Inscrições gratuitas: Por este link Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos Informações: (21) 3083-3610 | site da CAIXA Cultural| caixaculturalrj

“A serpente”, de Nelson Rodrigues, ganha os palcos da Sede Cia dos Atores, Lapa (RJ), em temporada que vai de 20 de maio a 10 de junho com sessões às quartas-feiras às 20h. Protagonizada, e dirigida, por Anna Helena Madruga a história tem como fio condutor duas irmãs que por amor, uma pela outra, tomam uma decisão desastrosa. “A ideia surgiu de mostrar o lado feminino da história. Com o foco na história das irmãs e não na rivalidade”, diz Anna. Sinopse: Rio de janeiro (1978), duas irmãs moram com seus maridos no mesmo apartamento. Para impedir uma tragédia, uma delas toma uma decisão que muda para sempre seus destinos. A obra, que tem 48 anos, traz temas bem atuais, e importantes, para serem debatidos no palco. “Nela é falado sobre machismo, feminicídio, homofobia que infelizmente são fatos atemporais. Nelson sempre foi atemporal. Felizmente para a crítica e infelizmente por ainda sofrermos isso como sociedade em 2026”, ressalta a diretora. Além de Anna, no palco os atores Carol Mattos, Deco Almeida, Lucas Garbois e Gabriel Barreto completam o elenco. “Quero trazer esse olhar feminino, tirando a história desse ponto de vista da rivalidade e contando o do amor entre duas irmãs que fazem de tudo para não perder uma à outra”, conta a atriz. “‘A serpente’ pra mim é a realização de um sonho. Primeiro porque sou uma grande fã de Nelson Rodrigues, segundo, de poder dar um olhar feminino ao enredo desses personagens, que por serem personagens dele, tem camadas absurdas, acabando fazendo tudo que o ser humano pensa, mas não tem coragem de fazer. Onde o amor, a perversão e a morte andam de mãos dadas sem medo de testar até onde esse fio tênue entre cada um, é capaz de aguentar. Onde não se trata de rivalidade entre irmãs, mas sim sobre a história de amor entre elas. A dependência emocional uma da outra. O amor mais profundo do mundo que não se denomina apenas em uma palavra, não é apenas fraterno, mas sim monstruosamente perverso e incondicional ao mesmo tempo, que em um segundo pode sair dos trilhos e colocar tudo a perder. Carol, Lucas, Gabriel e Deco são atores que chegam nesse "buraco profundo" de maneira incrível. Nelson não tem medo de enfiar o dedo na ferida do público. E eu acredito nesse tipo de teatro. Onde em algum momento algo incomoda muito o público por mera identificação velada e profunda”, completa. Esse é o primeiro trabalho de Anna como diretora e protagonista. A atriz de 38 anos, nascida em Uruguaiana (RS), mora no Rio de Janeiro há 13 anos, e vê nesse projeto o início de muitos outros que virão. “Eu me joguei em algo que jamais havia feito, mas sabendo que estava rodeada de pessoas que podiam me resgatar caso eu estivesse me afogando (rs) como algumas vezes já aconteceu. Estar em cena e dirigir não é fácil, mas é muito prazeroso no sentido de ter os dois pontos de vista ao mesmo tempo. Mas também não enfrento como uma responsabilidade que dá medo e sim como uma seríssima experiência. A princípio eu não ia dirigir, mas às coisas acabaram tomando esse rumo por vários motivos e cá estou. No teatro ninguém trabalha sozinha, mesmo apenas dirigindo você sempre tem os atores que propõe e criam muito, assistência de direção, que no meu caso é a competentíssima atriz e profissional Bels Ferrari, que foi minha aluna, virou amiga e trabalhou vários semestres como assistente de direção nas minhas turmas de interpretação na CAL, onde leciono. E claro, tem meu marido, Gabriel Barreto, que está em cena, mas é um diretor excelente, formado e pós graduado em direção teatral e audiovisual, que também me ajuda demais e foi fundamental na idealização desse projeto, como se vários outros na minha carreira. Na verdade, ele é o grande idealizador de “A serpente”, junto com minha mãe, Jaciara Ritter, sem ela, NADA seria possível. Vida muito longa “A Serpente”. Evoé!”, completa. Os ingressos estão à venda pelo https://www.sym pla.com.br/evento/a-serpente---sede-cia-dos-atores/341951 Instagram oficial https://www.instagram.com/aserpenteteatro/ A Serpente Local: Sede Cia dos Atores na Lapa Temporada: 20 de maio a 10 de junho Dias: Quartas-feiras Ingresso: 50 reais (inteira), 25 reais (meia) Classificação 16 anos Gênero: Drama Duração: 1h e 15 min Venda: https://www.sympla.com.br/evento/a-serpente---sede-cia-dos-atores/341951

O homem por trás das seis cordas com mais participações na história da MPB, Victor Biglione festeja seus 50 anos de estrada pelo mundo com uma exposição com cerca de 150 pôsteres, artes plásticas, vídeos e objetos de memorabilia do lendário guitarrista, arranjador e compositor. “Victor Biglione - Seis Cordas para as Estrelas” será inaugurada no dia 15 de maio, sexta-feira, às 19h, na Casa Tao, na Lapa, em um projeto inédito com curadoria do Centro Cultural Hélio Oiticica, e ficará aberta para visitação até 17 de julho, de segunda a sábado, das 12h às 19h. Por meio de um vasto e exclusivo acervo, o público terá a oportunidade de fazer uma imersão no universo do artista, do menino que chegou da Argentina ao Brasil como foragido político em 1964 ao guitarrista com a maior contribuição em gravações e shows na música brasileira, segundo o Instituto Cultural Cravo Albin, em livro de Euclides Amaral, com lançamento da versão colorida durante a estreia do evento. - Victor Biglione, segundo pesquisa de seu biógrafo Euclides Amaral, atuou em mais de 1.170 fonogramas e diversos concertos com mais de 300 nomes da MPB, tornando-se o guitarrista com a maior atuação em gravações e shows da história da música brasileira – destaca Ricardo Cravo Albin, musicólogo e presidente do Instituto Cultural Cravo Albin. São 30 trilhas para o Cinema, diversos prêmios - como dois Grammys e dois Kikitos - e mais de 55 excursões internacionais por cerca de 25 países, passando pelos principais festivais de jazz e rock e casas noturnas pelo mundo. Tocou e gravou com grandes nomes do rock e jazz mundial, como Manhattan Transfer (com quem conquistou o Grammy Internacional de 1988), Lee Konitz (parceiro de Miles Davis), Andy Summers (The Police, com dois álbuns em parceria), Stanley Jordan, Steve Hackett (Genesis), John Patitucci, Bob Moses, Jerry Hey, entre muitos outros. Os visitantes também poderão ver, entre os 25 prêmios conquistados ao longo da carreira, seis conquistas relacionadas às suas trilhas para o Cinema, com 11 indicações (incluindo dois “Kikitos”). Há ainda fotos ao lado dos artistas com quem trabalhou nessas décadas de participação na cultura brasileira — uma verdadeira viagem através do tempo. Biglione tem mais de 35 álbuns solo, incluindo parcerias com Wagner Tiso, Cássia Eller, Marcos Valle, Marcos Ariel, Jane Duboc, Andy Summers e Zé Renato. Fez parte de importantes grupos brasileiros, como A Cor do Som e Som Imaginário. O músico também conquistou um Grammy Latino com Milton Nascimento, em 2000, com o álbum “Crooner”, e foi finalista com “Mercosul” no Grammy Latino de 2016. O duelo com Gal que ganhou o mundo Entre os vídeos exibidos está o icônico duelo guitarra e voz com Gal Costa, eternizado em registros históricos que se tornaram virais na internet. Na sessão de memorabilia, estão as guitarras e violões utilizados pelo artista, como no álbum de blues com Cássia Eller, Andy Summers e Roberto Carlos, entre outros. - É o momento de festejar! São 50 anos de uma luta maravilhosa. E esta exposição representa a etapa mais importante e emocionante da minha carreira – revela o homenageado. Serviço: Exposição comemorativa “Victor Biglione - Seis Cordas para as Estrelas” Abertura: dia 15 de maio, sexta-feira, às 19h Temporada: até 17 de julho, de segunda a sábado, das 12h às 19h Local: Casa Tao Brasil - Rua Joaquim Silva, 77, Lapa, Rio de Janeiro – RJ Entrada: gratuita


