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10 de maio de 2022
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer.  No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

29 de outubro de 2026
A Sala José Cândido de Carvalho, localizada na sede da Fundação de Arte de Niterói, no Ingá, recebe, a partir da terça-feira, 6 de outubro, a exposição "Gelo e Água" da artista Elza Suzuki, que apresenta uma produção marcada pela investigação da natureza, da paisagem e das transformações ambientais do planeta. Com curadoria de Desirée Monjardim, a mostra será inaugurada às 18h e poderá ser visitada até 4 de dezembro. A mostra reúne trabalhos em que o gelo, a água e elementos da paisagem são transformados em matéria poética e visual, criando imagens que transitam entre o figurativo e o abstrato. A pesquisa da artista parte da observação direta da natureza e de experiências com diferentes materiais e técnicas, construindo uma reflexão delicada sobre as mudanças ambientais contemporâneas. As transformações provocadas pelo clima e os impactos da ação humana sobre o meio ambiente aparecem como uma espécie de fio condutor da exposição. O derretimento das geleiras, o movimento das águas e a relação entre floresta e rios são referências para uma produção que não recorre à representação explícita ou agressiva dos conflitos ambientais. Em seu lugar, Elza Suzuki constrói um discurso silencioso, utilizando a beleza e a sutileza das imagens como forma de provocar reflexão. "Seu protesto é silencioso, puro, através de imagens belas que falam por si", observa Isis Braga, doutora em Artes Visuais e em Ciências e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), em texto sobre a produção da artista. Segundo Isis, Elza se apropria do gelo e descobre nele uma outra dimensão, criando imagens monocromáticas que revelam diferentes possibilidades da matéria. A artista parte, em alguns trabalhos, do universo figurativo, como nas imagens relacionadas às viagens e experiências na Amazônia, e desenvolve processos nos quais o gelo é desfeito e transformado até alcançar resultados abstratos. "Meu processo parte muitas vezes da experiência direta com a paisagem, de registros, desenhos, fotografias e observações de campo", explica Elza Suzuki. A artista Formada em Comunicação Visual pela PUC-Rio, Elza Suzuki atuou por mais de 30 anos nas áreas de design gráfico, editorial e comunicação, desenvolvendo projetos para diferentes instituições e empresas. A partir de 2020, a pintura passou a ocupar um espaço cada vez mais central em sua prática. Desde então, a artista vem aprofundando sua pesquisa por meio da participação em exposições, residências e editais, construindo uma produção que reúne diferentes experiências e linguagens. Sua trajetória profissional também contribui para a construção de um olhar atento à imagem, à composição e aos processos de comunicação. Na pintura, essa experiência encontra novas possibilidades de expressão, especialmente na relação entre matéria, paisagem e natureza. Uma reflexão silenciosa sobre o meio ambiente Ao reunir trabalhos figurativos e abstratos, a exposição propõe ao visitante diferentes formas de perceber a natureza. O gelo, inicialmente reconhecível como elemento da paisagem, torna-se matéria de experimentação e, posteriormente, pode assumir formas que se afastam da representação direta. Nesse percurso, a obra de Elza Suzuki estabelece uma reflexão sobre um planeta em transformação. A beleza das imagens não elimina a dimensão crítica da pesquisa; ao contrário, cria uma maneira sutil de chamar atenção para as mudanças que atingem as paisagens, os rios, as florestas e as geleiras. A exposição apresenta, assim, uma artista que encontra na própria matéria da pintura uma forma de falar sobre o presente. Seu trabalho transforma o gelo, a água e a paisagem em elementos de uma narrativa visual que convida o público a observar, contemplar e refletir. Serviço Exposição "Gelo e Água" de Elza Suzuki Curadoria: Desirée Monjardim Abertura: Terça-feira, 6 de outubro de 2026 Horário: 18h Visitação: até 4 de dezembro (Segunda a sexta, de 08 às 17h Entrada gratuita Local: Sala José Cândido de Carvalho – Sede da FAN Endereço: Rua Presidente Pedreira, 98 – Ingá, Niterói
29 de outubro de 2026
A Sala Nelson Pereira dos Santos, no sábado, 31 de outubro, às 20h, o espetáculo "Menina Mojubá", que retrata a história de uma criança brasileira que cresceu nas ruas e carregava consigo uma força ancestral. Após seu trágico falecimento, ela se torna uma pombagira, tornando-se uma figura poderosa no mundo espiritual, capaz de proteger e livrar todos que tenham trajetórias semelhantes a sua. Apesar da redenção que a espiritualidade à ofereceu dentro dessa dramaturgia, "Menina Mojubá" nos chama atenção para uma realidade diferente fora dos palcos: Pessoas que cultuam a mesma fé de Menina, principalmente as negras, enfrentam ataques físicos e morais, além do apagamento e silenciamento da sua crença. Como forma de contribuir com a luta anti racismo religioso, a peça promove uma discussão sobre o culto afro-brasileiro através da perspectiva de quem de vive a religião, ampliando dois pontos importantes dentro desta narrativa: protagonismo de artistas negros e de axé dentro da classe artistica e a representação e identificação de um povo marginalizado dentro da sociedade. "Menina Mojubá" se torna mais que um espetáculo teatral, é a união da arte e da fé em busca de memórias de respeito e honra, levando ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá. Serviço Menina Mojubá Data: Sábado, 31 de outubro de 2026 Horário: 20h Duração: 60 min Classificação indicativa: 10 anos Ingresso: R$ 40,00 (inteira) / Promocional 1 lote a R$15,00 (primeiras 70 pessoas) Sala Nelson Pereira dos Santos Av. Visconde do Rio Branco, 880, São Domingos - Niterói
29 de outubro de 2026
No sábado, 31 de outubro, às 10h, o cantor Otávio Almeida apresenta, na varanda do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, um show em comemoração ao Mês do Idoso. Cantor criado em um ambiente profundamente musical, Otávio Almeida cresceu entre as serestas de Orlando Silva e o jazz de Ella Fitzgerald. Sua ligação com a música começou ainda na infância, nas rodas do tradicional "Casarão 37", em Laranjeiras. Na adolescência, integrou a banda da igreja e, posteriormente, o Coral Villa-Lobos do ICEBEU, sob regência da maestrina Talíta Hasson, aprimorando sua técnica e versatilidade vocal. Ao longo da carreira, participou de programas de destaque na televisão brasileira, como 'Programa do Ratinho' (SBT), 'A Bella Itália' e 'Mais Mulher' (Rede Vida), 'Vem com a Gente' (Band) e 'RJTV' (TV Globo). Otávio é reconhecido por sua forte conexão com o público da terceira idade, sendo presença constante em programações culturais do Sesc, das prefeituras de Maricá, Niterói e São Gonçalo, bem como de clubes e shoppings da região. Seu timbre marcante e presença cênica o aproximam do público e consolidam sua identidade artística - proximidade que o levou a participar de homenagens e eventos ligados à memória de Cauby Peixoto. Em 2024, Otávio teve um de seus momentos mais significativos ao se apresentar na cerimônia que declarou Cauby Peixoto Patrimônio Cultural Carioca, realizada no Palácio da Cidade. Em 2025, ampliou sua atuação com apresentações no Theatro Municipal de Niterói, Sala Nelson Pereira, Teatro Brigitte Blair, Imperator e Teatro Mário Lago. Serviço Otávio Almeida Data: Sábado, 31 de outubro de 2026 Horário: 10h Classsificação indicativa: Livre Entrada gratuita Local: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno End: Campo de São Bento - Entrada 2, pela Lopes Trovão
28 de outubro de 2026
Depois de realizar sua primeira edição em 2024, o Festival Quilombo Cultural retorna à Ilha da Marambaia, em Mangaratiba (RJ), nos dias 31 de outubro e 1º de novembro de 2026, ampliando uma iniciativa dedicada à valorização das culturas quilombolas, caiçaras e afro-brasileiras. Realizado pela Fábrica de Gigantes, o projeto promove o encontro entre mestres e mestras de tradição oral, grupos jongueiros, comunidades tradicionais e novas gerações, criando espaços de troca, celebração e transmissão de saberes. Localizada na Costa Verde, a Ilha da Marambaia é um território ancestral que reúne características singulares das tradições quilombolas e caiçaras. Realizar o festival nesse território também assume um caráter simbólico e estratégico diante das disputas fundiárias e das ameaças de remoção enfrentadas pela comunidade. A proposta é reunir grupos do Vale do Café, Baixada Fluminense, Rio de Janeiro e Marambaia, fortalecendo vínculos e conexões A segunda edição volta a ocupar a Marambaia com uma programação de dois dias que reúne oficinas, cultura pernalta, jongo, samba de roda, culinária quilombola, turismo histórico e atividades de celebração e encontro comunitário. SERVIÇO: Festival Quilombo Cultural — 2ª edição  Datas: 31 de outubro e 1º de novembro de 2026 Local: Ilha da Marambaia — Mangaratiba, RJ
28 de outubro de 2026
E se você pudesse encontrar, de alguma maneira, aquilo que perdeu? É a partir dessa provocação que nasce “Embarcação Perdue”, espetáculo que marca a estreia de Lucas Pimenta como autor e diretor de teatro e amplia para os palcos uma trajetória que vem desenvolvendo também no audiovisual. A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e BNY apresentam a montagem, que estreia em 5 de novembro, no Teatro Glaucio Gil, no Rio de Janeiro, onde permanece em cartaz até 27 de novembro. Com produção da Touché Entretenimento, que também faz com o projeto sua estreia no teatro de prosa, e patrocínio de BNY e Robert Half, a peça transforma perdas, ausências e reencontros em uma jornada que combina humor, absurdo e poesia. Na trama, a chegada de uma misteriosa embarcação movimenta uma cidade ao anunciar uma possibilidade difícil de ignorar: tudo aquilo que foi perdido pode ser encontrado. A notícia desperta imediatamente o interesse de pessoas dispostas a seguir viagem, mas chegar a bordo não é tão simples. Antes da partida, uma série de entrevistas determina quem poderá embarcar e, ao revelar o que cada candidato deseja recuperar, expõe também histórias, desejos e ausências mantidos até então em silêncio. Sob o comando de um Capitão enigmático, forma-se uma tripulação de desconhecidos reunidos pela esperança de recuperar algo que a vida levou. Há quem procure a juventude, quem tente reencontrar a própria identidade, quem busque uma família e até quem queira recuperar a capacidade de sentir. O destino é o chamado “Lugar Nenhum”, e o percurso coloca progressivamente em dúvida se a viagem poderá, de fato, devolver o que ficou para trás ou se encontrará outras respostas pelo caminho. SERVIÇO: Embarcação Perdue Temporada: 5 a 27 de novembro de 2026 Local: Teatro Glaucio Gil Cidade: Rio de Janeiro (RJ) Texto e direção: Lucas Pimenta Elenco: Márcio Vito, Marina Elias, Andrea Dantas, Leandro da Matta, Vitor Thirré, Giulie Oliveira, Hugo Lobo e Leon Marques Produção: Touché Entretenimento Apresentação: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e BNY Patrocínio: BNY e Robert Half Dias e horários: Quarta a Sexta às 20h Ingressos: R$ 50 (inteira) R$25 (meia) Link de vendas: https://funarj.eleventickets.com/#!/categoria/beabb69402299f72e26268ef1ca24bde7f6e1821 Endereço: Praça Cardeal Arcoverde, s/n, em Copacabana, Rio de Janeiro - RJ (CEP 22040-030) Duração: 90 minutos Classificação indicativa: 14 anos
28 de outubro de 2026
Um baiano flamenguista apaixonado, amigo pessoal de Zico e ex-morador da Gávea, o cantor e compositor Moraes Moreira segue vivo na lembrança afetiva do Rio de Janeiro. Antecipando as celebrações dos 80 anos do eterno ‘novo baiano’, a Cidade Maravilhosa será palco do espetáculo “Moraes Musical Moreira”, que acontece de 5 a 29 de novembro, no Teatro Carlos Gomes . Aclamado pelo público e a crítica, o musical, que une teatro, música e dança, chega ao Rio após levantar mais de 15 mil pessoas em temporadas por Salvador, Recife e Brasília. Os ingressos já estão disponíveis pelo Sympla, clicando aqui. Assinando 40 músicas da trajetória do artista, o espetáculo chega ao fim da turnê nacional em 2026, levando uma experiência cênica construída a partir das memórias, influências e faixas que marcaram a carreira de Moraes. Inspirada na linguagem de cordel, “Moraes Musical Moreira” convida ao mergulho no universo de um dos artistas que ajudou a reinventar os caminhos da música popular brasileira. Natural de Ituaçu, na Bahia, Moraes Moreira construiu uma obra que atravessou diferentes gerações e linguagens. Fundador dos Novos Baianos, pioneiro como cantor de trio elétrico e responsável por aproximar diferentes ritmos em sua produção, o artista transitou pelo frevo, choro, rock, samba, forró, MPB e pela poética do cordel. Canções como Pombo Correio, Bloco do Prazer, Chão da Praça e Chame Gente permanecem no repertório popular e ajudam a contar a história de um compositor que levou a música nordestina para diferentes espaços do país. Dirigido pela atriz e coreógrafa Ana Paula Bouzas, o espetáculo Moraes Musical Moreira apresenta uma narrativa poética inspirada na essência do artista. Em cena, as duas faces de Moraes, divididas entre o Poeta-Cantador de Rodrigo Sestrem e o Vaqueiro do Som de Cris Meirelles percorrem uma jornada em busca da Musa Música, vivida por Júlia Tizumba, ambos acompanhados pelo “Bloco do Prazer”. “Entendi que pra viver a riqueza da obra de Moraes no palco – em teatro, dança e música – a gente precisaria trazer, junto com ele, o povo que inspirou e eternizou sua criação, porque Moraes é um artista da massa. Cidadão brasileiro que nos falou de liberdade, democracia, amor e alegria. ‘Moraes Musical Moreira’ é nossa declaração carinhosa a esse assombro criativo que ele é, o nosso desejo de partilhar a presença de um patrimônio musical brasileiro em nossos corpos, celebrar a magnitude de quem viveu em estado constante de inspiração, numa conexão profunda, sincera e refinada entre a sua arte e seu povo”, destaca Ana Paula Bouzas. Dialogando com as “raízes nordestinas” presentes na obra do compositor, o musical amplia sua narrativa por meio de um elenco formado por atores, atrizes, cantoras, cantores e multiartistas. Com treze artistas em cena, integram o espetáculo Diana Ramos, Luisa Muricy, Kadu Veiga, Mano Leone, Nana Nevez, Ofámirô, Rapha Gouveia, Sabiá, Saulo Ilogoní e Marcos Lopes. Construindo a identidade do musical, as direções de Arte, Musical e de Coreografia ficaram, respectivamente, com Renata Mota (Mancha de Dendê Não Sai, 2023), a dupla João Milet Meirelles (trilha de Uma Leitura dos Búzios, 2022) e Ronei Jorge (Miss Suéter), além do bailarino e performer Jai Bispo (Torto Arado – O Musical) e sua dupla, a professora de danças brasileiras, Isis Carla. A equipe conta ainda com Jaya Batista, Vinícius Bustani e Edu Coutinho como assistentes de direção. Já o figurino é assinado pela dupla Alexandre Guimarães e Diana Moreira. A dramaturgia de Fábio Espírito Santo, roteirista e diretor teatral, conduz a narrativa do espetáculo, que tem coordenação geral de Fernanda Bezerra. No palco, o elenco é acompanhado por uma banda formada por seis músicos, nos riffs de Tarcísio Santos, Mistro, Indira Dourado, Antenor Cardoso e Fredinho, com regência da assistente de Direção Musical e baixista Carla Suzart.
27 de outubro de 2026
Como podemos propor outras formas de convivência entre humanos e não-humanos? É possível cultivar amizade e parentesco entre as espécies? O que podemos aprender com cavalos e éguas? Com esses questionamentos, as artistas-pesquisadoras Aline Bernardi e Dani Lima convidam o público para assistir ao espetáculo “Equina”, que volta em cartaz, de 07 a 29 de novembro, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto/Sala Preta. A narrativa afetuosa busca pensar sobre políticas de cuidado e a manutenção da vida cultivadas a partir dessas relações interespécies. A criação é um desdobramento da pesquisa de doutorado de Aline, que também está em cena, no Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena da UFRJ. “A aposta desta obra é investigar de forma fabulatória como as ecologias relacionais e as alianças interespécies podem propor modos de reparação micropolítica em um mundo danificado”, explica a bailarina e pesquisadora Aline Bernardi. “A criação é um desdobramento da minha pesquisa de doutorado, que fabula memórias da relação de amizade e parentesco que tenho com cavalos e éguas”, completa. As raízes desta pesquisa remontam à infância de Aline, quando a artista morou na zona rural do oeste paulista, e teve uma convivência íntima com cavalos de uma fazenda onde seu pai trabalhava. A partir dessa história pessoal e dos diálogos travados com as pesquisadoras Donna Haraway, Vinciane Despret e Anna Tsing, “Equina” busca articular as três dimensões da ecologia, segundo o filósofo e psicanalista Félix Guattari: a das subjetividades, a social e a ambiental, para especular sobre o papel das alianças interespécies na regeneração da vida. “Fazemos um convite para praticarmos parentesco e amizade com outras espécies. Queremos questionar o uso exploratório e extrativista dos cavalos e das éguas, assim como de outras espécies, no processo de civilização humana, que levam às consequências da crise socioambiental que a gente está vivendo. O que me interessa é convocar nossa espécie a cultivar imaginários de interdependência e conexões colaborativas com as outras espécies e com tudo que está vivo em nosso planeta”, observa Aline. A pesquisadora também aponta seu interesse em dialogar com as cosmovisões indígenas, que criam alianças afetivas com outras espécies, conceito proposto por Ailton Krenak, e cultivam relações de respeito com animais, vegetais, rios, florestas, montanhas. Serviço Espetáculo: Equina Temporada: de 07 a 29 de novembro 2026 Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto/Sala Preta: Rua Visconde de Silva s/nº, ao lado do nº 292 – Humaitá. Acesso somente por escadas. Telefone: (21) 2535-3846 Dias e horários: sábados, às 19h, e domingos às 18h. Ingressos: 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada). Capacidade: 25 pessoas Duração: 1h Classificação etária: 18 anos Venda de ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/128177 e na bilheteria do centro cultural, de quarta a domingo das 15h às 21h.
27 de outubro de 2026
A comédia “O Nome do Bebê”, com Bianca Bin no elenco e direção de Elias Andreato, chega ao Teatro Axia Casa Grande, no Leblon, para uma curta temporada de 5 a 27 de novembro de 2026. As sessões serão às quintas e sextas-feiras, sempre às 20h, segundo a programação oficial do teatro. Na trama, Vicente e Anna, que esperam o primeiro filho, vão jantar na casa da irmã dele e do cunhado, com a presença de um amigo de infância, para anunciar o nome escolhido para o bebê. Vicente faz uma brincadeira infeliz e diz que a criança vai se chamar Adolfo. A partir daí, a conversa vira uma discussão crescente, que traz à tona memórias, ressentimentos guardados, preconceitos e contradições do grupo. Segundo a apresentação do espetáculo, a montagem discute a dificuldade de escuta nas relações mais próximas e a necessidade de aceitar o outro com suas diferenças. A versão brasileira, de acordo com o teatro, soma mais de 100 apresentações entre São Paulo e outras capitais antes de chegar ao Rio. Serviço • Espetáculo: O Nome do Bebê • Temporada: de 5 a 27 de novembro de 2026 • Dias e horário: quintas e sextas-feiras, às 20h (abertura da casa 1h antes) • Local: Teatro Axia Casa Grande — Avenida Afrânio de Melo Franco, 290, Loja A, Leblon, Rio de Janeiro (RJ) • Classificação: 12 anos. Menores a partir de 10 anos entram acompanhados dos pais ou responsáveis. Crianças de até 1 ano e 11 meses no colo do responsável não pagam. • Ingressos: à venda pela Eventim, canal oficial indicado pelo teatro, e na bilheteria. Valores na página de venda. • Informações: (21) 2511-0800
27 de outubro de 2026
A Prefeitura de Maricá iniciou nesta segunda-feira (26/10) o primeiro dia do II Seminário em homenagem a Darcy Ribeiro, que completaria 104 anos nesta data. O evento contou com uma mesa de palestrantes formada pelo reitor da Universidade Livre do Carnaval, Milton Cunha; pelo presidente da Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ), Antônio Grassi; pelo secretário de Cultura e das Utopias, Sady Bianchin; pelo carnavalesco da União de Maricá, Edson Pereira; pela musa da escola, Thai Rodrigues; e pelo enredista Mauro Cordeiro. Ao final do encontro, a programação contou com uma apresentação da bateria da União de Maricá. Realizado pela Secretaria de Cultura e das Utopias, em parceria com a Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ), o seminário reuniu participantes para compartilhar memórias sobre Darcy Ribeiro e discutir seu legado para a sociedade. O evento teve a participação de alunos do Passaporte Universitário, estudantes de escolas estaduais e moradores do município. Seminário – Darcy Ribeiro e a Educação Data: terça-feira (27/10) Horário: 18h Local: Cine Henfil Endereço: Rua Alferes Gomes, 390, Centro
26 de outubro de 2026
O Centro Cultural Light (CCL), localizado no Centro do Rio de Janeiro, recebe nos dias 27, 28 e 29 de outubro a primeira edição do São João Marcos Cine Festival, mostra gratuita que reúne produções audiovisuais voltadas à preservação da memória e do patrimônio cultural fluminense. Serão exibidos os quatro primeiros episódios da série documental 'O Parque', que conta a história da criação do Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, e o curta-metragem documental 'A História de São João Marcos', que resgata a trajetória da antiga cidade por meio de depoimentos de ex-moradores. Mais do que uma sessão de cinema, a ação propõe uma reflexão sobre a importância da preservação da memória coletiva, reunindo histórias, personagens e registros que ajudam a manter vivo um importante patrimônio cultural do estado. A iniciativa também reforça o papel do Centro Cultural Light como espaço aberto à difusão do conhecimento, à formação de público e ao acesso democrático à cultura. Serviço:  São João Marcos Cine Festival Datas: 27, 28 e 29 de outubro de 2026 Local: Centro Cultural Light (CCL) Endereço: Avenida Marechal Floriano, nº 168, Centro, Rio de Janeiro Entrada: Gratuita
26 de outubro de 2026
No dia 29 de outubro, quinta-feira, os alunos da segunda edição da Scuola di Teatro Lucia Cerrone apresentam o espetáculo Nós e Retalhos, às 18h e às 20h30, no Theatro Municipal de Niterói. O curso gratuito de teatro para estudantes da rede pública, idealizado e produzido por Fabrizio Sassi, acontece de março a outubro de 2026, com 49 alunos de nove escolas, na Scuola di Cultura, centro cultural que completa dez anos neste mês. O projeto é realizado com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SECEC), com patrocínio da Enel Distribuição Rio . As aulas acontecem em turmas de nível básico e intermediário. Estrutura, professores qualificados mas também apoio com transporte e alimentação para manter o aluno no curso Os alunos vêm de nove escolas da rede pública: Brasil-China, Cizínio Soares, Baltazar Bernardino, Coluni UFF, Dr. Adino Xavier, Leopoldo Fróes, Dôrval Ferreira, Liceu Nilo Peçanha e David Capistrano. A ida e a volta entre as escolas e a Scuola são garantidas por uma razão prática: em outros cursos gratuitos que o centro ofereceu, muitos alunos faltavam por falta de transporte. O lanche entrou pelo mesmo motivo. Os alunos chegam direto da escola e passam horas em aula, e a alimentação tira mais uma barreira para que continuem. Para ficar no curso, o aluno precisa manter a frequência na escola regular. Segundo a Scuola, houve estudantes que pensavam em deixar os estudos e permaneceram, e outros, com baixa presença, que voltaram a frequentar as aulas. Na primeira turma, em 2023, a assiduidade escolar dos participantes chegou a 97,5%. Serviço Nós e Retalhos, da Scuola di Teatro Lucia Cerrone Data: quinta-feira, 29 de outubro Horários: 18h e 20h30 Local: Theatro Municipal de Niterói (Rua Quinze de Novembro, 35, Centro, Niterói) Classificação indicativa: 10 anos.
26 de outubro de 2026
Após receber 209 inscrições, com um total de 344 canções, festival apresenta as 30 obras selecionadas nos dias 28 e 29 de outubro; 12 avançam para a final em Itaipu Após receber 209 inscrições, totalizando 344 canções autorais, o Festival da Canção Mar de Música chega às eliminatórias nos dias 28 e 29 de outubro, às 19h, no Teatro da UFF. As 30 canções selecionadas serão apresentadas ao vivo — 15 em cada noite — e 12 delas avançarão para a grande final, marcada para 14 de novembro, na Praça dos Pescadores, em Itaipu. As duas noites serão uma oportunidade de conhecer as canções selecionadas, acompanhar as apresentações e fortalecer as torcidas. Em sua segunda edição, o Mar de Música reúne artistas, compositores, intérpretes e bandas da cena autoral da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, reafirmando seu compromisso com a valorização da música autoral, a diversidade artística e a representatividade. O festival mantém ainda uma relação especial com Itaipu, território que receberá a grande final no dia 14 de novembro. A programação traz ao público uma maratona de apresentações, cobrindo diferentes gêneros, estilos e sonoridades da produção autoral contemporânea. Cada noite de eliminatória contará com apresentações ao vivo avaliadas por um júri técnico composto por especialistas da indústria musical, críticos e produtores culturais. Entre as novidades deste ano estão os mais de R$ 25 mil em premiações e a ajuda de custo de R$ 300 destinada a cada uma das 30 apresentações selecionadas para as eliminatórias. A edição de 2026 mantém, assim como na edição anterior, pontuação extra para mulheres, pessoas pretas ou indígenas e residentes de Niterói, reforçando o compromisso com representatividade e inclusão. Este ano, o festival aprofunda sua agenda socioambiental com a parceria da Recicla Show, cooperativa do Engenho do Mato. Durante a grande final, haverá coleta seletiva, ações de conscientização e diálogo com restaurantes e bares do entorno da Praça dos Pescadores, fortalecendo práticas sustentáveis no território. A iniciativa reforça o papel do festival como agente de transformação local. O festival tem a idealização e realização do IGAI – Instituto de Gestão e Ações Integradas; direção de produção e gestão sustentável da LIX - Soluções Sustentáveis, patrocínio da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas, além dos parceiros ALPAPI (Associação Livre dos Pescadores e Amigos da Praia de Itaipu) e selo fonográfico Astronauta Discos. SERVIÇO Evento: Eliminatórias do Festival Mar de Música Datas: 28 e 29 de outubro Horário: 19h Local: Teatro da UFF (Centro de Artes UFF) Endereço: Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói – RJ Entrada: Gratuita Senhas para o ingresso deverão ser retirados uma hora antes, na bilheteria do teatro, por ordem de chegada e sujeitos à lotação Classificação indicativa: Livre Mais informações e programação completa: www.mardemusica.com.br e @festivalmardemusica
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