13 de julho de 2025

CAIXA Cultural apresenta a mostra Filmes Cubanos Restaurados

Mostra “Filmes Cubanos Restaurados” – A partir do dia 22 de julho, a CAIXA Cultural do Rio de Janeiro embarca em uma viagem no tempo, na qual filmes do cinema cubano, que passaram por uma restauração histórica, serão exibidos gratuitamente. Com patrocínio da CAIXA e do Governo Federal, sob curadoria de Silvia Oroz e Gregory Baltz, a mostra “Filmes Cubanos Restaurados” exibe ao público carioca uma seleção de obras icônicas do cinema cubano, agora com uma maior qualidade de imagem e som. Como convidadas especiais Mirtha Ibarra (atriz de cinema, teatro e televisão) e Lola Calviño (Ex-vice diretora da EICTV e Vice-diretora da Cinemateca de Cuba), duas expoentes do cinema cubano.


Até o dia 3 de agosto serão exibidos 15 filmes, divididos entre 8 longas-metragens e 7 curtas. Será uma oportunidade única de celebrar a memória cinematográfica de Cuba e seu impacto cultural duradouro no continente latino-americano. Vale ressaltar que sob a direção de Luciano Castillo, a Cinemateca de Cuba vem realizando um importante trabalho de restauração e difusão dos grandes clássicos cubanos.


A mostra preparou uma programação diversificada, reunindo especialistas para debater o cinema cubano e a preservação audiovisual. O público poderá participar de um bate-papo com Mirtha Ibarra sobre o clássico “Morango e Chocolate” (Fresa y Chocolate), além de uma conversa com Lola Calviño sobre o trabalho da Cinemateca Cubana na restauração de filmes. Haverá também debates com Silvia Oroz, Mirtha Ibarra e Lola Calviño, explorando a história do cinema cubano, enquanto Fábio Vellozo e Hernani Heffner, da Cinemateca do MAM-RJ, discutirão os desafios da preservação audiovisual na América Latina. Como destaque, Afrânio Mendes Catani ministrará uma masterclass sobre a obra do renomado cineasta Tomás Gutiérrez Alea. Para garantir acessibilidade, o evento contará com sessões adaptadas, incluindo legendas descritivas. Essa iniciativa oferece uma valiosa oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre a produção cinematográfica cubana e sua importância cultural.


A ideia de produzir a mostra surgiu em 2024, em uma conversa entre os curadores em uma viagem por Cuba, México, Argentina. “Estou dirigindo um documentário sobre a vida e a obra de Silvia Oroz, que tem uma importância ímpar dentro do cinema latino-americano. Em Cuba, durante uma das entrevistas que realizamos com Luciano Castillo, diretor da Cinemateca de Cuba – em meio a essa conversa sobre a trajetória cinematográfica do país, e enquanto lembrávamos com entusiasmo de comediantes como Piñeiro y Garrido -, Luciano mencionou que alguns filmes cubanos estavam sendo restaurados. Foi nesse contexto que surgiu, espontaneamente, a ideia de realizar uma mostra dedicada aos filmes cubanos restaurados”, conta o realizador Gregory Baltz. (Nota: Silvia vive no Brasil desde 1979, quando fugiu da ditadura argentina).


Dentre os filmes que estão na programação, há de destacar “Morango e Chocolate” (Fresa y Chocolate, 1995) de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío, que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional. Outro clássico de Tomas Gutiérrez Alea que será programado é Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo, 1968), exibido em cópia restaurada no Festival de Cannes, em 2016, reafirmando a relevância do cinema cubano no cenário internacional.


Também vale uma lupa para “La Muerte de un Burocrata” (A Morte de um Burocrata), restaurado pelo Academy of Motion Picture Arts and Sciences (Archives). O filme passou em 2019 no Venice Classics uma sessão de clássicos restaurados no festival de Veneza.


A lista se completa com os longas-metragens “Giselle” (Giselle) – 1965, “Lucía” (Lucía) – 1968, “Uma Luta Cubana Contra os Demônios” (Una Pelea Cubana contra los Demonios) – 1971, “De Certa Maneira” (De Cierta Manera) – 1974, “A Última Ceia” (La Ultima Cena) – 1976, e os curtas-metragens “Irei a Santiago” (Ire a Santiago) – 1964, “Fábrica de Tabaco” (Excursion a Vueltabajo) – 1965, “Ilha do Tesouro” (Isla del Tesoro) – 1969, “Poder Local, Poder Popular” (Poder Local, Poder Popular) – 1970, “Guanabacoa, a Crônica da Minha Família” (Guanabacoa, Cronica de Mi Familia) – 1966, “E Temos Sabor” (Y Tenemos Sabor) – 1967 e “Atenção Pré-natal” (Atención Prenatal) – 1972.




Serviço:


Mostra “Filmes Cubanos Restaurados”


  De 22 de julho a 3 de agosto de 2025

  CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Unidade Passeio

  Rua do Passeio, 38 – Centro, Rio de Janeiro/RJ

  Acesso para pessoas com deficiência

  Entrada Gratuita

30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com