1 de dezembro de 2025

Museu Antonio Parreiras homenageia artistas negros em exposição

Em homenagem ao Dia da Consciência Negra e ao Dia Nacional de Zumbi, comemorados em novembro, a exposição “Zumbi: Reinar sobre a história” chega ao Museu Antonio Parreiras, em Niterói, na próxima quarta-feira, 03, com uma celebração da cultura afrobrasileira e a proposta de pensar a arte como um espaço de luta e afirmação de identidades. A mostra gratuita tem o objetivo de retratar o protagonismo de artistas negros na história da arte brasileira, evidenciando sua contribuição estética, cultural e social. 



O grande destaque da mostra é a obra “Zumbi”, de Antonio Parreiras, pintada em 1927 em óleo sobre tela. A pintura retoma a tradição dos retratos oficiais da monarquia, porém subverte essa noção ao representar no trono simbólico o líder do Quilombo dos Palmares. Embora pintada por um artista branco, esta obra mobiliza um debate necessário ao retratar, em 1927, um corpo negro com a mesma dignidade reservada aos heróis brancos da nação.



“O museu reafirma seu papel como espaço de reflexão e de valorização das narrativas que moldam o Brasil. Esta exposição nos lembra que a arte também é instrumento de resistência, e que reconhecer o protagonismo de artistas negros é essencial para compreender nossa própria história”, disse Fátima Henriques, diretora do Museu Antonio Parreiras.



Representação e resistência de artistas negros



Inspirada nas trajetórias e enfrentamentos de artistas negros diante das barreiras impostas pela Academia Imperial de Belas Artes, a exposição toma como ponto de partida as biografias de nomes como Estevão Silva. Documentos da época revelam que o pintor era frequentemente identificado como “africano”, em contraste ao reconhecimento de outros como “brasileiros”.



Com curadoria da equipe do museu, “Zumbi: Reinar sobre a história” propõe uma reflexão sobre a exclusão e a resistência no campo das artes, destacando a potência criativa de artistas negros. Ao todo, 26 obras vão estar disponíveis para o público na mostra até o início de 2026.



Serviço


Evento: Estreia da exposição “Zumbi: Reinar sobre a história”

Data: 03/12/2025, às 12h

Entrada: Gratuita

Local: Museu Antonio Parreiras (Rua Tiradentes, 47 - Ingá, Niterói - RJ)

23 de maio de 2026
A artista Carol Ambrósio apresenta a exposição individual Jardim, no Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, com curadoria de Gabriela Davies. Reunindo obras recentes inéditas, a mostra apresenta esculturas, assemblages e trabalhos bidimensionais construídos a partir da coleta, destruição e recomposição de cerâmicas, porcelanas, toalhas de mesa e utensílios domésticos. Ao reorganizar esses elementos em estruturas instáveis, frágeis e ao mesmo tempo resistentes, Carol transforma o universo doméstico em um campo de reflexão sobre as construções sociais do feminino, seus códigos de comportamento e suas possibilidades de ruptura. A exposição parte de um repertório íntimo ligado ao antiquário de sua família, ambiente no qual a artista conviveu desde a infância com objetos carregados de memória, acúmulos e narrativas. Em Jardim, esse imaginário reaparece em figuras fragmentadas, paisagens interrompidas, totens cerâmicos e composições híbridas que parecem oscilar entre ornamentação e colapso. Em muitas obras, figuras femininas aparecem fundidas a objetos decorativos, vasos e flores, numa investigação crítica sobre os lugares historicamente atribuídos às mulheres no espaço doméstico e social. São trabalhos que evocam comportamentos associados à mulher, ressignificados em construções marcadas por deslocamento, ironia e resistência. SERVIÇO: “Jardim”, de Carol Ambrósio Curadoria: Gabriela Davies Abertura: 27 de maio de 2026 Local: Centro Cultural Correios Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro – Rio de Janeiro Entrada gratuita | classificação livre
23 de maio de 2026
O escândalo é só o começo. Um jogador no auge da carreira, milionário, idolatrado, decide sabotar a própria trajetória. Ele quer ser punido. Para contar a sua versão da história, convoca uma jornalista que cobre guerras — alguém acostumada a lidar com situações-limite. Com texto de Luiz Eduardo Soares e direção de Marcus Faustini, o espetáculo “Assim na terra como no céu”, que encerra temporada, neste domingo (24/05), no Teatro Ipanema, começa como uma entrevista exclusiva, vendida como “bombástica”, e se transforma em um duelo intenso sobre culpa, poder, verdade e sobrevivência. Não é sobre futebol. É sobre o nosso tempo. Serão 20 sessões gratuitas ao longo da temporada, às quintas e sextas, às 20h, aos sábados, às 17h e 20h e, aos domingos, às 19h. Serviço: Assim na terra como no céu Temporada: de 30 de abril a 24 de maio de 2026 Dias e horários: quintas e sextas, às 20h, sábados, às 17h e 20h e domingos, às 19h. Teatro Ipanema: Rua Prudente de Morais, 824 - Ipanema, Rio de Janeiro Ingressos: gratuitos, com retirada na bilheteria Duração: 1h15 Lotação: 192 lugares Classificação: 14 anos