18 de junho de 2026

“Histórias de Todas as Luas – I Encontro de Contadores de Histórias e Mediadores da Palavra de Paraty”

Quem não gosta de contar ou ouvir uma boa história? Há mais de 100 mil anos, desde o desenvolvimento da linguagem oral, o ser humano transmite conhecimentos, experiências e tramas ficcionais de geração para geração. Com a proposta de celebrar a arte ancestral da oralidade, o evento “Histórias de Todas as Luas – I Encontro de Contadores de Histórias e Mediadores da Palavra de Paraty” será realizado, de 25 a 28 de junho, com apresentação de espetáculos, lançamento de livros, oficinas e mesas de conversa literárias. Idealizado pela narradora artística, mediadora de leitura e pesquisadora da oralidade Vivian Faria, o projeto tem sua programação toda gratuita.


“Um dia pode ser apenas um dia comum, mas basta alguém começar uma história sobre lugares mágicos, bichos falantes ou bruxas revolucionárias para que alguma coisa se transforme. Contar histórias para todas as idades é manter viva uma forma antiga e profundamente humana de criar e fortalecer vínculos. Histórias aproximam pessoas, atravessam gerações e ajudam a elaborar experiências individuais e coletivas por meio do encontro, da escuta e da imaginação”, comenta a contadora de histórias e idealizadora do projeto, Vivian Faria


Paraty tem sua história marcada por encontros de culturas, resistência comunitária e heranças afro-indígenas vivas e, por isso, torna-se palco ideal para o projeto. Ao mesmo tempo em que reconhece a potência simbólica do território, o encontro valoriza o Brasil profundo — suas margens, matas, rios, sertões e periferias — e convoca narradores que representam essa diversidade de mundos, vozes e saberes. O projeto será realizado de forma itinerante, com atividades em diferentes pontos da cidade, convidando as pessoas a darem esse passeio.


Para a programação, foram selecionadas atividades como vivência literária para bebês e crianças pequenas, realizado por Juliana Daher, da Cia Pé de Moleque; espetáculos para toda a família como “Contos da Natureza – Três Histórias para Cuidar do Mundo (com Vivian Faria), “Histórias que os bichos contam” (com Eliza Moreno), "Causos e Lendas de uma Estrada Encantada" (com Bárbara Amaral), “O Cavalo e o passarinho" (com Claudiara Ribeiro); oficinas de contação de histórias (com Bárbara Amaral), de brincadeiras tradicionais (mestre Roquinho), de diálogo entre literatura e artes plásticas (com Maria Wakeman e Vivian Faria), oficina de bordados narrativos com a artista plástica indígena Aline Bagre, oficina de brinquedos autômatos com Diogo Machado e Vivian Faria, lançamento de livro de Dona Benedita, mulher referência do território, Ciranda Nova Esperança entre outras muitas atrações. Veja a programação completa abaixo.


“Quando uma narrativa é compartilhada, ela cria um espaço comum onde crianças, jovens e adultos podem se reconhecer, lembrar, perguntar e se relacionar. O Histórias de Todas as Luas parte desse entendimento da palavra como encontro — uma experiência que conecta arte, memória, território e presença, valorizando narrativas diversas e em diversas formas, além da potência da oralidade em diferentes contextos da vida”, analisa Vivian Faria.


Sobre Vivian Faria


Vivian Faria é narradora artística, mediadora de leitura, educadora parental e pesquisadora da oralidade, atuando desde 2005 em projetos de formação cultural, mediação de leitura e circulação artística no Brasil e no exterior. Desenvolve trabalhos voltados à literatura, tradição oral, primeira infância e formação de leitores em escolas públicas, bibliotecas comunitárias, espaços culturais e projetos sociais. Participou do Festival Internacional de Contadores de Histórias de Istambul (Uluslararası İstanbul Hikâye Anlatıcılığı Festivali), na Turquia, em 2020, e da ação internacional de leitura artística multilíngue Mehrsprachiges Vorlesen!, em Munique, Alemanha, em 2022. Durante os sete anos em que viveu na Turquia, realizou e produziu ações culturais voltadas à comunidade brasileira, articulando narração artística, oralidade e valorização da cultura brasileira. É coautora do livro “Conto Expressão – O Poder Terapêutico dos Contos”, roteirista formada pela EBAC e idealizadora de projetos que integram literatura, escuta, cuidado e formação cultural. Sua atuação tem como foco a democratização do acesso à leitura, o fortalecimento de redes culturais comunitárias e a valorização da palavra como experiência estética, ética e de transformação social.


 


Programação:


25 de junho - SESC Santa Rita. Sala: Cinema


09h: Contação de História com Vivian Faria - “Contos da Natureza – Três Histórias para Cuidar do Mundo”. Duração: 45 minutos. Classificação: livre.


O espetáculo propõe um encontro poético entre tradição oral e consciência ecológica, entre o ancestral e o possível. Através da arte da narração, são apresentados contos tradicionais que atravessam continentes e cosmologias — um da Nigéria, um da tradição Celta e um do Casaquistão — todos ligados à relação entre humanos, natureza e sabedoria ancestral.


10h: "Leitura no Colo" - Mediação de Leitura para a Primeira Infância// Espetáculo para bebês. Duração: 40 minutos | Faixa etária: bebês e crianças bem pequenos (0 a 3 anos).


Vivências literárias para bebês e crianças bem pequenas, idealizadas por Juliana Daher, da Cia Pé de Moleque. Nesses encontros, os pequenos leitores têm livre acesso a um acervo de livros para que possam explorar, manusear, ler junto com os adultos que os acompanham, de modo a criarem uma relação de proximidade com o objeto livro. Em seguida, são apresentadas diferentes narrativas através da mediação de leitura literária, brincadeiras, cantigas e histórias de tradição oral.


11h: Sementes que adiam o fim do mundo: Mediação literária para bebês. Convidadas: Cassia Bittens e Juliana Daher. Mediação: Vivian Faria. Duração: 1h30. Classificação:


 Nesta conversa, as pesquisadoras e mediadoras de leitura Cassia Bittens e Juliana Daher compartilham suas experiências com a literatura na primeira infância, especialmente com bebês e crianças bem pequenas. A partir da metáfora proposta por Ailton Krenak — de plantar “sementes que adiam o fim do mundo” —, a mesa propõe refletir sobre o papel da mediação literária como um gesto de cuidado, resistência e esperança.


25 de junho – Arandu - Tempo das Infâncias, Jabaquara


14h: oficina com Carolina Franklin e Mariana Haruê. Leitura no Quintal: Histórias que brotam da terra. Duração: 1h30| Faixa etária: crianças a partir de 3 anos acompanhadas de adultos


Vivência de leitura conduzida a partir das obras “Meu Jardim”, de Renata Bueno, e “Lá no Meu Quintal”, de Gabriela Romeu. A atividade acontece em um quintal ou em espaço natural, onde a escuta da leitura se mistura com o som das folhas, da terra, do vento. Após a mediação de leitura, o grupo participa de uma oficina de criação com elementos naturais.


25 de junho - Casa Poéticas Negras


16h: oficina "Ilustrando com Todas as Cores da Terra". Duração: 1h30 | Faixa etária: a partir de 3 anos


Vivência artística e literária que promove o diálogo entre a leitura e as artes plásticas, a partir da obra "Todas as Cores da Terra", de Aloma, ilustrado por Isabela Santos (Editora Bamboozinho). A atividade será conduzida pela artista plástica holandesa Maria Lakenman, em parceria com Vivian Faria, mediadora de leitura e contadora de histórias.


25 de junho - Galpão Social do Taquari


17h30: Trupica Mas Não Cai – Cia Bambulengo. Duração: 1h30| Faixa etária: crianças


A Cia Bambulengo apresenta “Trupica Mas Não Cai”, um espetáculo de palhaçaria que mistura comicidade, música ao vivo e malabarismo, criando um universo divertido e poético onde o equilíbrio entre o ridículo e o habilidoso é sempre posto à prova.


 


26 de junho - Cinema da Praça


09h: oficina de contação de história com Bárbara Amaral. "Tradição Oral, Ancestralidade e Contemporaneidade na Formação do Repertório do Narrador de Histórias". Duração: 3 horas | Faixa etária: jovens e adultos a partir de 16 anos


Nesta oficina, a contadora de histórias Barbara Amaral propõe uma reflexão sobre a escolha de repertório do narrador de histórias, considerando os caminhos que atravessam a tradição oral, a ancestralidade e os desafios da contemporaneidade.


13h: Mesa de conversa literária. Territórios da Palavra Viva: Narração Artística e Cultura – práticas, políticas e territórios. Duração: 1h. Classificação indicativa: Livre;


Esta mesa reúne Barbara Amaral, do Instituto Abrapalavra e da coletiva Aya narrativas, e Débora Monteiro, jornalista, mediadora de leitura e integrante da coletiva Aya narrativas. As participantes vão refletir sobre os cruzamentos entre narração artística, mediação de leitura, território e políticas culturais no Brasil. A conversa abordará a palavra narrada como linguagem estética, política e comunitária, presente nos territórios e nas práticas da Cultura Viva. A mediação será de Vivian Faria.


14h: Blibliomala com Eliza Moreno. Histórias que os bichos contam. Duração: 50 minutos. Classificação indicativa: Livre.


Espetáculo de mediação de leitura com a Bibliomala de Eliza Moreno, que reúne três contos da tradição oral com temas urgentes sobre o meio ambiente, abordando a natureza como um espaço de sabedoria, encantamento e cuidado.


15h: Espetáculo de Contação de Histórias “O Cavalo e o passarinho", com Claudiara Ribeiro. Classificação: Livre


O espetáculo une tradição oral e tecnologia para valorizar a cultura popular e o meio-ambiente. A narrativa gira em torno da amizade entre um velho e sábio cavalo e um jovem bem-te-vi, que juntos percorrem caminhos simbólicos marcados por memórias, festas e paisagens de Paraty.


19h: Sarau das 1001 Luas no Istanbul. Pocket-show de Radha Music, “Contos Cantados da América Latina”


O pocket show é um mergulho sensível e vibrante pelas paisagens sonoras, memórias e tradições populares do continente latino-americano, conduzido pelo músico afro-venezuelano Daniel Muñoz, mais conhecido como RAdha.


19h40 às 21h: Sarau com palco aberto


Inspirado nas travessias poéticas do Oriente e nas narrativas que atravessam séculos pela voz de Sherazade, o sarau “1001 Luas” convida o público para uma noite de encontros entre palavra, música, escuta e partilha no restaurante Istanbul


27 de junho - Casa Criativa - Jabaquara


09h: Encantamentos do Reuso: Histórias, Brinquedos e Personagens. Condução: Vivian Faria e Diogo Machado. Duração: 3h. Faixa etária: A partir de 7 anos (crianças acompanhadas por responsáveis)


Experiência que une narração, artes visuais, sustentabilidade e invenção, convidando o público a conhecer diferentes formas de transformar materiais descartados em arte e brincadeira


27 de junho - Silo Cultural


09h: Oficina de bordado com Aline Bagre."ReFio: Memória em Ponto Poético", Duração: 3h | Faixa etária: a partir de 12 anos


A oficina é uma proposta de experimentação poética e manual conduzida por Aline Bagre, artista têxtil e narradora de memórias visuais. Seu trabalho se fundamenta no bordado como prática de preservação de memórias, fortalecimento identitário e resistência cultural.


14h: Mesa: Afluentes da Palavra: o diálogo e o encontro entre as formas da palavra e as possibilidades de mediá-la. Convidadas: Bárbara Amaral, Juliana Daher e Vivian Faria. Duração: 1h. Classificação indicativa: Livre.


 A mesa propõe uma travessia sensível pelas múltiplas formas de manifestação da palavra: falada, lida, cantada, contada, escutada e sentida. Reunindo três mulheres que atuam com a literatura e a oralidade em contextos diversos — Bárbara Amaral, Juliana Daher e Vivian Faria — o encontro busca refletir sobre os caminhos possíveis de mediação da palavra, seus encontros com o corpo, com o território e com o outro.


15h30: Espetáculo Canto de Passarim. Duração: 50 minutos | Faixa etária: Livre


Espetáculo de contação de histórias e cantigas criado por Juliana Daher e Isaac Luís, da Cia Pé de Moleque, durante o período de isolamento social causado pela pandemia de COVID-19. Enquanto o mundo silenciava e o quintal se tornava universo, os passarinhos que visitavam a casa da dupla se tornaram inspiração e companhia.


19h: Performance: Entre mãos e terra


Celebração poética do papel feminino na tradição da farinha de mandioca em Paraty. Neste ritual ancestral, as mulheres se tornam guardiãs dos saberes, transformando a mandioca em farinha através de um processo repleto de significado — plantar, colher, raspar, secar, prensar, peneirar e fornear.


20h: Contação de História com Bárbara Amaral. "Causos e Lendas de uma Estrada Encantada". Duração: 50 minutos | Faixa etária: livre


No espetáculo, a narradora Bárbara Amaral convida o público a viajar pelas veredas da antiga Estrada Real, de Diamantina a Paraty, compartilhando histórias que ecoam há séculos pelos caminhos que ligavam o litoral ao interior do Brasil.


 


28 de junho – Arandu - Tempo das Infâncias, Jabaquara


09h: Mesa “Experiencia literaria brincante” e lançamento do livro “Pedagogia das Essencialidades”. Duração: 1h.


Um território de encontro entre memória e criação, corpo e território, infância e maturidade guiado pela narrativa visual da pesquisa de Mestre Roquinho, registrado no seu livro "Brincar: Pedagogia das Essencialidades".


10h: Oficina de Brincadeiras Tradicionais, Encontro Intergeracional Condução: Mestre Roquinho (Roque Antônio Juaquim). Duração: 2h30| Faixa etária: crianças, jovens e adultos a partir de 7 anos, educadores, professores e demais interessados


Nesta oficina-vivência, Mestre Roquinho, educador popular e mestre do brincar, conduz um encontro entre gerações a partir da experimentação vivencial da proposta do livro “Brincar: Pedagogia das Essencialidades” e da experiência poética e lúdica do “Auto de Barquinhos da Natureza”.


28 de junho - Silo Cultural


14h30: Histórias que a Terra conta. Performance de Contação de Histórias com Ana Carolina Silva


Performance de narração de histórias conduzida por Ana Carolina Silva, inspirada nos contos, causos, assombrações e lendas populares que atravessam os caminhos, praias, matas e comunidades tradicionais de Paraty.


15h: Mesa: “Palavra Ancestral: Literatura, Território e Resistência na Voz de Dona Benedita” - Lançamento do Livro “Amor de Madalena", seu primeiro romance; e Relançamento do livro infantil “O gato da madame malandro e fingido”. Convidada: Dona Benedita Martins. Mediação: Claudia Ribeiro. Duração: 1h. Classificação indicativa: Livre


Nesta mesa especial, celebramos o lançamento do livro "Amor de Madalena", novo título da escritora, compositora e mestra popular Dona Benedita Martins, 84 anos, mulher negra, paratiense, nascida no Quilombo do Guiti, que carrega em seu corpo e voz os caminhos da oralidade, da resistência e da criação.


16h: Encerramento: Ciranda Nova Esperança


Para celebrar o encerramento do Histórias de Todas as Luas, o Grupo de Ciranda Nova Esperança convida o público a entrar na roda e vivenciar a força viva da cultura caiçara de Paraty. Fundado por Mestre Vicente Luzia, referência na preservação da ciranda tradicional paratiense, o grupo reúne músicos caiçaras que carregam em suas vozes, instrumentos e memórias os saberes transmitidos entre gerações. Ao som de pandeiros, timba, violas, cavaquinhos, violões e bandolim, a roda se transforma em um espaço de encontro, celebração e pertencimento.


Serviço


Histórias de Todas as Luas – I Encontro de Contadores de Histórias e Mediadores da Palavra de Paraty


Dias e horários: De 25 a 28 de junho de 2026, a partir das 9h. Programação completa acima.


Endereços:


Arandu - Tempo das Infâncias, Jabaquara: Estrada do Coriscão, 1337 B (bairro próximo à Estrada Paraty-Cunha)


Casa Criativa: Avenida Jabaquara, 921, Jabaquara


Casa Poéticas Negras: Rua Sybel dos Santos Barros, 256, casa 4 (Lote 32r), bairro Vila Dom Pedro, Paraty


Cinema da Praça: Rua Marechal Deodoro, 165 - Centro Histórico, Paraty - RJ.


Galpão Social do Taquari: Br 101 km 543 - Rodovia Mario Covas - Vila da Penha Taquari


Sesc Santa Rita / Sala Cinema: Rua Dona Geralda, 320 - Centro Histórico, em frente ao Largo Santa Rita, em Paraty


Silo Cultural: Rua Sybel dos Santos Barros, 292. Loteamento Dom Pedro I (Lote 30, Rua D)


Ingressos: gratuitos


Classificação etária: livre

30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com