18 de junho de 2026

Pequena África recebe o Festival Machado de Assis

A literatura de Machado de Assis ganha as ruas, os palcos e os espaços de reflexão do centro do Rio de Janeiro em uma grande celebração da obra e do legado do maior escritor brasileiro e um dos principais nomes da literatura em língua portuguesa na data que marca os 187 anos de seu nascimento. 


No dia 21 de junho de 2026, data que celebra o aniversário de Machado de Assis, o Museu de Arte do Rio (MAR), localizado na histórica região da Pequena África, recebe o Festival Machado de Assis, evento gratuito que reunirá atividades literárias, artísticas e formativas ao longo de 12 horas de programação.


A iniciativa, apresentada pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com realização da Terreiro Produções e da Academia Brasileira de Letras, aproxima diferentes gerações da produção machadiana por meio de experiências acessíveis, contemporâneas e conectadas ao território cultural carioca. A curadoria do Festival é assinada pela acadêmica Ana Maria Gonçalves e pelos artistas Felipe Oládélè, Hugo Germano e Muato.


O Festival propõe uma imersão na vida e na obra do escritor, que foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupou o lugar de primeiro presidente da instituição e ajudou a moldar a literatura brasileira. A programação combina caminhada literária pelo Centro Histórico, debates com especialistas e acadêmicos, leituras em microfone aberto, apresentações artísticas e momentos de participação do público, reafirmando a atualidade de Machado de Assis e sua capacidade de dialogar com questões contemporâneas.


“Em seus livros, Machado de Assis sempre falou muito bem da cidade. Então, é extremamente importante a gente fazer esse festival no MAR, com uma programação que engloba espaços instagramáveis, quiz literário, shows, mesas com os acadêmicos e encerramento com Baile Charme, numa tentativa de trazer suas obras mais para perto do público, apresentando-o para novas gerações, para que possam entender o quão atual ainda é esse grande escritor”, pontua Ana Maria Gonçalves. 


As atividades começam às 9h, com a Caminhada com o Conto “Noite de Almirante”, de Machado de Assis, percurso guiado por locais importantes para a história e relacionados à trajetória do escritor e à memória cultural da cidade. Ao longo do dia, o público poderá acompanhar apresentações musicais, intervenções artísticas e encontros dedicados à reflexão sobre a permanência da obra machadiana no cenário literário nacional e internacional.


Haverá ainda no espaço a Ocupação Capitu, que convida o público a mergulhar em uma ambientação inspirada no século XIX, com uma cenografia composta por móveis e elementos de época que recriam o universo presente na obra de Machado de Assis. Como parte da experiência, os visitantes poderão participar de uma ativação fotográfica exclusiva, utilizando o filtro especial “Olhos de Ressaca”, inspirado na icônica descrição de Capitu. 


Ao final da interação, cada participante receberá sua fotografia personalizada, transformando a visita em uma lembrança única e afetiva para levar para casa, conectando literatura, memória e tecnologia em uma experiência imersiva e contemporânea.


Rodas de conversa


Um dos destaques da programação será o ciclo de Mesas de Debate e Reflexão, realizado entre 14h e 16h no térreo do MAR. A primeira mesa será “Machado de Assis: raça e personagens em eterno debate”, com o professor e pesquisador Eduardo de Assis Duarte. O encontro discutirá aspectos centrais da produção machadiana, sua sofisticação literária e sua relevância para a compreensão da sociedade brasileira.


Ana Maria Machado destaca que toda grande cidade constrói uma relação profunda com seus escritores mais emblemáticos. Nesse sentido, reforça a importância de fortalecer os vínculos entre o Rio de Janeiro e Machado de Assis, fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, cuja obra está intimamente ligada à história, à cultura e à identidade da capital fluminense.


Na sequência, a mesa “Mulheres e Machado” promoverá um diálogo entre as acadêmicas Rosiska Darcy de Oliveira, Ana Maria Machado e Lilia Schwarcz. A conversa abordará diferentes interpretações da obra do autor, com foco em temas como raça, poder, subjetividade, política, desejo e crítica social, evidenciando a força e a atualidade de seus textos.


A partir das 16h30, o festival abre espaço para a participação coletiva com a atividade Microfone Aberto, concebida como um encontro entre leitura, performance e escuta. Durante duas horas, artistas e público serão convidados a compartilhar experiências a partir da palavra de Machado de Assis. 


Show de encerramento


Encerrando o Festival Machado de Assis, O Corte do Machado é um espetáculo cênico-musical que transforma a literatura em experiência sensorial, reunindo música, teatro, performance, poesia e dança em uma celebração contemporânea da obra de Machado de Assis. 


Com direção de Felipe Oládélè, Muato e Hugo Germano, e direção musical de Muato, o espetáculo percorre temas centrais da produção machadiana, como amor, liberdade, raça, poder, desejo, ironia e crítica social, por meio das interpretações de Janamô, Marcos Sacramento, Natasha Félix e João Vitor Nascimento, acompanhados por uma banda formada por Gabriel Marinho, Rodrigo Ferreira, Márcio Sorriso e Pedro Carneiro.


Ao longo da apresentação, canções, performances e leituras poéticas dão novas formas e vozes às narrativas de Machado de Assis, estabelecendo um diálogo com o Brasil contemporâneo. Ao final, o espetáculo se transforma em uma grande celebração coletiva com um Baile Charme, conduzido pelo dançarino Marcus Azevedo e pelo DJ Bob Reis, encerrando a programação em clima de encontro, arte e convivência.


Idealizado pela escritora e imortal Ana Maria Gonçalves, o Festival Machado de Assis tem realização da Academia Brasileira de Letras (ABL) e da Terreiro Produções, com apoio da Fundação Itaú e do Museu de Arte do Rio e patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. 


Ao transformar a literatura em experiência coletiva e ocupar um dos espaços culturais mais importantes da cidade, o Festival Machado de Assis reafirma a importância do escritor para a cultura brasileira e convida o público a redescobrir sua obra sob novos olhares, fortalecendo o diálogo entre patrimônio, educação, arte e cidadania.


Sobre Ana Maria Gonçalves


Escritora, roteirista, dramaturga e professora de escrita criativa. Formada em Publicidade, atuou na área até 2001, quando passou a se dedicar à escrita. No ano seguinte, estreou na literatura com Ao Lado e à Margem do que Sentes por Mim. Em 2006, publicou Um Defeito de Cor, vencedor do Prêmio Casa de las Américas (Cuba, 2007) e eleito um dos principais livros para se entender o Brasil. Este segundo livro também foi tema de uma exposição com o mesmo título, considerada a melhor exposição de 2022, e do samba-enredo da Portela no Carnaval de 2024. Foi escritora residente em universidades dos EUA e integrou antologias nas Américas e na Europa. No exterior, também ministrou cursos e palestras sobre questões raciais. Primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras, ocupa a cadeira 33.


Ficha Técnica


Apresentado por: Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro


Realização: Terreiro Produções e Academia Brasileira de Letras (ABL)


Concepção: Ana Maria Gonçalves


Direção Artística e Curadoria: Ana Maria Gonçalves


Curadoria Artística: MUATO, Felipe Oládélè e Hugo Germano


Produção Executiva: Terreiro Produções — Clecinara Miguel, Marcela Coutinho e Isabela Castro


Produção Artística: MUATO, Felipe Oládélè e Hugo Germano


Gerência de Projetos: Janaina Oliveira ReFem


Assessoria de Imprensa: Alessandra Costa


Direção de Arte e Design: Rei Marques


Gestão de Redes Sociais e Conteúdo Digital: Aprimore Produções — Janaina de Melo


Serviço


Festival Machado de Assis


Data: 21 de junho de 2026


Horário: 9h às 21h (programação ao longo do dia)


Local: Museu de Arte do Rio – Região da Pequena África, Centro do Rio de Janeiro


Entrada: Gratuita


Realização: Terreiro Produções e Academia Brasileira de Letras


Apresentação: Prefeitura da Cidade do Rio e Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro

30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com