15 de março de 2024

Exposição Tecido Urbano resgata imaginário cultural dos subúrbios e periferias do Rio

Com materiais variados, como panos, bandeiras, linhas, armação de pipa, telas e papéis, 19 artistas independentes apresentam obras que dialogam com a formação dos espaços urbanos e das relações que se estabelecem com seus habitantes. Em cartaz no Sesc São João de Meriti, a mostra coletiva Tecido Urbano tem curadoria de Raimundo Rodriguez, expografia da Pano Sticker e produção da Cria Arte em Movimento.



Até o dia 26 de maio o público poderá conferir desenhos, pinturas, gravuras, colagens, esculturas e instalações que têm como suporte eco-bandeiras confeccionadas a partir da reutilização de garrafas pet. “Os trabalhos apresentam possibilidades de experimentação do espaço expositivo e de refiguração da paisagem urbana, sempre íntima e estranha, cenários em processo contínuo de transformação”, explica o curador Raimundo Rodriguez.


Os artistas selecionados para a mostra vêm de várias partes do Rio de Janeiro e Baixada, fazendo um recorte plural das artes no estado. Na mostra, eles unem suas pesquisas e experiências a fim de imaginar o tecido urbano a partir da soma de experiências individuais e coletivas, numa multiplicidade de expressões que tem como proposta tornar os espaços mais habitáveis, estabelecer novos vínculos entre seres vivos e as condições do ambiente onde estão inseridos. “A diversidade produzida na periferia gera uma riqueza enorme de possibilidades criativas. Muito além do que se convencionou chamar de arte periférica”, conclui Raimundo.


Sobre o curador – Artista visual, diretor de arte e animador cultural, Raimundo Rodriguez nasceu em Santa Quitéria, no Ceará, em 1963, e, desde 1969, mora no Rio de Janeiro. Seus trabalhos estão em importantes coleções no Brasil e no mundo. É um dos fundadores do Imaginário Periférico, grupo que atua na pesquisa artística no contexto sociocultural contemporâneo. Foi o idealizador de galerias como O Espaço Imaginário, Caza Arte Contemporânea e T.R.I.P.L.E.X, todas no Rio de Janeiro. Assinou projetos especiais de artes na TV Globo, em parceria com o diretor Luiz Fernando Carvalho, como nas minisséries “Hoje é Dia de Maria”, “A Pedra do Reino”, “Capitu”, “Meu Pedacinho de Chão” e “Velho Chico”.


Serviço – Tecido Urbano

  • Local: Sesc São João de Meriti – Av. Automóvel Clube, 66 – Centro
  • Visitação: Até 26 de maio. De terça a sábado, das 9h às 17h
  • Entrada gratuita
  • Classificação: Livre

 

 

23 de maio de 2026
A artista Carol Ambrósio apresenta a exposição individual Jardim, no Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, com curadoria de Gabriela Davies. Reunindo obras recentes inéditas, a mostra apresenta esculturas, assemblages e trabalhos bidimensionais construídos a partir da coleta, destruição e recomposição de cerâmicas, porcelanas, toalhas de mesa e utensílios domésticos. Ao reorganizar esses elementos em estruturas instáveis, frágeis e ao mesmo tempo resistentes, Carol transforma o universo doméstico em um campo de reflexão sobre as construções sociais do feminino, seus códigos de comportamento e suas possibilidades de ruptura. A exposição parte de um repertório íntimo ligado ao antiquário de sua família, ambiente no qual a artista conviveu desde a infância com objetos carregados de memória, acúmulos e narrativas. Em Jardim, esse imaginário reaparece em figuras fragmentadas, paisagens interrompidas, totens cerâmicos e composições híbridas que parecem oscilar entre ornamentação e colapso. Em muitas obras, figuras femininas aparecem fundidas a objetos decorativos, vasos e flores, numa investigação crítica sobre os lugares historicamente atribuídos às mulheres no espaço doméstico e social. São trabalhos que evocam comportamentos associados à mulher, ressignificados em construções marcadas por deslocamento, ironia e resistência. SERVIÇO: “Jardim”, de Carol Ambrósio Curadoria: Gabriela Davies Abertura: 27 de maio de 2026 Local: Centro Cultural Correios Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro – Rio de Janeiro Entrada gratuita | classificação livre
23 de maio de 2026
O escândalo é só o começo. Um jogador no auge da carreira, milionário, idolatrado, decide sabotar a própria trajetória. Ele quer ser punido. Para contar a sua versão da história, convoca uma jornalista que cobre guerras — alguém acostumada a lidar com situações-limite. Com texto de Luiz Eduardo Soares e direção de Marcus Faustini, o espetáculo “Assim na terra como no céu”, que encerra temporada, neste domingo (24/05), no Teatro Ipanema, começa como uma entrevista exclusiva, vendida como “bombástica”, e se transforma em um duelo intenso sobre culpa, poder, verdade e sobrevivência. Não é sobre futebol. É sobre o nosso tempo. Serão 20 sessões gratuitas ao longo da temporada, às quintas e sextas, às 20h, aos sábados, às 17h e 20h e, aos domingos, às 19h. Serviço: Assim na terra como no céu Temporada: de 30 de abril a 24 de maio de 2026 Dias e horários: quintas e sextas, às 20h, sábados, às 17h e 20h e domingos, às 19h. Teatro Ipanema: Rua Prudente de Morais, 824 - Ipanema, Rio de Janeiro Ingressos: gratuitos, com retirada na bilheteria Duração: 1h15 Lotação: 192 lugares Classificação: 14 anos