20 de outubro de 2025

Adaptação de livro infantil de Walcyr Carrasco, “Meus 2 Pais” fará novas apresentações no Teatro Municipal Ziembinski

Com direção de Cesar Augusto, a peça encerra trilogia sobre paternidade

realizada pelo ator Pedro Monteiro, que vive o protagonista Naldo

O espetáculo foi construído a partir da linguagem dos jogos eletrônicos, com

participações em vídeo de Kelzy Ecard, Claudio Lins, Betina Viany, Rodrigo

França, Gabriela Estevão e Tamires Nascimento


 

Não é de hoje que o conceito de família se expandiu, se diversificou, e suas múltiplas

configurações estão presentes e felizes na sociedade. Mas quem foge do modelo

considerado tradicional sempre encontra alguns (ou muitos) desafios. O autor e

novelista Walcyr Carrasco escreveu o livro “Meus 2 Pais” para falar desses desafios e

mostrar para crianças a importância de aceitar as diferenças. A obra ganhou adaptação

integral para os palcos, em espetáculo realizado pelo ator Pedro Monteiro, com

direção de Cesar Augusto. A bem-sucedida montagem está de volta para novas

apresentações no Teatro Municipal Ziembinski nos dias 25 e 26 de outubro. A peça

foi selecionada pelo edital Fluxos Fluminenses, da Secretaria de Estado de Cultura e

Economia Criativa (SECEC) do Rio de Janeiro, através da Política Nacional Aldir Blanc.

 

O espetáculo conta a história de Naldo, menino de 9 anos, que tem que lidar com a

separação dos pais. Quando a mãe precisa se mudar de cidade, ele passa a morar com

o pai e seu amigo, Celso. Não demora muito, o garoto começa a sofrer bullying na

escola e descobre que o pai é gay. Será que ele vai aceitar sua nova família? O projeto

começou a ser desenvolvido antes da pandemia, quando o ator Pedro Monteiro, que

vive o protagonista, leu o livro de Walcyr Carrasco e logo imaginou colocar esta

história em cena. A peça, que estreou em 2023, encerra sua trilogia sobre paternidade,

iniciada com o drama “Pão e Circo” (2021) e seguida pela comédia “Pai ilegal” (2022).

“Assim que li o livro de Walcyr Carrasco me emocionei e pensei em uma adaptação

para os palcos. Eu me interessei não só pela questão principal, que é a de como um

garoto lida com a descoberta de um pai gay, mas também pelos temas paralelos:

bullying na escola, a diversidade em ambientes familiares, a influência dos amigos e os

conflitos internos de uma criança”, explica Pedro Monteiro.

Pedro Monteiro estará sozinho no palco, mas contracenará com os atores Kelzy Ecard,

Claudio Lins, Betina Viany, Rodrigo França, Gabriela Estevão e Tamires Nascimento,

que aparecem em cenas virtuais. O espetáculo é dinâmico e foi todo foi construído


como uma partida de videogame, em cenário criado por Beli Araújo, figurinos de

Marcelo Olinto, trilha sonora original de André Poyart e iluminação de Ana Luzia de

Simoni.

“Nosso espetáculo usa a linguagem dos jogos eletrônicos para simular a cabeça criativa

de uma criança”, explica o diretor Cesar Augusto. “Queremos tratar de um tema

importante de maneira saborosa, com abstrações, onomatopeias e sensibilidade.

Afinal, teatro também é jogar com a plateia”, completa.

Sobre Cesar Augusto


Cesar Augusto é membro fundador da Cia dos Atores, um dos mais renomados grupos

de teatro do Brasil, no qual tem trabalhado há 35 anos como ator, diretor e,

eventualmente, cenógrafo. Foi diretor artístico da ocupação CÂMBIO, nos teatros

Gláucio Gill e Café Pequeno, ambas indicadas ao Prêmio APTR. Também esteve à

frente, como curador de artes cênicas, do Instituto Galpão Gamboa. Com a Cia dos

Atores, dirigiu e atuou em dezenas de espetáculos, entre eles “Melodrama”,

“Ensaio.Hamlet”, “Insetos” e “Conselho de Classe” e “Julius Caesar – Vidas Paralelas”.

Como diretor, conduziu dezenas de produções teatrais e shows. Dirigiu “A Tropa”, com

Otávio Augusto, e “Cerca Viva”, texto de Rafael Souza-Ribeiro. Em 2016, recebeu o

prêmio APTR, categoria Especial, pela multiplicidade de ações artísticas.



SERVIÇO:

 

“Meus 2 pais”

 

Apresentações:25 e 26 de outubro

Teatro Municipal Ziembinski: Av. Heitor Beltrão, s/nº, Rio de Janeiro.

Dias e horários: sábados e domingos, às 16h

Ingresso: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Lotação: 130 pessoas

Telefone: 21 3234 2003

Vendas de ingressos:

https://ingressosriocultura.com.br/riocultura/events/48478?sessionView=LI

ST



23 de maio de 2026
A artista Carol Ambrósio apresenta a exposição individual Jardim, no Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, com curadoria de Gabriela Davies. Reunindo obras recentes inéditas, a mostra apresenta esculturas, assemblages e trabalhos bidimensionais construídos a partir da coleta, destruição e recomposição de cerâmicas, porcelanas, toalhas de mesa e utensílios domésticos. Ao reorganizar esses elementos em estruturas instáveis, frágeis e ao mesmo tempo resistentes, Carol transforma o universo doméstico em um campo de reflexão sobre as construções sociais do feminino, seus códigos de comportamento e suas possibilidades de ruptura. A exposição parte de um repertório íntimo ligado ao antiquário de sua família, ambiente no qual a artista conviveu desde a infância com objetos carregados de memória, acúmulos e narrativas. Em Jardim, esse imaginário reaparece em figuras fragmentadas, paisagens interrompidas, totens cerâmicos e composições híbridas que parecem oscilar entre ornamentação e colapso. Em muitas obras, figuras femininas aparecem fundidas a objetos decorativos, vasos e flores, numa investigação crítica sobre os lugares historicamente atribuídos às mulheres no espaço doméstico e social. São trabalhos que evocam comportamentos associados à mulher, ressignificados em construções marcadas por deslocamento, ironia e resistência. SERVIÇO: “Jardim”, de Carol Ambrósio Curadoria: Gabriela Davies Abertura: 27 de maio de 2026 Local: Centro Cultural Correios Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro – Rio de Janeiro Entrada gratuita | classificação livre
23 de maio de 2026
O escândalo é só o começo. Um jogador no auge da carreira, milionário, idolatrado, decide sabotar a própria trajetória. Ele quer ser punido. Para contar a sua versão da história, convoca uma jornalista que cobre guerras — alguém acostumada a lidar com situações-limite. Com texto de Luiz Eduardo Soares e direção de Marcus Faustini, o espetáculo “Assim na terra como no céu”, que encerra temporada, neste domingo (24/05), no Teatro Ipanema, começa como uma entrevista exclusiva, vendida como “bombástica”, e se transforma em um duelo intenso sobre culpa, poder, verdade e sobrevivência. Não é sobre futebol. É sobre o nosso tempo. Serão 20 sessões gratuitas ao longo da temporada, às quintas e sextas, às 20h, aos sábados, às 17h e 20h e, aos domingos, às 19h. Serviço: Assim na terra como no céu Temporada: de 30 de abril a 24 de maio de 2026 Dias e horários: quintas e sextas, às 20h, sábados, às 17h e 20h e domingos, às 19h. Teatro Ipanema: Rua Prudente de Morais, 824 - Ipanema, Rio de Janeiro Ingressos: gratuitos, com retirada na bilheteria Duração: 1h15 Lotação: 192 lugares Classificação: 14 anos