12 de maio de 2026

Victor Biglione completa 50 anos de carreira com exposição inédita e gratuita

O homem por trás das seis cordas com mais participações na história da MPB, Victor Biglione festeja seus 50 anos de estrada pelo mundo com uma exposição com cerca de 150 pôsteres, artes plásticas, vídeos e objetos de memorabilia do lendário guitarrista, arranjador e compositor.


“Victor Biglione - Seis Cordas para as Estrelas” será inaugurada no dia 15 de maio, sexta-feira, às 19h, na Casa Tao, na Lapa, em um projeto inédito com curadoria do Centro Cultural Hélio Oiticica, e ficará aberta para visitação até 17 de julho, de segunda a sábado, das 12h às 19h.

 

Por meio de um vasto e exclusivo acervo, o público terá a oportunidade de fazer uma imersão no universo do artista, do menino que chegou da Argentina ao Brasil como foragido político em 1964 ao guitarrista com a maior contribuição em gravações e shows na música brasileira, segundo o Instituto Cultural Cravo Albin, em livro de Euclides Amaral, com lançamento da versão colorida durante a estreia do evento. 

 

- Victor Biglione, segundo pesquisa de seu biógrafo Euclides Amaral, atuou em mais de 1.170 fonogramas e diversos concertos com mais de 300 nomes da MPB, tornando-se o guitarrista com a maior atuação em gravações e shows da história da música brasileira – destaca Ricardo Cravo Albin, musicólogo e presidente do Instituto Cultural Cravo Albin.

 

São 30 trilhas para o Cinema, diversos prêmios - como dois Grammys e dois Kikitos - e mais de 55 excursões internacionais por cerca de 25 países, passando pelos principais festivais de jazz e rock e casas noturnas pelo mundo. Tocou e gravou com grandes nomes do rock e jazz mundial, como Manhattan Transfer (com quem conquistou o Grammy Internacional de 1988), Lee Konitz (parceiro de Miles Davis), Andy Summers (The Police, com dois álbuns em parceria), Stanley Jordan, Steve Hackett (Genesis), John Patitucci, Bob Moses, Jerry Hey, entre muitos outros.

 

Os visitantes também poderão ver, entre os 25 prêmios conquistados ao longo da carreira, seis conquistas relacionadas às suas trilhas para o Cinema, com 11 indicações (incluindo dois “Kikitos”). Há ainda fotos ao lado dos artistas com quem trabalhou nessas décadas de participação na cultura brasileira — uma verdadeira viagem através do tempo. Biglione tem mais de 35 álbuns solo, incluindo parcerias com Wagner Tiso, Cássia Eller, Marcos Valle, Marcos Ariel, Jane Duboc, Andy Summers e Zé Renato. Fez parte de importantes grupos brasileiros, como A Cor do Som e Som Imaginário. O músico também conquistou um Grammy Latino com Milton Nascimento, em 2000, com o álbum “Crooner”, e foi finalista com “Mercosul” no Grammy Latino de 2016.

 

O duelo com Gal que ganhou o mundo 

 

Entre os vídeos exibidos está o icônico duelo guitarra e voz com Gal Costa, eternizado em registros históricos que se tornaram virais na internet. Na sessão de memorabilia, estão as guitarras e violões utilizados pelo artista, como no álbum de blues com Cássia Eller, Andy Summers e Roberto Carlos, entre outros.

 

- É o momento de festejar! São 50 anos de uma luta maravilhosa. E esta exposição representa a etapa mais importante e emocionante da minha carreira – revela o homenageado.

 

Serviço:


Exposição comemorativa “Victor Biglione - Seis Cordas para as Estrelas”

Abertura: dia 15 de maio, sexta-feira, às 19h

Temporada: até 17 de julho, de segunda a sábado, das 12h às 19h 

Local: Casa Tao Brasil - Rua Joaquim Silva, 77, Lapa, Rio de Janeiro – RJ 

Entrada: gratuita 




30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com