13 de maio de 2026

“A serpente” de Nelson Rodrigues, estreia no Rio sob olhar feminino

“A serpente”, de Nelson Rodrigues, ganha os palcos da Sede Cia dos Atores, Lapa (RJ), em temporada que vai de 20 de maio a 10 de junho com sessões às quartas-feiras às 20h. Protagonizada, e dirigida, por Anna Helena Madruga a história tem como fio condutor duas irmãs que por amor, uma pela outra, tomam uma decisão desastrosa.


 


“A ideia surgiu de mostrar o lado feminino da história. Com o foco na história das irmãs e não na rivalidade”, diz Anna.


 


Sinopse: Rio de janeiro (1978), duas irmãs moram com seus maridos no mesmo apartamento. Para impedir uma tragédia, uma delas toma uma decisão que muda para sempre seus destinos.


 


A obra, que tem 48 anos, traz temas bem atuais, e importantes, para serem debatidos no palco.


 


“Nela é falado sobre machismo, feminicídio, homofobia que infelizmente são fatos atemporais. Nelson sempre foi atemporal. Felizmente para a crítica e infelizmente por ainda sofrermos isso como sociedade em 2026”, ressalta a diretora.


 


Além de Anna, no palco os atores Carol Mattos, Deco Almeida, Lucas Garbois e Gabriel Barreto completam o elenco.


 


“Quero trazer esse olhar feminino, tirando a história desse ponto de vista da rivalidade e contando o do amor entre duas irmãs que fazem de tudo para não perder uma à outra”, conta a atriz. “‘A serpente’ pra mim é a realização de um sonho. Primeiro porque sou uma grande fã de Nelson Rodrigues, segundo, de poder dar um olhar feminino ao enredo desses personagens, que por serem personagens dele, tem camadas absurdas, acabando fazendo tudo que o ser humano pensa, mas não tem coragem de fazer. Onde o amor, a perversão e a morte andam de mãos dadas sem medo de testar até onde esse fio tênue entre cada um, é capaz de aguentar. Onde não se trata de rivalidade entre irmãs, mas sim sobre a história de amor entre elas. A dependência emocional uma da outra. O amor mais profundo do mundo que não se denomina apenas em uma palavra, não é apenas fraterno, mas sim monstruosamente perverso e incondicional ao mesmo tempo, que em um segundo pode sair dos trilhos e colocar tudo a perder. Carol, Lucas, Gabriel e Deco são atores que chegam nesse "buraco profundo" de maneira incrível. Nelson não tem medo de enfiar o dedo na ferida do público. E eu acredito nesse tipo de teatro. Onde em algum momento algo incomoda muito o público por mera identificação velada e profunda”, completa.


 


Esse é o primeiro trabalho de Anna como diretora e protagonista. A atriz de 38 anos, nascida em Uruguaiana (RS), mora no Rio de Janeiro há 13 anos, e vê nesse projeto o início de muitos outros que virão.


 


“Eu me joguei em algo que jamais havia feito, mas sabendo que estava rodeada de pessoas que podiam me resgatar caso eu estivesse me afogando (rs) como algumas vezes já aconteceu. Estar em cena e dirigir não é fácil, mas é muito prazeroso no sentido de ter os dois pontos de vista ao mesmo tempo. Mas também não enfrento como uma responsabilidade que dá medo e sim como uma seríssima experiência. A princípio eu não ia dirigir, mas às coisas acabaram tomando esse rumo por vários motivos e cá estou. No teatro ninguém trabalha sozinha, mesmo apenas dirigindo você sempre tem os atores que propõe e criam muito, assistência de direção, que no meu caso é a competentíssima atriz e profissional Bels Ferrari, que foi minha aluna, virou amiga e trabalhou vários semestres como assistente de direção nas minhas turmas de interpretação na CAL, onde leciono. E claro, tem meu marido, Gabriel Barreto, que está em cena, mas é um diretor excelente, formado e pós graduado em direção teatral e audiovisual, que também me ajuda demais e foi fundamental na idealização desse projeto, como se vários outros na minha carreira. Na verdade, ele é o grande idealizador de “A serpente”, junto com minha mãe, Jaciara Ritter, sem ela, NADA seria possível. Vida muito longa “A Serpente”. Evoé!”, completa.


 


Os ingressos estão à venda pelo https://www.sympla.com.br/evento/a-serpente---sede-cia-dos-atores/341951


 


Instagram oficial https://www.instagram.com/aserpenteteatro/


 


A Serpente


Local: Sede Cia dos Atores na Lapa


Temporada: 20 de maio a 10 de junho


Dias: Quartas-feiras


Ingresso: 50 reais (inteira), 25 reais (meia)


Classificação 16 anos


Gênero: Drama


Duração: 1h e 15 min


Venda: https://www.sympla.com.br/evento/a-serpente---sede-cia-dos-atores/341951

13 de maio de 2026
Niterói recebe, entre os dias 15 e 17 de maio, o IV Encontro de Corais, na Sala Nelson Pereira dos Santos, no Reserva Cultural. Com entrada gratuita, o evento vai reunir grupos de diferentes municípios do estado em três dias de apresentações abertas ao público, celebrando a música coral, a convivência e a valorização da cultura. O encontro tem apoio da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa Idosa e da Fundação de Arte de Niterói (FAN). Participam do evento corais de Niterói, Rio de Janeiro, Araruama e Nova Friburgo. Entre os destaques da programação está o Coral Avós do Canto, de Niterói, que se apresenta nos três dias do encontro e representa o trabalho desenvolvido pela cidade na promoção do envelhecimento ativo e da inclusão cultural da população idosa. A programação começa na sexta-feira (15), às 19h, com apresentações do Coral Avós do Canto, Coral do IBGE, Encanto Coral, Madrigal Júlia Cortines, Coral dos Associados da AMBEP, Amantes da Música e Outono Feliz. No sábado (16), às 18h, sobem ao palco o Coral Avós do Canto, Coral da Associação Bosque Marapendi, Coral Riviera Dei Fiori, Madrigal da Ilha do Governador, Paradox Coral, Coral da ETE Henrique Lage e Coral da ATAERJ. Encerrando o evento, no domingo (17), às 16h, se apresentam o Coral Avós do Canto, Coral M&C, Coro Canto da Paz, Coral Moisés Kawa, Coral do Museu da República, Belo Canto e Oficina Coral da UFF. A entrada é gratuita, e os ingressos serão liberados 30 minutos antes do início de cada apresentação, sujeitos à lotação da sala. Serviço – IV Encontro de Corais de Niterói 15/05 (sexta-feira), às 19h Local: Sala Nelson Pereira dos Santos 16/05 (sábado), às 18h Local: Sala Nelson Pereira dos Santos 17/05 (domingo), às 16h Local: Sala Nelson Pereira dos Santos
13 de maio de 2026
Inspirado na vida e na obra de Abdias Nascimento (1914-2011), projeto articula a a memória e a produção intelectual negra a temas contemporâneos A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, entre os dias 20 de maio e 25 de junho, o ciclo de leituras e debates Pensando o Mundo Negro, inspirado na vida e na obra de Abdias Nascimento (1914-2011). Ao longo de seis encontros semanais gratuitos, o projeto articula a memória e a produção intelectual negra a temas contemporâneos como educação, política, artes visuais, teatro, poesia e panafricanismo. Os encontros partem da leitura de trechos de obras fundamentais de Abdias Nascimento e de autores e autoras que dialogam com o seu pensamento, promovendo um espaço de escuta, reflexão e atualização desses saberes. Cada dia será dedicado a um eixo temático e contará com mediação especializada, convidados e tradução em Libras. Ao final das exposições, o público poderá participar de um debate aberto. Haverá ainda sorteio de livros e emissão de certificados aos participantes. SERVIÇO: Pensando o Mundo Negro - Ciclo de leituras e debates Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro - Unidade Passeio (Rua do Passeio, 38, Centro) Datas: Dias 20/05, 27/05, 03/06, 10/06 e 17/06 (quartas-feiras); e dia 25/06 (quinta-feira) Horário: Das 17h às 19h30 Inscrições gratuitas: Por este link Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos Informações: (21) 3083-3610 | site da CAIXA Cultural| caixaculturalrj