10 de janeiro de 2025

“Rio de Corpo e Alma”, exposição inédita comemora os 460 anos do Rio de Janeiro

Repensar e refletir o Rio de Janeiro pelo olhar plural de diversos artistas. Essa é a principal proposta da exposição “RIO DE CORPO E ALMA”, que abre suas portas no casarão de exposições temporárias do Museu Histórico da Cidade, na Gávea, dia 19 de janeiro, um dia antes do aniversário de São Sebastião, padroeiro da cidade. Sob a curadoria de Isabel Portella, os artistas foram convidados a apresentar uma obra inspirada a partir de um seleto acervo da reserva técnica do museu, trazendo um diálogo entre o passado e o presente da cidade maravilhosa através de diferentes linguagens.


Realizado pela Fava Comunicação & Arte com produção da BelOlhar, o projeto, contemplado pelo edital Pró-Carioca, programa de fomento à cultura carioca, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura, foi criado com o objetivo de enaltecer as belezas, a cultura e o estilo de vida da capital fluminense em meio às comemorações dos 460 anos de sua fundação, comemorados em 01 de março de 2025.


“Tivemos essa oportunidade maravilhosa de realizar um projeto que resgata um Rio de Janeiro poético e celebrativo de uma forma alegre, sem ser nostálgico. Queremos trazer esse clima de festa e celebração com um olhar atualizado e contemporâneo sobre essa cidade tão amada – em seus 460 anos”, comenta a produtora executiva do projeto, Fabiana Gabriel.


Ao todo, a exposição reúne o trabalho de dez artistas contemporâneos, diversos e multidisciplinares, que foram instigados a repensar o traçado, a beleza, natural ou construída do Rio de Janeiro para apresentar um novo/outro olhar contemporâneo para a cidade. “Nem todos são cariocas. Alguns vêm de outros estados, mas adotaram o Rio como casa. Nosso objetivo foi trazer uma visão diversificada e plural da cidade, seja pela origem, percepção, posicionamento ou linguagem artística”, explica Bel Tinoco, coordenadora geral do evento.


O ponto de partida foi o acervo do próprio Museu Histórico da Cidade, que representa um importante registro do desenvolvimento urbanístico, político e social do Rio de Janeiro. Com cerca de 24.000 bens culturais, a coleção (sempre em expansão) conta com mobiliário, numismática, armaria, escultura, pintura, joalheria, gravura, fotografia, porcelana, cristais, mapas e projetos paisagísticos e arquitetônicos, entre outros itens, pertencentes aos Prefeitos da Cidade, como, Pereira Passos, Pedro Ernesto, Carlos Sampaio e César Maia. “Com Rio de Corpo e Alma, celebramos os 460 anos do Rio de Janeiro ao conectar passado, presente e futuro. A exposição reflete a essência do Museu Histórico da Cidade: um espaço vivo, em constante transformação, que abraça a pluralidade de olhares e narrativas para reinterpretar a história e o futuro da nossa cidade.”, diz Gisele Nery, diretora do museu.


Cada artista escolheu uma ou mais peças da reserva técnica do museu para criar uma (s) obra (s) em diálogo com a original. O resultado são esculturas, fotografias, pinturas, instalações e performances, que trazem uma reflexão coletiva sobre a história da cidade, sua configuração de metrópole contemporânea e as transformações pelas quais vem passando ao longo desses anos.


“Eu tenho essa raiz museológica de buscar a conversa entre os objetos antigos e o contemporâneo. O maior diferencial da exposição é que o público terá a oportunidade de ver este seleto acervo da reserva técnica que deu origem às novas


obras. Além disso, é a primeira vez que o casarão abriga uma exposição contemporânea que dialoga com o acervo do museu”, frisa a curadora Isabel Portella.


Entre os trabalhos, podemos destacar o da artista Andrea Hygino, carioca do Méier, que costuma trabalhar sobre a questão da carência alimentar. A artista criou pinturas em louças em contraponto a peças do museu que fazem referências a banquetes, propondo uma reflexão do sentar-se à mesa e da fartura como uma crítica social.


Moradora do Rio há muitos anos, envolvida com o carnaval carioca, a paraense Rafa Bqueer criou para a exposição uma obra instalativa com referências amazônicas, a partir de um figurino de uma turma de Bate-bolas do acervo do museu. O carnaval dos Clóvis ou Bate-bolas (grupos tradicionais de foliões do subúrbio carioca) também serviu de inspiração para o fotógrafo carioca Andre Arruda, que traz ampliações de fotos ainda inéditas no Rio de Janeiro de sua premiada série sobre os Bate-bolas em contraponto a registros fotográficos do carnaval do Rio antigo.


Conhecida por suas expressivas pinturas que sublinham a complexidade do contexto social e da paisagem do subúrbio carioca onde mora, a artista Márcia Falcão também mergulhou em referências do carnaval carioca para apresentar a pintura intitulada “Feira de Madureira”, trazendo um retrato festivo do famoso bairro da Zona Norte do Rio, conhecido como reduto tradicional do samba.


Nascida na Guatemala, a artista plástica e professora de arte, Julie Brasil, criou sete grafites inspirados em fotografias do acervo de sete maravilhas do Rio, além de uma intervenção nas bocas dos canhões localizados em frente ao Casarão Principal do Parque da Cidade. O sergipano Zé Carlos Garcia, morador de Santa Teresa, vai trabalhar em cima de um dos ícones da cidade maravilhosa. Inspirado em fragmentos remanescentes da construção do Cristo Redentor e em fotos antigas do Corcovado antes de sua construção, ele apresenta uma escultura em madeira que ressignifica o monumento histórico frente à “falência humana”.


“A exposição nos traz a possibilidade de construir e manter esse diálogo – através do tempo – da cidade com seus habitantes. O artista tem por hábito refletir a respeito das distintas realidades que se manifestam no espaço urbano, o que influencia diretamente sua poética. Desta forma, através de um grupo tão heterogêneo de criadores, acredito que a mostra representa uma linha de pesquisa estética contemporânea que explora a percepção, a interatividade e a diversidade”, observa Portella.


A exposição conta ainda com performances, um ciclo de debates com a curadora, convidados e os artistas envolvidos, além de visitas guiadas para estudantes da Rede Pública de Ensino do Rio de Janeiro.



24 de outubro de 2026
Atividades nos dias 24 e 25/10 incluem sessões de cúpula imersivas, oficinas, contação de histórias e observação do céu A Prefeitura de Maricá preparou uma programação gratuita para toda a família neste fim de semana (24 e 25/10), no Planetário da cidade, em Itaipuaçu. A iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIM) reúne sessões de cúpula, oficinas, contação de histórias e atividades voltadas à astronomia, com atrações para diferentes faixas etárias. O espaço conta com tecnologia de projeção digital de alta definição em sua cúpula, proporcionando aos visitantes uma viagem guiada pelo sistema solar, galáxias e constelações. Durante o sábado (24/10) e o domingo (25/10), o público poderá conferir exibições sobre os planetas e a evolução estelar, além de participar de atividades práticas como as oficinas "Nebulosa na Garrafa" e "Minha Constelação", o curso de identificação do céu e a contação de história "O Sol e Os Planetas". No sábado à noite, das 17h30 às 19h30, haverá também sessão de observação do céu. “Queremos garantir que o Planetário seja um ponto de referência em lazer educativo. Cada atividade deste fim de semana foi planejada para aproximar crianças e adultos da ciência, estimulando a curiosidade e o conhecimento em família”, ressalta o presidente do ICTIM, Cláudio Gimenez. As sessões têm capacidade limitada para garantir o conforto e a segurança do público, sendo recomendada a chegada antecipada dos visitantes à unidade. Programação completa Sábado (24/10) 9h30 - Sessão de Cúpula: Preferencial 10h30 - Oficina: Nebulosa na Garrafa 11h - Sessão de Cúpula: Evolução Estelar 11h30 - Sessão de Cúpula: Ao Vivo 14h30 - Contação de História: O Sol e Os Planetas 15h - Sessão de Cúpula: Planetas 15h30 - Curso: Identificação do Céu 17h30 às 19h30 - Observação do Céu Domingo (25/10) 9h30 - Sessão de Cúpula: Preferencial 10h - Oficina: Minha Constelação 11h - Sessão de Cúpula: Planetas 11h30 - Sessão de Cúpula: Ao Vivo 14h30 - Oficina: Minha Constelação 15h30 - Sessão de Cúpula: Os Planetas 16h - Sessão de Cúpula: Ao Vivo
23 de outubro de 2026
Com obras de Vivaldi, Handel e Telemann, grupo realiza apresentações sexta e sábado, com entrada franca A expressividade das flautas doces e sua capacidade de traduzir emoções conduzem o concerto “Mestres do Barroco: A Retórica dos Afetos através das Flautas Doces”, que o Som Doce da Grota apresenta em Niterói nessa sexta-feira, 23 de outubro, às 19h, na Sociedade Fluminense de Fotografia, no Centro da cidade, e no sábado, dia 24, às 10h30, na Igreja Presbiteriana Betânia de Icaraí. As duas apresentações têm entrada gratuita. O programa convida o público a uma viagem pela música dos séculos 17 e 18, período conhecido como a “Era de Ouro” da flauta doce. O repertório reúne obras de compositores como Vivaldi, Handel, Telemann, Lully e Charpentier, explorando diferentes possibilidades sonoras do instrumento. O fio condutor é a chamada Teoria dos Afetos, associada à criação musical do período Barroco, em que melodias, ritmos e harmonias eram empregados para expressar e despertar emoções. Nas apresentações, essa relação entre música e sentimentos ganha forma por meio da sonoridade das flautas doces e do diálogo entre as vozes instrumentais. Integrante do Espaço Cultural da Grota, o Som Doce da Grota aproxima o público desse repertório histórico em um encontro entre formação musical, sensibilidade e acesso à cultura. SERVIÇO Som Doce da Grota — “Mestres do Barroco: A Retórica dos Afetos através das Flautas Doces” Sexta-feira, 23 de outubro • Horário: 19h • Local: Sociedade Fluminense de Fotografia • Endereço: Rua Dr. Celestino, 115 – Centro – Niterói Sábado, 24 de outubro • Horário: 10h30 • Local: Igreja Presbiteriana Betânia de Icaraí • Endereço: Rua Otávio Carneiro, 144 – Icaraí - Niterói Entrada gratuita nas duas apresentações.