27 de abril de 2025

Pequena Companhia de Teatro, do Maranhão, vai ocupar o CCBB RJ

Uma das maiores referências do teatro maranhense, a Pequena Companhia de Teatro chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro com uma série de atividades que documentam duas décadas de trajetória, marcada por uma obra reflexiva e comprometida com a democratização da cultura e o cuidado com o meio-ambiente. Fundado em 2005, o premiado grupo, composto pelos atores Cláudio Marconcine e Jorge Choairy, pelo encenador Marcelo Flecha e pela produtora Katia Lopes, vai ocupar o Teatro 3 do CCBB RJ, de 24 e abril a 9 de junho de 2025, com quatro espetáculos, uma mostra artística, debates e uma oficina. Todas as atrações são gratuitas. A temporada conta com patrocínio do Banco do Brasil.


 A Ocupação da Pequena Companhia de Teatro vai reunir os espetáculos “Velhos caem do céu como canivetes”, a partir da obra de Gabriel García Márquez (de 24 de abril a 5 de maio); “Pai & Filho”, a partir da obra de Franz Kafka (de 8 a 19 de maio); “Ensaio sobre a memória”, a partir da obra de Jorge Luís Borges (de 22 de maio a 2 de junho); e “Desassossego”, a partir da obra de Fernando Pessoa (de 5 a 9 de junho). Haverá debates nos dias 03, 17 e 31/05 e 07/06, após as apresentações, e sessões Inclusivas (com intérprete de libras) nos dias 27/04, 11 e 25/05 e 8/06, aos domingos, às 18h. “É uma alegria poder trazer ao CCBB Rio uma companhia com a qualidade e representatividade da Pequena Companhia de Teatro. No ano em que o Rio recebe o título de Capital Mundial do Livro, temos buscado incluir na nossa programação projetos que se relacionem de alguma forma com a literatura. Os espetáculos selecionados para essa Ocupação, adaptados ou inspirados em grandes textos da literatura mundial, vêm se juntar à nossa contribuição para incentivar a leitura e conectar ainda mais os brasileiros com a arte literária”, comenta Caroena Neves, Gerente de Conteúdo do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro.


“Estamos com uma grande expectativa porque é a primeira vez em que temos a oportunidade de apresentar, no Rio de Janeiro, o trabalho do grupo de forma tão abrangente”, comemora Marcelo Flecha. “O nosso processo de criação sempre começa com um debate sobre o tema que a gente quer levar à cena. A partir daí, iniciamos uma pesquisa em textos dramatúrgicos e literários. Esses quatro espetáculos têm dramaturgias minhas que partem de outros textos e gêneros literários. Elas nascem de um método que chamamos de transposição de gênero, que inclusive é tema de oficinas que ministramos em várias cidades brasileiras. Entre os temas tratados nessas obras, estão as relações de poder a partir do núcleo familiar, o apagamento da memória, a fé, e o exílio”, detalha o diretor.


Além dos espetáculos, o CCBB RJ apresentará a Pequena Mostra de Teatro, uma exposição que vai retratar a trajetória, pesquisa e desenvolvimento do grupo teatral maranhense, em cartaz de 01 de maio a 9 de junho, de quarta a segunda, das 9h às 20h. A mostra vai reunir imagens, diários, iluminações, ilustrações e catálogos, que destacam o conceito de artesania e o compromisso com o teatro de grupo; as tecnologias desenvolvidas para reduzir os impactos ambientais; a construção de uma pesquisa de linguagem focada na dramaturgia do ator; e a visão do teatro como um potente instrumento de reflexão para além do entretenimento.


“Nesses 20 anos de carreira do grupo, desenvolvemos um método de treinamento do ator chamado “Quadro de Antagônicos, objeto de estudos e oficinas”, explica Flecha. “A partir dele, criamos personagens que fogem de uma construção naturalista convencional. São trabalhos bem físicos, que colocam uma lente de aumento nesses seres”, acrescenta.


Os espetáculos da Pequena Companhia de Teatro são desenvolvidos para dispensar qualquer recurso técnico oferecido pelos espaços onde se apresentem: cenários, iluminação artesanal e sonoplastia estão inseridas nas encenações e são adaptáveis a qualquer tipo de espaço seja ele alternativo ou palco italiano. Esse processo será abordado na oficina “Artesanias iluminocenográficas: desenvolvendo tecnologia a partir da obsolescência”, que será ministrada nos dias 30/04, 14 e 28/05. “É a nossa maneira de, no campo estético, fazer uma crítica à obsolescência programada”, completa Marcelo Flecha.


Serviço:


Gênero: Drama

Datas: 24, 25, 26, 27 e 28/04 e 1, 2, 3, 4 e 5/05

Dias: De quinta a segunda

Horário: quinta, sexta, sábado e segunda, às 19h, domingo, às 18h

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

23 de maio de 2026
A artista Carol Ambrósio apresenta a exposição individual Jardim, no Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, com curadoria de Gabriela Davies. Reunindo obras recentes inéditas, a mostra apresenta esculturas, assemblages e trabalhos bidimensionais construídos a partir da coleta, destruição e recomposição de cerâmicas, porcelanas, toalhas de mesa e utensílios domésticos. Ao reorganizar esses elementos em estruturas instáveis, frágeis e ao mesmo tempo resistentes, Carol transforma o universo doméstico em um campo de reflexão sobre as construções sociais do feminino, seus códigos de comportamento e suas possibilidades de ruptura. A exposição parte de um repertório íntimo ligado ao antiquário de sua família, ambiente no qual a artista conviveu desde a infância com objetos carregados de memória, acúmulos e narrativas. Em Jardim, esse imaginário reaparece em figuras fragmentadas, paisagens interrompidas, totens cerâmicos e composições híbridas que parecem oscilar entre ornamentação e colapso. Em muitas obras, figuras femininas aparecem fundidas a objetos decorativos, vasos e flores, numa investigação crítica sobre os lugares historicamente atribuídos às mulheres no espaço doméstico e social. São trabalhos que evocam comportamentos associados à mulher, ressignificados em construções marcadas por deslocamento, ironia e resistência. SERVIÇO: “Jardim”, de Carol Ambrósio Curadoria: Gabriela Davies Abertura: 27 de maio de 2026 Local: Centro Cultural Correios Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro – Rio de Janeiro Entrada gratuita | classificação livre
23 de maio de 2026
O escândalo é só o começo. Um jogador no auge da carreira, milionário, idolatrado, decide sabotar a própria trajetória. Ele quer ser punido. Para contar a sua versão da história, convoca uma jornalista que cobre guerras — alguém acostumada a lidar com situações-limite. Com texto de Luiz Eduardo Soares e direção de Marcus Faustini, o espetáculo “Assim na terra como no céu”, que encerra temporada, neste domingo (24/05), no Teatro Ipanema, começa como uma entrevista exclusiva, vendida como “bombástica”, e se transforma em um duelo intenso sobre culpa, poder, verdade e sobrevivência. Não é sobre futebol. É sobre o nosso tempo. Serão 20 sessões gratuitas ao longo da temporada, às quintas e sextas, às 20h, aos sábados, às 17h e 20h e, aos domingos, às 19h. Serviço: Assim na terra como no céu Temporada: de 30 de abril a 24 de maio de 2026 Dias e horários: quintas e sextas, às 20h, sábados, às 17h e 20h e domingos, às 19h. Teatro Ipanema: Rua Prudente de Morais, 824 - Ipanema, Rio de Janeiro Ingressos: gratuitos, com retirada na bilheteria Duração: 1h15 Lotação: 192 lugares Classificação: 14 anos