16 de julho de 2025

Niterói lança mapeamento permanente de artistas e fazedores de cultura com deficiência

A Prefeitura de Niterói lançou nesta terça-feira (15) um cadastro público inédito voltado ao setor cultural da cidade. O objetivo é realizar um mapeamento permanente de artistas e agentes culturais com deficiência física ou intelectual. A iniciativa, que é coordenada pela Secretaria Municipal das Culturas (SMC), visa construir uma base de dados ampla, acessível e em constante atualização, que sirva de referência para editais, ações e programas voltados às necessidades desse público.


“O investimento na acessibilidade cultural é extremamente importante. Estamos lançando um cadastro público inédito para nossa cidade, com o lançamento do mapeamento de artistas com deficiência. Queremos apoiar, reconhecer, valorizar e promover a visibilidade dos talentos locais, garantindo que artistas com deficiência tenham espaço e voz nas políticas culturais do município. O cadastro vai servir como base para ações de inclusão em editais, programações culturais e formação de redes de colaboração artística. Com esse mapeamento, queremos construir uma cena cultural mais inclusiva, diversa e representativa, onde todos tenham oportunidade de expressar sua arte e contribuir com a riqueza cultural da nossa cidade”, destacou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.


O mapeamento de artistas com deficiência física e intelectual é uma iniciativa essencial para promover a inclusão e a diversidade no cenário cultural. Ao identificar, documentar e analisar dados sobre esses profissionais, busca-se compreender suas necessidades e desafios, além de ampliar a visibilidade de sua produção artística. Essa ação fortalece o reconhecimento e valorização, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais eficazes e para a construção de um ambiente cultural mais acessível.


Segundo os dados do IBGE de 2025, existem no Brasil 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o que representa 7,3% da população. Apesar da luta histórica por direitos, ainda é pouco comum vermos esse grupo ocupando espaços culturais como os palcos e as plateias. A falta de acessibilidade cria barreiras que limitam a participação plena das pessoas com deficiência na vida cultural. O mapeamento surge como uma forma de construir ambientes culturais mais acessíveis.


O formulário de cadastro estará disponível de forma contínua no site da Secretaria (culturaeumdireito.niteroi.rj.gov.br) e na bio do Instagram oficial da SMC (@smc.niteroi), permitindo que novas inscrições sejam feitas a qualquer momento.


Poderão se inscrever artistas de todas as linguagens, bem como técnicos, produtores e demais trabalhadores da cultura com deficiência que residam ou desenvolvam atividades culturais na cidade, podem se inscrever. O cadastro é simples e acessível, e pode ser feito por meio do link: https://docs.google.com/forms/d/1-xU53d8X1mSxAC7b1nq_l_NIqEjbcdPfF3hcwhOgAQw/edit. A iniciativa conta com o apoio da equipe da SMC. Para o esclarecimento de dúvidas, contate esses contatos: WhatsApp: (21) 96915-2174 ou E-mail: niteroi.culturas@gmail.com


Para o secretário municipal das Culturas, Leonardo Giordano, a iniciativa é mais um passo importante na construção de uma política cultural inclusiva.


“Acreditamos que o direito à cultura deve ser garantido a todas e todos, sem exceções. Mapear e reconhecer os artistas com deficiência é essencial para que possamos desenvolver ações efetivas e políticas públicas assertivas, que respeitem as diversidades e promovam o protagonismo no campo artístico”, concluiu Giordano.

30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com