29 de outubro de 2026

"Menina Mojubá" leva arte e fé para a Sala Nelson

A Sala Nelson Pereira dos Santos, no sábado, 31 de outubro, às 20h, o espetáculo "Menina Mojubá", que retrata a história de uma criança brasileira que cresceu nas ruas e carregava consigo uma força ancestral. 


Após seu trágico falecimento, ela se torna uma pombagira, tornando-se uma figura poderosa no mundo espiritual, capaz de proteger e livrar todos que tenham trajetórias semelhantes a sua. 


Apesar da redenção que a espiritualidade à ofereceu dentro dessa dramaturgia, "Menina Mojubá" nos chama atenção para uma realidade diferente fora dos palcos: Pessoas que cultuam a mesma fé de Menina, principalmente as negras, enfrentam ataques físicos e morais, além do apagamento e silenciamento da sua crença. 


Como forma de contribuir com a luta anti racismo religioso, a peça promove uma discussão sobre o culto afro-brasileiro através da perspectiva de quem de vive a religião, ampliando dois pontos importantes dentro desta narrativa: protagonismo de artistas negros e de axé dentro da classe artistica e a representação e identificação de um povo marginalizado dentro da sociedade. 


"Menina Mojubá" se torna mais que um espetáculo teatral, é a união da arte e da fé em busca de memórias de respeito e honra, levando ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá. 



Serviço 


Menina Mojubá 

Data: Sábado, 31 de outubro de 2026 

Horário: 20h 

Duração: 60 min 

Classificação indicativa: 10 anos 

Ingresso: R$ 40,00 (inteira) / Promocional 1 lote a R$15,00 (primeiras 70 pessoas) 

Sala Nelson Pereira dos Santos 

Av. Visconde do Rio Branco, 880, São Domingos - Niterói 

29 de outubro de 2026
A Sala José Cândido de Carvalho, localizada na sede da Fundação de Arte de Niterói, no Ingá, recebe, a partir da terça-feira, 6 de outubro, a exposição "Gelo e Água" da artista Elza Suzuki, que apresenta uma produção marcada pela investigação da natureza, da paisagem e das transformações ambientais do planeta. Com curadoria de Desirée Monjardim, a mostra será inaugurada às 18h e poderá ser visitada até 4 de dezembro. A mostra reúne trabalhos em que o gelo, a água e elementos da paisagem são transformados em matéria poética e visual, criando imagens que transitam entre o figurativo e o abstrato. A pesquisa da artista parte da observação direta da natureza e de experiências com diferentes materiais e técnicas, construindo uma reflexão delicada sobre as mudanças ambientais contemporâneas. As transformações provocadas pelo clima e os impactos da ação humana sobre o meio ambiente aparecem como uma espécie de fio condutor da exposição. O derretimento das geleiras, o movimento das águas e a relação entre floresta e rios são referências para uma produção que não recorre à representação explícita ou agressiva dos conflitos ambientais. Em seu lugar, Elza Suzuki constrói um discurso silencioso, utilizando a beleza e a sutileza das imagens como forma de provocar reflexão. "Seu protesto é silencioso, puro, através de imagens belas que falam por si", observa Isis Braga, doutora em Artes Visuais e em Ciências e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), em texto sobre a produção da artista. Segundo Isis, Elza se apropria do gelo e descobre nele uma outra dimensão, criando imagens monocromáticas que revelam diferentes possibilidades da matéria. A artista parte, em alguns trabalhos, do universo figurativo, como nas imagens relacionadas às viagens e experiências na Amazônia, e desenvolve processos nos quais o gelo é desfeito e transformado até alcançar resultados abstratos. "Meu processo parte muitas vezes da experiência direta com a paisagem, de registros, desenhos, fotografias e observações de campo", explica Elza Suzuki. A artista Formada em Comunicação Visual pela PUC-Rio, Elza Suzuki atuou por mais de 30 anos nas áreas de design gráfico, editorial e comunicação, desenvolvendo projetos para diferentes instituições e empresas. A partir de 2020, a pintura passou a ocupar um espaço cada vez mais central em sua prática. Desde então, a artista vem aprofundando sua pesquisa por meio da participação em exposições, residências e editais, construindo uma produção que reúne diferentes experiências e linguagens. Sua trajetória profissional também contribui para a construção de um olhar atento à imagem, à composição e aos processos de comunicação. Na pintura, essa experiência encontra novas possibilidades de expressão, especialmente na relação entre matéria, paisagem e natureza. Uma reflexão silenciosa sobre o meio ambiente Ao reunir trabalhos figurativos e abstratos, a exposição propõe ao visitante diferentes formas de perceber a natureza. O gelo, inicialmente reconhecível como elemento da paisagem, torna-se matéria de experimentação e, posteriormente, pode assumir formas que se afastam da representação direta. Nesse percurso, a obra de Elza Suzuki estabelece uma reflexão sobre um planeta em transformação. A beleza das imagens não elimina a dimensão crítica da pesquisa; ao contrário, cria uma maneira sutil de chamar atenção para as mudanças que atingem as paisagens, os rios, as florestas e as geleiras. A exposição apresenta, assim, uma artista que encontra na própria matéria da pintura uma forma de falar sobre o presente. Seu trabalho transforma o gelo, a água e a paisagem em elementos de uma narrativa visual que convida o público a observar, contemplar e refletir. Serviço Exposição "Gelo e Água" de Elza Suzuki Curadoria: Desirée Monjardim Abertura: Terça-feira, 6 de outubro de 2026 Horário: 18h Visitação: até 4 de dezembro (Segunda a sexta, de 08 às 17h Entrada gratuita Local: Sala José Cândido de Carvalho – Sede da FAN Endereço: Rua Presidente Pedreira, 98 – Ingá, Niterói
29 de outubro de 2026
No sábado, 31 de outubro, às 10h, o cantor Otávio Almeida apresenta, na varanda do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, um show em comemoração ao Mês do Idoso. Cantor criado em um ambiente profundamente musical, Otávio Almeida cresceu entre as serestas de Orlando Silva e o jazz de Ella Fitzgerald. Sua ligação com a música começou ainda na infância, nas rodas do tradicional "Casarão 37", em Laranjeiras. Na adolescência, integrou a banda da igreja e, posteriormente, o Coral Villa-Lobos do ICEBEU, sob regência da maestrina Talíta Hasson, aprimorando sua técnica e versatilidade vocal. Ao longo da carreira, participou de programas de destaque na televisão brasileira, como 'Programa do Ratinho' (SBT), 'A Bella Itália' e 'Mais Mulher' (Rede Vida), 'Vem com a Gente' (Band) e 'RJTV' (TV Globo). Otávio é reconhecido por sua forte conexão com o público da terceira idade, sendo presença constante em programações culturais do Sesc, das prefeituras de Maricá, Niterói e São Gonçalo, bem como de clubes e shoppings da região. Seu timbre marcante e presença cênica o aproximam do público e consolidam sua identidade artística - proximidade que o levou a participar de homenagens e eventos ligados à memória de Cauby Peixoto. Em 2024, Otávio teve um de seus momentos mais significativos ao se apresentar na cerimônia que declarou Cauby Peixoto Patrimônio Cultural Carioca, realizada no Palácio da Cidade. Em 2025, ampliou sua atuação com apresentações no Theatro Municipal de Niterói, Sala Nelson Pereira, Teatro Brigitte Blair, Imperator e Teatro Mário Lago. Serviço Otávio Almeida Data: Sábado, 31 de outubro de 2026 Horário: 10h Classsificação indicativa: Livre Entrada gratuita Local: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno End: Campo de São Bento - Entrada 2, pela Lopes Trovão