19 de julho de 2023

Exposição homenageia mulher negra latino-americana e caribenha em Niterói

Niterói, por meio da Coordenadoria de Políticas e Direitos das Mulheres, Codim, comemora a data na próxima terça-feira (25), com o lançamento da exposição “Presença D’Elas: a Mulher Preta no Cotidiano”, que homenageia mulheres niteroienses de diferentes gerações. Desde 2018, o município instituiu, por meio da lei 3380, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha no calendário oficial da cidade. O lançamento da exposição será às 10h, na Biblioteca Parque de Niterói, na Praça da República, no centro da cidade. Durante o evento, haverá um bate papo com Vilma Piedade, autora do livro “Conceito Dororidade” e Tainara Ferreira, consultora de Relações Étnico-Raciais.
“Fizemos questão que toda a produção dessa exposição fosse realizada por mulheres negras. É importante dar visibilidade ao tema, por isso, a escolha de ser ao ar livre, em uma das principais avenidas de Niterói. A exposição, construída em diálogo com o Fórum de Mulheres Negras, também tem o papel de dialogar com as pessoas que transitam pelo local, e, principalmente, ser inspiração para as meninas negras, para que elas enxerguem a sua beleza e potência”, afirma Fernanda Sixel, coordenadora da Codim

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Vinte e três mulheres foram fotografadas para a exposição. Todas, moradoras de Niterói. Em comum, histórias de luta e superação.


Como a de Luiza Briola, de 46 anos e mãe solo de duas meninas. Luiza trabalha como mediadora cívica e resumiu a participação na exposição em uma palavra: “Resistência! Somos a parcela mais vulnerabilizada, as maiores vítimas de feminicídio, com a menor renda, trabalho precário, entre outras situações degradantes. Para mim, foi um bálsamo participar da exposição”, frisou Luiza.

Sentimento compartilhado pela gari Cleide Vitório, de 47 anos. “Me sinto muito honrada em participar dessa exposição. Sabemos que nem sempre é fácil, passamos por vários momentos de preconceito. Fazer parte desse projeto é dar voz a quem não tem voz. É dar espaço a quem não tem espaço”, destacou Cleide.

As fotos ficarão expostas na galeria ao ar livre expostas, na Avenida Amaral Peixoto, em painéis nas colunas da marquise do quarteirão que começa na esquina da Rua Visconde de Sepetiba, em frente ao prédio número 507, no centro da cidade, onde estava a exposição de personagens da escola de samba Unidos do Viradouro. As imagens foram feitas pela fotógrafa Lilo Oliveirall. “É uma felicidade imensa fazer parte desse projeto. Estamos fotografando mulheres reais, maravilhosas e com muitas histórias para contar. Nós passamos por vários apagamentos ao longo da História e está mais do que na hora de mudar isso. Somos potências e fazemos com excelência”, concluiu Lilo.

Abaixo, as 23 mulheres fotografadas para a exposição “Presença D’Elas: a Mulher Preta no Cotidiano”

Cleide Vitório - gari
Rayssa Lima - estudante
Ana Cristina Duarte - supervisora
Joselene Souto - escritora
Bárbara Cristina Cardoso - assessora
Sônia Maria da Silva - camareira do Theatro Municipal
Ana Luiza Briola - mediadora cívica
Ingrid Ramos - autônoma
Marcela Rodrigues - catadora de potências e voluntária
Aline Santos - publicitária
Jaqueline de Oliveira - microempresária
Claudia Regina Victor - copeira
Elenice Ramos - missionária e líder comunitária
Lia Vieira - escritora
Laila dos Santos - jornalista e escritora
Luciana Carneiro - fotógrafa
Claudia Macedo - atriz e produtora cultural
Juliana do Carmo Pereira - assistente social
Maria Emília Souza - cabeleireira
Letícia Marinho - empresária
Daniele Simões - estudante de administração
Claudia de Almeida - advogada
Norma Sueli Pacheco – ialorixá


30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com