17 de março de 2024

Exposição "Corpo e empoderamento feminino" fica em cartaz até o dia 31 de março em Niterói

Mostra da artista Julia Aumüller faz pensar sobre o poder criativo, resistência e força das mulheres


Abusando de frios tons de pele em preto, branco e cinza e cenários carregados de cores vibrantes, a artista Julia Aumüller traz para o Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (CCPCM) "Corpo e empoderamento feminino", mostra que nos faz pensar sobre o feminino, seu poder criativo, sua resistência e força. A exposição fica em cartaz no equipamento cultural administrado pela Fundação de Artes de Niterói (FAN) localizado no Campo de São Bento até 31 de março, com entrada gratuita.


Por meio das imagens, a artista nos traz o questionamento sobre um assunto há tanto tempo esquecido: a perda do controle da mulher sobre seu corpo, que virou assunto de política pública, quando o Estado percebeu o poder de criação e cuidado que a mulher detém e como esse poder é essencial para controlar o destino da sociedade. Oprimida a mulher perdeu a liberdade sobre seu corpo e sua vida, seguindo os padrões sociais impostos para sobrevivência.
 
O movimento feminista trouxe à tona a discussão sobre o tema, devolvendo às mulheres a liberdade sobre sua subjetividade. Com a conscientização do poder criativo feminino, da busca pela essência feminina na natureza, do controle sobre reprodução, do desejo por liberdade e independência, a mulher foi resgatando sua individualidade, ao mudar a forma como se relaciona consigo própria e com o mundo, através do empoderamento de seu corpo.
 
"Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância", evoca a artista, pensando na contundente frase de Simone de Beauvoir. A mostra "Corpo e empoderamento feminino" convida o público a sentir e questionar a forma como a nossa sociedade olha para o feminino e a pensar de que forma podemos modificá-la.
 
Sobre a artista - Julia Aumüller é formada em Moda pela Universidade Cândido Mendes, e, antes de dedicar seu tempo à arte, trabalhou por muitos anos em confecção. Montou uma empresa especializada em criação e desenvolvimento de figurinos, onde expressava sua criatividade através de personagens, tecidos, cores, texturas.
 
Artista autodidata, Julia iniciou seus estudos em Arte aos 13 anos de idade, quando ingressou no Atelier Canella's, em Niterói, onde reside. Nunca parou de pintar e estudar arte, mas apenas recentemente, em 2021, decidiu dedicar todo seu tempo à pintura. Foi convidada a participar da exposição "Arte tocada & Arte que toca" na Cúpula do Caminho Niemeyer, em maio de 2023, como artista representante da cidade.
 
Sua arte fala sobre o feminino, a valorização do corpo da mulher, como fonte de vida, assim como nos questiona sobre a posição que a mulher ocupa na sociedade patriarcal.
 
 Exposição "Corpo e empoderamento feminino", de Julia Aümuller
Data: Até 31 de março de 2024
Entrada Gratuita
Visitação: De terça-feira à sexta-feira, 10h às 17h
Sábados, domingos e feriados, 9h às 14h
Classificação: Livre
Local: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno - Galeria Quirino Campofiorito (Campo de São Bento, entrada pelo Portão 2).

 

30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com