14 de maio de 2026

Escola de Música da UFRJ celebra tradição brasileira e integra pré-conferência da Wasbe Rio 2026

O Rio de Janeiro receberá, no próximo dia 14 de maio, às 19h, no Salão Leopoldo Miguez, o concerto “Uma Breve História do Choro”, apresentado pela Orquestra de Sopros da UFRJ. A apresentação integra a programação oficial de pré-conferência da Wasbe Rio 2026, edição brasileira da World Association for Symphonic Bands and Ensembles, que acontecerá em julho do próximo ano na capital fluminense. O espetáculo propõe um mergulho na história do choro brasileiro, reunindo compositores fundamentais da música nacional em um repertório que percorre diferentes períodos e estilos ligados ao gênero.


Sob direção musical do maestro Marcelo Jardim, a Orquestra de Sopros da UFRJ dividirá a condução do concerto com os regentes Isabela Segobia e Marcos Figueiredo. O músico Everson Moraes também terá participação de destaque como solista no oficleide e responsável por arranjos apresentados na noite. A proposta artística busca apresentar ao público um panorama da evolução do choro, desde suas raízes no século XIX até diálogos contemporâneos com a música de concerto para bandas e orquestras de sopros.


Segundo Marcelo Jardim, a expectativa para a apresentação é de oferecer ao público uma experiência artística e histórica singular. “Este concerto representa um encontro entre pesquisa, memória e performance. Queremos proporcionar ao público uma viagem pela formação do choro brasileiro, resgatando sonoridades originais e valorizando a tradição das bandas de música, que tiveram papel fundamental na construção da nossa identidade cultural”, afirma o maestro. 


O repertório reúne nomes históricos da música brasileira, como Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Heitor Villa-Lobos. Entre as obras programadas estão “Água de Vintém”, “Saudades e Saudades”, “Auriverde” e “1 x 0”. O concerto também destaca compositores fundamentais para a construção da linguagem das bandas brasileiras, como Henrique Alves de Mesquita, Anacleto de Medeiros, Francisco Braga e Irineu de Almeida.


Além do repertório histórico, o programa apresenta obras contemporâneas inspiradas na tradição do choro, como “Duradoura Paixão”, de Henrique Cazes, que é um dos mais conceituados cavaquinistas do Brasil e será o narrador do concerto.. A diversidade das peças evidencia como o gênero segue influenciando gerações de compositores e mantendo viva sua capacidade de renovação dentro da música instrumental brasileira.


O concerto também reforça o protagonismo da Orquestra de Sopros da UFRJ no cenário nacional das bandas sinfônicas. Criado em 2005, o grupo mantém temporadas regulares desde 2008 e se consolidou como uma das principais formações dedicadas à pesquisa, preservação e difusão do repertório brasileiro para banda. Formada por alunos da Escola de Música da UFRJ, técnicos da instituição e integrantes de projetos sociais do Rio de Janeiro, a orquestra desempenha ainda importante papel pedagógico na formação de novos regentes e instrumentistas.


Ao longo de sua trajetória, a Orquestra de Sopros da UFRJ realizou dezenas de estreias mundiais de obras brasileiras e centenas de primeiras audições de repertório internacional no país. O grupo também possui destacada produção fonográfica, incluindo o álbum “Panamericano”, indicado ao Grammy em 2024. Sob coordenação de Marcelo Jardim, a formação atua como grupo residente em importantes simpósios e festivais de música, além de integrar os Grupos Artísticos de Referência Institucional da UFRJ.


A realização da Wasbe Rio 2026 conta com o apoio do Programa Arte de Toda Gente, por meio do projeto Bandas: Sistema Pedagógico de Apoio às Bandas de Música, além de importantes instituições parceiras, como a UFRJ, FUNARJ, Fundação Theatro Municipal, Marinha do Brasil e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Pela primeira vez na América Latina, a conferência mundial da Wasbe será realizada no Brasil, celebrando a força das bandas sinfônicas e promovendo conexões entre música, educação e cultura em um encontro histórico para o cenário artístico internacional.


A realização do concerto “Uma Breve História do Choro” amplia a agenda de pré-conferência da Wasbe Rio 2026 e reforça a importância do Rio de Janeiro como centro internacional da música para bandas e orquestras de sopros. Mais do que uma apresentação musical, o evento propõe uma valorização da memória do choro brasileiro e de seus principais criadores, aproximando tradição, pesquisa acadêmica e formação artística em uma celebração da música instrumental nacional.


26 de setembro de 2026
No dia 26 de setembro, o Renascença Clube, no Andaraí, recebe a edição carioca do 9º Encontro Nacional e Internacional das Mulheres na Roda de Samba, movimento idealizado pela cantora Dorina que reúne mulheres do samba no Brasil e no exterior. Em 2026, 30 cidades participam da mobilização, conectando centenas de cantoras, compositoras, instrumentistas, produtoras, expositoras e pesquisadoras em torno da valorização do protagonismo feminino no gênero. No Rio, serão mais de 50 artistas, entre cantoras, instrumentistas e integrantes de grupos, em uma programação de seis horas e meia. A roda de samba será dividida em três sets e terá nomes como Dorina, Deli Monteiro, Lazir Sinval, Luiza Dionizio, Renata Jambeiro, Bia Aparecida, Margarete Mendes, Rosi Guará, Simone Costa e Thania Machado, além dos grupos Flor do Samba, Herdeiras do Samba, Matriarcas do Samba, Orquestra Lunar e Oficina das Minas. Entre as instrumentistas estão Márcia Guedes, na direção musical e violão de sete cordas, Dayse do Banjo, também na direção musical, banjo e voz, Waléria do Cavaco, Joana Saraiva, Katia Preta, Mari Araujo, Thais Bezerra, Thainara Castro e Renata Tougeiro. A 9ª edição homenageia duas referências da cultura brasileira: Zezé Motta e Jovelina Pérola Negra. A filha de Jovelina, Cassiana Pérola Negra, terá participação especial. O Rio também presta homenagens regionais a Margarete Mendes, Orquestra Lunar e Renata Ribeiro. A programação terá ainda DJ Cris Panttoja, apresentação de Bia Aparecida, intervenções das Baianas da Portela e Feira de Mulheres Empreendedoras. Criado por Dorina em 2018, o Encontro cresceu para além da roda carioca e se transformou em um movimento de articulação entre mulheres do samba. Em edições anteriores, chegou a mobilizar simultaneamente 43 cidades. Além de reunir artistas de diferentes gerações e dar visibilidade aos seus trabalhos, a iniciativa promove ações de formação. Somente no Rio, mais de 250 mulheres já passaram por oficinas desde 2018. SERVIÇO 9º Encontro Nacional e Internacional das Mulheres na Roda de Samba RJ, Ano Zezé Motta e Jovelina Pérola Negra Data: 26 de setembro, sábado Horário: das 15h às 21h30 Local: Renascença Clube Endereço: Rua Barão de São Francisco, 56, Andaraí, Rio de Janeiro Ingresso: R$ 1 O público também pode colaborar com kits de higiene feminina.
26 de setembro de 2026
O Museu Janete Costa de Arte Popular tem o prazer de convidar, na segunda-feira, 01 de junho, às 18h, para a abertura da exposição Ô de Dentro, Ô de Fora - Bordadeiras e Folia de Reis: dois mundos que atravessam a casa. Com a curadoria e expografia de Jorge Mendes e a consultoria curatorial e pesquisa de Ricardo Gomes Lima, a mostra fica em cartaz até 01 de novembro de 2026. Há uma hora da noite em que o cortejo chega à porta. Os foliões cantam na soleira, pedem passagem, esperam. Do lado de dentro, alguém escuta. A porta ainda não se abriu, mas já não é a mesma porta. Esta exposição começa nesse momento. Ô de Dentro, Ô de Fora reúne duas práticas da cultura popular fluminense que organizam o mundo a partir da casa, mas em direções opostas. O bordado nasce dentro e vai ganhando o mundo: das mãos para o tecido, do tecido para a rua, do gesto íntimo para a linguagem coletiva. A Folia de Reis nasce fora e vai ganhando a casa: do cortejo para a soleira, da soleira para o interior, do canto na madrugada para a bênção que transforma o espaço doméstico em lugar sagrado.  Serviço Exposição "Ô de Dentro, Ô de Fora" - Bordadeiras e Folia de Reis: dois mundos que atravessam a casa Curadoria e Expografia: Jorge Mendes Consultoria Curatorial e Pesquisa: Ricardo Gomes Lima Período de visitação: 01 de junho a 01 de novembro de 2026 Dias abertos para o público: terça a domingo, das 10 às 17h Classificação indicativa: Livre Entrada Gratuita Local: Museu Janete Costa de Arte Popular End: R. Presidente Domiciano, 178 - São Domingos, Niterói