14 de maio de 2026

Premiado espetáculo “O Formigueiro” estreia em Niterói no Teatro da UFF

Após temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e quatro indicações a importantes prêmios do teatro brasileiro, a comédia dramática “O Formigueiro” chega pela primeira vez a Niterói, para uma curta temporada no Teatro da UFF, de 15 a 24 de maio. Escrita e dirigida por Thiago Marinho e com supervisão artística de João Fonseca, a peça explora as mudanças no núcleo de uma família afetada pela doença de Alzheimer, levantando temas como poder, memória, trauma, afeto e a finitude da vida. Em cena, estão Lucas Drummond, Roberta Brisson, Rodrigo Fagundes e Diego de Abreu.


Na trama, tudo acontece em um único dia, durante o reencontro de três irmãos para os preparativos do almoço de aniversário da mãe, Gilda, que está nos estágios finais da doença de Alzheimer. Em determinado momento, os irmãos recebem a visita inesperada de seu cunhado. Envolvido em um escândalo de corrupção e procurado pela polícia, ele insere mais uma camada de tensão ao que poderia ser somente um aniversário protocolar. Esse reencontro familiar traz à tona traumas, disputas e um segredo, escondido sob as mentiras guardadas há décadas pela família. 


Segundo Thiago Marinho, mais do que a doença, o espetáculo joga luz sobre dinâmicas comuns a muitas casas brasileiras: “É sobre encontros e reencontros e tudo aquilo que vivemos em silêncio e precisamos expurgar. Acho que é uma peça que relembra que família é ruim, mas é bom. Num país polarizado, falar de família sem citar lados, versões e narrativas ajuda a gente a se reconectar e lembrar que, apesar de tudo, a gente ama essas pessoas que passam a vida inteira do nosso lado”, comenta. O título da peça surge de um paralelo feito pelo autor entre a doença e a natureza. No formigueiro, há uma certa ordem de status e posições. Mas quando a rainha, genitora de seus súditos, deixa de cumprir sua função de liderança, o caos se instaura e as formigas perdem seu rumo até que uma nova liderança surja. Em uma família não é diferente.


Em seu texto de estreia como autor solo, Thiago Marinho conquistou indicações aos prêmios Jovem Talento pela APTR e Melhor Texto pelo Prêmio do Humor. “Eu tento me colocar dentro da situação que escrevo e minha válvula de escape sempre foi o humor, mesmo nas situações em que ele não cabia. Então eu acho que aprendi a rir das desgraças, dos dramas. Existe humor na tragédia. Eu acho que só consigo escrever assim”, revela. 


Para o ator e produtor Lucas Drummond, o tema toca porque é universal: “Todo mundo se identifica com alguma das relações que o texto propõe. Seja entre irmãos, cunhados, mãe e filhos, pai e filhos, marido e mulher. Os personagens vivem questões do dia a dia e todos têm um teto de vidro ali, não existe bom ou mau. Isso gera empatia e identificação no público, e quando o teatro consegue isso é lindo!” conclui.


O espetáculo recebeu ainda mais outras duas indicações: Melhor Produção em Teatro (APTR), e Melhor Performance para Rodrigo Fagundes (Prêmio do Humor). Após temporadas de sucesso em diversos teatros do Rio de Janeiro - entre eles Gláucio Gill, Total Energies, Firjan Sesi Centro e Firjan Sesi Jacarepaguá -, o espetáculo chega a Niterói para uma curta temporada, de 15 a 24 de maio, no Teatro UFF.


Os ingressos podem ser adquiridos pelo site: ingressosuff.com.br ou na bilheteria local. 


Classificação Indicativa: 14 anos | Duração do espetáculo: 80 minutos



SERVIÇO

Espetáculo: “O Formigueiro”

Local: Teatro UFF (Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói - RJ)

Temporada: de 15 a 24 de maio de 2026

Dias e horários: sextas, às 20h, sábados e domingos, às 19h 

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 80 min.

Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada)

Vendas online: ingressosuff.com.br Instagram: oformigueiroteatro



30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com