31 de maio de 2026

“Cartas para Gonzaguinha, O Musical” retorna aos palcos no Teatro João Caetano

Visto por mais de 22 mil pessoas, aclamado espetáculo revive o processo de composição do clássico “O que é, o que é?” com uma história emocionante 

 

O que é a vida? Gonzaguinha lançou essa enquete ao público na década de 1980 e, com as respostas que recebeu de volta, compôs “O que é, o que é?”. Mais de quarenta anos depois, a pergunta ainda roda, a cabeça ainda agita e o musical “Cartas para Gonzaguinha” traz esse questionamento novamente para o povo brasileiro no palco do Teatro João Caetano, no Centro, em curta temporada de 09 a 31 de maio, quintas e sextas, às 19h, sábados, às 17h, e domingo, às 16h. 

 

O espetáculo, já assistido por mais de 22 mil pessoas e que completa oito anos, apresenta alguns dos incontáveis sucessos de Gonzaguinha, como “O que é, o que é?”, “Sangrando”, “Explode coração”, “Eu apenas queria que você soubesse”, “Grito de alerta”, “Recado”, e outras canções nunca lançadas pelo homenageado. Em cena, 18 atores e uma banda de arrepiar, sendo uma das instrumentistas Nanan Gonzaga, filha do cantor e neta de Luiz Gonzaga, que também assina a pesquisa de dramaturgia. A direção é de Rafaela Amado. João Bittencourt é o diretor musical. O texto é de Thiago Rocha.

 

- Gonzaguinha fala ao coração do povo brasileiro, e nós esperamos que o público se emocione e cante junto com a gente essas canções tão icônicas – destaca Rafaela Amado.

 

Serviço:


“CARTAS PARA GONZAGUINHA”

Temporada: de 09 a 31 de maio 

Sessões: quintas e sextas, às 19h, sábados, às 17h, e domingo, às 16h

Local: Teatro João Caetano – Praça Tiradentes, s/n - Centro, Rio de Janeiro – RJ

Entrada:

Plateia - R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia-entrada)

Balcão Nobre - R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)

Balcão Simples - R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)

Vendas na bilheteria do teatro e pelo site https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/a2be06bf2547fac07cf207be3636f48c67442f23/6139cf3a4b4759e77a44eaca240e016d4dcc578d 

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 150 minutos 



13 de outubro de 2026
Três dos nomes mais emblemáticos da história da música brasileira, Milton Nascimento, Djavan e Luiz Melodia, terão suas obras reverenciadas no novo show do guitarrista, compositor e cantor Fábio Rizental, “Três Rosas Negras”, que estreia no palco do Acaso Cultural, em Botafogo, no dia 16 de outubro, sexta-feira, às 20h. Reconhecido por sua guitarra de linguagem contemporânea e virtuosismo aliado à musicalidade, Rizental propõe uma leitura original desse repertório, em linguagem de jazz rock fusion brasileiro, alternando momentos instrumentais e cantados, acompanhado por Alexandre Berreldi no contrabaixo e Léo Bandeira na bateria. Os seus arranjos preservam a essência das composições enquanto dialogam com o jazz, o rock, a improvisação e a música brasileira contemporânea, aproximando esse legado das novas gerações e reafirmando a importância desses autores para a cultura brasileira e para a música mundial.  Serviço: Quando: 16 de outubro, sexta-feira, às 20h Onde: Acaso Cultural – Rua Vicente de Sousa, 16, Botafogo, Rio de Janeiro – RJ Ingressos: entre R$ 55 e R$ 200, no local ou antecipados pelo site Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/127017/d/414426
13 de outubro de 2026
Aos 10 anos, Oyárónké Gino Ivanir dos Santos já tem uma história para contar, e um livro para compartilhar com o mundo. Autora e ilustradora de As Aventuras da Boneca Oyá, a menina transforma as aventuras de sua boneca em literatura e mostra como a imaginação infantil pode abrir caminhos para a valorização da identidade negra, da cultura afro-brasileira e da educação antirracista. O lançamento da obra ocorreu às vésperas do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, e destacou a importância de incentivar crianças a ler, escrever e reconhecer suas próprias histórias como parte da diversidade cultural brasileira. Filha da professora doutora Mariana Gino e do professor doutor babalawô Ivanir dos Santos, ambos ativistas do movimento negro brasileiro e referências na promoção da educação antirracista e no combate à intolerância religiosa, Oyárónké encontrou na escrita criativa, por meio da Casa dos Sambistinhas, projeto produzido pelo Movimento das Mulheres Sambistas, uma nova maneira de brincar e expressar sua criatividade. Carinhosamente chamada de Oyá, a boneca que dá nome ao livro é companheira de brincadeiras, viagens e descobertas. A partir dessa relação afetiva, Oyárónké criou uma narrativa divertida e sensível, que reúne situações do cotidiano, experiências em família e referências culturais. Narrada em primeira pessoa, a obra acompanha as viagens, as brincadeiras e as peripécias de Oyázinha. Em uma das passagens, quando perde os dois bracinhos, a boneca precisa ser levada ao “SUS da Nininha” para ser costurada novamente. Em outras aventuras, passeia pelo Rio de Janeiro, por Aparecida do Norte e por São Gonçalo, vai ao cinema e participa até de uma aula de boxe. A narrativa também apresenta momentos da rotina da menina, como as orações antes de dormir, a leitura de livros e gibis e a convivência familiar. Entre os personagens que fazem parte desse universo estão o coelho Sansão, melhor amigo da boneca, e outras bonecas negras que integram a coleção de Oyárónké. Por trás do humor e das aventuras, o livro aborda temas como identidade, pertencimento, religiosidade e representatividade negra. A obra apresenta o significado do nome Oyárónké e sua relação com a cultura iorubá e com a orixá Oyá, valorizando as culturas africana e afro-brasileira de maneira acessível ao público infantil. A diversidade aparece, assim, não como um conteúdo distante da realidade das crianças, mas como parte das brincadeiras, dos afetos e das experiências cotidianas. A publicação reforça que a educação antirracista pode começar na infância, por meio de referências positivas, do acesso à literatura e do reconhecimento das próprias raízes. A publicação integra uma iniciativa da Casa dos Sambistinhas que reuniu 18 crianças: nove em setembro e nove em outubro. Cada participante recebeu 50 exemplares, em uma experiência voltada não apenas à formação de leitores, mas também ao incentivo à produção literária desde cedo. A proposta foi reconhecida pelo professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Flávio Gomes, que destacou a importância da iniciativa para estimular a leitura e a escrita entre crianças e ampliar o alcance de uma agenda antirracista e plural. "Extraordinária iniciativa e fomenta leitores e mais ainda escritores na mais tenra idade. Mostra que é possível sim ampliar para todas as gerações uma agenda antiracista e plural de identidades e gênero. O livro de Oyáronké mostra um potencial de sensibilidades autorais fantásticas". O lançamento também contou com a presença de Helena Theodoro, referência intelectual na luta por espaço para mulheres negras na academia brasileira. Sua trajetória representa uma geração que abriu caminhos para ampliar a participação de mulheres negras nos espaços de produção de conhecimento. A iniciativa recebeu ainda uma mensagem de André Leonardo Chevitarese, professor titular da UFRJ e autor de 27 livros, que celebrou a estreia literária de Oyárónké - “Continue nessa linda trajetória, sendo exemplo para tantas outras crianças, despertando nelas o amor pelos livros.” Oyárónké mostra que uma história pode nascer de experiências simples e afetivas: uma boneca querida, uma viagem em família, uma costura improvisada ou uma brincadeira que ganha novos significados quando transformada em palavras. Ao ocupar o lugar de autora e ilustradora, a menina também amplia as possibilidades de representação na literatura infantil. Sua experiência evidencia a importância de permitir que crianças negras se reconheçam não apenas como personagens das histórias que leem, mas também como criadoras de narrativas próprias. Em As Aventuras da Boneca Oyá, a infância é apresentada como um espaço de imaginação, pertencimento e construção de identidade. A obra reforça uma mensagem central: formar leitores é fundamental, mas incentivar crianças a escrever suas próprias histórias também significa ampliar suas possibilidades de expressão e participação cultural.