15 de outubro de 2025

Beth Goulart apresenta “Simplesmente eu, Clarice Lispector” com entrada franca no Municipal de Niterói

Peça será encenada neste sábado (18) e domingo (19) no Theatro Municipal


O universo intenso de uma das maiores escritoras brasileiras do século XX vai tomar conta do Theatro Municipal de Niterói neste fim de semana. No sábado (18) e domingo (19), às 18h, o espetáculo “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, dirigido e protagonizado por Beth Goulart, será encenado com entrada franca. A peça, em nova temporada desde março de 2025, marca as comemorações pelos 50 anos de carreira da atriz.


A montagem, dirigida e protagonizada por Beth Goulart, explora temas como amor, silêncio, solidão e o mistério da existência. As apresentações no Theatro Municipal são uma iniciativa da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas, reafirmando o compromisso da cidade de apoiar e difundir projetos culturais de relevância nacional.


“É uma honra para a nossa cidade receber essa peça tão especial, acessível a todos. A cultura é um pilar fundamental do desenvolvimento humano e social, e Niterói tem investido para que ela esteja cada vez mais presente na vida das pessoas", diz o prefeito Rodrigo Neves.


A secretária das Culturas de Niterói, Julia Pacheco, destaca a importância de trazer à cidade um espetáculo como “Simplesmente eu, Clarice Lispector”.


“Projetos como esse não só celebram a trajetória de grandes artistas como Beth Goulart e Clarice, mas também fortalecem um teatro feminino e projetam Niterói como um polo de cultura viva, inclusiva e acessível, garantindo, assim, o direito à cultura", afirma ela.


No palco, Beth Goulart dá corpo e voz a Clarice Lispector e a quatro personagens que, segundo a atriz, representam diferentes facetas da escritora. O resultado é uma interpretação intensa e sensível. Para o monólogo, a artista passou dois anos mergulhada em uma extensa pesquisa, construindo a narrativa a partir de trechos de entrevistas, depoimentos e correspondências.


“Clarice falava sobre o amor maternal, o relacionamento, o amor a Deus, à natureza, ao próximo. Escolhi esse viés para apresentá-la ao público”, conta a atriz.


O espetáculo também incentiva a leitura, promovendo sorteios de livros de Clarice Lispector ao fim de cada sessão. A montagem tem trilha sonora original de Alfredo Sertã, iluminação de Maneco Quinderé, direção de movimento de Márcia Rubin, preparação vocal de Rose Gonçalves, cenário de Ronald Teixeira e Leobruno Gama, supervisão artística de Amir Haddad, criação de vídeo e fotos de Fabian, figurino de Beth Filipecki e visagismo de Westerley Dornellas.


Premiada nas categorias de “Melhor Atriz” (Shell, APTR, Revista Contigo e Qualidade Brasil) e “Melhor Espetáculo” (Qualidade Brasil), “Simplesmente eu, Clarice Lispector” reafirma o diálogo da obra da escritora com o presente. A cada sessão, o público é conduzido por uma jornada que mistura depoimentos, correspondências e trechos da obra de Clarice, revelando sua força criativa e sua busca existencial.


Desde a estreia em 2009, “Simplesmente eu, Clarice Lispector” já percorreu centenas de cidades, conquistando mais de 1,3 milhão de espectadores. Na temporada de 2025, mais de 3.500 estudantes assistiram à montagem, reunindo gerações de espectadores entre 12 e 80 anos.



Serviço:


“Simplesmente eu, Clarice Lispector,” de Beth Goulart.

Datas: sábado (18) e domingo (19).

Horário: 18h.

Local: Theatro Municipal de Niterói (Rua Quinze de Novembro 35, Centro).

Ingressos: Distribuição gratuita uma hora antes do início das sessões, na bilheteria do teatro. Sujeito a lotação.

Classificação: 12 anos.

Duração: 60 minutos.

30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com