26 de dezembro de 2024

Ator Ney Latorraca morre no Rio

O ator Ney Latorraca morreu aos 80 anos às 6h22 desta quinta-feira (26). A informação foi confirmada a Splash pela Clínica São Vicente da Gávea, no Rio de Janeiro, onde ele estava internado há seis dias.


A causa da morte foi uma sepse pulmonar após o agravamento do câncer de próstata, com o qual foi diagnosticado em 2019.


Ao receber o primeiro diagnóstico, Ney passou por uma cirurgia de remoção da próstata. A doença voltou em agosto deste ano, já com metástase. Houve o tratamento inicial, porém sem sucesso.



Carreira



Antonio Ney Latorraca nasceu em Santos, São Paulo, no dia 25 de julho de 1944. Com apenas 6 anos, fez participações na Rádio Record.


Aos 19 anos, passou em seu primeiro teste e fez "Pluft, o Fantasminha", de Maria Clara Machado.


Durante a década de 1970, atuou em vários espetáculos, entre elas: "Hair" (1970), "Jesus Cristo Superstar" (1972), "Bodas de Sangue" (1973) e "A Mandrágora" (1975).


Paralelo à carreira de ator, trabalhou em loja de roupa feminina, foi vendedor de pedras semipreciosas e funcionário de um banco.


Ney Latorraca passou pela TV Tupi, TV Cultura, depois pela TV Record, onde trabalhou por cinco anos.


Ida para a Globo


Sua estreia na TV Globo aconteceu em 1975 na novela "Escalada", onde interpretou Felipe, que era não falava. "Ele só balançava a cabeça. E o que aconteceu? Um mês depois que a novela estreou, o personagem fazia tanto sucesso que todo mundo queria saber quem era aquela pessoa jogada pelos cantos, muda", disse Ney ao Memória Globo.


Depois do sucesso como Felipe, Ney assinou um contrato de dois anos com a emissora. Em 1984, atuou em "Anarquistas. graças a Deus", uma de suas minisséries preferidas. "Eu fiz um baita sucesso, fui capa de todas as revistas. Todo mundo amava", disse ele.


Além das diversas novelas, minisséries e também filmes no cinema, experimentou um exercício diferente com "TV Pirata", em que encarnava Barbosa.


Em 1990, Ney foi para o SBT, onde atuou na novela "Brasileiras e Brasileiros". Já em 1991, ele retornou para a Globo e fez sucesso em "Vamp".


Ney Latorraca deixa o marido, o ator Edi Botelho, com quem era casado há 30 anos. O local, horário do velório e cremação do corpo ainda não estão definidos.



27 de outubro de 2026
Como podemos propor outras formas de convivência entre humanos e não-humanos? É possível cultivar amizade e parentesco entre as espécies? O que podemos aprender com cavalos e éguas? Com esses questionamentos, as artistas-pesquisadoras Aline Bernardi e Dani Lima convidam o público para assistir ao espetáculo “Equina”, que volta em cartaz, de 07 a 29 de novembro, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto/Sala Preta. A narrativa afetuosa busca pensar sobre políticas de cuidado e a manutenção da vida cultivadas a partir dessas relações interespécies. A criação é um desdobramento da pesquisa de doutorado de Aline, que também está em cena, no Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena da UFRJ. “A aposta desta obra é investigar de forma fabulatória como as ecologias relacionais e as alianças interespécies podem propor modos de reparação micropolítica em um mundo danificado”, explica a bailarina e pesquisadora Aline Bernardi. “A criação é um desdobramento da minha pesquisa de doutorado, que fabula memórias da relação de amizade e parentesco que tenho com cavalos e éguas”, completa. As raízes desta pesquisa remontam à infância de Aline, quando a artista morou na zona rural do oeste paulista, e teve uma convivência íntima com cavalos de uma fazenda onde seu pai trabalhava. A partir dessa história pessoal e dos diálogos travados com as pesquisadoras Donna Haraway, Vinciane Despret e Anna Tsing, “Equina” busca articular as três dimensões da ecologia, segundo o filósofo e psicanalista Félix Guattari: a das subjetividades, a social e a ambiental, para especular sobre o papel das alianças interespécies na regeneração da vida. “Fazemos um convite para praticarmos parentesco e amizade com outras espécies. Queremos questionar o uso exploratório e extrativista dos cavalos e das éguas, assim como de outras espécies, no processo de civilização humana, que levam às consequências da crise socioambiental que a gente está vivendo. O que me interessa é convocar nossa espécie a cultivar imaginários de interdependência e conexões colaborativas com as outras espécies e com tudo que está vivo em nosso planeta”, observa Aline. A pesquisadora também aponta seu interesse em dialogar com as cosmovisões indígenas, que criam alianças afetivas com outras espécies, conceito proposto por Ailton Krenak, e cultivam relações de respeito com animais, vegetais, rios, florestas, montanhas. Serviço Espetáculo: Equina Temporada: de 07 a 29 de novembro 2026 Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto/Sala Preta: Rua Visconde de Silva s/nº, ao lado do nº 292 – Humaitá. Acesso somente por escadas. Telefone: (21) 2535-3846 Dias e horários: sábados, às 19h, e domingos às 18h. Ingressos: 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada). Capacidade: 25 pessoas Duração: 1h Classificação etária: 18 anos Venda de ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/128177 e na bilheteria do centro cultural, de quarta a domingo das 15h às 21h.
27 de outubro de 2026
A comédia “O Nome do Bebê”, com Bianca Bin no elenco e direção de Elias Andreato, chega ao Teatro Axia Casa Grande, no Leblon, para uma curta temporada de 5 a 27 de novembro de 2026. As sessões serão às quintas e sextas-feiras, sempre às 20h, segundo a programação oficial do teatro. Na trama, Vicente e Anna, que esperam o primeiro filho, vão jantar na casa da irmã dele e do cunhado, com a presença de um amigo de infância, para anunciar o nome escolhido para o bebê. Vicente faz uma brincadeira infeliz e diz que a criança vai se chamar Adolfo. A partir daí, a conversa vira uma discussão crescente, que traz à tona memórias, ressentimentos guardados, preconceitos e contradições do grupo. Segundo a apresentação do espetáculo, a montagem discute a dificuldade de escuta nas relações mais próximas e a necessidade de aceitar o outro com suas diferenças. A versão brasileira, de acordo com o teatro, soma mais de 100 apresentações entre São Paulo e outras capitais antes de chegar ao Rio. Serviço • Espetáculo: O Nome do Bebê • Temporada: de 5 a 27 de novembro de 2026 • Dias e horário: quintas e sextas-feiras, às 20h (abertura da casa 1h antes) • Local: Teatro Axia Casa Grande — Avenida Afrânio de Melo Franco, 290, Loja A, Leblon, Rio de Janeiro (RJ) • Classificação: 12 anos. Menores a partir de 10 anos entram acompanhados dos pais ou responsáveis. Crianças de até 1 ano e 11 meses no colo do responsável não pagam. • Ingressos: à venda pela Eventim, canal oficial indicado pelo teatro, e na bilheteria. Valores na página de venda. • Informações: (21) 2511-0800