1 de dezembro de 2023

Vera Holtz retorna a Niterói com 'Ficções' no Teatro da UFF

Depois do sucesso de público e de crítica, FICÇÕES retorna para a cidade, só que agora com 31 indicações e os prêmios Shell e APTR (Associação de Produtores de Teatro) de Melhor Atriz, de Melhor Música para Federico Puppi, de melhor direção e desenho de luz no Prêmio Bibi Ferreira. 

Idealizado pelo produtor Felipe Heráclito Lima e escrito e encenado por Rodrigo Portella, o espetáculo parte do best-seller “Sapiens – uma breve história da humanidade”, do professor e filósofo Yuval Noah Harari, que já vendeu mais de 23 milhões de cópias em todo o mundo. O enredo leva o público a refletir sobre a própria existência, no que é real ou inventado e no porquê a humanidade segue insegura e sem saber para onde ir. 

Vera se desdobra em personagens da obra literária e em outras criadas por Rodrigo, canta, improvisa, “conversa” com Harari, brinca e instiga a plateia e interage com o músico Federico Puppi – autor e performer da trilha sonora original, com quem divide o palco. Em outros momentos, encarna a narradora e, às vezes, é a própria atriz falando. 

“Eu gosto muito desse recorte que o Rodrigo fez, de poder criar e descriar, de trabalhar com o imaginário da plateia”, destaca a atriz. “O desafio é essa ciranda de personagens, que vai provocando, atiçando o espectador. Não se pode cristalizar, tem que estar o tempo todo oxigenada”, completa. 

Para Rodrigo, “é um espetáculo íntimo, quem for lá vai se conectar com a Vera, ela está muito próxima, tem uma relação muito direta com o espectador.

Publicado em 2014, o livro de Harari afirma que o grande diferencial do homem em relação às outras espécies é sua capacidade de inventar, de criar ficções, de imaginar coisas coletivamente e, com isso, tornar possível a cooperação de milhões de pessoas – o que envolve praticamente tudo ao nosso redor: o conceito de nação, leis, religiões, sistemas políticos, empresas etc. Mas também o fato de que, apesar de sermos mais poderosos que nossos ancestrais, não somos mais felizes que esses. Partindo dessa premissa, o livro indaga: estamos usando nossa característica mais singular para construir ficções que nos proporcionem, coletivamente, uma vida melhor? 

“É um livro que permite uma centena de reflexões a partir do momento em que nós pensamos como espécie e que, obviamente, dialoga com todo mundo. Acho que esse é o principal mérito da obra dele”, analisa Felipe, que comprou os direitos para adaptar o livro para o teatro em 2019.

Mais de 37 mil espectadores já assistiram à peça, que fez sua estreia em setembro de 2022 na capital carioca, seguiu para São Paulo em janeiro deste ano e percorreu outras cidades brasileiras. 

Quando foi chamado para escrever e dirigir, Rodrigo imaginou que iria pegar pedaços do livro para transformar em um espetáculo: “Ao começar a ler, entendi que não era isso. Era preciso construir uma dramaturgia original a partir das premissas do Harari que seriam interessantes para a espetáculo. Em nenhum momento, no entanto, a gente quer dar conta do livro na peça. Na verdade, é um diálogo que a gente está estabelecendo com a obra”, enfatiza. A estrutura narrativa foi outro ponto determinante no propósito do espetáculo: “Eu queria fazer uma peça que fosse espatifada, não é aquela montagem que é uma história, que pega na mão do espectador e o leva no caminho da fábula. Quis ir por um caminho onde o espectador é convidado, provocado a construir essa peça com a gente. É uma espécie de jam session. É uma performance em construção, Vera e Federico brincam com tudo, com os cenários, tem uma coisa meio in progress”, descreve. 

Rodrigo Portella criou um jogo teatral em que a todo momento o espectador é lembrado sobre a ficção ali encenada: “Um dos principais objetivos é explorar o sentido de ficção em diversas direções, conectando as realidades criadas pela humanidade com o próprio acontecimento teatral”, resume. 


01 a 10 de dezembro de 2023
Sextas e sábados, às 20h | domingos às 18h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 - Icaraí - Niterói
Ingressos: R$ 80 (inteira) - R$ 40 (meia)
Canais de venda:
Guichê Web e Bilheteria

 

29 de agosto de 2025
O Theatro Municipal de Niterói recebe de 29 a 31 de agosto mais uma apresentação do 2º Festival Lírico de Niterói – FELINI, com a ópera em 3 atos "La Traviata", de Giuseppe Verdi, com produção da Companhia de Ópera da Lapa, sob direção artística do tenor Fernando Portari. Prepare-se para viver uma das histórias mais impactantes da ópera: La Traviata chega a Niterói em uma montagem intensa, apaixonada e visualmente arrebatadora. Com uma equipe de solistas de destaque, coro e orquestra ao vivo, a produção da Companhia de Ópera da Lapa revive o clássico de Giuseppe Verdi com força e sensibilidade - conduzida pelo olhar experiente de Fernando Portari, Cyrano Sales, Bruno Fernandes e Mateus Dutra. A trajetória de Violetta, mulher à frente do seu tempo, desafia convenções e nos leva por um mergulho nas emoções humanas - amor, perda, renúncia e redenção. Essa é mais que uma apresentação. É um convite à intensidade da ópera em sua forma mais pura.  Serviço Cartas para Marina - Homenagem a Marina Considera Data: 29 a 31 de setembro de 2024 Horário: 19h (sexta) | 17h (sábado e domingo) Duração: 150min Classificação indicativa: Livre Ingressos: R$ 60 (inteira) Vendas pelo Fever, ou na bilheteria do Theatro Municipal de Niterói Local: Theatro Municipal de Niterói Endereço: Rua XV de Novembro, 35 - Centro, Niterói Telefone de contato: (21) 3628-6908
29 de agosto de 2025
Nos dias 28, 29 e 30 de agosto de 2025, será apresentada a exposição pop-up “Crua”, na Abapirá, que marca o lançamento da série homônima, que apresenta, de forma inédita, o pensamento de cinco artistas visuais fluminenses – Ronald Duarte, Carla Santana, Marcelo Conceição, arorá e Eleonora Fabião. Dirigida e idealizada por Ana Pimenta e João Marcos Latgé, Crua tem um formato livre, estimulando a criatividade dos artistas e apresentando ao público seus pensamentos e obras. “Crua pretende ser uma janela para o mundo de cada artista”, afirmam os diretores. O projeto é apresentado pelo Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Política Nacional Aldir Blanc. A exposição será montada de forma instalativa, com cinco telas e uma projeção. No dia 30 de agosto, os artistas e os diretores participarão de uma conversa com o público, às 15h, na qual falarão sobre seus processos criativos e sobre a série. Ampliando ainda mais o acesso, a partir do dia 9 de setembro, os episódios serão lançados semanalmente nos perfis no Instagram e no YouTube @crua_arte, na seguinte ordem: Ronald Duarte (dia 9 de setembro), Carla Santana (dia 16 de setembro), Marcelo Conceição (dia 23 de setembro), arorá (dia 30 de setembro) e Eleonora Fabião (dia 7 de outubro). A cada episódio, um artista diferente é convidado a se colocar diante da câmera. O formato segue apenas algumas regras: câmera fixa, enquadramento frontal e centralizado, luz natural, som direto, edição sem cortes, com duração de 2 minutos. Os artistas têm liberdade para se expressarem da maneira como quiserem, sem regras ou roteiros. Os cenários são sugeridos pelos próprios artistas, podendo ser o ambiente de trabalho ou qualquer outro espaço significativo para eles. Serviço: Exposição Crua Abertura: 28 de agosto, das 16h às 21h Exposição: 28, 29 e 30 de agosto de 2025 Conversa com diretores e artistas: 30 de agosto de 2025, às 15h Local: Abapirá - Rua do Mercado 45, Centro – Rio de Janeiro Funcionamento: 28 de agosto, das 16h às 21h, dias 29 e 30 de agosto, das 11h às 19h Entrada gratuita