15 de setembro de 2022

Teatro Brigitte Blair, depois de dois anos fechado, reabre em Copacabana

Mais um teatro vai abrir suas portas e colocar o seu palco para funcionar. O Teatro Brigitte Blair, vai voltar às suas programações depois de mais de dois anos fechado, a partir do dia 16 de setembro, com horários noturnos e diversos tipos de peças além das infantis, como musicais, humor e Stand-up. O local, que tem mais de 55 anos de existência, já recebeu artistas ilustres, como Maria Bethânia no início de sua carreira, em 1965, Paulinho da Viola, Paulo José, Agildo Ribeiro, entre outros.

 

Uma rua bucólica do bairro de Copacabana, Zona Sul do Rio, abriga o teatro Brigitte Blair, com 170 lugares. Em 2019, a dona do local, a atriz Brigitte Blair, fez uma reforma para melhorar o ambiente, no entanto, a pandemia chegou e ela teve que fechar as portas. Dois anos se passaram e, com muitas dificuldades por causa da crise da Covid-19, a atriz cogitou fechá-lo. "Eu não ia mais reabrir, eu queria vender porque a Covid-19 deu muito prejuízo às pequenas empresas. Muitas quebraram e não puderam voltar. Todo mundo teve um grande prejuízo, a prefeitura mandava fechar, abrir, tinha que pedir passaporte sanitário, um monte de coisa daí eu falei que ia fechar, não ia abrir mais, ia colocar a venda", disse Brigitte.

 

A ideia de reabrir o espaço veio através de um incentivo financeiro da Funarj, que abriu um edital para contemplar as pequenas empresas. "Quando eu estava certa de vender, apareceu esse edital para as pequenas empresas e para as pessoas terem condição de voltar a fazer teatro. Nós ganhamos e usamos esse dinheiro para fazer o teatro funcionar, fazer uma reforma, porque estava fechado muito tempo, deteriorando tudo", explicou a atriz. Ela afirmou também que Nilson Raman e Cláudio Botelho a animaram para voltar com os espetáculos, só que dessa vez para um público mais abrangente, não apenas infantil.

 

O projeto original, assinado por Sérgio Bernardes, foi mantido, assim como os 170 lugares da sala, que conta agora com melhorias no palco, no sistema de som, luz, nos camarins e na bilheteria. 

 

"O teatro em Copacabana é uma coisa que, principalmente para o pessoal de idade, você vaia pé por ali pelo bairro, não precisa de condução, é algo mais fácil", declarou Brigitte. "Eu tenho um público muito bom de teatro infantil, quando cheguei ali já tinha esse tipo de espetáculo lá, então é algo certíssimo. Mas, agora vou abrir pra todos os tipos de públicos. Vai ter uma programação muito intensa, muito boa, e eu estou muito feliz da vida. Por enquanto, vamos abrir de terça a domingo com uma diversidade de espetáculos, não só musical", explicou ela. "Minha expectativa é devolver a cultura para Copacabana. Não vai ser muito difícil ser sucesso, pelo contrário, reclamam direto porque fechou", concluiu a atriz.

 

Programação

 

A reabertura dos palcos do Teatro Brigitte Blair contará com uma programação de seis apresentações especiais de 'Herivelto como Conheci', com Totia Meireles, a partir de 16 de setembro.

 

Nos dias 21 e 22 de setembro, a cantora Joyce Cândido se apresentará com Musicais de Chico Buarque. Quarta-feira e quinta-feira, às 20h.

 

Nos dias 30 de setembro e 1 de outubro, Claudio Botelho em Cole Porter e Outros Amores. Sexta e sábado, às 20h30.

 

Nos dias 7, 8 e 9 de outubro, o palco será deMarcio Gomes revivendo Dick Farney. Sexta e sábado, às 20h30. Domingo, às 18h.

 

Nos dias 15 e 16 de outubro, haverá apresentação de Suzy Brasil e Thiago Chagas em Cabaré Comedy Show. Sábado, às 20h30. Domingo, às 18h.

 

No dia 21 de outubro haverá Estreia de 'Brasileiro, Profissão Esperança'

 

Infantil: 'Um Sonho de Musical' Sábados e domingos, às 16h.

 

O teatro fica na Rua Miguel Lemos, 51H e os ingressos poderão ser comprados na bilheteria ou no guichê web. Os valores de quartas, quintas, sextas e domingos são R$ 80 inteira eR$ 40 meia. Sábados R$ 90 e R$ 45. Infantil, R$ 70 / R$ 35. 



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30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com