27 de julho de 2022

Pianista lança álbum "Mestres do Samba Jazz" no Centro

O pianista, compositor e arranjador Adaury Mothé celebra 30 anos de carreira no Dolores Club, nesta quinta-feira, 28 de julho, às 21h, com o lançamento do seu segundo álbum solo, "Mestres do Samba Jazz". O trabalho presta homenagem a alguns dos principais pianistas do gênero, surgido no início dos anos 60, logo após a Bossa Nova, e que conquistou o público tanto no Brasil quanto no exterior.


Dom Salvador, Haroldo Mauro Jr., Luiz Eça, Tânia Maria, Tenório Jr. e Walter Wanderley são os homenageados nas seis faixas que compõem o álbum. O repertório reúne sucessos como “Você vai ver” (Tom Jobim), “Fim de semana em Eldorado” (Johnny Alf) e “Os grilos” (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle). As canções serão apresentadas em releituras contemporâneas e atuais, com arranjos originais, mas sem perder as características fundamentais do estilo.


Adaury Mothé se apresentará no Dolores Club junto com André Vasconcellos (baixo acústico) e Vitor Vieira (bateria). A cantora Luana Mallet e os músicos José Arimatéa (trompete) e Zé Carlos “Bigorna” (sax) farão participações especiais.


Nascido em Campos dos Goytacazes e radicado no Rio de Janeiro há mais de 20 anos, Adaury Mothé iniciou seu trabalho solo em 2012, trazendo para o jazz brasileiro uma linguagem contemporânea e ímpar através de suas composições e releituras. “Dois Amigos”, seu CD de estreia lançado em 2018, foi bem recebido pela crítica especializada tanto no Brasil quanto no exterior. O disco reúne oito faixas instrumentais autorais que passeiam pelo jazz, pelo samba jazz e pelo choro.


Dolores Club


Inaugurado em maio, o Dolores Club é o novo espaço de música do Grupo Scenarium. O nome que batiza o local é uma homenagem a todas as artistas que marcaram diferentes épocas. À frente do estabelecimento estão os empresários Plínio Fróes, um dos principais articuladores da revitalização da Lapa nos anos 90, e Nelson Torzecki.


O espaço, onde décadas atrás funcionou a gafieira Humaitá Atlético Clube, foi reformado em 2002 e guarda a aura de outra grande artista brasileira, a cantora Emilinha Borba, que se apresentou no local e cujo retrato emoldurava uma das paredes. Para o novo empreendimento, Fróes investiu numa decoração temática. Cartões-postais românticos antigos e capas de disco da Bossa Nova agora fazem parte da ambientação. O espaço conta também com um armário art déco, usado em navios, com roupas de Emilinha Borba e da cantora Adelaide Chiozzo. Os vestuários foram cedidos anos atrás ao Rio Scenarium, mas nunca foram expostos.



No lounge, a grande atração é um piano de cauda adquirido da mansão da Urca de Abrahm Jabour, um dos maiores exportadores de café do mundo nos anos 50. O instrumento foi muito utilizado em apresentações de Elis Regina durante os famosos saraus organizados no local. Para que se possa admirar a beleza de seu mecanismo, ele conta com um tampo de vidro e iluminação interna.

 



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30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com