28 de maio de 2026

Peça “A serpente” de Nelson Rodrigues aborda temas sobre machismo, feminicídio e homofobia

“A serpente”, de Nelson Rodrigues, ganha os palcos da Sede Cia dos Atores, Lapa (RJ), em temporada que vai de 20 de maio a 10 de junho com sessões às quartas-feiras às 20h. Protagonizada, e dirigida, por Anna Helena Madruga a história tem como fio condutor duas irmãs que por amor, uma pela outra, tomam uma decisão desastrosa.

 

“A ideia surgiu de mostrar o lado feminino da história. Com o foco na história das irmãs e não na rivalidade”, diz Anna.

 

Sinopse: Rio de janeiro (1978), duas irmãs moram com seus maridos no mesmo apartamento. Para impedir uma tragédia, uma delas toma uma decisão que muda para sempre seus destinos.

 

A obra, que tem 48 anos, traz temas bem atuais, e importantes, para serem debatidos no palco.

 

“Nela é falado sobre machismo, feminicídio, homofobia que infelizmente são fatos atemporais. Nelson sempre foi atemporal. Felizmente para a crítica e infelizmente por ainda sofrermos isso como sociedade em 2026”, ressalta a diretora.


 

A Serpente


Local: Sede Cia dos Atores na Lapa

Temporada: 20 de maio a 10 de junho

Dias: Quartas-feiras

Ingresso: 50 reais (inteira), 25 reais (meia)

Classificação 16 anos

Gênero: Drama

Duração: 1h e 15 min

Venda: https://www.sympla.com.br/evento/a-serpente---sede-cia-dos-atores/341951



27 de agosto de 2026
A Universidade Federal Fluminense inaugurou este mês o Museu Audiovisual Universitário (MAU). O espaço integra o Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual (LUPA) e estará aberto para visitação gratuita todas as quartas-feiras, a partir do dia 26 de agosto, das 10h às 17h. A exposição de abertura do museu chama-se “A multiplicidade do cinema”, com curadoria do professor de Cinema e Vídeo da UFF e coordenador do LUPA, Rafael de Luna Freire, e explora a presença do cinema em diferentes esferas da sociedade. Por meio das peças do acervo, os visitantes terão acesso à objetos como a câmera cinematográfica da cineasta pioneira Carmen Santos e o projetor que funcionou no tradicional cine Pathé Palácio, na Cinelândia até o final dos anos 1990. Além disso, a mostra pretende levar as pessoas para o antigo Cine Metro, que marcou época na rua do Passeio entre as décadas de 1930 e 1940, e conduzi-las a uma reconstrução digital imersiva. O MAU também apresentará um documentário inédito em homenagem à “Cine Propaganda Fluminense”, empresa de Eduardo Abelin que exibia filmes nas ruas e praças de Niterói nos anos 1950 e 1960, produzido a partir de documentos doados ao LUPA pela família de Abelin. O LUPA, vinculado ao curso de Cinema e Vídeo, tem como objetivo promover e preservar prioritariamente a produção e a cultura audiovisual amadora do estado do Rio de Janeiro. Em 2024, o comitê gestor do laboratório aprovou a criação do Museu Audiovisual Universitário, que agora ganha seu espaço permanente no Casarão do Instituto de Artes e Comunicação Social (IACS), na rua Lara Vilela.
27 de agosto de 2026
Um encontro raríssimo entre dois universos expressivos separados por três séculos, mas unidos pela mesma busca é o que apresenta o Festival Lírico de Niterói - FELINI: a voz como território absoluto de verdade humana. A Cia. Brasileira de Ópera de Câmara apresenta, nos dias 28 e 29 de agosto, sexta-feira e sábado, um programa que aproxima o nascimento da ópera com Claudio Monteverdi da modernidade pungente de Francis Poulenc. O concerto abre com momentos essenciais do primeiro grande mestre do teatro musical, Claudio Monteverdi - compositor que, no início do século XVII, consolidou a ópera como forma dramática. Trechos como "Lamento della Ninfa", "Lamento d’Arianna" e episódios do "Combattimento di Tancredi" e "Clorinda" revelam um mundo onde palavra, gesto e afeto se fundem num teatro íntimo, direto e profundamente humano. São obras que fizeram da voz o centro irradiador da emoção e que permanecem entre os pilares da dramaturgia musical ocidental. Em diálogo com esse passado fundador, o programa apresenta "La voix humaine", de Francis Poulenc - um dos mais impactantes monodramas do século XX. Com texto de Jean Cocteau, a obra coloca em cena uma mulher em sua última conversa telefônica com o amante que a abandona. Em uma única voz, acompanhada apenas pelo piano - original do compositor, Poulenc revela abismos emocionais, vulnerabilidade, desejo, lucidez e desespero. É ópera reduzida à sua essência: uma alma diante do público. Ao unir Monteverdi e Poulenc, este programa reflete a missão da Cia. Brasileira de Ópera de Câmara: celebrar a potência dramática da voz, aproximar o público de obras que transformaram a história e criar pontes entre tradição, contemporaneidade e experiência humana. Serviço Ópera FELINI: Monteverdi e Poulenc Datas: 28 e 29 de agosto de 2026 Horários: Sexta, às 19h | Sábado, às 17h Duração: 80min Classificação: Livre Ingressos: R$ 60 (inteira) Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35 - Centro, Niterói