12 de outubro de 2026

Palco Niterói Música recebe Fred Tavares e Cláudio Vieira

Na segunda-feira, 12 de outubro, a partir das 17h30, o projeto Palco Niterói Música, na Calçada do Theatro Municipal de Niterói, recebe dois talentosos artistas de nossa cidade para shows gratuitos e imperdíveis.


Às 17h30, Fred Tavares se apresenta ao público com um tributo a Emílio Santiago. Emiliano é um espetáculo musical concebido para celebrar e preservar a obra de Emílio Santiago, um dos intérpretes mais relevantes da música popular brasileira. No palco, Fred Tavares reúne clássicos consagrados da carreira de Emílio, apresentados em arranjos elegantes, que valorizam a musicalidade, a letra e a memória afetiva do público. Acompanha Fred, uma banda formada por vários músicos que integraram a banda de Emílio, garantindo autenticidade, excelência técnica e fidelidade estética ao repertório apresentado.


Às 19h, é a vez de Cláudio Vieira subir ao palco com sua banda. Músico instrumentista, Claudio se apaixonou pela música aos 8 anos de idade, inicialmente, estudando piano. Ao ver seu pai tocando violão, gostou do som e resolveu trocar de instrumento. Em 'Baile Instrumental', o nome de seu mais recente projeto, o atista passeia pelas vertentes e estilos da música Instrumental brasileira e mundial. E também toca cavaquinho em seus shows, tocando temas e improvisos.



Serviço


Palco Niterói Música com Fred Tavares e Cláudio Vieira

Data: Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Horário: A partir das 17h30

Evento Gratuito

Classificação indicativa: Livre


Local: Calçada do Theatro Municipal de Niterói

End: Rua XV de Novembro, 35 - Centro 

12 de outubro de 2026
O Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) abre, no dia 13 de outubro de 2026, a exposição “As Palavras”, da artista e poeta visual carioca Suely Farhi. Com curadoria de Luiza Interlenghi, a mostra reunirá dez instalações, produzidas desde 1994 até hoje, incluindo obras inéditas, que trazem como tema o universo feminino. Esta será a primeira vez que a artista reúne trabalhos com essa temática. “Suely Farhi investiga o limiar entre palavra, imagem e espaço – a linguagem transmuta a realidade. As palavras – substantivo feminino plural – desenham o invisível e aderem aos objetos para iluminar a força da mulher”, escreve a curadora Luiza Interlenghi no texto sobre a concepção da exposição. Um dos destaques de “As Palavras” será a obra inédita “Elogios às marias-sem-vergonha”, composta por vasos de vidro transparentes e sobrepostos, com tamanhos e formatos variados, cheios d’água, onde estão serigrafados adjetivos positivos sobre as mulheres. “Será preciso movimentar o corpo, como uma dança, para poder ler todas as palavras”, conta a artista, que por meio de uma pesquisa sobre a flor maria-sem-vergonha, selecionou seus pontos fortes e também os pontos fracos, que foram valorados positivamente através de sinônimos. “O vapor sai dessa água e vai irradiando os elogios, fazendo um contágio invisível, uma contaminação pela palavra no ar”, ressalta. Também inédita e produzida este ano, a obra “Suspiros alfabéticos” traz 26 folhas de papel A2, em um painel de 10 metros de comprimento, cada uma com um desenho feito com uma letra do alfabeto. Duas dobras bem sutis nos papéis emolduram as letras e remetem à forma da virilha. “É uma alusão ao corpo feminino, mas o papel branco também lembra as estátuas de mármore. As letras trazem o som, o suspiro, uma sensação interna”, diz Suely Farhi. Além das obras inéditas, outras mais antigas foram atualizadas. “A temática principal do meu trabalho são esses pontos de tensão, de questionamento, de pensamento. Eu nem notava se estava fazendo algo que era feminino ou não”, afirma a artista. Sobre a atualização de algumas obras, ela diz: “Acho que esse milênio está ensinando a ver muito claramente algumas questões. Não quer dizer que eu não fosse feminista, mas a gente vai sabendo e vendo mais claramente certas coisas, inclusive até do meu próprio passado, coisas que vivi sem falar”, completa. Serviço: Exposição “As Palavras”, de Suely Farhi Abertura: 13 de outubro de 2026, às 17h Período de visitação: de 14 de outubro a 22 de novembro de 2026 Centro Cultural Justiça Federal Av. Rio Branco, 241 – Centro - Rio de Janeiro – RJ (21) 3261.2550 De terça a domingo, das 11h às 19h Entrada gratuita
12 de outubro de 2026
Como fazer uma imagem persistir em meio ao turbilhão visual do mundo contemporâneo? Como devolver duração a uma imagem em uma cultura com excesso de estímulos visuais? É a partir dessas questões que Ana Calzavara constrói "Desenredo", sua segunda exposição individual na Maneco Müller : Multiplo Galeria, que abre no dia 8 de outubro, no Leblon. Fruto de uma intensa temporada de trabalho em Lisboa, a série inédita de pinturas a óleo aprofunda a investigação poética da artista sobre a experiência do olhar e a forma como apreendemos as imagens em um cotidiano atravessado por telas e fluxos incessantes de informação. Partindo dessa fragmentação, as pinturas de Calzavara buscam justamente o contrário: captar do espectador um olhar mais duradouro e concentrado, no qual a atenção seja, de alguma forma, recuperada. "Desenredo" reúne conjuntos de paisagens, cenas que captaram o olhar da artista ao longo de uma temporada de dois meses na capital portuguesa. As pinturas aparecem em grupos, em conjuntos, como padrões, mas fragmentados, em pedaços que se misturam, se mesclam e se contaminam. Nada é linear, nem óbvio. A imagem existe numa espécie de jogo de aparecimento-desaparecimento, presença-ausência, permanência-mudança, clareza-ilegibilidade, continuidade-descontinuidade, que é como vemos o mundo hoje ("estamos cegos de tanto ver"). Outra característica da obra dela, presente nesses trabalhos, é o desejo de reter a imagem efêmera e incontrolável, aquilo que some no instante seguinte, o que é quase impossível de capturar, seja do mundo físico ou virtual. O texto crítico da mostra é de Pedro Duarte. Em "Substâncias de sombra", primeiras pinturas da série, raios de sol atravessam os ramos de uma árvore, mas o que vemos são apenas silhuetas. Em "Brilhos", o que vai para a tela é a bioluminescência das microalgas e plânctons da foz do Tejo, a luz mágica e fugidia na ondulação. Em "Riscos", é o pisca-pisca dos vagalumes numa floresta em Sintra. "Dados" traz padrões de azulejos do século XVI em combinação com QR Codes, como códigos digitais impregnados de significados, mas sujos, desbotados, desgastados pelo tempo, incompatíveis com a tecnologia de leitura de dados. Em "Estilhaços", ela reproduz aquelas imagens indecifráveis que surgem nas telas no momento de um curto-circuito de dados, os "glitches", remetendo ao estado de "burnout" da nossa atenção. Em "Véu e cinzas", vemos uma floresta calcinada, encoberta de fumaça, numa grande tela de 1,50 X 2,00 m, montada a partir de pequenas telas coladas, como um painel de azulejos. SERVIÇO Título: Ana Calzavara I Desenredo Texto crítico: Pedro Duarte Período da exposição: de 8 de outubro até 21 de novembro. Horário: das 18h às 21h Local: Maneco Müller : Multiplo Galeria Horário: de segunda a sexta, das 10h às 18h30 (sábados, sob agendamento)End: Rua Dias Ferreira, 417/206 - Leblon – Rio de Janeiro Entrada franca www.multiploespacoarte.com.br