6 de setembro de 2026

O premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” encerra temporada neste domingo no Teatro EcoVilla Ri Happy

Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” encerra temporada, neste domingo (06/09), na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. 


Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. O espetáculo é patrocinado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Ocean Pact, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei do ISS.


 

Serviço:

 

“TcHiBuM! – A Liga Aquática”

EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico

Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026

Telefone: 3553-2616

Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h

Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada)

Lotação: 325 pessoas

Duração: 1h05

Classificação: Livre

Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com

21 de outubro de 2026
Com idealização e direção do coreógrafo e performer Marcio Cunha, o espetáculo de dança “Filho da Margem”, nova produção da Cia. Boca do Mundo, estreia em 29 de outubro no Mezanino do Sesc Copacabana. Dando continuidade à pesquisa sobre dança e espiritualidade, a obra fecha a trilogia iniciada com “Pipoca” (2022) e “Boca do Mundo” (2023). A temporada segue até 8 de novembro, com sessões às quintas e sextas, às 20h30, e aos sábados e domingos, às 19h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026. Em “Filho da Margem”, Marcio Cunha divide a cena com as intérpretes-criadoras Carla Stank e Joana Carelli. Inspirados na relação entre corpo e espiritualidade nas tradições dos orixás, os três em cena vivem um ebó dançado: uma oferenda feita com o corpo, para e com Logunedé. Filho dos orixás Oxóssi e Oxum, Logunedé é o orixá da estratégia, um caçador encantado que transita entre dois mundos. Na mata, é o caçador ágil, com seu arco e flecha; no rio, é o encanto e a fluidez. O título do espetáculo remete a esse lugar de encontro: a margem é onde o rio encontra a mata. “Filho da Margem” é o primeiro espetáculo de Marcio Cunha com sua companhia rebatizada: a partir de agora, Cia. Boca do Mundo, e não mais levando o nome do próprio coreógrafo, como anteriormente. “Este espetáculo fecha uma trilogia que fala da relação entre corpo e espiritualidade, trazendo encruzilhadas com os arquétipos e itans dos orixás e com as danças populares brasileiras”, conta Marcio Cunha. “‘Filho da Margem’ segue a perspectiva dos outros dois trabalhos, ‘Pipoca’ e ‘Boca do Mundo’, feitos a partir dos arquétipos dos orixás Omolú e Exu. Este é com Logunedé”, completa o diretor. SERVIÇO Espetáculo: “Filho da Margem” Temporada: de 29/10 a 08/11/2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 20h30 | Sábados e domingos, às 19h Local: Sesc Copacabana – Mezanino (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$ 40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: Terça e quarta - das 9h às 20h | Quinta e sexta - das 9h às 20h40| Sábados, domingos e feriados - das 13h às 19h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 150 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 50 min. Instagram: @ciabocadomundo Site: www.artemarciocunha.com
21 de outubro de 2026
Espaço será desapropriado pela Prefeitura. A histórica casa de cultura será recuperada para, mais uma vez, abraçar a cena teatral da cidade Símbolo de experimentação artística, resistência e do movimento teatral de Niterói, o Teatro Leopoldo Fróes, fechado em 1991, deixou um buraco na cena cultural da cidade. Agora, a Prefeitura de Niterói articula a reabertura desse palco histórico. O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, assinará nesta semana o decreto que desapropria o espaço, que será completamente restaurado. A ideia é que a casa de cultura abrace a produção niteroiense, com espaço para o teatro e outras manifestações artísticas. “Niterói é uma das cidades que mais investem em cultura no Brasil. Acreditamos na cultura como elemento fundamental de nosso pacto de bem-estar social e prosperidade. Niterói se destaca no cenário nacional por muitos de seus talentos culturais e os niteroienses amamos a cultura. Meu desejo de recuperar o Teatro Leopoldo Fróes, fechado há mais de três décadas, é um projeto que estamos tratando com muito carinho e planejamento. Ele faz parte da memória afetiva da cidade e é um desejo antigo da classe artística. A história do teatro é forte, simbólica, e desejamos que ele abrace os grupos e coletivos teatrais e culturais niteroienses com seu fazer artístico desbravador. Mais do que isso, em Niterói a cultura é um ponto chave da economia criativa. Acreditamos que o Teatro Leopoldo Fróes, ao lado da Biblioteca que reabrimos na Praça da República, será um dos pilares que se somam ao nosso plano de revitalização completa do Centro de Niterói”, celebrou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. Aberto em 1973, o Teatro Leopoldo Fróes foi um famoso laboratório cultural que borbulhava com as experimentações artísticas de Niterói. O espaço, que antes abrigava o Teatro Alvorada, foi alugado pelo Instituto Niteroiense de Desenvolvimento Cultural (INDC) para suprir a demanda do setor durante a reforma do Theatro Municipal que acontecia na época. A autarquia assume o palco num momento emblemático: em 1973, durante os anos de chumbo da ditadura militar no Brasil, a casa de espetáculos havia sido fechada a mando do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). A medida foi uma resposta à encenação da peça “Arena conta Zumbi” pelo grupo Ceia, do Instituto Abel. O musical, considerado “subversivo”, coloca em cena a luta dos quilombolas de Palmares e sua resistência. Após dez meses fechado, o teatro é reaberto com um novo nome e passa a homenagear Leopoldo Fróes, grande ator e comediante nascido em Niterói que marcou o teatro brasileiro. Mantendo o caráter desbravador, o teatro foi casa de movimentos que tentavam reerguer a cultura na cidade, que sofreu enorme impacto com a fusão do Estado do Rio à Guanabara, em 1975. Movimentos como "Niterói vai Sumir"; "Niterói vai Assumir"; "Araribroadway"; os grupos “Grito”, "Papel Crepon" entre outros, procuravam dar oxigênio à cena cultural de Niterói. A vocação experimental do espaço foi fundamental para a formação de novos profissionais. Na década de 1980, o teatro passa a receber também espetáculos profissionais do Rio de Janeiro. Projetos como "Fim de Tarde", "Sete em Ponto", "Pixinguinha" e "Seis e Meia" foram marcas dessa nova fase. Sem deixar de ser o palco principal da cena niteroiense, o teatro também se tornou um ponto de referência para shows de música popular brasileira em Niterói. No período, Sidney Magal, Elza Soares, Leci Brandão, Zizi Possi, Elba Ramalho, Pepeu Gomes se apresentaram no Leopoldo Fróes. Dos artistas de Niterói, nomes como Zélia Duncan, Arthur Maia, Dalto, Byafra, Marvio Ciribelli, Sergio Chiavazzoli, Marcos Sabino e outros foram revelados à cena cultural nesse palco histórico. Também durante esse período, a Associação dos Trabalhadores em Artes Cênicas de Niterói (ATACEN) inicia o seu tradicional ciclo de leituras dramatizadas. Em 1991, o teatro deixa de funcionar sob a administração da Prefeitura e acaba sendo fechado. Artistas e produtores culturais da cidade criaram o movimento SOS Leopoldo Fróes em reação ao fechamento. A iniciativa promoveu um abraço e um show na Praça da República, além de um abaixo-assinado. No entanto, o ato não reverteu a decisão. Trinta anos depois, durante a pandemia de COVID-19 em 2021, o espaço foi atingido por um incêndio. A desapropriação e restauração do prédio surge num período de renovação do Centro de Niterói. Visto como o novo vetor de desenvolvimento econômico e social da cidade, a região se transforma após dez anos de investimentos em infraestrutura e remodelação. O programa Reviver Centro, que agrega essa requalificação, tem como pilar reaproximar o espaço público como lugar de pertencimento. Gastronomia, lazer, esporte, cultura e eventos nortearam parte da revitalização da zona central. Como resultado, a Arena Niterói; Complexo de Atletismo Aida dos Santos; Solar Notre Rêve; Museu do Cinema; Mercado Municipal de Niterói; e a Nova Catedral Católica são algumas das entregas.