30 de setembro de 2023

Peça ‘O Pequeno Príncipe’ encanta o público de todas as idades

Recontar O Pequeno Príncipe, uma história tão familiar e preciosa ao imaginário popular, é um desafio inspirador.
 
Riquíssima em signos e metáforas, essa história carrega inúmeras possibilidades de abordagem, sendo cada uma delas um vasto universo a ser explorado. A nós interessou investigar, especialmente, o resgate da infância, a relação que se estabelece na história entre o adulto e sua criança interior.
 
Certos modelos educacionais voltados à máxima capacitação do indivíduo tem conquistado cada vez mais espaço, em detrimento das vivências fundamentalmente infantis, do livre brincar e do estímulo da curiosidade e ludicidade não utilitaristas, um reflexo de um mercado profissional cada vez mais competitivo. Em função disso, crianças são muitas vezes tolhidas de importantes aspectos naturais da fase na qual se encontram, empurradas à racionalidade adulta antes que tenham tido a oportunidade de serem sensibilizadas em sua infância.
 
Dentre tantas leituras possíveis, para nós, O Pequeno Príncipe é a história de alguém que teve usurpado o seu direito de sonhar, de indagar, de expressar livremente a sua imaginação, ao ser obrigado a adentrar o pálido mundo da sensatez. Ao encontrar um principezinho cheio de perguntas, questões que o fazem refletir sobre o que é essencial, volta a se reconciliar com sua infância e se conecta com um céu de estrelas, amigas com as quais sempre poderá contar.


Datas

Até 01/10/23

Horários

Sábado e Domingo | 16h

Local

Cidade das Artes

 

9 de maio de 2026
Escola de São Gonçalo levará para a Sapucaí a histórica missão artística que reuniu principais nome da MPB em Angola O enredo do G.R.E.S Unidos do Porto da Pedra para o Carnaval 2027, desenvolvido pelos carnavalescos Caio Cidrini e Alex Carvalho e pelas enredistas Thaina Santos e Bia Chaves, foi anunciado pela escola e leva o título “Porto Kalunga”. O tema irá abordar a histórica missão artística realizada em Angola no fim da década 1970, que reunião importantes nomes da MPB, em uma viagem marcada por produções musicais populares brasileiras e angolanas para além dos limites do território nacional. Essa imersão em um país lusófono conectou artistas brasileiros ao solo sagrado e produziu feitos imensuráveis para a nossa cultura. A viagem aconteceu poucos anos após a Independência de Angola, conquistada em 1975, a partir de um convite da Secretaria de Estado de Cultura de Angola e da União Nacional dos Trabalhadores Angolanos. A missão reuniu artistas, compositores e intelectuais brasileiros em uma imersão cultural que fortaleceu os laços entre Brasil e África. “O Porto Kalunga é um enredo de muita memória e reconhecimento. Um olhar para uma travessia que marcou profundamente a MPB e a relação com Angola.” disse o carnavalesco Caio Cidrini. Entre os participantes estavam nomes como Martinho da Vila, Djavan, Dona Ivone Lara, Chico Buarque, Clara Nunes, João Nogueira e Dorival Caymmi, além de mais de 60 representantes da cultura brasileira. Durante a viagem, Martinho da Vila passou a ser reconhecido em Angola como um “Embaixador Cultural”. Djavan aprofundou referências que influenciaram diretamente sua identidade musical, enquanto Chico Buarque compôs Morena de Angola, eternizada na voz de Clara Nunes. A vivência também marcou profundamente artistas como Dona Ivone Lara, João Nogueira e Dorival Caymmi, que registraram em depoimentos e composições a forte conexão espiritual e cultural vivida em solo africano. A experiência influenciou diretamente a música popular brasileira e reforçou os laços entre Brasil e Angola por meio da arte, da ancestralidade e da música. “Estamos falando de histórias reais, que transformaram muitas vidas. Um encontro entre artistas e culturas que ajudou a construir identidades.” contou o carnavalesco Alex Carvalho.
9 de maio de 2026
Alunos da Orquestra da Grota embarcam para uma experiência internacional que une música, educação e intercâmbio cultural. Com apoio da Neltur, órgão da Prefeitura de Niterói, os jovens embarcaram na sexta –feira (08) para participar de um workshop e concerto na Alemanha, no próximo dia 10 de maio, na Escola de Música Mitte. Fundada em 1995 e sediada na comunidade da Grota do Surucucu, a Orquestra da Grota é mantida pelo Espaço Cultural da Grota (ECG) e se consolidou como uma importante iniciativa de inclusão social. O projeto utiliza o ensino da música clássica como ferramenta de transformação, oferecendo formação gratuita para crianças e jovens de comunidades e criando oportunidades que vão além do ambiente local. "Apoiar iniciativas como a Orquestra da Grota é investir não apenas na cultura e na transformação social, mas também na promoção internacional de Niterói. Esses jovens levam para a Alemanha o talento, a criatividade e a identidade cultural da nossa cidade, fortalecendo a imagem de Niterói como um destino turístico inovador, inclusivo e culturalmente vibrante", declarou o presidente da Neltur, André Bento. O apoio Municipal reflete a visão estratégica do prefeito Rodrigo Neves de promover internacionalmente a imagem da cidade. A Alemanha é um mercado estratégico para o turismo brasileiro e de Niterói. Em 2025, os alemães ocuparam o 5º lugar entre os visitantes internacionais atendidos nos Centros de Atendimento ao Turista de Niterói. " Esse intercâmbio mostra ao mundo que Niterói produz cultura de excelência e que investir em nossos jovens também é promover o futuro do turismo da cidade.” observou André Bento. A apresentação na Alemanha será realizada em parceria com o grupo brasileiro Som Doce da Grota e também contará com um workshop voltado para estudantes a partir de 11 anos. A proposta é promover uma imersão na música brasileira, com foco na prática coletiva, no desenvolvimento rítmico e no diálogo entre diferentes culturas. Durante o concerto, o grupo vai apresentar o arranjo de uma composição de Lundu (dança e canto de origem africana que serviu de base para a música popular brasileira) que foi recolhida por Carl Friedrich Phillip von Martius, um dos mais importantes pesquisadores alemães do século XIX. “O von Martius recolheu 20 melodias aqui no Brasil, inclusive esse Lundu. No museu de antropologia de Itaipu tem o registro da presença dele em nossa região. O Carlos Rodrigues, que faz parte do nosso grupo, fez o arranjo que tocaremos lá.” Explicou Lenora Mendes, professora que faz parte da comitiva para a Alemanha. Ao longo de três décadas de atuação — celebradas em 2025 — a Orquestra da Grota formou gerações de músicos e ampliou sua presença para cidades como São Gonçalo, Itaboraí e Nova Friburgo. Seus integrantes já se apresentaram em importantes espaços culturais, como o Theatro Municipal de Niterói e o Solar do Jambeiro, consolidando o projeto como referência em educação musical e impacto social. Michelle Silva, de 33 anos, iniciou no projeto ainda criança e trilhou seu caminho pessoal e profissional através do que vivenciou na Orquestra. Ela afirmou que o apoio da Prefeitura de Niterói foi fundamental para viabilizar a apresentação na Alemanha. “Sem dúvidas o investimento da prefeitura possibilitou essa viagem. Sem essa ajuda,esse sonho seria colocado na gavetinha, como muitos outros", disse. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Niterói com políticas públicas voltadas à inclusão de jovens por meio da cultura. Ao investir na formação artística e em experiências internacionais, o Município amplia horizontes e fortalece trajetórias que começam dentro das comunidades e alcançam o mundo. “
Eu estou aqui há 10 anos e é muito bom ter oportunidades de ir pra lugares novos. Eu costumo dizer para as pessoas que eu não sei o que seria da minha vida se eu não tivesse vindo da Grota. Isso mudou completamente a minha vida.” disse, emocionada, a percussionista Lari Reis. Mais do que uma viagem, a participação no intercâmbio representa a continuidade de um trabalho que une educação, cidadania e cultura — mostrando como a música pode abrir caminhos e conectar realidades distintas.