29 de abril de 2025

O Auto da Compadecida volta ao cartaz na Sede Cia dos Atores

Com direção de Claudia Ventura e Alexandre Nunes, peça da In Cena Produções chega à Lapa depois de passar por teatros da Gávea e de Ipanema Sucesso da In Cena Produções, o espetáculo “O Auto da Compadecida” volta ao cartaz, a partir de 2 de maio, para curta temporada na Sede Cia dos Atores, na Lapa. Escrito em 1955, o famoso texto de Ariano Suassuna (1927-2014) já ganhou diversas montagens no teatro, no cinema e na TV. Agora, a dupla de diretores Claudia Ventura e Alexandre Dantas apresenta uma versão contemporânea das peripécias de João Grilo e Chicó. A peça estreou em 2023 e fez temporada também ano passado, sempre com sessões lotadas.


“A gente está muito feliz com a volta do espetáculo, justamente no ano em que o texto do Ariano Suassuna completa 70 anos. Esta nova temporada também é uma forma de honrar o legado deste grande autor. A nossa adaptação está mais próxima do texto original do que a dos filmes, e a gente espera que novos espectadores venham à Lapa conhecer essa história”, celebra a diretora artista da In Cena Produções, Cella Bártholo.


Em “O Auto da Compadecida”, somos transportados para o sertão nordestino com uma trupe de circo que recria um retrato abstrato da região. Através das incríveis aventuras e confusões dos conhecidos e amados personagens João Grilo, o típico anti-herói brasileiro, e Chicó, seu fiel escudeiro, a peça aborda temas como a religiosidade popular, corrupção e desigualdade social, sempre com um tom de humor, ironia e irreverência característicos da obra de Suassuna.


Apesar de fiel ao texto, esta não é uma montagem com elementos caricaturais do Nordeste, onde a história se passa. Para narrar as trapaças e artimanhas dos protagonistas, os diretores optaram por uma encenação focada no ator e na palavra, isto é, criada a partir da relação do elenco com a obra. “O grande diferencial nesta montagem é a inspiração nas origens do circo-teatro. O elenco é uma trupe, um grupo de contadores, que chega ali para se divertir e contar essa história, sem cair no óbvio. Quisemos trazer uma encenação diferente que toque e fique nas pessoas”, diz Claudia.


A ausência do sotaque foi uma das escolhas da direção, assim como o cenário e o figurino, que foram trabalhados sem muitos elementos que remetessem diretamente e/ou sublinhassem as características regionais. “O Ariano é tão genial que a estrutura das frases já evoca esse espaço físico nordestino. Por isso, não precisa ter o sotaque, o padre com a batina. Apenas evocamos esses elementos”, explica Claudia. Segundo ela, a ideia é induzir que cada pessoa na plateia imagine o seu próprio cenário através da palavra, da manipulação dos objetos e do jogo de cena corporal. “A imagem do que está sendo construída em cena só termina na cabeça de quem está assistindo”, conclui.


Outra preocupação dos diretores foi tentar manter a originalidade do texto de Suassuna, mas suprimindo aspectos datados, que não cabem mais ser replicados. “Estamos falando de um texto de 1955 e isso nos fez deparar com um discurso patriarcal que está desatualizado. Nesses casos, optamos por suprimir algumas falas, mas sem perder a piada, claro”, explica Alexandre. O mesmo foi pensado para as cenas de violência, mas, dessa vez, o artifício foi se apoiar no humor. “Outro ponto que nos deparamos foi com a quantidade de mortes. Resolvemos, então, ir na direção do humor, pra palhaçaria e teatralidade, buscando suavizar essa violência presente na trama”, diz. A montagem conta com 21 atores, entre profissionais e iniciantes, que fizeram parte do curso de “Prática de Montagem” da In Cena.


Serviço:


Temporada: 2 a 11 de maio


Sede Cia dos Atores: Na Escadaria Selarón – Rua Manuel Carneiro, 12 - Santa Teresa Telefone: (21) 2242-4176


Dias e horários: sextas às 20h, sábados, às 17h e 20h, domingo, às 15h e 18h. Não haverá apresentação no dia 3/5.


Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada)


Duração: 2h


Classificação etária: 12 anos


Capacidade de público: 58 pessoas


Venda de ingressos:


https://www.sympla.com.br/evento/o-auto-da-compadecida/2915108?

5 de outubro de 2026
Mais de quatro séculos depois de sua criação, Romeu e Julieta segue atual e volta ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em uma nova montagem, reunindo o Ballet e a Orquestra Sinfônica da casa, sob direção, concepção e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni, regência de Tobias Volkmann e direção geral de Hélio Bejani. Com patrocínio oficial Petrobras, o espetáculo revisita a célebre partitura de Sergei Prokofiev para contar a história de dois jovens cujo amor é interrompido pela rivalidade entre suas famílias, Capuletos e Montéquios. A montagem traz à cena temas como a intolerância, os conflitos e a dificuldade de conviver com as diferenças, questões que permanecem presentes na sociedade contemporânea. As apresentações acontecem de 7 a 10 de outubro, às 19h e no dia 11, às 17h. No elenco, os primeiros bailarinos Márcia Jaqueline, Cícero Gomes, Juliana Valadão e os solistas Gabriela Cidade e Rodrigo Hermesmeyer. Serviço: Romeu e Julieta Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro Dias: 6/10 (Ensaio Geral), 7/10 (Estreia), 8/10,9/10,10/10, às 19h e 11/10, às 17h Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro Ingressos: Frisas e Camarotes – R$90,00 (ingresso individual) Plateia e Balcão Nobre – R$80,00 Balcão Superior e Lateral – R$50,00 Galeria Central e Lateral– R$30,00 Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.
5 de outubro de 2026
Com apresentação agendada para o Theatro Municipal de Niterói, na quarta-feira, 07 de outubro, às 19h, em O Teatro da Cura: Música e Medicina o grupo propõe um percurso pela música de câmara em diferentes formações, com concertos comentados e o uso de instrumentos de época - alguns deles originais do século XVIII. O espetáculo O Teatro da Cura, parte da série "Viagem no Tempo", apresenta uma reflexão sobre as maneiras como a sociedade lidou com os males físicos e os desafios da saúde ao longo dos séculos. Através de peças musicais do período barroco, a montagem relaciona práticas históricas de cuidado com obras de compositores renomados. A interpretação é realizada com instrumentos históricos, preservando a sonoridade e a técnica do repertório selecionado, e a apresentação combina trechos narrativos e de caráter cômico para contextualizar a relação entre arte, história e a figura do médico. O espetáculo traz um retrato musical divertido e sentimental da medicina e dos médicos, com suas pílulas, cirurgias, elixires e encantamentos para lidar com os males da condição humana. No programa, música de Bach, Haendel, Lully, Couperin, Marais, Charpentier, Kuhnau. Com Laura Rónai, (flauta barroca), Roger Ribeiro (violino barroco), Eduardo Antonello (cravo), e Myrna Herzog (viola de gamba). Serviço O Teatro da Cura | Série "Viagem no Tempo" com Ensemble PHOENIX Data: Quarta-feira, 07 de outubro de 2026 Horário: 19h Classificação indicativa: 12 anos Duração: 60min Ingressos: R$ 80,00 (R$ 60,00 na compra antecipada até o dia 06/10) Vendas pelo Fever, ou na bilheteria do Theatro Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35, Centro - Niterói Site: www.tmjc.com.br