12 de maio de 2026

Novo álbum d’Os Garotin vira exposição de arte no Rio de Janeiro com obras inspiradas nas músicas


No evento de apresentação do álbum, no Circo Voador, as obras, criadas por artistas visuais a partir da escuta das faixas, foram exibidas pela primeira vez e agora ganham novo desdobramento em um leilão beneficente com impacto social em São Gonçalo


 

A música ganha forma, cor e materialidade no novo projeto d’Os Garotin. Para marcar o lançamento de “Força da Juventude”, segundo álbum do trio, o grupo apresenta uma exposição inédita que desdobra as faixas do disco em obras visuais, transformando o álbum em uma experiência que vai além da música.

 

A iniciativa reúne 12 artistas de diferentes regiões do Brasil, convidados a criar trabalhos autorais a partir da escuta das músicas. A seleção parte da curadoria de Iuna Patacho, Pedro Treiguer e Anchietx, que busca reunir diferentes trajetórias, linguagens e perspectivas, ampliando o alcance do projeto e evidenciando novos nomes da cena contemporânea. Nesse processo, cada artista desenvolve sua própria leitura visual das faixas, com obras que respondem às atmosferas, narrativas e sentimentos presentes no álbum. 

 

“Foi incrível poder pensar esse projeto de uma forma meio metalinguística. Pensar a arte através da arte. Pensar nas artes visuais a partir das músicas apresentadas. Foi um desafio maravilhoso e intrigante. Quando convidamos cada artista, não fazíamos ideia do resultado que sairia dali, só tínhamos a certeza de que daria muito certo! Misturar duas linguagens distintas é sempre desafiador, sobretudo quando os envolvidos são pessoas tão diferentes, com bagagens de vida diferentes, o que confere pontos de vista e lugares de fala diferentes. E talvez esteja aí mesmo a beleza do projeto todo. Ampliar essa visão de mundo”, diz Iuna Patacho, curadora da exposição d’Os Garotin e produtora do Museu de Arte do Rio, Gestora Cultural, Cientista social, produtora do carnaval de rua do RJ.


Mais do que uma ação paralela ao lançamento, a exposição se insere no próprio conceito de “Força da Juventude”, que propõe a juventude como um estado de movimento, troca e construção coletiva. Com 13 faixas e participações de nomes como Lenine, Liniker, Marina Sena, BK’ e Arthur Verocai, o álbum já nasce expandido, atravessando diferentes gerações, estéticas e formas de expressão.

 

Apresentadas ao público no evento de lançamento, no Circo Voador, no dia 5 de maio, as obras transformaram o disco em uma experiência imersiva, em que som e imagem se complementam. Cada artista ofereceu uma leitura própria das músicas, evidenciando a diversidade de olhares que compõem o projeto.

 

Após a estreia, os trabalhos seguirão em circulação por meio de um leilão beneficente, com renda destinada à compra de instrumentos para instituições de São Gonçalo. A iniciativa reforça o compromisso coletivo que orienta o projeto, conectando produção artística, acesso à cultura e impacto social.

 

“Desde o lançamento do primeiro álbum, já tínhamos o desejo de doar violões amarelos para instituições de São Gonçalo. Existe entre os meninos a vontade de retribuir no possível para a cidade que os criou. Acreditamos que a arte como um todo tem um poder de transformação social, seja na música, artes plásticas, dança ou qualquer outra expressão artística. É através dessa mistura e do poder do coletivo que enxergamos a força da juventude que não tem a ver exatamente com faixa etária e sim com uma energia visceral que movimenta, mobiliza, constrói!”, finaliza Pedro Treiguer, curador e produtor executivo d’Os Garotin. 



30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com