11 de maio de 2026

Teatro Vannucci recebe curta temporada do espetáculo “Freud e o Homem dos Ratos”

Após uma turnê aclamada por público e crítica, o espetáculo “Freud e o Homem dos Ratos” reestreia no Rio de Janeiro, entre os dias 08 e 29 de maio, no Teatro Vannucci, sempre às sextas-feiras. A peça relata a vida de um jovem chamado Ernst Lanzer, interpretado por Igor O. Coelho, que, atormentado por seus pensamentos obsessivos ligados a uma tortura com ratos, foi atendido pelo psicanalista Sigmund Freud, vivido por Antonio Quinet.


As bem-sucedidas sessões de análise deram origem ao célebre estudo clínico “O Homem dos Ratos”, que Freud apresentou no Primeiro Congresso de Psicanálise, em Salzburg, em 1908. O espetáculo transcorre no consultório de Freud, em um cenário contemporâneo não naturalista, onde o público acompanha as sessões de análise com o homem.


Durante o espetáculo, muitas dúvidas afligem o jovem, especialmente em relação a com quem deve se casar. A mulher que ama é proibida pela família, já a prima rica trará fortuna para gerir os negócios familiares. Por outro lado, ele tem uma relação problemática com o pai, um jogador, libertino e cruel, a quem odeia, teme e, paradoxalmente, ama. Seus sintomas e angústia o tornaram incapacitado para o trabalho e para o relacionamento amoroso.


“É a primeira vez que esse caso de Freud é transformado em espetáculo teatral. É um caso muito interessante e difícil de neurose obsessiva. O que a psicanálise mostra nessa história é a origem dos sintomas cujo deciframento revela de forma contundente e clara o funcionamento do inconsciente”, afirma Quinet.


“O espetáculo é repleto de cenas oníricas, leva o público para dentro da mente do paciente, revelando memórias da infância, sonhos e o mundo das fantasias”, acrescenta o diretor.


De acordo com o diretor, junto com Freud o espectador vai interpretando e entendendo a complexidade do caso até sua resolução. “É uma peça bastante plástica, que transporta o espectador para o inconsciente do protagonista, e transforma o caso em uma obra de arte ao alcance do público”, adianta Quinet.


Antonio Quinet e Cia. Inconsciente em Cena


Artista e Psicanalista com formação na Escola de Lacan, em Paris, doutor em filosofia pela Universidade de Paris VIII, professor universitário, dramaturgo e encenador há mais de 20 anos com sua Cia. Inconsciente em Cena. Atuou também como Freud na internacionalmente conhecida peça de teatro Hilda e Freud. Membro da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo lacaniano, conferencista internacional, tem vários livros de Psicanálise publicados no Brasil e no exterior. 


Antonio Quinet escreveu e encenou diversas peças de teatro apresentadas em várias cidades do Brasil e do Mundo. Sua pesquisa pioneira sobre psicanálise e teatro, tanto teórica e acadêmica quanto cênica, é mundialmente reconhecida e resultou no livro O Inconsciente Teatral publicado no Brasil, na França e em breve na Argentina. É Diretor da Cia. Inconsciente em Cena, que tem como objetivo a transmissão da psicanálise através do teatro. Patrono do Freud Museum de Londres, encena peças de teatro.


Ficha técnica:


Dramaturgia: Antonio Quinet baseado no texto de Sigmund Freud


Direção: Antonio Quinet


Elenco: Antonio Quinet e Igor O. Coelho


Direção musical: Alexandre Marzullo


Direção de movimento: Dani Cavanellas


Cenário: Antonio Quinet


Iluminação: Vilmar Olos


Direção de interpretação vocal: Rose Gonçalves


Assistentes de direção: Patrícia Batitucci e Rafael Telles


Mídias digitais: Breno V. Costa


Produção: Atos e Divãs Produções


Produção Executiva: Wagner Uchoa 


Realização: Cia. Inconsciente em Cena


Assessoria de imprensa: Alessandra Costa


Apoio: ESPE


Serviços


Espetáculo: “Freud e o homem dos Ratos”


Temporada: 08, 15, 22 e 29 de maio


Apresentações: toda sexta, às 20h30.


Teatro: Teatro Vannucci | Shopping da Gávea


Endereço: Rua Marquês de São Vicente 52 – 3° Andar


Ingressos: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia) - Sympla


Duração: 70 min.

30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com