18 de setembro de 2026

Museu Nacional de Belas Artes inaugura a exposição “Abolicionistas Brasileiras”

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) inaugurou nesta quarta(16) a exposição “Abolicionistas Brasileiras”, promovida pelo Instituto Artistas Latinas. Com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, a mostra reúne trabalhos de 47 artistas visuais que revisitam as trajetórias de mulheres negras que marcaram a história e tiveram seus nomes silenciados ou apagados pelas narrativas oficiais. Em diálogo com pinturas do acervo da instituição, obras contemporâneas lançam novos olhares sobre personagens como Aqualtune, Anastácia, Maria Firmina dos Reis, Maria Felipa, entre outros símbolos femininos de resistência, protagonismo negro e luta por liberdade. Com entrada franca, a exposição ocupa a icônica Sala Bernardelli, agora totalmente reformada.


A abertura acontece junto com a reinauguração de três espaços expositivos do museu em setembro, que passa por reformas desde 2020. O evento integra a agenda da Semana de Arte do Rio, promovida pela Secretaria Municipal de Cultura, de 16 a 27 de setembro, durante a ArtRio 2026, que, este ano, celebra sua 16ª Edição, na Marina da Glória, de 16 a 20 de setembro.


Promovida pelo Instituto Artistas Latinas, “Abolicionistas Brasileiras” reúne trabalhos de artistas como Luna Bastos, Renata Felinto, Guilhermina Augusti, Lidia Lisbôa, Mônica Ventura, Aline Motta, Manuela Navas, entre outras. Ao todo, a mostra já alcançou mais de 100 mil visitantes ao longo de suas passagens pelo Museu de Arte do Rio (MAR); pelo Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM), no Recife; pela Casa da Cultura da América Latina, em Brasília; e pelo Centro Cultural São Paulo (CCSP). De volta ao Rio de Janeiro, o projeto ganha nova dimensão, incorporando obras do acervo do MNBA, como pinturas de Marcia Falcão e Maria Auxiliadora.


“Abolicionistas Brasileiras” apresenta-se como a maior exposição já realizada no Brasil dedicada à produção de mulheres artistas negras, reunindo diferentes gerações, linguagens e perspectivas em torno de experiências, memórias e lutas protagonizadas por mulheres negras no país. Ao ampliar a visibilidade dessas artistas e promover o reconhecimento de suas contribuições para a produção contemporânea das artes visuais brasileiras, o projeto reafirma o compromisso do Instituto Artistas Latinas com a pesquisa, a preservação e a difusão da produção de mulheres artistas latino-americanas, consolidando a instituição como uma referência na construção de novas narrativas para a história da arte.


Segundo Paulo Farias, diretor do Instituto Artistas Latinas, “Abolicionistas Brasileiras” articula passado e presente para questionar os mecanismos de apagamento produzidos pelo projeto colonial e evidenciar como essas estruturas ainda moldam as disputas de memória e representação no Brasil. “Em diferentes linguagens, as obras nos fazem refletir sobre a permanência das estruturas de raça e gênero na sociedade brasileira, propondo novas formas de compreender o passado e pensar o futuro”, explica ele. “A mostra traz uma reflexão sobre as formas de representação da mulher negra e sobre questões como o direito à memória, à moradia, ao território, à educação, elaborando visões de futuro pautadas pela liberdade, pelo cuidado, pela ancestralidade e pela construção de novos imaginários”, diz Ana Carla Soler.


Para Daniela Matera do Monte Lins, diretora do MNBA, a inclusão da mostra no calendário expositivo do museu, que completa 90 anos em 2027, amplia as possibilidades de articulação entre patrimônio, história e produção artística contemporânea. “A mostra Pretagonismos abriu, a partir do acervo do MNBA, importantes caminhos para a revisão das narrativas sobre quem produz, ocupa e constrói a história da arte brasileira. Abolicionistas Brasileiras se insere nesse mesmo compromisso institucional, trazendo para o centro trajetórias e protagonismos que, por muito tempo, permaneceram à margem das narrativas oficiais”, afirma. A assinatura do projeto expográfico é de Gisele de Paula. A realização é do Instituto Artistas Latinas, que, em 2026, celebra sete anos de atuação na promoção, pesquisa e difusão da produção artística de mulheres latino-americanas.



ARTISTAS


Alice Lara, Aline Motta, Amanda Cursino, Ana das Carrancas, Ana Lira, Andréa Hygino, Azizi Cypriano, Bianca Foratori, Brenda Bazante, Claudia Lara, Daiane Lucio, Daniele Rodrigues, Débora Passos, Dyana Santos, Guilhermina Augusti, Janaina Vieira, Julia Vicente, Larissa de Souza, Laryssa Machada, Letícia Miranda, Lidia Lisbôa, Lídia Vieira, Luna Bastos, Manu Gomez, Manuela Navas, Márcia Falcão, Maria Auxiliadora, Maria Lídia Magliani, Mariana Maia, May Agontinmé, Medusa Yoni, Mônica Ventura, Nazaré Soares, Nice Nascimento, Renata Felinto, Renata Leoa, Roberta Holiday, Sheyla Ayo, Silvana Mendes, Siwaju Lima, Stefany Lima, Suelen Lima, Thais Basilio, Thais Iroko, Valquíria Pires e Xica



PERSONAGENS HISTÓRICAS


Aqualtune: mulher negra líder quilombola, chefe de um dos principais assentamentos que formavam o Quilombo dos Palmares, no século XVII.


Anastácia: conhecida como Escrava Anastácia, teria sido escravizada no século XVIII e sentenciada a usar uma máscara punitiva de ferro na boca por se negar a ter relações com seu escravizador.

Maria Firmina dos Reis: considerada a primeira romancista negra da América Latina, foi uma professora, compositora e escritora brasileira, nascida no século XIX.


Maria Felipa: combateu na Batalha de Itaparica, na campanha de Independência da Bahia, também chamada de Independência do Brasil na Bahia. Ao lado de Joana Angélica e Maria Quitéria, entrou para a história como símbolo da resistência.



SERVIÇO


Exposição: Abolicionistas Brasileiras

Curadoria: Ana Carla Soler

Co-curadoria: Francela Carrera e Carolina Rodrigues

Abertura: 16 de setembro de 2026 (quarta-feira), às 11h

Período expositivo: até 19 de dezembro de 2026

Horários: de terça a sábado, das 11h às 17h (última entrada às 16h30). No segundo sábado do mês, das 11h às 15h.

Local: Museu Nacional de Belas Artes – Sala Bernardelli

Endereço: Avenida Rio Branco, 199 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)

Realização: Instituto Artistas Latinas

Projeto expográfico: Gisele de Paula

Valor: Entrada franca

Classificação etária indicativa: Livre



18 de setembro de 2026
Iniciativa criada por artistas abre as portas de 45 espaços de criação do Centro do Rio ao público nos dias 18 e 19 de setembro, ampliando os percursos da arte contemporânea pela cidade durante a Semana de Arte do Rio Nos dias 18 e 19 de setembro, o Centro do Rio de Janeiro se transforma em um grande território de criação e circulação artística com a primeira edição do Circuito de Ateliês do Centro. Criado e articulado por artistas, o projeto reúne 45 ateliês, ocupados por cerca de 160 artistas contemporâneos, que abrirão suas portas para visitação do público durante a programação da Semana de Arte do Rio e da ArtRio. A iniciativa propõe aproximar visitantes dos espaços onde a arte é produzida, revelando processos, pesquisas e trabalhos que muitas vezes permanecem restritos ao cotidiano dos ateliês. Mais do que uma programação de visitação, o Circuito nasce como uma rede de artistas que busca fortalecer as conexões entre os espaços de criação do Centro e ampliar as possibilidades de circulação da produção contemporânea. Ao abrir os ateliês, o projeto desloca o público dos espaços tradicionais de exposição para os lugares onde as obras são pensadas, experimentadas e construídas, criando novas formas de encontro entre artistas, colecionadores, curadores, profissionais do setor e público em geral. SERVIÇO Circuito de Ateliês do Centro Data: 18 e 19 de setembro de 2026 Programação e horários: @circuito.de.atelies.do.centro Mapa virtual: circuitodeateliesdocentro.com.br Visitação: Gratuita
18 de setembro de 2026
Projeto assinado pelo DJ MAM reúne shows, exposição, conferência e vivência indígena no Museu de Arte do Rio e na Praça XV, entre 18 e 27 de setembro Artes visuais, música, painéis sobre cultura popular e saberes ancestrais. Durante os dias 18 e 27 de setembro, o festival Sotaque Carregado apresenta uma agenda cultural diversificada, com atividades que acontecem no Museu de Arte do Rio (MAR) e em um grande palco montado na Praça XV, ambos no Centro do Rio. A programação faz parte da Semana de Arte do Rio, que acontece no mesmo período, tendo a região central da cidade como ponto de encontro entre a arte e a cultura. “Essa é uma nova ação do projeto Sotaque Carregado, que se prepara para celebrar 20 anos de história. Desde o início, promovemos encontros entre diferentes expressões da cultura brasileira, conectando tradição e contemporaneidade”, destaca o DJ MAM, idealizador do festival. SERVIÇO Festival Sotaque Carregado — Semana de Arte do Rio 18 de setembro (sexta-feira): - Museu de Arte do Rio - 10h às 18h: Exposição e Conferências .14h - Painel “Arte, Ancestralidade e Futuros Possíveis”: Debate sobre curadoria decolonial, arte indígena e tecnologias ancestrais. Participantes: Sandra Benites, Bea Machado, Thais Iroko e Marcelo Campos. Mediação: Nelson Gobbi .15h20 - Painel “Festivais e a Circulação Cultural”: Troca de experiências sobre produção de eventos, ocupação urbana e mercado musical. Participantes: Renee Chalu (Festival Se Rasgum), Rita Fernandes (Casa Bloco), Lu Araújo (Mimo Festival) e Daniel Stain (Blue Note e Tim Music Noites Cariocas). Mediação: Luciana Adão (Espaço Petrobras Futuros) - Praça XV – Centro do Rio .16h - Show Damasound (Festival Se Rasgum / Belém / PA) .17h30 - Programa “Brasilidade com Sotaque Carregado” (ao vivo) para rádio Positividade FM - apresentação DJ MAM e Marcson Muller .18h30 - Orquestra Voadora apresenta álbum Elétrica .19h30 - BNegão Bota Som . 20h30 - Roda de Sambarimbó com DJ MAM, Felipe Cordeiro, Eliana Pittman e Cláudio Jorge . 21h30: Festa Rastro de Cobra com DJ Túlio Baía e Caio Bucker . 22h30 às 23h30: YOLO Love Party com DJ Tamy e Hey Jimmy Jay 17h às 23h30: Feira Sotaque Carregado & Rastro de Cobra 27 de setembro (domingo) - Museu de Arte do Rio 11h às 14h: Vivência indígena com Tupãzinho Guarani