25 de maio de 2026

Masculinidade em pauta na Cidade das Artes

O tema da masculinidade ganhou relevância e será explorado em diversos painéis do Rio2C, considerado o maior encontro de criatividade da América Latina, entre os dias 26 e 31 de maio, na Cidade das Artes. Segundo Rafael Lazarini, CEO do evento, a proposta é abrir espaço para novas narrativas masculinas no cinema, na televisão e no entretenimento.


Provocação aos criadores A programação inclui o painel “I Don’t Wanna Be a Macho Man: Masculinidades em Cena”, marcado para 31 de maio, com a participação dos atores Eduardo Moscovis e Ícaro Silva, além do jornalista Ismael dos Anjos. O objetivo é discutir modelos nocivos de masculinidade que se espalham, sobretudo, nas redes sociais.


A expansão da machosfera Nos últimos anos, comunidades digitais conhecidas como machosfera têm propagado discursos de dominação masculina e misoginia. Um estudo do NetLab/UFRJ identificou, em 2024, 137 canais no YouTube dedicados a esse tipo de conteúdo. A atualização divulgada em março mostra que 123 continuam ativos, com aumento expressivo no número de inscritos e vídeos publicados.


Impactos sociais e legais De acordo com a psicóloga Valeska Zanello, influenciadores lucram com esse movimento, atraindo jovens em crise de identidade. Ela lembra que a nova lei que criminaliza a misoginia busca impedir que tais discursos sejam tratados como liberdade de expressão. A relação entre conteúdos misóginos e episódios de violência contra mulheres já está bem documentada.


Casos recentes e estatísticas No Rio de Janeiro, os registros de adolescentes envolvidos em crimes sexuais cresceram 93% entre 2021 e 2025. Apenas em 2025, 832 menores foram apontados como suspeitos de abusos, em sua maioria contra meninas. Esse cenário reforça a preocupação com a influência da machosfera.


Reações e controvérsias O ator Juliano Cazarré anunciou o projeto O Farol e a Forja, voltado para homens, o que gerou polêmica entre artistas. Enquanto nomes como Marjorie Estiano e Paulo Betti criticaram a iniciativa, cantoras como Claudia Leitte e Luiza Possi manifestaram apoio. Cazarré defende que o objetivo é “formar homens melhores”.



Contrapontos e novas vozes Apesar da força dos discursos retrógrados, há influenciadores e projetos que buscam repensar a masculinidade. Perfis como Homem Sem Tabu, de Thiago Oliveira, e iniciativas como o Memoh e o Instituto Mapear promovem reflexões e grupos de diálogo sobre gênero e paternidade.


O tema na cultura e na mídia O debate também chega às produções culturais. A Globo, por exemplo, tem revisitado novelas antigas com alertas de gatilho e cortes em cenas de violência doméstica, refletindo mudanças na percepção social sobre comportamentos antes naturalizados.



10 de julho de 2026
O Arte na Rua leva muita música para diferentes cantos de Niterói, com ritmos diversos e artistas da cidade. É tudo gratuito e pra todos os públicos. Confira a programação completa! Belliza Luar - música Sábado, 11 de julho, 14h Praça das Amendoeiras - Itaipu DJ Flávio Guanabara - música Domingo, 12 de julho, 10h Praça Luiz Gomes da Silva - Piratininga Gusmão - música Domingo, 12 de julho, 12h Praça Luiz Gomes da Silva - Piratininga Sambreja - música Domingo, 12 de julho, 13h Praça Luiz Gomes da Silva - Piratininga
10 de julho de 2026
Uma das bandas britânicas de rock mais emblemáticas de todos os tempos ganhará uma homenagem da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca (OSJC) e do Coro Juvenil do Rio de Janeiro (CJRJ) no dia 17 de julho (sexta, às 19h) no Teatro João Caetano, no Centro do Rio. A entrada é gratuita. No concerto “Queen Sinfônico – 80 anos de Freddie Mercury”, clássicos do Queen, como “I Want To Break Free”, “Radio Ga Ga”, “Bohemian Rhapsody”, “We Are The Champions” e “Love Of My Life”, serão apresentados em versão orquestrada, com a participação especial dos cantores André Salles, Bruno Jovita, Thallyta Braz, Thiago Millores e Thuany Schnaider. A regência do concerto é do maestro Carlos Sarria. O concerto tem patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e da CAIXA.  Na década de 1970, Freddie Mercury e seus companheiros Brian May, Roger Taylor e John Deacon mudaram o mundo da música ao formar a banda Queen. O quarteto rompeu as barreiras do rock tradicional ao incorporar a grandiosidade e a complexidade da música clássica e da ópera em suas composições. A pianista Moana Martins, diretora-executiva do IMBE – Instituto Brasileiro de Música e Educação, organização social sem fins lucrativos da qual a OSJC e o CJRJ fazem parte, acredita que o Queen foi uma das bandas que mais dialogou com a música de concerto. “Muito à frente do seu tempo, o Queen foi uma banda de vanguarda, com composições grandiosas e arranjos vocais e instrumentais super elaborados. Realizar um concerto dedicado ao Queen é um sonho nosso, justamente porque esse repertório pede uma orquestra”, conta Moana Martins. “Este é o momento ideal para concretizar esse concerto. Temos a força da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca, que adora desafios, e do Coro Juvenil, caminhando para um nível de maturidade artística e musical capaz de interpretar a música do Queen com toda a potência e emoção que esse repertório merece”, completa a artista. O concerto ganha ainda mais significado ao marcar os 80 anos de nascimento de Freddie Mercury. O icônico vocalista do Queen completaria oito décadas no dia 5 de setembro de 2026. A apresentação celebra o legado de uma das maiores bandas de todos os tempos, unindo a força do rock à imponência da música sinfônica e proporcionando uma experiência emocionante para diferentes gerações. “Nossa intenção não é transformar o rock em música clássica, mas dar amplitude à dimensão sonora dessas músicas”, explica Moana Martins. “Em canções como ‘Bohemian Rhapsody’ e ‘Radio Ga Ga’, a energia da orquestra e do coro vai surpreender o público ao mostrar a potência extraordinária das interpretações. Os arranjadores arrasaram acrescentando novas cores e texturas nos arranjos, e o coro vai completar essa super apoteose com a dramaticidade das músicas”, adianta. PROGRAMA: Queen Sinfônico – 80 anos de Freddie Mercury Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca e Coro Juvenil do Rio de Janeiro Regência: Carlos Sarria Participações especiais: André Salles, Bruno Jovita, Thallyta Braz, Thiago Millores e Thuany Schnaider