20 de maio de 2026

Livro resgata memórias alimentares de migrantes e revela a culinária como ponte entre culturas no Brasil

A alimentação como linguagem universal e instrumento de integração cultural é o ponto de partida do livro Cozinha Multicultural, realizado pelo Empreende Aí, que investiga as memórias alimentares de migrantes em cidades brasileiras e revela como a culinária pode ser também uma porta de entrada para geração de renda e empreendedorismo.

 

O livro reúne pesquisa histórica, relatos de migrantes e um conjunto de receitas que dialogam com tradições latino-americanas, africanas e asiáticas. Com foco em cidades que receberam fluxos migratórios recentes — como Uberlândia (MG), Toledo (PR) e Rio Verde (GO) —, o livro destaca a diversidade cultural presente nesses territórios e as transformações sociais e econômicas impulsionadas por essas movimentações nos últimos 25 anos. A publicação é o resultado final de um projeto amplo, que incluiu a realização de cursos e oficinas de formação empreendedora nessas cidades ao longo de 2025. Contou com o patrocínio do Instituto BRF, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

 

A pesquisa envolveu entrevistas com migrantes que compartilharam suas histórias de vida e suas relações com a comida, mesmo quando não atuavam diretamente no setor gastronômico. Muitos desses relatos mostram como receitas tradicionais foram adaptadas com ingredientes locais, dando origem a novos pratos e, em alguns casos, a iniciativas de geração de renda. A partir dessas narrativas, os autores identificaram elementos comuns entre diferentes culinárias, como o uso de ingredientes como milho, mandioca e quiabo, evidenciando aproximações entre culturas aparentemente distantes.

 

Além do conteúdo histórico e social, a obra inclui um livreto de receitas que propõe adaptações possíveis à realidade brasileira, incentivando o uso integral dos alimentos e o combate ao desperdício — prática recorrente em contextos de vulnerabilidade, mas também presente em saberes tradicionais de diferentes povos.

 

“A comida é um dos principais pontos de conexão entre culturas e também uma porta de entrada para oportunidades. Ao valorizar essas histórias e saberes, conseguimos não só preservar identidades, mas também abrir caminhos concretos para geração de renda e autonomia para essas pessoas”, afirma Jennifer Rodrigues, cofundadora do Empreende Aí.

 

“Acreditamos que a cultura e o empreendedorismo são ferramentas potentes de inclusão e geração de renda. Ao apoiar o Cozinha Multicultural, reafirmamos nosso compromisso com iniciativas que valorizam a diversidade, fortalecem trajetórias de imigrantes e refugiados e promovem desenvolvimento social nos territórios onde onde o Instituto MBRF está presente”, ressalta Gabriele Candido, Coordenadora de Impacto Social do Instituto BRF.


Mais do que um registro, o livro nasce como desdobramento prático das ações do Empreende Aí nos territórios, reforçando a gastronomia como ferramenta de inclusão produtiva e fortalecimento de pequenos empreendedores.

A iniciativa também reforça o papel da gastronomia como porta de entrada para o empreendedorismo entre migrantes — agenda diretamente conectada à atuação do Empreende Aí, que trabalha na formação e fortalecimento de empreendedores em diferentes territórios.


Ao unir pesquisa histórica, relatos contemporâneos e práticas culinárias, o livro propõe ao leitor uma reflexão sobre diversidade, convivência e abertura cultural, destacando a curiosidade do brasileiro por novas experiências gastronômicas como um ativo importante para a integração.



30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com