11 de novembro de 2023

Grandes nomes da Música brasileira e internacional se encontram no 12º Festival Artes Vertentes

A cidade de Tiradentes recebe entre os dias 16 e 26 de novembro a programação do 12º Festival Artes Vertentes, considerado um dos eventos mais importantes do país na promoção das artes de forma integradas. Fabio Zanon, Eliane Coelho, Leonardo Martinelli, Michel de Souza, Kiko Dinucci, Cristian Budu são alguns dos destaques de uma rica programação musical.

 

Reconhecido como um dos mais importantes festivais de artes integradas do país, o Festival Artes Vertentes – Festival Internacional de Artes de Tiradentes anuncia a temática escolhida para a décima segunda edição, que será realizada entre os dias 16 e 26 de novembro na cidade histórica. A programação reúne concertos, exposições, exibições, espetáculos, bate-papos, residências artísticas, oficinas, além de uma série de atividades voltadas para a promoção das artes e do conhecimento.

“Paisagens Imaginárias” foi o tema escolhido pela curadoria para orientar a criação da grade de programação, criada para refletir e apresentar modelos reais de integração e diálogo das mais variadas vertentes artísticas, destacando a música, a literatura, o teatro, a dança, o cinema e as artes visuais, reunindo representantes do Brasil e também do exterior.

De acordo com o curador e diretor artístico do festival, Luiz Gustavo Carvalho, Minas Gerais é um estado que possui uma relação direta com as paisagens reais e imaginárias uma vez que esta foi uma das regiões mais devastadas ao longo da história pela exploração de suas riquezas reais e imateriais. No pensamento dos homens que “desbravavam” a terra, o território era percebido como uma espécie de lugar paradisíaco, criando uma espécie de paisagem imaginária capaz de reunir o real, o inventado, o extinto e o projetado.

Na literatura de Guimarães Rosa, encontramos diversas referências às paisagens e personagens mineiros. Enquanto isso, nas obras de Shakespeare, Mia Couto, Andrei Platônov e outros autores, é possível observar como as paisagens se movimentam, fundindo-se aos personagens. O tema também explora as paisagens imaginárias introduzidas pelos movimentos messiânicos que ocorreram em diversas partes do Brasil e do mundo, que foram fundamentais para exaltar a relação entre terra e paisagem. O mote curatorial incita a uma discussão sobre a relação entre as paisagens imaginárias versus a invisibilização de paisagens, sobretudo as humanas.

Nesse sentido, a programação do Festival Artes Vertentes busca elucidar e oxigenar conceitos, além de promover uma série de experiências imersivas envolvendo as mais diversas manifestações artísticas, incluindo análises de temas relevantes da nossa história. Enquanto isso, celebra a criação e as possibilidades de conexão entre os meios, potencializando o fazer e a fruição artística.

 

Programação Musical

A programação musical do Festival Artes Vertentes terá início no dia 16, quinta-feira, às 20h, na Matriz de Santo Antônio, com o concerto inédito em Minas Gerais “Você se lembra da noite?”, reunindo a soprano Eliane Coelho e o pianista Gustavo Carvalho. A apresentação faz parte de uma homenagem aos 150 anos de nascimento e 80 anos de morte do compositor russo Serguei Rachmaninov.

No dia 17, sexta-feira, às 18h30, Bruno Santos (percussão) e portuguesa Sofia Leandro (violino) apresentam o concerto “Visões do ontem, memórias do amanhã”, em diálogo com as distopias que atravessam nossa contemporaneidade. O programa conta com obras de Thiago Vila
Vinícius Baldaia. As obras estarão em diálogo com o curta-metragem “A plataforma”, de CHris Marker, e leituras realizadas por Felipe Franco Munhoz, escritor residente do Festival Artes Vertentes. O concerto acontece no Jardim Externo do Museu Padre Toledo. Às 21h00, no Palco Canudos, que será montado no Jardim Interno do Museu Padre Toledo, o Festival recebe o show solo do Kiko Dinucci.

No dia 18, às 18h, a Igreja São João Evangelista será o palco do concerto “Esperar apenas a primavera para florir”, que, a partir de obras de John Cage, Sofia Gubaidulina e Claude Debussy, interpretadas pela mineira Cássia Lima (flauta), o canadense Peter Pas (viola) e argentina Soledad Yaya (harpa), tece um diálogo com a poesia de Ana Martins Marques. Às 21h00, no Palco Canudos, o público poderá conferir a apresentação do músico Roger Deff, um dos expoentes do Hip Hop mineiro. Suas canções e atuação exploram as relações entre a periferia e o centro, a diáspora negra e a conexão movimento Hip Hop com os dilemas contemporâneos. O trabalho do artista estabelece diálogos com toda uma gama de estéticas sonoras de matriz africana e traz reflexões sobre lutas, anseios e esperanças coletivas.

No dia 19, às 12h, a Igreja São João Evangelista abriga o concerto “Postais de parte alguma”, reunindo um time formado por sete musicistas que interpretarão as emblemáticas Canções populares, de Luciano Berio, e uma obra de Leonardo Martinelli para a mesma formação. A soprano Manuela Freua será a solista de ambas as obras. Neste mesmo dia, às 18h, o concerto “Canções sem Palavras” reúne o violinista russo Stepan Yakovitch, o violista romeno Razvan Popovici (viola) e os pianistas brasileiros Cristian Budu e Gustavo Carvalho num repertório norteado pelo romantismo alemão de Mendelssohn e Schumann. Este concerto acontece na Igreja das Mercês, ressaltando o propósito do festival de criar também um diálogo da programação com diversos espaços importantes do patrimônio arquitetônico da cidade. O dia termina com uma jam session reunindo os músicos participantes do Festival Artes vertentes num programa surpresa apresentado ao público no Café Marcas Mineiras, às 20h30. “A realização de um festival como o Artes Vertentes em Tiradentes propocia o encontro e a intimidade que é praticamente impossível nos grandes centros urbanos. Ao compartilhar estes momentos de “fazer música juntos” com o público, queremos dividir com as pessoas a magia que acompanha o encontro de personalidades tão interessantes de diversas gerações e culturas no Festival Artes Vertentes.”, pontua Luiz Gustavo Carvalho, diretor artístico do Festival Artes Vertentes

“Paisagens Derradeiras” apresenta um importante repertório camerístico que inclui as Metamorfoses de Richard Strauss e o Quinteto para clarineta e cordas de Johannes Brahms. Este concerto conta com a participação de dois músicos de renome internacional que se apresentam pela primeira vez no Brasil: o violoncelista Justus Grimm (Alemanha) e o clarinetista Thorsten Johanns (Alemanha). A apresentação está marcada para o dia 21, às 19h00, na Igreja do Rosário.

No dia 22, às 17h, o Chafariz de São José, que foi a principal fonte de abastecimento de água potável em Tiradentes durante o período colonial, recebe o concerto “Cantos de Caronte”, obras de Leonardo Martinelli, que terá a sua estreia brasileira no Festival Artes Vertentes. Os Cantos de Caronte terão como solista o barítono brasileiro Michel de Souza, acompanhado por um quarteto instrumental. Felipe Franco Munhoz apresentará um corpo de textos escrito em diálogo com a obra musical de Martinelli. Às 19h, a Igreja Nossa Senhora das Mercês recebe o concerto “Amores transfigurados”. Com obras que nos falam de paisagens transfiguradas a partir do amor e da paixão, o concerto culmina com a versão feita para trio da Noite transfigurada de Arnold Schönberg. O concerto será interpretado por Michel de Souza (barítono), portuguesa Sofia Leandro (violino), Bruno Santos (marimba) e Gustavo Carvalho (piano).

No dia 23, quinta, às 19h, o Museu Padre Toledo recebe o projeto multidisciplinar e colaborativo “Esse Isso Aqui”, um encontro do coletivo de arte-sonora O Grivo, formado pelos músicos Nelson Pimenta e Marcos Moreira Marcos com a artista plástica Niúra Bellavinha, e o músico Francisco César. O trabalho consiste na realização de uma série de improvisações que ocorrem na intersecção da música experimental e contemporânea, um vôo livre sonoro em sinergia com os desenhos e pinturas expandidas, que vão se construindo ao vivo durante a performance. Os quatro artistas instauram um estado de presença, escuta e concentração ritualística, oferecendo ao público um diálogo entre música, espacialidade e uma visualidade radicalmente musical, sintetizando a proposta do festival. Logo depois, às 20h30, na Matriz de Santo Antônio é a vez do recital do premiado violonista Fábio Zanon, considerado um dos artistas brasileiros de maior prestígio internacional. O repertório visita obras de compositores como Vicente Arregui, Federico Moreno Torroba, Joaquin Turina e Francisco Mignone.

No dia 24, o Festival Artes Vertentes visita o vilarejo vizinho Bichinho, onde, às 18, haverá um concerto com obras de Paganini e Sergio Assad: Jobiniana, na Igreja Nossa Senhora da Penha.

“De povos e terras distantes” é o nome do concerto com repertório de Antonin Dvorak, Robert Schumann e João Guilherme Ripper reunindo o alemão Justus Grimm (violoncelo) e os brasileiros Alexandre Barros (oboé) e pianistas Gustavo Carvalho e Cristian Budu. A apresentação está marcada na Igreja São João Evangelista, às 18h. O autor e músico Felipe Franco Munhoz apresenta suas canções autorais em um show solo com guitarra e ukulele no Palco Canudos, às 21h.

Encerrando a programação musical do 12º Festival Artes Vertentes, no domingo, dia 26, às 17h, o Chafariz de São José recebe a ópera “Canções do Mendigo”. Baseado no romance "O mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam", de Evandro Affonso Ferreira, a montagem é uma ópera de câmara em um ato, com música de Leonardo Martinelli e libreto de João Luiz Sampaio. A partir de uma mistura de teatro de prosa e teatro lírico, a proposta do espetáculo é mergulhar na conturbada mente desse personagem ácido e visceral, apresentando aos espetadores sua visão de mundo, a relação com as outras pessoas e de seu amor pela misteriosa N.

Sobre o Festival Artes Vertentes

Criado em 2012 por Luiz Gustavo Carvalho e Maria Vragova, o Festival Artes Vertentes é um projeto realizado pela Ars et Vita e pela Associação dos Amigos do Festival Artes Vertentes. O evento vem apresentando, ininterruptamente, uma programação artística que estimula diálogos entre as mais diversas linguagens artísticas e propõe, por meio da arte, reflexões sobre temas de relevância para a sociedade contemporânea. Vencedor do prêmio CONCERTO 2021 e nomeado para o prêmio internacional Classic: NEXT Innovation Award 2022, durante as últimas edições, o Festival Artes Vertentes já recebeu mais de 420 artistas, originários de 40 países.

O 12º Festival Artes Vertentes é realizado com o patrocínio da Cemig, Itaú, Copasa e Minasmáquinas.

Mais informações no site www.artesvertentes.com.

 

Cemig: a energia da cultura 

A Cemig é a maior incentivadora de cultura em Minas Gerais e uma das maiores do país. Ao longo dos seus 70 anos de fundação, a empresa investe e apoia as expressões artísticas existentes no estado, por meio das leis de dedução fiscal estadual e federal, de maneira a abraçar a cultura de Minas Gerais em toda a sua diversidade.  Além de fortalecer e potencializar as diferentes formas de produção artística e cultural no estado, a Cemig se apresenta, também, como uma das grandes responsáveis por atuar na preservação do patrimônio material e imaterial, da memória e da identidade do povo mineiro. Os projetos incentivados pela Cemig objetivam chegar nas diferentes regiões do estado, beneficiando um maior número de pessoas e promovendo a democratização do acesso às práticas culturais. Assim, incentivar e impulsionar o crescimento do setor cultural em Minas Gerais reflete e reforça o compromisso e o posicionamento da Cemig em transformar vidas com a nossa energia.     

 

Serviço

12º Festival Artes Vertentes

De 16 a 26 de novembro, em Tiradentes/MG

Programação completa: www.artesvertentes.com

Ingressos online para apresentações pagas: https://www.artesvertentes.com/ingressos

Programação Musical do 12º Festival Artes Vertentes

16/11 - Quinta-feira

Concerto “Você se lembra da noite?”, com Eliane Coelho e Gustavo Carvalho

Horário: 20h

Local: Matriz de Santo Antônio (Rua Padre Toledo, 2 - Tiradentes/MG)

Ingressos: R$40 - inteira e R$20 meia-entrada

 

18/11 - Sábado

Concerto “Esperar apenas a primavera para florir”, com Cássia Lima, Peter Pas(Canadá) e Soledad Yaya(Argentina)

Horário: 18h

Local: Igreja São João Evangelista (Rua Padre Toledo, 242 - Tiradentes/MG)

Ingressos: R$40 - inteira e R$20 meia-entrada

 

Show “Alegoria da Paisagem”, com Roger Deff

Horário: 20h30 

Local: Palco Padre Toledo(Rua Padre Toledo, 190 - Tiradentes/MG)

Gratuito

 

19/11 - Domingo

 

Concerto “Postais de parte alguma”, com Manuela Freua, Cássia Lima, Soledad Yaya(Argentina), Peter Pas(Canadá) e Bruno Santos

Horário: 16h

Local: Igreja São João Evangelista (Rua Padre Toledo, 242 - Tiradentes/MG)

Ingressos: R$40 - inteira e R$20 meia-entrada

 

Jam Session com músicos participantes da programação do Festival Artes Vertentes

Horário: 20h30 

Local: Marcas Mineiras (Rua Senhora das Mercês, 49 - Tiradentes/MG)

Gratuito

 

 

20/11 - Segunda

 

Concerto “Canções sem palavras”, com Stepan Yakovitch(Rússia) , Razvan Popovici(Romênia), Cristian Budu e Gustavo Carvalho.

Horário: 19h

Local: Igreja Nossa Senhora das Mercês

Ingressos: R$40 - inteira e R$20 meia-entrada

 

21/11 - Terça

 

Concerto “Paisagens Derradeiras”, com Thorsten Johanns(Alemanha) e Justus Grimm(Alemanha), Stepan Yakovitch(Rússia), Razvan Popovici(Romênia), Iberê Carvalho e Augusto Andrade.

Horário: 19h

Local: Igreja do Rosário (Rua Direita s/n - Tiradentes/MG)

Ingressos: R$40 - inteira e R$20 meia-entrada

 

 

22/11 - Quarta

 

Concerto “Cantos de Caronte”, com Michel de Souza, Iberê Carvalho, Augusto Andrade e Bruno Santos

Horário: 17h

Local: Chafariz de São José(Rua Francisco Cândido Barbosa, 34)

Gratuito

 

Concerto “Amores transfigurados”, com Michel de Souza, Sofia Leandro, Bruno Santos, e Gustavo Carvalho

Horário: 19h

Local: Igreja Nossa Senhora das Mercês(R. Silvio Vasconcelos, 297 - Tiradentes/MG)

Ingressos: R$40 - inteira e R$20 meia-entrada

 

 

23/11 - Quinta

Concerto “Esse Isso Aqui” , com O Grivo(Nelson Pimenta e Marcos Moreira), Niúra Bellavinha, e Francisco César

Horário: 17h

Local: Museu Casa Padre Toledo(Rua Padre Toledo, 190 - Tiradentes/MG)

 

Recital Fábio Zanon

Local: Museu Casa Padre Toledo(Rua Padre Toledo, 190 - Tiradentes/MG)

Horário: 20h30

Ingressos: R$40 - inteira e R$20 meia-entrada

 

26/11 - Domingo

 

ópera “Canções do Mendigo”

Horário: 17h

Local: Chafariz de São José(Rua Francisco Cândido Barbosa, 34)

Gratuito

 

18 de junho de 2026
A literatura de Machado de Assis ganha as ruas, os palcos e os espaços de reflexão do centro do Rio de Janeiro em uma grande celebração da obra e do legado do maior escritor brasileiro e um dos principais nomes da literatura em língua portuguesa na data que marca os 187 anos de seu nascimento. No dia 21 de junho de 2026, data que celebra o aniversário de Machado de Assis, o Museu de Arte do Rio (MAR), localizado na histórica região da Pequena África, recebe o Festival Machado de Assis, evento gratuito que reunirá atividades literárias, artísticas e formativas ao longo de 12 horas de programação. A iniciativa, apresentada pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com realização da Terreiro Produções e da Academia Brasileira de Letras, aproxima diferentes gerações da produção machadiana por meio de experiências acessíveis, contemporâneas e conectadas ao território cultural carioca. A curadoria do Festival é assinada pela acadêmica Ana Maria Gonçalves e pelos artistas Felipe Oládélè, Hugo Germano e Muato. O Festival propõe uma imersão na vida e na obra do escritor, que foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupou o lugar de primeiro presidente da instituição e ajudou a moldar a literatura brasileira. A programação combina caminhada literária pelo Centro Histórico, debates com especialistas e acadêmicos, leituras em microfone aberto, apresentações artísticas e momentos de participação do público, reafirmando a atualidade de Machado de Assis e sua capacidade de dialogar com questões contemporâneas. “Em seus livros, Machado de Assis sempre falou muito bem da cidade. Então, é extremamente importante a gente fazer esse festival no MAR, com uma programação que engloba espaços instagramáveis, quiz literário, shows, mesas com os acadêmicos e encerramento com Baile Charme, numa tentativa de trazer suas obras mais para perto do público, apresentando-o para novas gerações, para que possam entender o quão atual ainda é esse grande escritor”, pontua Ana Maria Gonçalves. As atividades começam às 9h, com a Caminhada com o Conto “Noite de Almirante”, de Machado de Assis, percurso guiado por locais importantes para a história e relacionados à trajetória do escritor e à memória cultural da cidade. Ao longo do dia, o público poderá acompanhar apresentações musicais, intervenções artísticas e encontros dedicados à reflexão sobre a permanência da obra machadiana no cenário literário nacional e internacional. Haverá ainda no espaço a Ocupação Capitu, que convida o público a mergulhar em uma ambientação inspirada no século XIX, com uma cenografia composta por móveis e elementos de época que recriam o universo presente na obra de Machado de Assis. Como parte da experiência, os visitantes poderão participar de uma ativação fotográfica exclusiva, utilizando o filtro especial “Olhos de Ressaca”, inspirado na icônica descrição de Capitu. Ao final da interação, cada participante receberá sua fotografia personalizada, transformando a visita em uma lembrança única e afetiva para levar para casa, conectando literatura, memória e tecnologia em uma experiência imersiva e contemporânea. Rodas de conversa Um dos destaques da programação será o ciclo de Mesas de Debate e Reflexão, realizado entre 14h e 16h no térreo do MAR. A primeira mesa será “Machado de Assis: raça e personagens em eterno debate”, com o professor e pesquisador Eduardo de Assis Duarte. O encontro discutirá aspectos centrais da produção machadiana, sua sofisticação literária e sua relevância para a compreensão da sociedade brasileira. Ana Maria Machado destaca que toda grande cidade constrói uma relação profunda com seus escritores mais emblemáticos. Nesse sentido, reforça a importância de fortalecer os vínculos entre o Rio de Janeiro e Machado de Assis, fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, cuja obra está intimamente ligada à história, à cultura e à identidade da capital fluminense. Na sequência, a mesa “Mulheres e Machado” promoverá um diálogo entre as acadêmicas Rosiska Darcy de Oliveira, Ana Maria Machado e Lilia Schwarcz. A conversa abordará diferentes interpretações da obra do autor, com foco em temas como raça, poder, subjetividade, política, desejo e crítica social, evidenciando a força e a atualidade de seus textos. A partir das 16h30, o festival abre espaço para a participação coletiva com a atividade Microfone Aberto, concebida como um encontro entre leitura, performance e escuta. Durante duas horas, artistas e público serão convidados a compartilhar experiências a partir da palavra de Machado de Assis. Show de encerramento Encerrando o Festival Machado de Assis, O Corte do Machado é um espetáculo cênico-musical que transforma a literatura em experiência sensorial, reunindo música, teatro, performance, poesia e dança em uma celebração contemporânea da obra de Machado de Assis. Com direção de Felipe Oládélè, Muato e Hugo Germano, e direção musical de Muato, o espetáculo percorre temas centrais da produção machadiana, como amor, liberdade, raça, poder, desejo, ironia e crítica social, por meio das interpretações de Janamô, Marcos Sacramento, Natasha Félix e João Vitor Nascimento, acompanhados por uma banda formada por Gabriel Marinho, Rodrigo Ferreira, Márcio Sorriso e Pedro Carneiro. Ao longo da apresentação, canções, performances e leituras poéticas dão novas formas e vozes às narrativas de Machado de Assis, estabelecendo um diálogo com o Brasil contemporâneo. Ao final, o espetáculo se transforma em uma grande celebração coletiva com um Baile Charme, conduzido pelo dançarino Marcus Azevedo e pelo DJ Bob Reis, encerrando a programação em clima de encontro, arte e convivência. Idealizado pela escritora e imortal Ana Maria Gonçalves, o Festival Machado de Assis tem realização da Academia Brasileira de Letras (ABL) e da Terreiro Produções, com apoio da Fundação Itaú e do Museu de Arte do Rio e patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Ao transformar a literatura em experiência coletiva e ocupar um dos espaços culturais mais importantes da cidade, o Festival Machado de Assis reafirma a importância do escritor para a cultura brasileira e convida o público a redescobrir sua obra sob novos olhares, fortalecendo o diálogo entre patrimônio, educação, arte e cidadania. Sobre Ana Maria Gonçalves Escritora, roteirista, dramaturga e professora de escrita criativa. Formada em Publicidade, atuou na área até 2001, quando passou a se dedicar à escrita. No ano seguinte, estreou na literatura com Ao Lado e à Margem do que Sentes por Mim. Em 2006, publicou Um Defeito de Cor, vencedor do Prêmio Casa de las Américas (Cuba, 2007) e eleito um dos principais livros para se entender o Brasil. Este segundo livro também foi tema de uma exposição com o mesmo título, considerada a melhor exposição de 2022, e do samba-enredo da Portela no Carnaval de 2024. Foi escritora residente em universidades dos EUA e integrou antologias nas Américas e na Europa. No exterior, também ministrou cursos e palestras sobre questões raciais. Primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras, ocupa a cadeira 33. Ficha Técnica Apresentado por: Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro Realização: Terreiro Produções e Academia Brasileira de Letras (ABL) Concepção: Ana Maria Gonçalves Direção Artística e Curadoria: Ana Maria Gonçalves Curadoria Artística: MUATO, Felipe Oládélè e Hugo Germano Produção Executiva: Terreiro Produções — Clecinara Miguel, Marcela Coutinho e Isabela Castro Produção Artística: MUATO, Felipe Oládélè e Hugo Germano Gerência de Projetos: Janaina Oliveira ReFem Assessoria de Imprensa: Alessandra Costa Direção de Arte e Design: Rei Marques Gestão de Redes Sociais e Conteúdo Digital: Aprimore Produções — Janaina de Melo Serviço Festival Machado de Assis Data: 21 de junho de 2026 Horário: 9h às 21h (programação ao longo do dia) Local: Museu de Arte do Rio – Região da Pequena África, Centro do Rio de Janeiro Entrada: Gratuita Realização: Terreiro Produções e Academia Brasileira de Letras Apresentação: Prefeitura da Cidade do Rio e Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro
18 de junho de 2026
Quem não gosta de contar ou ouvir uma boa história? Há mais de 100 mil anos, desde o desenvolvimento da linguagem oral, o ser humano transmite conhecimentos, experiências e tramas ficcionais de geração para geração. Com a proposta de celebrar a arte ancestral da oralidade, o evento “Histórias de Todas as Luas – I Encontro de Contadores de Histórias e Mediadores da Palavra de Paraty” será realizado, de 25 a 28 de junho, com apresentação de espetáculos, lançamento de livros, oficinas e mesas de conversa literárias. Idealizado pela narradora artística, mediadora de leitura e pesquisadora da oralidade Vivian Faria, o projeto tem sua programação toda gratuita. “Um dia pode ser apenas um dia comum, mas basta alguém começar uma história sobre lugares mágicos, bichos falantes ou bruxas revolucionárias para que alguma coisa se transforme. Contar histórias para todas as idades é manter viva uma forma antiga e profundamente humana de criar e fortalecer vínculos. Histórias aproximam pessoas, atravessam gerações e ajudam a elaborar experiências individuais e coletivas por meio do encontro, da escuta e da imaginação”, comenta a contadora de histórias e idealizadora do projeto, Vivian Faria Paraty tem sua história marcada por encontros de culturas, resistência comunitária e heranças afro-indígenas vivas e, por isso, torna-se palco ideal para o projeto. Ao mesmo tempo em que reconhece a potência simbólica do território, o encontro valoriza o Brasil profundo — suas margens, matas, rios, sertões e periferias — e convoca narradores que representam essa diversidade de mundos, vozes e saberes. O projeto será realizado de forma itinerante, com atividades em diferentes pontos da cidade, convidando as pessoas a darem esse passeio. Para a programação, foram selecionadas atividades como vivência literária para bebês e crianças pequenas, realizado por Juliana Daher, da Cia Pé de Moleque; espetáculos para toda a família como “Contos da Natureza – Três Histórias para Cuidar do Mundo (com Vivian Faria), “Histórias que os bichos contam” (com Eliza Moreno), "Causos e Lendas de uma Estrada Encantada" (com Bárbara Amaral), “O Cavalo e o passarinho" (com Claudiara Ribeiro); oficinas de contação de histórias (com Bárbara Amaral), de brincadeiras tradicionais (mestre Roquinho), de diálogo entre literatura e artes plásticas (com Maria Wakeman e Vivian Faria), oficina de bordados narrativos com a artista plástica indígena Aline Bagre, oficina de brinquedos autômatos com Diogo Machado e Vivian Faria, lançamento de livro de Dona Benedita, mulher referência do território, Ciranda Nova Esperança entre outras muitas atrações. Veja a programação completa abaixo. “Quando uma narrativa é compartilhada, ela cria um espaço comum onde crianças, jovens e adultos podem se reconhecer, lembrar, perguntar e se relacionar. O Histórias de Todas as Luas parte desse entendimento da palavra como encontro — uma experiência que conecta arte, memória, território e presença, valorizando narrativas diversas e em diversas formas, além da potência da oralidade em diferentes contextos da vida”, analisa Vivian Faria. Sobre Vivian Faria Vivian Faria é narradora artística, mediadora de leitura, educadora parental e pesquisadora da oralidade, atuando desde 2005 em projetos de formação cultural, mediação de leitura e circulação artística no Brasil e no exterior. Desenvolve trabalhos voltados à literatura, tradição oral, primeira infância e formação de leitores em escolas públicas, bibliotecas comunitárias, espaços culturais e projetos sociais. Participou do Festival Internacional de Contadores de Histórias de Istambul (Uluslararası İstanbul Hikâye Anlatıcılığı Festivali), na Turquia, em 2020, e da ação internacional de leitura artística multilíngue Mehrsprachiges Vorlesen!, em Munique, Alemanha, em 2022. Durante os sete anos em que viveu na Turquia, realizou e produziu ações culturais voltadas à comunidade brasileira, articulando narração artística, oralidade e valorização da cultura brasileira. É coautora do livro “Conto Expressão – O Poder Terapêutico dos Contos”, roteirista formada pela EBAC e idealizadora de projetos que integram literatura, escuta, cuidado e formação cultural. Sua atuação tem como foco a democratização do acesso à leitura, o fortalecimento de redes culturais comunitárias e a valorização da palavra como experiência estética, ética e de transformação social. Programação: 25 de junho - SESC Santa Rita. Sala: Cinema 09h: Contação de História com Vivian Faria - “Contos da Natureza – Três Histórias para Cuidar do Mundo”. Duração: 45 minutos. Classificação: livre. O espetáculo propõe um encontro poético entre tradição oral e consciência ecológica, entre o ancestral e o possível. Através da arte da narração, são apresentados contos tradicionais que atravessam continentes e cosmologias — um da Nigéria, um da tradição Celta e um do Casaquistão — todos ligados à relação entre humanos, natureza e sabedoria ancestral. 10h: "Leitura no Colo" - Mediação de Leitura para a Primeira Infância// Espetáculo para bebês. Duração: 40 minutos | Faixa etária: bebês e crianças bem pequenos (0 a 3 anos). Vivências literárias para bebês e crianças bem pequenas, idealizadas por Juliana Daher, da Cia Pé de Moleque. Nesses encontros, os pequenos leitores têm livre acesso a um acervo de livros para que possam explorar, manusear, ler junto com os adultos que os acompanham, de modo a criarem uma relação de proximidade com o objeto livro. Em seguida, são apresentadas diferentes narrativas através da mediação de leitura literária, brincadeiras, cantigas e histórias de tradição oral. 11h: Sementes que adiam o fim do mundo: Mediação literária para bebês. Convidadas: Cassia Bittens e Juliana Daher. Mediação: Vivian Faria. Duração: 1h30. Classificação: Nesta conversa, as pesquisadoras e mediadoras de leitura Cassia Bittens e Juliana Daher compartilham suas experiências com a literatura na primeira infância, especialmente com bebês e crianças bem pequenas. A partir da metáfora proposta por Ailton Krenak — de plantar “sementes que adiam o fim do mundo” —, a mesa propõe refletir sobre o papel da mediação literária como um gesto de cuidado, resistência e esperança. 25 de junho – Arandu - Tempo das Infâncias, Jabaquara 14h: oficina com Carolina Franklin e Mariana Haruê. Leitura no Quintal: Histórias que brotam da terra. Duração: 1h30| Faixa etária: crianças a partir de 3 anos acompanhadas de adultos Vivência de leitura conduzida a partir das obras “Meu Jardim”, de Renata Bueno, e “Lá no Meu Quintal”, de Gabriela Romeu. A atividade acontece em um quintal ou em espaço natural, onde a escuta da leitura se mistura com o som das folhas, da terra, do vento. Após a mediação de leitura, o grupo participa de uma oficina de criação com elementos naturais. 25 de junho - Casa Poéticas Negras 16h: oficina "Ilustrando com Todas as Cores da Terra". Duração: 1h30 | Faixa etária: a partir de 3 anos Vivência artística e literária que promove o diálogo entre a leitura e as artes plásticas, a partir da obra "Todas as Cores da Terra", de Aloma, ilustrado por Isabela Santos (Editora Bamboozinho). A atividade será conduzida pela artista plástica holandesa Maria Lakenman, em parceria com Vivian Faria, mediadora de leitura e contadora de histórias. 25 de junho - Galpão Social do Taquari 17h30: Trupica Mas Não Cai – Cia Bambulengo. Duração: 1h30| Faixa etária: crianças A Cia Bambulengo apresenta “Trupica Mas Não Cai”, um espetáculo de palhaçaria que mistura comicidade, música ao vivo e malabarismo, criando um universo divertido e poético onde o equilíbrio entre o ridículo e o habilidoso é sempre posto à prova. 26 de junho - Cinema da Praça 09h: oficina de contação de história com Bárbara Amaral. "Tradição Oral, Ancestralidade e Contemporaneidade na Formação do Repertório do Narrador de Histórias". Duração: 3 horas | Faixa etária: jovens e adultos a partir de 16 anos Nesta oficina, a contadora de histórias Barbara Amaral propõe uma reflexão sobre a escolha de repertório do narrador de histórias, considerando os caminhos que atravessam a tradição oral, a ancestralidade e os desafios da contemporaneidade. 13h: Mesa de conversa literária. Territórios da Palavra Viva: Narração Artística e Cultura – práticas, políticas e territórios. Duração: 1h. Classificação indicativa: Livre; Esta mesa reúne Barbara Amaral, do Instituto Abrapalavra e da coletiva Aya narrativas, e Débora Monteiro, jornalista, mediadora de leitura e integrante da coletiva Aya narrativas. As participantes vão refletir sobre os cruzamentos entre narração artística, mediação de leitura, território e políticas culturais no Brasil. A conversa abordará a palavra narrada como linguagem estética, política e comunitária, presente nos territórios e nas práticas da Cultura Viva. A mediação será de Vivian Faria. 14h: Blibliomala com Eliza Moreno. Histórias que os bichos contam. Duração: 50 minutos. Classificação indicativa: Livre. Espetáculo de mediação de leitura com a Bibliomala de Eliza Moreno, que reúne três contos da tradição oral com temas urgentes sobre o meio ambiente, abordando a natureza como um espaço de sabedoria, encantamento e cuidado. 15h: Espetáculo de Contação de Histórias “O Cavalo e o passarinho", com Claudiara Ribeiro. Classificação: Livre O espetáculo une tradição oral e tecnologia para valorizar a cultura popular e o meio-ambiente. A narrativa gira em torno da amizade entre um velho e sábio cavalo e um jovem bem-te-vi, que juntos percorrem caminhos simbólicos marcados por memórias, festas e paisagens de Paraty. 19h: Sarau das 1001 Luas no Istanbul. Pocket-show de Radha Music, “Contos Cantados da América Latina” O pocket show é um mergulho sensível e vibrante pelas paisagens sonoras, memórias e tradições populares do continente latino-americano, conduzido pelo músico afro-venezuelano Daniel Muñoz, mais conhecido como RAdha. 19h40 às 21h: Sarau com palco aberto Inspirado nas travessias poéticas do Oriente e nas narrativas que atravessam séculos pela voz de Sherazade, o sarau “1001 Luas” convida o público para uma noite de encontros entre palavra, música, escuta e partilha no restaurante Istanbul 27 de junho - Casa Criativa - Jabaquara 09h: Encantamentos do Reuso: Histórias, Brinquedos e Personagens. Condução: Vivian Faria e Diogo Machado. Duração: 3h. Faixa etária: A partir de 7 anos (crianças acompanhadas por responsáveis) Experiência que une narração, artes visuais, sustentabilidade e invenção, convidando o público a conhecer diferentes formas de transformar materiais descartados em arte e brincadeira 27 de junho - Silo Cultural 09h: Oficina de bordado com Aline Bagre."ReFio: Memória em Ponto Poético", Duração: 3h | Faixa etária: a partir de 12 anos A oficina é uma proposta de experimentação poética e manual conduzida por Aline Bagre, artista têxtil e narradora de memórias visuais. Seu trabalho se fundamenta no bordado como prática de preservação de memórias, fortalecimento identitário e resistência cultural. 14h: Mesa: Afluentes da Palavra: o diálogo e o encontro entre as formas da palavra e as possibilidades de mediá-la. Convidadas: Bárbara Amaral, Juliana Daher e Vivian Faria. Duração: 1h. Classificação indicativa: Livre. A mesa propõe uma travessia sensível pelas múltiplas formas de manifestação da palavra: falada, lida, cantada, contada, escutada e sentida. Reunindo três mulheres que atuam com a literatura e a oralidade em contextos diversos — Bárbara Amaral, Juliana Daher e Vivian Faria — o encontro busca refletir sobre os caminhos possíveis de mediação da palavra, seus encontros com o corpo, com o território e com o outro. 15h30: Espetáculo Canto de Passarim. Duração: 50 minutos | Faixa etária: Livre Espetáculo de contação de histórias e cantigas criado por Juliana Daher e Isaac Luís, da Cia Pé de Moleque, durante o período de isolamento social causado pela pandemia de COVID-19. Enquanto o mundo silenciava e o quintal se tornava universo, os passarinhos que visitavam a casa da dupla se tornaram inspiração e companhia. 19h: Performance: Entre mãos e terra Celebração poética do papel feminino na tradição da farinha de mandioca em Paraty. Neste ritual ancestral, as mulheres se tornam guardiãs dos saberes, transformando a mandioca em farinha através de um processo repleto de significado — plantar, colher, raspar, secar, prensar, peneirar e fornear. 20h: Contação de História com Bárbara Amaral. "Causos e Lendas de uma Estrada Encantada". Duração: 50 minutos | Faixa etária: livre No espetáculo, a narradora Bárbara Amaral convida o público a viajar pelas veredas da antiga Estrada Real, de Diamantina a Paraty, compartilhando histórias que ecoam há séculos pelos caminhos que ligavam o litoral ao interior do Brasil. 28 de junho – Arandu - Tempo das Infâncias, Jabaquara 09h: Mesa “Experiencia literaria brincante” e lançamento do livro “Pedagogia das Essencialidades”. Duração: 1h. Um território de encontro entre memória e criação, corpo e território, infância e maturidade guiado pela narrativa visual da pesquisa de Mestre Roquinho, registrado no seu livro "Brincar: Pedagogia das Essencialidades". 10h: Oficina de Brincadeiras Tradicionais, Encontro Intergeracional Condução: Mestre Roquinho (Roque Antônio Juaquim). Duração: 2h30| Faixa etária: crianças, jovens e adultos a partir de 7 anos, educadores, professores e demais interessados Nesta oficina-vivência, Mestre Roquinho, educador popular e mestre do brincar, conduz um encontro entre gerações a partir da experimentação vivencial da proposta do livro “Brincar: Pedagogia das Essencialidades” e da experiência poética e lúdica do “Auto de Barquinhos da Natureza”. 28 de junho - Silo Cultural 14h30: Histórias que a Terra conta. Performance de Contação de Histórias com Ana Carolina Silva Performance de narração de histórias conduzida por Ana Carolina Silva, inspirada nos contos, causos, assombrações e lendas populares que atravessam os caminhos, praias, matas e comunidades tradicionais de Paraty. 15h: Mesa: “Palavra Ancestral: Literatura, Território e Resistência na Voz de Dona Benedita” - Lançamento do Livro “Amor de Madalena", seu primeiro romance; e Relançamento do livro infantil “O gato da madame malandro e fingido”. Convidada: Dona Benedita Martins. Mediação: Claudia Ribeiro. Duração: 1h. Classificação indicativa: Livre Nesta mesa especial, celebramos o lançamento do livro "Amor de Madalena", novo título da escritora, compositora e mestra popular Dona Benedita Martins, 84 anos, mulher negra, paratiense, nascida no Quilombo do Guiti, que carrega em seu corpo e voz os caminhos da oralidade, da resistência e da criação. 16h: Encerramento: Ciranda Nova Esperança Para celebrar o encerramento do Histórias de Todas as Luas, o Grupo de Ciranda Nova Esperança convida o público a entrar na roda e vivenciar a força viva da cultura caiçara de Paraty. Fundado por Mestre Vicente Luzia, referência na preservação da ciranda tradicional paratiense, o grupo reúne músicos caiçaras que carregam em suas vozes, instrumentos e memórias os saberes transmitidos entre gerações. Ao som de pandeiros, timba, violas, cavaquinhos, violões e bandolim, a roda se transforma em um espaço de encontro, celebração e pertencimento. Serviço Histórias de Todas as Luas – I Encontro de Contadores de Histórias e Mediadores da Palavra de Paraty Dias e horários: De 25 a 28 de junho de 2026, a partir das 9h. Programação completa acima. Endereços: Arandu - Tempo das Infâncias, Jabaquara: Estrada do Coriscão, 1337 B (bairro próximo à Estrada Paraty-Cunha) Casa Criativa: Avenida Jabaquara, 921, Jabaquara Casa Poéticas Negras: Rua Sybel dos Santos Barros, 256, casa 4 (Lote 32r), bairro Vila Dom Pedro, Paraty Cinema da Praça: Rua Marechal Deodoro, 165 - Centro Histórico, Paraty - RJ. Galpão Social do Taquari: Br 101 km 543 - Rodovia Mario Covas - Vila da Penha Taquari Sesc Santa Rita / Sala Cinema: Rua Dona Geralda, 320 - Centro Histórico, em frente ao Largo Santa Rita, em Paraty Silo Cultural: Rua Sybel dos Santos Barros, 292. Loteamento Dom Pedro I (Lote 30, Rua D) Ingressos: gratuitos Classificação etária: livre