15 de novembro de 2025

Festival Você in Cena apresenta programação artística

O Festival Você in Cena vai reunir monólogos, musicais, comédias, manifestos artísticos a experiências sensoriais, em novembro e dezembro, na In Cena Casa de Artes, em Botafogo, no Rio de Janeiro. A programação é resultado do trabalho realizado pelos contemplados pelo edital “Você In Cena 2025”.


Idealizado pela diretora artística da In Cena, Cella Bártholo, e pelo produtor executivo Patrício Terry, o edital oferece um espaço de encontro, mentoria e suporte prático para artistas independentes impulsionarem seus projetos autorais. Os nove selecionados tiveram acesso à direção artística, mentoria dramatúrgica, suporte para ensaios, estrutura física e acompanhamento técnico durante o segundo semestre de 2025. E agora poderão apresentar o resultado desse trabalho.


“Ver esses projetos ganhando vida na sede da In Cena é um orgulho imenso. O Festival Você In Cena nasceu para dar visibilidade a quem está começando sua trajetória na produção cultural. Novos produtores, roteiristas, atores, coreógrafos e tantos outros artistas estão se experimentando, testando ideias e se arriscando. Oferecemos estrutura, escuta e espaço a quem está transformando vontade em ação real. O Você In Cena é mais do que uma mostra: é um movimento de fomento, descoberta e celebração do que está nascendo hoje na arte independente”, celebra Cella Bártholo.


 

Programação



·     15 a 23 de novembro: sábados às 19h e domingos às 16h e 18h


Gabi Salman – Por Isso Tudo Acabou Assim (Amapá)


Espetáculo musical autoral


Criado de forma coletiva com o elenco antes mesmo da dramaturgia, o musical traz os dilemas de sete jovens em um retrato geracional sobre identidade, saúde mental e pertencimento.


@tudoacaboumusical


·     27 e 28 de novembro, às 19h e 29 de novembro, às 16h e 19h


Manu Calmon – Alexandrina Superstar (Maranhão)


Monólogo musical em linguagem de cabaré


Uma artista nordestina sonha em brilhar nos palcos em um espetáculo autoral repleto de humor, crítica e afeto. A peça usa o cabaré como linguagem para falar sobre resistência, infância e a força da mulher artista.


·     30 de novembro, às 17h


Luiz Buarque – Virgílio e seus amigos (Rio de Janeiro)


Espetáculo musical com estética pop e poesia clássica


Um musical que mistura Roma Antiga, a cantora e compositora britânica Charli XCX e reforma agrária. A partir das Bucólicas de Virgílio, o espetáculo discute amor, arte e política em um formato ousado e geracional.


·     05, 06, 13 e 14 de dezembro, às 19h


Igor Azevedo – O Cafeteiro (Rio de Janeiro)


Monólogo autoficcional sobre o luto


Baseado na experiência do autor com a perda de sua mãe durante a pandemia, o espetáculo transforma dor pessoal em poesia cênica, acolhendo o público com sensibilidade e verdade.


@ocafeteiroteatro


·     06 e 07 de dezembro, às 16h


Luiza Cesar – Paladar de Copas (Rio de Janeiro)


Dramaturgia experimental feminina


Esquetes performativas guiadas pelo sorteio e pela emoção. A peça questiona o silenciamento feminino e convida o público a sentir junto, criando uma experiência única a cada sessão.


@paladardecopas


·     09 de dezembro, às 19h


Luciano Veneu e Leandro Botelho – Último Ato (Rio de Janeiro e Minas Gerais)


Peça teatral autoral


Um homem morto, um facilitador do além e uma conversa entre o drama e o deboche. A peça reflete sobre o que resta depois do fim e como o humor pode ser ponte entre mundos.


13 e 14 de dezembro, às 19h


Jéssica Lessa – Eu Serpente (Rio de Janeiro)


Solo de dança contemporânea


Inspirada na serpente como símbolo de cura e renascimento, a performance é um ritual íntimo e coletivo que une movimento, voz e memória para tocar o que não se pode dizer com palavras.


 In Cena Casa de Artes: Rua Dezenove de Feverero, 48, Botafogo - Rio de Janeiro/RJ


Ingressos e informações: @incenaoficial

30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com