21 de outubro de 2025

Festival Internacional de Poesia será lançado, nesta terça, na Academia Brasileira de Letras no Rio

Nesta terça-feira (21/10), a partir das 17h30, será lançado oficialmente o “Rio de Versos – Festival Internacional de Poesia – Jornada Comemorativa 30ª Edição – Maricá 2025” em cerimônia realizada na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro. Na solenidade, o cantor Jorge Mautner, que também é compositor, instrumentista e escritor, será o grande homenageado e receberá a Medalha Darcy Ribeiro, e na sequência será oferecido um coquetel aos convidados. O festival internacional é realizado pelo Governo Federal e Ministério da Cultura, com patrocínio da Petrobras.



A solenidade terá início a partir das 17h30, no Teatro Raimundo Magalhães Jr., no Centro do Rio, com apresentação do “Rio de Versos”. A mesa será composta por Sady Bianchin, diretor geral do festival há 30 edições, e os acadêmicos Antonio Torres e Antonio Carlos Secchin. Haverá um coquetel de encerramento. Já entre os dias 30/10 e 02/11, o festival ocorre em três palcos abertos ao público com grande programação no Centro de Maricá (detalhes abaixo).


O projeto tem potencial para marcar o cenário poético nacional ao colocar a poesia (interpretada, visual, falada, no cinema e musicada) como protagonista em território brasileiro, com formato inédito e abrangente. Idealizado por Sady Bianchin, poeta há mais de 40 anos, doutor em Teatro e Sociedade pela Università di Roma - La Sapienza e secretário de Cultura e das Utopias de Maricá, o projeto chega à sua 30ª edição mantendo o compromisso com a democratização, diversidade e internacionalização da poesia, recebendo apoio da Prefeitura de Maricá. 


O festival receberá poetas de 20 estados do Brasil e de mais de 40 países, 13 deles presentes presencialmente. Trinta poetas participarão por meio da exposição de Poesia Visual, sendo de 15 países diferentes. Estão confirmados autores e representantes de países como Portugal, França, Moçambique, Argentina, Cuba, Chile, Estados Unidos, Uruguai, Colômbia, Cuba e México, evidenciando o caráter global e plural do evento. 


Cultura nas escolas e preservação ambiental


Em gesto simbólico em prol da cultura e do meio ambiente, serão plantados 101 pés de Pau-Brasil em referência aos 101 anos do Manifesto criado por Oswald de Andrade, fortalecendo o compromisso do festival com a tradição, a memória, a identidade e a sustentabilidade. O projeto vai promover uma integração com escolas da rede pública de ensino de Maricá, o “Poesia nas Escolas”, em que serão feitas 60 apresentações com poetas convidados do evento nas escolas da cidade de 27 a 29/10. Todas as atividades presenciais ocorrem em Maricá, com transmissões ao vivo dos principais painéis e recitais.


Programação e palcos


A poesia estará em evidência nos palcos: Palco Tupi Petrobras e Palco Maricá Petrobras – Cidade da Poesia, ambos na Praça Orlando de Barros Pimental, no Centro de Maricá; e Palco Mero Petrobras, no Cine Henfil. O festival receberá grandes nomes como Arnaldo Antunes, Sady Bianchin, Antônio Carlos Sechin, Alberto Pucheu, Antônio Villaroy, Marcela Giannini, Kleiton & Kledir, Milton Cunha, Miriam Alves, Tanussi Cardoso, Mônica Montone, Bill Lundberg, Regina Vater, Os Camaleões, além de poetas locais e muitos outros convidados de relevância nacional e internacional. 


Jorge Mautner é o homenageado especial da 30ª edição, e a programação contempla grandes tributos ao Dia Nacional da Poesia, ao aniversário de Carlos Drummond de Andrade, e ao poeta Antônio Cicero no encerramento, em 02/11.


As atividades incluem mesas de debate, rodas de conversa, poesia na roda, cinema, shows e homenagens a ícones da poesia brasileira, como Carlos Drummond de Andrade, Cazuza, Antônio Cícero e a própria Cora Coralina, homenageada com exibição de filmes.

Todas as atividades são gratuitas.



30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com