14 de dezembro de 2023

Festival Internacional de Cinema Feminino chega no CCBB Rio com entrada gratuita

Evento traz mais de 30 filmes dirigidos por mulheres ou com temática feminina

Começa hoje! O Festival Internacional de Cinema Feminino, FEMINA, anuncia sua 14ª edição, que será realizada até o dia 18 de dezembro, no CCBB Rio de Janeiro. A programação, com entrada franca, reúne mais de 30 filmes, entre curtas, longas, documentários e de ficção, todos dirigidos por mulheres cis, trans e pessoas não-binárias de 35 países e de oito estados brasileiros. A mostra conta ainda com sessões especiais e seminários sobre temas como violência contra mulher e desigualdade de gênero.

 

Entre os destaques da programação estão os brasileiros “Eu deveria estar feliz”, de Claudia Priscilla, e “Sua Majestade, o passinho”, de Carol Correia e Mannu Costa, além de “Upwards Tide”, da austríaca Daniela Zahlner, “De onde nasce o Sol”, da espanhola Gabriele Stein, e o inédito “Canções de Terra”, da diretora norueguesa Margreth Olin.

 

Os filmes serão avaliados por dois júris: um para produções nacionais, composto por Ana Flávia Cavalcanti (atriz), Fernanda Teixeira (cineasta, montadora e diretora de arte) e Manaíra Carneiro (realizadora); e outro para os filmes internacionais, formado por Consuelo Lins (professora e pesquisadora), Marina Meliande (cineasta, produtora e montadora) e Beth Sá Freire (curadora de cinema). Na cerimônia de encerramento, em 18/12, haverá ainda uma homenagem à diretora Laís Bodanzky. Veja aqui a programação completa do festival.

 

O FEMINA é realizado pelo Instituto de Cultura e Cidadania Feminina, uma organização sem fins lucrativos, e tem como objetivo divulgar e promover o trabalho das mulheres no cinema e na cultura, tendo sido o primeiro a falar sobre questões de gênero, além de exibir, desde 2006, filmes de pessoas trans e não-binárias. “Falar sobre desigualdade e feminismo é cada vez mais essencial - e urgente - para a sociedade brasileira, e é com muita alegria e responsabilidade que trazemos luz a esses assuntos, exibindo filmes importantes e de forma gratuita a toda população”, declara Paula Alves, Diretora e Produtora do festival. “Além disso, promovemos debates com o objetivo de discutir medidas e soluções sobre as problemáticas enfrentadas no dia a dia da mulher”.

 

Seminário FEMINA


Desde sua primeira edição, o FEMINA promove debates e encontros que reúnem convidados dos meios cultural e intelectual para discutir com o público questões relacionadas à igualdade e relações de gênero, identidade, sexualidade, corpo, representação, direitos humanos, feminismo, representatividade, entre outros.

 

Em 2023, o Seminário Femina será realizado em parceria com o Generis – Grupo de Pesquisas sobre Gênero, Sexualidades, Reprodução e suas Interseccionalidades, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em População, Território e Estatísticas Públicas da ENCE (Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE). Serão três mesas com os seguintes temas: “Fontes de Dados e Pesquisas em Gênero, Identidades e Sexualidades”, “Desigualdades de Gênero no Trabalho, Ciências e Educação” e “Estudando a violência contra mulheres: o desafio dos dados”. Mais informações aqui.

 

Sessões especiais


No dia 17 de dezembro, domingo, será exibido o longa Direito Dela (УнингХукуки/Her right), da diretora Saodat Ismailova, nascida no Uzbequistão. A produção experimental de 15 minutos tem o título inspirado no filme mudo Uzbekkino (do diretor G. Cherniak, de 1931), e relembra a campanha política Hujum (ataque), tomada pelo Partido Comunista para emancipar e desvelar mulheres no país. No dia seguinte, o documentário Kevin, de Joana Oliveira, será exibido em sessão com libras e legendagem descritiva. A trama conta a primeira vez em que Joana, uma brasileira, visita sua amiga Kevin em seu país, a Uganda. Elas se conheceram há 20 anos quando estudaram juntas na Alemanha e faz muito tempo que não se veem. Agora estão próximas de completar 40 anos e a vida se mostra mais complexa do que na juventude. 

 

Sobre o CCBB RJ


Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o CCBB está instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva. Marco da revitalização do centro histórico do Rio de Janeiro, o Centro Cultural mantém uma programação plural, regular e acessível, nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e pensamento. Em 34 anos de atuação, foram mais de 2.500 projetos oferecidos aos mais de 50 milhões de visitantes. Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio de Janeiro entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. O prédio dispõe de 3 teatros, 2 salas de cinema, cerca de 2 mil metros quadrados de espaços expositivos, auditórios, salas multiuso e biblioteca com mais de 200 mil exemplares. Os visitantes contam ainda com restaurantes, cafeterias e loja, serviços com descontos exclusivos para clientes Banco do Brasil. O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro funciona de quarta a segunda, das 9h às 20h, e fecha às terças-feiras. Aos domingos, das 8h às 9h, o prédio e as exposições abrem em horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes.

 

Sobre o Femina 

O Femina surgiu em 2004 quando falar sobre as questões de gênero no cinema ainda não estava tão evidente na mídia como hoje. De lá pra cá pouca coisa mudou, infelizmente. A violência contra a mulher e pessoas trans, por exemplo, aumentou. A participação proporcional de mulheres no mercado de trabalho como um todo, e no audiovisual, estagnou. O Femina é um evento necessário para discutirmos essas e outras questões, usando o cinema como importante ferramenta para chamar a atenção do público. Paula Alves e Eduardo Cerveira   

 

Serviço:



FEMINA - Festival Internacional de Cinema Feminino

13 a 18 de dezembro de 2023

Sala de Cinema 1

Entrada Gratuita 

Ingressos disponíveis a partir das 9h do dia de cada sessão, na bilheteria fisica ou no site do CCBB.

30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com