30 de maio de 2026

Festival das Artes Circenses acontece em Niterói em junho

Evento promoverá diversas atividades com artistas locais e atrações do Brasil e do exterior 

 

De 03 a 07 de junho, a Cidade Sorriso será um grande e lindo picadeiro! Isso porque o 1º Festival das Artes Circenses em Niterói (FACIN) reunirá artistas da cidade e atrações convidadas do Brasil e do exterior para um encontro vibrante com o respeitável público. Ocupando equipamentos culturais com uma programação totalmente gratuita, plural e acessível, o evento terá espetáculos, cortejo, oficinas, apresentação internacional e até um show de variedades circenses no Theatro Municipal de Niterói.

 

Criado pelo palhaço niteroiense Ricardo Gadelha, o festival dialoga com a tradição do circo e suas vertentes contemporâneas, com o objetivo de promover, valorizar e difundir as artes circenses nas diferentes regiões da cidade de Niterói, numa celebração da criatividade, do corpo em movimento e da diversidade cultural.


- Para ressignificar a relação da cidade com o Circo, é preciso reconhecê-lo como expressão artística viva e relevante. Um evento como o FACIN é uma grande oportunidade para valorizar e divulgar as pesquisas de grupos locais, contribuir na formação de plateias, incentivar novos talentos, e assim, fomentar a cena niteroiense de circo contemporâneo - aponta Ricardo Gadelha, idealizador e produtor do Festival. 

 

Ao unir tradição e inovação, arte e cidadania, o festival pretende transformar Niterói em um picadeiro a céu aberto, onde o riso, a poesia e o risco circense encantem e provoquem novas formas de olhar o mundo.

 

O 1º FACIN é uma realização da Prefeitura de Niterói, Secretaria Municipal das Culturas, Governo Federal e Ministério da Cultura, através da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

 

Serviço:

FACIN - I FESTIVAL DAS ARTES CIRCENSES EM NITERÓI

03 a 07 de junho 

Classificação etária: livre

Ingressos: gratuitos (retirar 1 hora antes do início do espetáculo)

Email: festivaldasartescircenses@gmail.com 

Mais informações: https://www.instagram.com/festivaldasartescircenses/ 



13 de outubro de 2026
Três dos nomes mais emblemáticos da história da música brasileira, Milton Nascimento, Djavan e Luiz Melodia, terão suas obras reverenciadas no novo show do guitarrista, compositor e cantor Fábio Rizental, “Três Rosas Negras”, que estreia no palco do Acaso Cultural, em Botafogo, no dia 16 de outubro, sexta-feira, às 20h. Reconhecido por sua guitarra de linguagem contemporânea e virtuosismo aliado à musicalidade, Rizental propõe uma leitura original desse repertório, em linguagem de jazz rock fusion brasileiro, alternando momentos instrumentais e cantados, acompanhado por Alexandre Berreldi no contrabaixo e Léo Bandeira na bateria. Os seus arranjos preservam a essência das composições enquanto dialogam com o jazz, o rock, a improvisação e a música brasileira contemporânea, aproximando esse legado das novas gerações e reafirmando a importância desses autores para a cultura brasileira e para a música mundial.  Serviço: Quando: 16 de outubro, sexta-feira, às 20h Onde: Acaso Cultural – Rua Vicente de Sousa, 16, Botafogo, Rio de Janeiro – RJ Ingressos: entre R$ 55 e R$ 200, no local ou antecipados pelo site Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/127017/d/414426
13 de outubro de 2026
Aos 10 anos, Oyárónké Gino Ivanir dos Santos já tem uma história para contar, e um livro para compartilhar com o mundo. Autora e ilustradora de As Aventuras da Boneca Oyá, a menina transforma as aventuras de sua boneca em literatura e mostra como a imaginação infantil pode abrir caminhos para a valorização da identidade negra, da cultura afro-brasileira e da educação antirracista. O lançamento da obra ocorreu às vésperas do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, e destacou a importância de incentivar crianças a ler, escrever e reconhecer suas próprias histórias como parte da diversidade cultural brasileira. Filha da professora doutora Mariana Gino e do professor doutor babalawô Ivanir dos Santos, ambos ativistas do movimento negro brasileiro e referências na promoção da educação antirracista e no combate à intolerância religiosa, Oyárónké encontrou na escrita criativa, por meio da Casa dos Sambistinhas, projeto produzido pelo Movimento das Mulheres Sambistas, uma nova maneira de brincar e expressar sua criatividade. Carinhosamente chamada de Oyá, a boneca que dá nome ao livro é companheira de brincadeiras, viagens e descobertas. A partir dessa relação afetiva, Oyárónké criou uma narrativa divertida e sensível, que reúne situações do cotidiano, experiências em família e referências culturais. Narrada em primeira pessoa, a obra acompanha as viagens, as brincadeiras e as peripécias de Oyázinha. Em uma das passagens, quando perde os dois bracinhos, a boneca precisa ser levada ao “SUS da Nininha” para ser costurada novamente. Em outras aventuras, passeia pelo Rio de Janeiro, por Aparecida do Norte e por São Gonçalo, vai ao cinema e participa até de uma aula de boxe. A narrativa também apresenta momentos da rotina da menina, como as orações antes de dormir, a leitura de livros e gibis e a convivência familiar. Entre os personagens que fazem parte desse universo estão o coelho Sansão, melhor amigo da boneca, e outras bonecas negras que integram a coleção de Oyárónké. Por trás do humor e das aventuras, o livro aborda temas como identidade, pertencimento, religiosidade e representatividade negra. A obra apresenta o significado do nome Oyárónké e sua relação com a cultura iorubá e com a orixá Oyá, valorizando as culturas africana e afro-brasileira de maneira acessível ao público infantil. A diversidade aparece, assim, não como um conteúdo distante da realidade das crianças, mas como parte das brincadeiras, dos afetos e das experiências cotidianas. A publicação reforça que a educação antirracista pode começar na infância, por meio de referências positivas, do acesso à literatura e do reconhecimento das próprias raízes. A publicação integra uma iniciativa da Casa dos Sambistinhas que reuniu 18 crianças: nove em setembro e nove em outubro. Cada participante recebeu 50 exemplares, em uma experiência voltada não apenas à formação de leitores, mas também ao incentivo à produção literária desde cedo. A proposta foi reconhecida pelo professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Flávio Gomes, que destacou a importância da iniciativa para estimular a leitura e a escrita entre crianças e ampliar o alcance de uma agenda antirracista e plural. "Extraordinária iniciativa e fomenta leitores e mais ainda escritores na mais tenra idade. Mostra que é possível sim ampliar para todas as gerações uma agenda antiracista e plural de identidades e gênero. O livro de Oyáronké mostra um potencial de sensibilidades autorais fantásticas". O lançamento também contou com a presença de Helena Theodoro, referência intelectual na luta por espaço para mulheres negras na academia brasileira. Sua trajetória representa uma geração que abriu caminhos para ampliar a participação de mulheres negras nos espaços de produção de conhecimento. A iniciativa recebeu ainda uma mensagem de André Leonardo Chevitarese, professor titular da UFRJ e autor de 27 livros, que celebrou a estreia literária de Oyárónké - “Continue nessa linda trajetória, sendo exemplo para tantas outras crianças, despertando nelas o amor pelos livros.” Oyárónké mostra que uma história pode nascer de experiências simples e afetivas: uma boneca querida, uma viagem em família, uma costura improvisada ou uma brincadeira que ganha novos significados quando transformada em palavras. Ao ocupar o lugar de autora e ilustradora, a menina também amplia as possibilidades de representação na literatura infantil. Sua experiência evidencia a importância de permitir que crianças negras se reconheçam não apenas como personagens das histórias que leem, mas também como criadoras de narrativas próprias. Em As Aventuras da Boneca Oyá, a infância é apresentada como um espaço de imaginação, pertencimento e construção de identidade. A obra reforça uma mensagem central: formar leitores é fundamental, mas incentivar crianças a escrever suas próprias histórias também significa ampliar suas possibilidades de expressão e participação cultural.