30 de agosto de 2023

FAN realiza I Fórum de Acessibilidade Cultural de Niterói

Diante do compromisso de democratização da cultura local, a Fundação de Arte de Niterói realizará o I Fórum de Acessibilidade Cultural da cidade. O evento, que teve início na segunda-feira, dia 28,  busca concentrar esforços para a construção de um ambiente artístico plural e inclusivo. Serão três dias de atividades, palestras e apresentações, que acontecerão na Sala Nelson Pereira dos Santos, de forma gratuita.

 Desenvolvida por pessoas com deficiência que atuam no meio cultural, a programação do Fórum tem a missão de instruir diferentes profissionais do segmento para que, juntos, possam garantir o fazer artístico como uma possibilidade para todas as pessoas, visibilizando as historicamente silenciadas e contribuindo para uma sociedade mais justa e equânime. Assim, estarão presentes diversos especialistas, que irão abordar temas como anticapacitismo, políticas públicas de acessibilidade cultural, tecnologia assistiva e ambientes culturais, entre outros.

Além das mesas de debate, o evento também contará com apresentações de destaque, como o Teatro Cego, o Circo Sem Limites e o Grupo de Dança Expressar, entre outras iniciativas que já atuam na perspectiva da luta contra o capacitismo. No último dia, as passistas da Viradouro se unem ao Sorrindo e Batucando para encerrar o I Fórum de Acessibilidade Cultural com chave de ouro.

"Garantir a inclusão nos equipamentos, espaços e debates culturais em Niterói é uma responsabilidade e compromisso que a Fundação de Arte de Niterói assume todos os dias. Seja através da Coordenadoria de Acessibilidade, criada nessa gestão, ou de eventos como o Fórum, estamos fomentando políticas públicas para construir a cidade que a gente deseja", explica Fernando Brandão, presidente da FAN.

Desta maneira, o encontro promete incentivar a troca de saberes entre agentes culturais e possibilitar uma visão mais ampla sobre o tema da acessibilidade, ainda pouco debatido de modo geral. Os interessados em participar devem se inscrever no site da Cultura Niterói. As atividades irão até quarta-feira (30).

22 de março de 2026
Com prefácio do cantor Biafra e posfácio do neurologista Gustavo Valle, livro “O sorriso de Alana”, de Carol Reis, mostra a trajetória real da maternidade atípica. E será lançado dia 23 de março, às 17h, na Associação Fluminense de Reabilitação, em Niterói (RJ) A história de uma menina que aprendeu a se comunicar com o mundo por meio de sorrisos e de uma mãe que transformou desafios diários em aprendizado é o ponto de partida de “O sorriso de Alana”. O livro é a trajetória real da advogada Carol Reis e de sua filha Alana. E reúne relatos sensíveis sobre maternidade atípica, inclusão e bastidores emocionais do universo pouco visível das famílias que convivem com condições neurológicas graves. O lançamento será dia 23 de março, às 17h, na Associação Fluminense de Reabilitação, em Niterói (Rua Lopes Trovão 301, Icaraí). O livro propõe reflexões sobre sensibilidade social e políticas públicas voltadas para pessoas com deficiência e familiares. Ao longo das páginas, o leitor acompanha a rotina de Alana, que nasceu com paralisia cerebral severa, e tem visão, fala e o andar comprometidos. Muito mais que relatos sobre cirurgias, internações e diagnósticos, o livro mostra como a importância do afeto, das pequenas conquistas e dos vínculos familiares podem até desafiar previsões médicas. “Quando Alana tinha cinco meses e recebi o diagnóstico, os médicos disseram que ela teria apenas alguns anos de vida, mas escolhi acreditar no contrário. E diferente de todos os prognósticos, minha filha completa 18 anos em março”, conta Carol Reis. Viver a inclusão na prática é o caminho que a autora desbrava no livro. Alana frequentou escolas públicas até o Ensino Fundamental, faz viagens frequentes com a família e já até desfilou duas vezes na Sapucaí – ambas pela Virando Esperança, escola mirim da campeã 2026 Unidos do Viradouro, de Niterói (RJ), onde a autora e a protagonista vivem. O prefácio é assinado pelo cantor e compositor Biafra, avô de Alana, que transformou o amor pela neta na canção-título “Sorriso de Alana”. No texto, ele destaca a força da mãe diante das adversidades. “Quando esse sonho se rompe, é preciso encontrar outro. A Carol encontrou outro sonho — mais difícil, mais profundo, mais transformador”, escreve Biafra. Para o cantor, Alana se tornou símbolo de algo maior. “Hoje, o sorriso da Alana já não é só dela. Essa forma singular de se comunicar com o mundo saiu de sua boca para se tornar símbolo das crianças com deficiência do Brasil — e, quem sabe, do mundo”, diz. O posfácio é do neurologista Gustavo Valle, que acompanha Alana desde o diagnóstico da paralisia cerebral, quando ela tinha cinco meses. No texto, ele ressalta que diagnósticos médicos não são capazes de traduzir completamente a experiência de uma vida. “Um diagnóstico, por mais contundente que seja, não é sinônimo de destino”, afirma o especialista. Para o neurologista, o livro revela o que muitas vezes não aparece nos prontuários médicos: o trabalho das famílias, o impacto do cuidado cotidiano e a força do vínculo afetivo na construção da qualidade de vida. Ao narrar a história da filha, Carol Reis também expõe as barreiras enfrentadas por famílias que convivem com deficiência no Brasil — desde desafios estruturais e burocráticos até o cansaço emocional que acompanha a rotina de cuidados intensivos. O livro também busca ampliar o debate sobre inclusão, acessibilidade e responsabilidade coletiva no cuidado com pessoas vulneráveis. “Se todas as mães atípicas se unissem, independente do diagnóstico, teríamos mais força para cobrar o cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). A maioria de nós é obrigada a deixar a vida profissional de lado pela necessidade de dedicação integral aos filhos. Não há leis que garantam condições reais de trabalho nem espaços adequados onde possamos deixar nossos filhos com segurança e tranquilidade enquanto trabalhamos. Muitas vezes a escola é o único local de acolhimento”, diz Carol.
21 de março de 2026
Cinderela vive numa vila africana, com a sua madrasta Mama e suas terríveis filhas, Kalima e Luena. Ela trabalha dia e noite, mas mantém a esperança de que dias melhores virão. Um dia que se parecia com muitos outros dias, ela por acaso conhece o nobre Zulu, de imediato ocorre um encantamento eles se apaixonam. No entanto, o caminho para a felicidade terá muitos obstáculos. Mas, com a ajuda do amigo Bunga, conselheiro de Zulu e a bênção especial de sua protetora, que, nessa narrativa, não será a Fada Madrinha, e, sim, Obá, uma orixá, Cinderela embarca em uma jornada de superação, amor e autodescoberta.  Serviço Cinderela Negra Data: 21 e 22 de março de 2026 Horário: Sábado e domingo, 19h Duração: 60min Classificação indicativa: Livre Entrada Gratuita com distribuição de ingressos na bilheteria 1h antes do início do espetáculo Local: Sala Nelson Pereira dos Santos End: Avenida Visconde do Rio Branco, nº 880, Niterói