23 de maio de 2022

Exposição “Quem criou me ensinou” no Museu Janete Costa

O Museu Janete Costa de Arte Popular abre, no dia 25 de maio, quarta-feira, a partir das 10h, a exposição “Quem criou me ensinou”, com curadoria de Jorge Mendes.


O público vai poder contemplar cerca de cem obras – entre escultura em argila e madeira, além de pintura – incluindo uma instalação com referência ao bairro do Alto do Moura – um dos mais importantes de Caruaru, terra de Vitalino, Manuel Eudócio, Galdino, entre outros.


A mostra é uma homenagem a vinte e cinco mestres da arte popular brasileira, como Louco Boaventura, Geraldo Teles de Oliveira (GTO), Artur Pereira, Izabel Mendes, Maurino de Araújo, entre outros, que passaram seus conhecimentos para familiares e alunos – discípulos – que hoje dão prosseguimento à arte e ao estilo desses mestres. Com isso, torna-se possível a continuidade e a renovação dos trabalhos, por meio do potencial criativo de cada um. A cenografia é toda em papelão reciclado.


Os trabalhos representam o universo particular de cada artista e são variados, destacando religião, família, trabalho, entre outros temas. Para o mote curatorial, Jorge Mendes focou na importância do trabalho comunitário e familiar.


A Diretora do Museu Janete Costa de Arte Popular, Daniela Magalhães, destaca a importância da abertura desta mostra, neste contexto de maior flexibilização em relação à pandemia: “estou muito contente em apresentar ao público uma nova exposição, com referência a diversos estados brasileiros, e que engloba a ideia de que o conhecimento deve ser passado adiante. Os artistas transmitem o fazer artístico para que a arte popular sempre se mantenha viva. Isso é de uma generosidade incrível, o que demonstra a nobreza destes artistas populares. A cultura é um respiro nestes anos em que vivemos momentos difíceis por conta da COVID-19”. 


“Vamos discutir a importância da preservação da memória e saberes culturais populares dentro das famílias e das comunidades e as questões do ensino fora da sala de aula e educação à distância, vivenciadas intensamente pelas famílias no período da pandemia”, explica o curador.

 

Serviço:


Exposição “Quem criou me ensinou”, curadoria de Jorge Mendes

Abertura: 25 de maio, quarta-feira, a partir das 10h

Período expositivo: de 25 de maio a 4 de setembro

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 17h

Onde: Museu Janete Costa de Arte Popular

Endereço: Rua Presidente Domiciano, 178, Ingá, Niterói-RJ

Entrada gratuita


30 de agosto de 2025
Será possível se adaptar aos novos tempos sem perder a essência? Será que temos direito a uma segunda chance? Essas e outras questões ganham o palco do Teatro Glaucio Gill, em Copacabana, no espetáculo “Ela, e Algumas Histórias”, que estreia no dia 6 de setembro em curta temporada aos sábados, domingos e segundas, às 20h. Protagonizada e escrita por Francisca Queiroz, com Claudio Gabriel no elenco e direção de Ernesto Piccolo, a peça traz um olhar sensível, irreverente e atual sobre os dilemas enfrentados por uma mulher em busca de reconstrução, autonomia e pertencimento em um mundo em constante transformação. Após o fim de um casamento de quase 20 anos e com três filhos para criar, “Ela” (Francisca Queiroz) precisa reinventar a sua vida. Entre a luta por independência financeira, a adaptação às novas dinâmicas das relações virtuais e a pressão por conciliar maternidade e realização profissional, a protagonista atravessa um verdadeiro turbilhão de emoções ao tomar as rédeas do próprio destino. A montagem inédita convida o público a refletir sobre a condição da mulher contemporânea, seus desafios e conquistas, explorando temas como maternidade, empoderamento, relações líquidas e o impacto da tecnologia nas conexões humanas, com suas possibilidades e armadilhas. Com diálogos afiados, realistas e toques de humor, a peça se propõe a ser tanto um espelho quanto um questionamento sobre o lugar da mulher na sociedade atual. SERVIÇO: Espetáculo: Ela, e Algumas Histórias Local: Teatro Glaucio Gill – Praça Cardeal Arcoverde, s/n, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ Temporada: de 06 a 29 de setembro Dias e horários: sábados, domingos e segundas, às 20h Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada) – à venda na bilheteria do teatro e no site https://funarj.eleventickets.com/ Gênero: Comédia Duração: 70 minutos Classificação: 12 anos
30 de agosto de 2025
A Light, empresa responsável por levar energia elétrica para milhões de pessoas no Rio de Janeiro, comemora seus 120 anos com a instalação artística Anos-Luz, da diretora e multiartista Bia Lessa. A exposição será inaugurada no dia 29 de agosto, sexta-feira, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), com patrocínio da concessionária e realização da associação Rio Memórias. A entrada é gratuita. Sobre a exposição Anos-Luz é uma instalação que nasce da tensão entre luz, sombra e tempo. A luz — esse campo que revela — não apenas ilumina, mas define o visível. O escuro — esse território de suspensão — não apenas oculta, mas convida a outras formas de ver. Reconhecida por sua linguagem inovadora e transdisciplinar, Bia Lessa é diretora de teatro, ópera, cinema e exposições. Para Lessa, “entre o excesso de luz e o vazio do breu, entre o tudo que ofusca e o nada que silencia, há um intervalo quase infinito: um entrelugar onde a percepção do tempo se adensa, se encarna. Inspirada pela potência silenciosa da técnica - o processo é ramificado, percorre largas extensões, milhares de milhas vibrando; atravessa paredes e alcança, no décimo andar, um apartamento suspenso no ar - a obra evoca essa energia domesticada, convertida em eletricidade, presente em milhões de espaços ao mesmo tempo”. Esta instalação propõe um gesto de escuta. Um convite ao espaço do “entre” — essa fresta onde se esgarçam os limites entre o que se mostra e o que se esconde. É nesse fluxo de duplos que a experiência se dá: o visível e o invisível; aquilo que desaparece na luz, que cega, e o que faz aparecer, emerge do escuro, que se revela como matéria viva. A instalação dialoga com vestígios e ecos: a geometria de Ttéia, de Lygia Pape; a inteligência de Little Lights, de Jac Leirner; e as imagens de Serguei Eisenstein, Glauber Rocha, Oswaldo Goeldi — artistas para quem luz e sombra são também pensamento, linguagem, existência. Para Yole Mendonça, diretora executiva do MAM Rio, “é uma alegria receber Anos-Luz, de Bia Lessa, no MAM Rio, em parceria com o Rio Memórias e a Light. O espaço expositivo do museu situado sobre o pilotis será completamente transformado por uma instalação que cria uma experiência imersiva. Acreditamos que Anos-Luz atrairá novos públicos ao museu, ampliando nossa missão de ser um espaço dinâmico e acessível”.  Serviço: Temporada: 29 de agosto a 16 de novembro de 2025 Local: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 - Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro Telefone: (21) 3883-5600 Site: www.mam.rio Instagram: @mam.rio Horários de visitação: Quartas, quintas, sextas, sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Aos domingos, das 10h às 11h, visitação exclusiva para pessoas com deficiência intelectual Entrada gratuita.