25 de setembro de 2022

Exposição no MAC aborda mudanças climáticas

Depois de percorrer os Estados Unidos e diversos países da Europa sempre com um olhar diferenciado e contemporâneo sobre o mundo, mostrando artistas que revelam essa perspectiva do planeta – muitas vezes em preto e branco, o curador francês Nicolas Martin Ferreira chega a Niterói com uma proposta que vai ao encontro das ideias sobre sustentabilidade implementadas na cidade. Numa mostra que fica em cartaz, no MAC, do dia 3 de setembro até o dia 6 de novembro ele apresentará a exposição “Terra Fraturada”, da fotógrafa Renate Graf.

"Ter uma exposição internacional sobre as mudanças climáticas na nossa cidade, mostra não só a importância do tema em nível mundial, como também a relevância que precisa ser realizada em caráter local. A artista traz um olhar de urgência, com uma sensibilidade artística, das principais consequências nos territórios urbanos e planetários. A Secretaria do Clima junto com a Educação vai também realizar ao longo do período da exposição, o acompanhamento pedagógico de escolas do município, para assim gerar um processo de formação continuada das nossas crianças”, explica Luciano Paez, secretário do Clima.

A artista apresenta uma série de fotografias num contexto artístico excepcional, mas também dramático. Na mostra, Renate Graf apresenta quinze fotografias do Rio de Janeiro: Niterói, Corcovado, a vista aérea do MAC e também algumas fotos tocantes da sua experiência na Amazônia, onde conheceu uma família de indígenas, os "Ribeirinhos".

A encenação da exposição está estruturada em cinco painéis. Cada um destes conjuntos apresenta de 6 a 12 fotografias no mesmo formato e moldura.

Um primeiro painel revela o degelo na Sibéria, o segundo aborda a mesma temática no Alasca, o terceiro questiona-se sobre o problema da seca no mundo com o exemplo da Anatólia. O quarto conjunto destaca o problema da reciclagem e aterros sanitários no Brasil; 4º produtor de plástico do mundo e seu sistema de reciclagem não é muito eficiente com aterros a céu aberto. O quinto e último capítulo lança luz sobre as favelas com sua densidade humana particular e o emaranhado mágico e caótico de suas moradias.

A mensagem da artista concentra-se nos grandes problemas de reciclagem e consumo excessivo desnecessário, que são particularmente exacerbados na América do Sul. A exposição continua em torno da Baía de Guanabara, onde as fotos são colocadas em perspectiva. "Carrego dentro de mim todos os sonhos do mundo e um desses sonhos é viajar por esse mundo e reescrevê-lo com as minhas imagens", afirma Graf.

Ativista comprometida com a ecologia e o meio ambiente em todo o mundo, a fotógrafa, sensível à natureza e à sua preservação, mostra-nos através das suas lentes o poder dessas crises ambientais atuais. A última exposição de Renate Graf aconteceu de janeiro a março de 2022, no Cer Modern, em Ancara, na Turquia.

Serviço: 

Exposição "Terra Fraturada"
Período expositivo: de 03 de setembro a 6 de novembro
Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h

Local: MAC de Niterói – Salão Principal
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº, Boa Viagem

Ingresso: R$ 12 (inteira) | R$ 6 (meia-entrada) - Têm direito à meia-entrada idosos a partir de 60 anos, jovens de baixa renda com idade entre 15 e 29 anos inscritos no CadÚnico, estudantes de escolas particulares, universitários e professores. É exigida a comprovação do direito ao benefício na bilheteria do museu.



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30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com