15 de agosto de 2022

Exposição “Mutatis Mutandis” em Niterói

No dia 16 de agosto, terça-feira, às 19h, o artista Rubens Mattos vai abrir a exposição “Mutatis Mutandis”, na Sala José Cândido de Carvalho. A curadoria é da gravadora e pintora Desirée Monjardim. O texto da mostra é assinado por Marcos Cardoso e Edmilson Nunes.


O público vai ver cerca de 10 obras, em acrílica sobre tela, que apresentam uma visão caótica dos centros urbanos, com suas mazelas e o excesso de elementos que formam a cena em turbilhões de presenças e cores. Rubens se enveredou há algum tempo pelo caminho do abstrato, inspirado pela vida, quase sempre urbana sob uma ótica pessoal de caos imaginário espelhando o real.


O título da mostra se refere a ‘mudando o que precisa ser mudado’ e é justamente este conceito que ele imprime em seus trabalhos: o caos. O abstrato é uma forma de expressão que vem da alma do artista e ele não permite limites à sua pintura. Pinta o que vê e da forma como enxerga. Nas telas, as imagens às vezes se mostram distorcidas por fazerem parte de um mundo imaginário, mundo este que está impresso na integra do quadro. 


“Pinto o abstrato por coerência a uma visão caótica do nosso mundo, onde o amor é sobrepujado pelo ódio. Porém por uma teimosa esperança, acredito na metamorfose ambulante.  Gosto da dúvida, pois a certeza é um equívoco. Por isso, meu caminho hoje é o abstrato, mas posso mudar com o tempo”, explica o artista.


O público vai poder refletir, a partir das obras apresentadas, do que é o mundo e no que ele pode se tornar.

 

Sobre o artista:

 

Rubens Mattos teve sua primeira experiência com os pincéis, em 1965, quando tinha 11 anos. Com o material dado por uma tia, produziu então seus dois primeiros quadros de vielas francesas baseadas em pintura da época. As duas telas se apresentam pintadas em óleo sobre Eucatex. Depois, na juventude, realizou algumas obras. Fez a ilustração, a pedido de um amigo, do livro ‘Síndrome Prodergiana’. Já nos anos 2000, a convite da amiga Lina Ponzi, também artista plástica, foi fazer parte de um grupo de discussão e produção de arte e realização de avaliações dos trabalhos do grupo, chamado “Vinho Lilás”, orientado por dois renomados artistas plásticos: Edmilson Nunes e Marcos Cardoso.

 

Em 2017, experimentalmente, efetuou pintura de mobiliários, retomando, então, seu caminho para a pintura de telas. Dois anos depois, participou de exposição, no evento ‘Território Carioca’, realizado na fábrica Bhering, com participação expressiva de artistas visuais, que dentro de suas especialidades, mostraram as belezas do Rio de Janeiro. Também fez parte de ‘Tipo Coletivo’ – evento coletivo de obras realizadas em tipografia, na Gamboa, no Rio de Janeiro. Convidado ainda por Lina Ponzi passou a ter trabalhos expostos na galeria 3COLETIVO DE ARTE, que ficava instalada na Fábrica Bhering. Lá, conheceu o colecionador francês Bertrand Denieul. Daí em diante passou a produzir incessantemente e de maneira assídua, participando de várias exposições coletivas, inclusive do 47º salão de arte primavera do MAM de Rezende (RJ), além de: ‘Como vai você’, na Galeria Poste; ‘Patifaria’, na Titocar Poético; ‘Ocupação Multiverso Colaborativo, Imaginário Periférico 20 anos’, no Centro Cultural Capiberibe; "O Tempo das Coisas", no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro; ‘Atemporal’ na galeria MADD, em Pendotiba, Niterói; entre outras.

 

Está em exposição permanente de quadros na empresa Arte em Movimento, no shopping da Gávea, e na Vogue Gallery Brasil.

 

Serviço:

 

Exposição “Mutatis Mutandis”, de Rubens Mattos

Curadoria: Desirée Monjardim

Texto assinado por Marcos Cardoso e Edmilson Nunes.

Local: Sala José Cândido Carvalho

Endereço: Rua Presidente Pedreira, 98 – Ingá – Niterói

Visitação: de 17 de agosto a 16 de outubro de 2022, de segunda a sexta, das 9h às 17 horas.

Entrada gratuita



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30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com