30 de julho de 2026

Espetáculo "Sem corpo não há aqui" estreia no Sesc Copacabana

O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.



Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação.


Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”.



“A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora.


A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias.


   

SERVIÇO

 

Espetáculo: “Sem corpo não há aqui”

Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026

Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h

Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160)

Ingressos:

R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) |

 R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG)

Informações: (21) 2547-0156

Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h.

Vendas online: site da Ingresso.com

Capacidade: 50 lugares

Classificação: 14 anos.

Duração: 60 min.

28 de outubro de 2026
Depois de realizar sua primeira edição em 2024, o Festival Quilombo Cultural retorna à Ilha da Marambaia, em Mangaratiba (RJ), nos dias 31 de outubro e 1º de novembro de 2026, ampliando uma iniciativa dedicada à valorização das culturas quilombolas, caiçaras e afro-brasileiras. Realizado pela Fábrica de Gigantes, o projeto promove o encontro entre mestres e mestras de tradição oral, grupos jongueiros, comunidades tradicionais e novas gerações, criando espaços de troca, celebração e transmissão de saberes. Localizada na Costa Verde, a Ilha da Marambaia é um território ancestral que reúne características singulares das tradições quilombolas e caiçaras. Realizar o festival nesse território também assume um caráter simbólico e estratégico diante das disputas fundiárias e das ameaças de remoção enfrentadas pela comunidade. A proposta é reunir grupos do Vale do Café, Baixada Fluminense, Rio de Janeiro e Marambaia, fortalecendo vínculos e conexões A segunda edição volta a ocupar a Marambaia com uma programação de dois dias que reúne oficinas, cultura pernalta, jongo, samba de roda, culinária quilombola, turismo histórico e atividades de celebração e encontro comunitário. SERVIÇO: Festival Quilombo Cultural — 2ª edição  Datas: 31 de outubro e 1º de novembro de 2026 Local: Ilha da Marambaia — Mangaratiba, RJ
28 de outubro de 2026
E se você pudesse encontrar, de alguma maneira, aquilo que perdeu? É a partir dessa provocação que nasce “Embarcação Perdue”, espetáculo que marca a estreia de Lucas Pimenta como autor e diretor de teatro e amplia para os palcos uma trajetória que vem desenvolvendo também no audiovisual. A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e BNY apresentam a montagem, que estreia em 5 de novembro, no Teatro Glaucio Gil, no Rio de Janeiro, onde permanece em cartaz até 27 de novembro. Com produção da Touché Entretenimento, que também faz com o projeto sua estreia no teatro de prosa, e patrocínio de BNY e Robert Half, a peça transforma perdas, ausências e reencontros em uma jornada que combina humor, absurdo e poesia. Na trama, a chegada de uma misteriosa embarcação movimenta uma cidade ao anunciar uma possibilidade difícil de ignorar: tudo aquilo que foi perdido pode ser encontrado. A notícia desperta imediatamente o interesse de pessoas dispostas a seguir viagem, mas chegar a bordo não é tão simples. Antes da partida, uma série de entrevistas determina quem poderá embarcar e, ao revelar o que cada candidato deseja recuperar, expõe também histórias, desejos e ausências mantidos até então em silêncio. Sob o comando de um Capitão enigmático, forma-se uma tripulação de desconhecidos reunidos pela esperança de recuperar algo que a vida levou. Há quem procure a juventude, quem tente reencontrar a própria identidade, quem busque uma família e até quem queira recuperar a capacidade de sentir. O destino é o chamado “Lugar Nenhum”, e o percurso coloca progressivamente em dúvida se a viagem poderá, de fato, devolver o que ficou para trás ou se encontrará outras respostas pelo caminho. SERVIÇO: Embarcação Perdue Temporada: 5 a 27 de novembro de 2026 Local: Teatro Glaucio Gil Cidade: Rio de Janeiro (RJ) Texto e direção: Lucas Pimenta Elenco: Márcio Vito, Marina Elias, Andrea Dantas, Leandro da Matta, Vitor Thirré, Giulie Oliveira, Hugo Lobo e Leon Marques Produção: Touché Entretenimento Apresentação: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e BNY Patrocínio: BNY e Robert Half Dias e horários: Quarta a Sexta às 20h Ingressos: R$ 50 (inteira) R$25 (meia) Link de vendas: https://funarj.eleventickets.com/#!/categoria/beabb69402299f72e26268ef1ca24bde7f6e1821 Endereço: Praça Cardeal Arcoverde, s/n, em Copacabana, Rio de Janeiro - RJ (CEP 22040-030) Duração: 90 minutos Classificação indicativa: 14 anos