4 de novembro de 2025

Espetáculo “NIXI PAE” resgata o espírito da floresta nas cidades

Mais do que uma apresentação de dança, o espetáculo “NIXI PAE: Encantos da Natureza” é um sopro de retomada da natureza em meio ao asfalto

 das metrópoles

 

Mais do que uma apresentação de dança, o espetáculo “NIXI PAE: Encantos da Natureza” é um sopro de retomada da natureza em meio ao asfalto das metrópoles. A obra mergulha profundamente na cosmo percepção indígena para transformar o palco em um território de memória, resistência e conexão ancestral, convidando o público a redescobrir o espírito da floresta que pulsa nos corpos e na terra.

 

Com uma proposta que une dança, música ao vivo e vídeoprojeções, “NIXI PAE” é inspirado na palavra que, para o povo Huni Kuin (Acre e Peru), nomeia a bebida medicinal sagrada conhecida como Ayahuasca e significa o “espírito da floresta” ou “cipó forte”. O nome do espetáculo, que chegou à criadora por meio de uma experiência pessoal de retomada de identidade indígena, é a chave para aprofundar uma discussão vital sobre pertencimento e legado. O espetáculo têm idealização e criação por Giovanna Aguirre e com direção de Ruth Tapuya.

 

Para Giovanna, a realização do espetáculo é arte e ato político para não esquecer seus ancestrais: “Essa ponte cosmológica que é o eixo central do Nixi Pae, revela que a Floresta está reivindicando sua retomada, esse trabalho é uma ponte que ecoa as vozes e presenças da Floresta. Esse sopro me impacta à medida que eu compreendo que eu não deixei de ser floresta, mesmo vivendo na cidade, eu sou filha da floresta, o Nixi Pae chegou pra mim como um sopro dos meus ancestrais, para que meu corpo pudesse ser passagem e sopro, da força e beleza da floresta que também resiste à cidade. É, ainda, um chamado para voltarmos a sermos natureza, pisar mais suave na terra, respeitar as outras espécies e manifestações da vida, e voltar a sermos a dimensão da totalidade, e não somente a dimensão do humano que devora tudo ao seu entorno”.


 

Serviço:


07 de novembro - sexta-feira, às 19:30hs.

Centro Cultural da Justiça Federal (Cinelândia)

Duração: 50 min

Classificação: Livre

Endereço: Av. Rio Branco 241 - Centro

Ingressos : R$40 inteira $20 meia 

23 de maio de 2026
A artista Carol Ambrósio apresenta a exposição individual Jardim, no Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, com curadoria de Gabriela Davies. Reunindo obras recentes inéditas, a mostra apresenta esculturas, assemblages e trabalhos bidimensionais construídos a partir da coleta, destruição e recomposição de cerâmicas, porcelanas, toalhas de mesa e utensílios domésticos. Ao reorganizar esses elementos em estruturas instáveis, frágeis e ao mesmo tempo resistentes, Carol transforma o universo doméstico em um campo de reflexão sobre as construções sociais do feminino, seus códigos de comportamento e suas possibilidades de ruptura. A exposição parte de um repertório íntimo ligado ao antiquário de sua família, ambiente no qual a artista conviveu desde a infância com objetos carregados de memória, acúmulos e narrativas. Em Jardim, esse imaginário reaparece em figuras fragmentadas, paisagens interrompidas, totens cerâmicos e composições híbridas que parecem oscilar entre ornamentação e colapso. Em muitas obras, figuras femininas aparecem fundidas a objetos decorativos, vasos e flores, numa investigação crítica sobre os lugares historicamente atribuídos às mulheres no espaço doméstico e social. São trabalhos que evocam comportamentos associados à mulher, ressignificados em construções marcadas por deslocamento, ironia e resistência. SERVIÇO: “Jardim”, de Carol Ambrósio Curadoria: Gabriela Davies Abertura: 27 de maio de 2026 Local: Centro Cultural Correios Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro – Rio de Janeiro Entrada gratuita | classificação livre
23 de maio de 2026
O escândalo é só o começo. Um jogador no auge da carreira, milionário, idolatrado, decide sabotar a própria trajetória. Ele quer ser punido. Para contar a sua versão da história, convoca uma jornalista que cobre guerras — alguém acostumada a lidar com situações-limite. Com texto de Luiz Eduardo Soares e direção de Marcus Faustini, o espetáculo “Assim na terra como no céu”, que encerra temporada, neste domingo (24/05), no Teatro Ipanema, começa como uma entrevista exclusiva, vendida como “bombástica”, e se transforma em um duelo intenso sobre culpa, poder, verdade e sobrevivência. Não é sobre futebol. É sobre o nosso tempo. Serão 20 sessões gratuitas ao longo da temporada, às quintas e sextas, às 20h, aos sábados, às 17h e 20h e, aos domingos, às 19h. Serviço: Assim na terra como no céu Temporada: de 30 de abril a 24 de maio de 2026 Dias e horários: quintas e sextas, às 20h, sábados, às 17h e 20h e domingos, às 19h. Teatro Ipanema: Rua Prudente de Morais, 824 - Ipanema, Rio de Janeiro Ingressos: gratuitos, com retirada na bilheteria Duração: 1h15 Lotação: 192 lugares Classificação: 14 anos