9 de agosto de 2023

Escritora depois dos 80 - literatura na terceira idade

Depois de décadas de dedicação às salas de aula e já aposentada, Clície Maria Covizzi Alvarez decidiu investir tempo, conhecimento e criatividade na produção de histórias. Foi assim que surgiu a carreira como escritora, após os 80 anos.
 
Em 2022, Clície lançou "Sonho e Realidade", um romance de época que faz o leitor viajar para países como Índia, Suíça e Escócia. Agora, a autora trabalha na escrita da continuação da obra, que deve se tornar parte de uma trilogia.
 

Em "Sonho e Realidade", Clície Maria Covizzi Alvarez narra os dramas de um triângulo amoroso na aristocracia europeia do século XIX

Jovem e rica, de família inglesa, Christine nasceu na Índia Imperial e foi enviada pelos pais a um colégio interno na Suíça até os 15 anos. Com a morte da mãe, ela se muda com a família para a Inglaterra onde permanece até os 20, quando é levada à Escócia. Lá, Christine atua como preceptora dos filhos de Lord Albert, um nobre banqueiro casado com Lady Melanie, cuja saúde está comprometida. É desta forma que o leitor é apresentado à protagonista de Sonho e Realidade, de Clície Maria Covizzi Alvarez.


No romance, a beleza e a cultura da personagem imediatamente despertam os olhares dos frequentadores da casa de Lord Albert, que desconhecem sua real identidade. Ao mesmo tempo em que serviçais da mansão ficam enciumados, a garota se torna o centro das atenções, especialmente de duas pessoas: o próprio Lord Albert e Cristopher, o maestro que ensina piano à filha do banqueiro.


Em seu íntimo, Christine corresponde ao sentimento de Albert, mas suas convicções e firmeza de caráter jamais permitiriam que cedesse a qualquer tentação. Já o banqueiro se vê aprisionado pelas emoções e precisa lutar com todas as suas forças para não sucumbir.


Tomou sua mão e a beijou, imprimindo nela o calor de seus lábios.


Não podia tocar nos dela, como desejava ardentemente, então deixou sua marca,
na parte interna de sua mão. Era o grito surdo de seu amor desesperado; 
de seu desejo afogado, de seu coração angustiado. 


Era o ferro em brasa que o dilacerava por não poder tocá-la, possuí-la.
(Sonho e Realidade, p. 384)


Autores, pintores, músicos e obras que circulavam entre a aristocracia europeia do século XIX passeiam pelo texto da autora santista. Embora lance mão de alguma licença poética, Clície não abdica do rigor científico quando cita os livros “A Origem das Espécies” de Charles Darwin e “O Capital” de Karl Marx, o quadro “A jornada de uma cortesã”, de William Hogarth, ou a música “Noturno número um”, de Chopin.



Tal como um Eça de Queiroz, em Sonho e Realidade, primeiro volume da trilogia A vida Continua, Clície Maria encanta o leitor pela riqueza nos detalhes. É possível sentir o toque do “veludo havana” da cadeira estofada e dos “tapetes na cor café” ou o estômago contraído pela ansiedade de uma viagem que mudará a vida da personagem central. Uma história intensa, que aborda os encontros do destino em contraponto aos valores aristocratas da efervescente Europa do século XIX.


31 de janeiro de 2026
A comédia "Neurótica", estrelada pela atriz Flávia Reis, estreou em 2014 no Rio de Janeiro, e já fez várias temporadas de sucesso. Agora, o espetáculo, com direção de Márcio Trigo e roteiro de Henrique Tavares, chega a Niterói para apenas duas apresentações nos dias 31 de janeiro, as 20h e 01 de fevereiro, as 19h na Sala Nelson Pereira dos Santos. Após séculos de preconceitos e discriminações, a mulher passou a ocupar espaços que eram antes exclusivamente ocupados pelos homens e a exercer um papel fundamental na organização da nossa sociedade. Entretanto, elas não deixaram para trás sua função de mãe e esposa. Essa sobrecarga dos afazeres do lar e da profissão, aliada ao ritmo acelerado dos nossos dias, gerou esses tipos femininos cômicos e curiosos. Flávia Reis, que há 15 anos pesquisa o humor no gênero feminino, se apropria justamente da figura dessas mulheres conhecidas popularmente como neuróticas para satirizar os pequenos dramas da sociedade contemporânea, de forma crítica e com bastante ironia e acidez. A atriz se divide entre 11 personagens femininos, colocando uma lente de aumento nas figuras neuróticas do dia-a-dia. A trama é conduzida por uma terapeuta que, em uma palestra absolutamente equivocada sobre neuroses, apresenta tipos como a mulher que perde o próprio carro no estacionamento, a idosa pessimista que prevê o fim do mundo ao comer um tomate com agrotóxico e "Fernanda", a cerimonialista que se atrapalha ao atender vários telefonemas ao mesmo tempo. Serviço Flávia Reis em "Neurótica" Datas: 31 de janeiro e 01 de fevereiro de 2026 Horário: Sábado, 20h; domingo, 19h Duração: 60 min Classificação indicativa: 14 anos Vendas na Bilheteria da Sala ou no site Fever Local: Sala Nelson Pereira dos Santos End: Avenida Visconde do Rio Branco, nº 880, Niterói
31 de janeiro de 2026
Um dos maiores sucessos da Broadway e do teatro musical brasileiro, “Wiched – A História Não Contada das Bruxas de Oz” leva a magia para o palco da Cidade das Artes em uma temporada especial a partir de 15 de julho de 2026. Pela primeira vez no Rio de Janeiro, a superprodução revela a história não contada das bruxas de OZ, muito antes da Dorothy chegar ao mundo governado pelo poderoso Mágico de OZ. Após três temporadas de sucesso em São Paulo, em 2016, 2023 e 2025, Wicked realiza o desejo do público carioca que aguardava ansiosamente pela passagem do “mundo das esmeraldas”. O espetáculo soma mais de um milhão de espectadores em teatro no Brasil, e milhões no cinema e streaming. Estrelado por Myra Ruiz (Elphaba) e Fabi Bang (Glinda), Wicked conta a história de amizade, coragem e escolhas que moldam o destino das bruxas da Terra de OZ, inspirada no romance “Mágico de Oz”, de Gregory Maguire. A produção brasileira se destaca pela inovação tecnológica, efeitos de ilusionismo, sistemas inéditos de voo e projeções criadas especialmente para a montagem. Serviço: “Wiched – A História Não Contada das Bruxas de Oz” Local: Cidade das Artes (Avenida das Américas, 5.300 – Barra da Tijuca) Ingressos: de R$50 a R$400 na bilheteria da Cidade das Artes ou na Sympla https://bileto.sympla.com.br/event/114663/d/356569 Sessões: Quarta-feira, 20h; Quinta-feira, 20h; Sexta-feira, 20h; Sábado, 15h e 19h; Domingo, 14h e 18h30. Classificação: Livre. Menores de 12 anos devem estar acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais Duração: 180 minutos com 15 minutos de intervalo