17 de novembro de 2025

CORPO.COM provoca reflexões sobre o corpo humano em tempos digitais

O corpo humano sempre foi movimento. Mas o que acontece quando ele se rende à imobilidade da vida digital? É a partir dessa pergunta que nasce CORPO.COM, espetáculo da Cia de La Mancha, atualmente em cartaz no Sesc Tijuca até 23 de novembro. A obra une teatro de animação e tecnologia para refletir sobre o que nos torna humanos em tempos de intensa digitalização.


A montagem parte da relação entre uma atriz, um bonequeiro, um boneco em escala humana e estruturas cênicas móveis para investigar a potência das estruturas corporais: seus gestos, sua festa, sua capacidade de existir além das telas. CORPO.COM não é um manifesto contra a tecnologia, mas um convite para revisitar nossas anatomias a fim de relembrar nossas potências.


Uma experiência cênica inovadora


Com recursos técnicos inéditos no Brasil, a cenografia e os dispositivos de cena foram criados a partir de impressão 3D de baixo custo, e pesquisa em automação e robótica por microcontroladores.


Estruturas móveis, inspiradas na matemática e na engenharia, transformam o espaço ao vivo diante da plateia. Um desses objetos principais é a esfera de Hoberman, uma estrutura cinética que se expande e se contrai durante a ação, criando um ambiente imersivo e vivo.


O boneco que divide o palco com os atores também nasceu do universo digital: modelado em softwares 3D, inspirado em diagramas matemáticos de Voronoi e impresso do tamanho de uma pessoa, ele ganha alma e movimento por meio da manipulação humana, e torna visível a ligação entre mecânica e organismo.


Por que falar sobre corpo hoje


Vivemos uma era em que tecnologia e biologia se misturam. A peça teatral CORPO.COM parte desse cenário para questionar: o que ainda nos torna humanos? O que deixamos para trás ao entregar nossos corpos às máquinas? A cena se constrói entre reflexão e inovação visual, aproximando ciência e arte em um mesmo espaço.

SERVIÇO


Espetáculo: CORPO.COM


Local: Teatro II – Sesc Tijuca – Rua Barão de Mesquita, 539 – Tijuca, Rio de Janeiro

Temporada: 30 de outubro a 23 de novembro de 2025

Estreia: 30 de outubro de 2025

Dias e horários: De quinta-feira a sábado às 19h. Domingo às 18h.

Valores: Grátis (PCG) – Programa de Comprometimento e Gratuidade do Sesc – R$ 10 (habilitado Sesc) – R$ 15 (meia-entrada e conveniado) – R$ 30 (Inteira)

23 de maio de 2026
A artista Carol Ambrósio apresenta a exposição individual Jardim, no Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, com curadoria de Gabriela Davies. Reunindo obras recentes inéditas, a mostra apresenta esculturas, assemblages e trabalhos bidimensionais construídos a partir da coleta, destruição e recomposição de cerâmicas, porcelanas, toalhas de mesa e utensílios domésticos. Ao reorganizar esses elementos em estruturas instáveis, frágeis e ao mesmo tempo resistentes, Carol transforma o universo doméstico em um campo de reflexão sobre as construções sociais do feminino, seus códigos de comportamento e suas possibilidades de ruptura. A exposição parte de um repertório íntimo ligado ao antiquário de sua família, ambiente no qual a artista conviveu desde a infância com objetos carregados de memória, acúmulos e narrativas. Em Jardim, esse imaginário reaparece em figuras fragmentadas, paisagens interrompidas, totens cerâmicos e composições híbridas que parecem oscilar entre ornamentação e colapso. Em muitas obras, figuras femininas aparecem fundidas a objetos decorativos, vasos e flores, numa investigação crítica sobre os lugares historicamente atribuídos às mulheres no espaço doméstico e social. São trabalhos que evocam comportamentos associados à mulher, ressignificados em construções marcadas por deslocamento, ironia e resistência. SERVIÇO: “Jardim”, de Carol Ambrósio Curadoria: Gabriela Davies Abertura: 27 de maio de 2026 Local: Centro Cultural Correios Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro – Rio de Janeiro Entrada gratuita | classificação livre
23 de maio de 2026
O escândalo é só o começo. Um jogador no auge da carreira, milionário, idolatrado, decide sabotar a própria trajetória. Ele quer ser punido. Para contar a sua versão da história, convoca uma jornalista que cobre guerras — alguém acostumada a lidar com situações-limite. Com texto de Luiz Eduardo Soares e direção de Marcus Faustini, o espetáculo “Assim na terra como no céu”, que encerra temporada, neste domingo (24/05), no Teatro Ipanema, começa como uma entrevista exclusiva, vendida como “bombástica”, e se transforma em um duelo intenso sobre culpa, poder, verdade e sobrevivência. Não é sobre futebol. É sobre o nosso tempo. Serão 20 sessões gratuitas ao longo da temporada, às quintas e sextas, às 20h, aos sábados, às 17h e 20h e, aos domingos, às 19h. Serviço: Assim na terra como no céu Temporada: de 30 de abril a 24 de maio de 2026 Dias e horários: quintas e sextas, às 20h, sábados, às 17h e 20h e domingos, às 19h. Teatro Ipanema: Rua Prudente de Morais, 824 - Ipanema, Rio de Janeiro Ingressos: gratuitos, com retirada na bilheteria Duração: 1h15 Lotação: 192 lugares Classificação: 14 anos