8 de março de 2024

"Metamorfose: Das sombras à luz” no MAC

A Coordenadoria de Políticas e Direitos das Mulheres da Prefeitura de Niterói vai lançar, nesta sexta-feira, 8 de março, no mezanino do Museu de Arte Contemporânea (MAC), a exposição "Metamorfose: Das sombras à luz”, uma imersão poética através da fotografia.


Sete mulheres que recebem apoio da Codim posaram para as lentes de Adriana Oliveira. Na exposição, o público é convidado a fazer uma reflexão profunda sobre as muitas faces da violência contra a mulher, mas também sobre o poder da metamorfose e do renascimento.

 

"A partir dos ciclos da natureza, essa exposição retrata o processo de fortalecimento de mulheres que sofreram situações de violência. Mulheres reais, com histórias de vida reais. Todo o processo, desde a chegada delas aos nossos equipamentos, é mais sobre fortaleza do que sobre a dor. Há 21 anos a Codim trabalha para que a dor não nos defina. Estamos construindo um novo olhar sobre as nossas experiências, transformando e marcando o início de uma nova trajetória nas vidas das mulheres por meio das políticas públicas que implementamos", explica Thamyris Elpidio, coordenadora da Codim.


Conselheira do Conselho de Mulheres de Niterói, Fernanda Sixel destaca que as histórias que estão sendo contadas na exposição não foram finalizadas pela dor, mas continuam sendo escritas com apoio e cuidado integral rumo à felicidade.


"A arte tem o poder de tocar e acessar nossas emoções e sentidos. Que cada imagem, cada história, nos faça refletir sobre a violência ainda presente na vida das mulheres. A violência de gênero, que não é individual, mas um problema coletivo e social! E principalmente, que cada mulher, perceba que a violência não a define, que existem as primaveras e verões, que a superação e a conquista de uma vida livre de violência é possível!", ressalta Fernanda.

 

O projeto teve criação e execução da Codim e da fotógrafa niteroiense Adriana Oliveira, cuja avó foi vítima de violência doméstica, e contou com a coragem de sete mulheres, em processo de cura recebendo o apoio dos equipamentos públicos para mulheres em Niterói, que posaram para a câmera fotográfica e se permitiram viver esta imersão artística da dor.

 

"Através da minha lente , as mulheres que enfrentaram a sombra da violência encontram uma poderosa ferramenta de expressão e cura. Cada imagem capturada é mais do que apenas uma cena congelada no tempo; é um testemunho visual de suas jornadas, de suas cicatrizes e de sua resiliência. Na fotografia, elas descobriram uma maneira de compartilhar suas histórias sem palavras, de revelar suas verdades mais profundas sem precisar pronunciá-las em voz alta. Em cada clique da câmera há um ato de coragem, uma declaração de que elas se recusam a serem definidas por seus traumas. A fotografia não apenas dá voz às suas experiências, mas também as capacita a reivindicar sua narrativa, a desafiar estereótipos e a inspirar mudanças. Que cada imagem capturada seja um lembrete de sua força interior e um chamado à ação para criar um mundo onde todas as mulheres possam viver sem medo", destaca Adriana.

 

Serviço

 

Exposição Metamorfose: das sombras à luz

 

Lançamento: 08/03, às 15h, no MAC

 

Em exibição de 08/03 a 20/03

 

Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC)

Mirante da Boa Viagem, s/nº – Boa Viagem, Niterói

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h30).



30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com