5 de fevereiro de 2025

Comédia “As artimanhas de Moliêre” prorroga temporada até 16 de fevereiro, no Teatro Glauce Rocha

Nascido há mais de quatro séculos, Molière (1622-1673) é até hoje um dos mais importantes dramaturgos do mundo, responsável por espetáculos críticos e satíricos, que mostram com maestria os defeitos e virtudes da alma humana. Grande homenagem ao comediógrafo, “As artimanhas de Molière”, com uma trama que, bem ao estilo do autor francês, aponta o dedo e desmascara os falsos sábios, a avareza dos burgueses, as mentiras dos médicos ignorantes e outros comportamentos sociais nada lisonjeiros. A peça prorroga temporada, até 16 de fevereiro, no Teatro Glauce Rocha, no Centro.



Com direção de Márcio Trigo, adaptação de Fernanda Celleghin e interpretação de Luiz Machado, o monólogo reúne em uma só história quatro protagonistas de comédias escritas por Molière: Alceste, de “O Misantropo”, Esganarello, de “O Médico à Força”, Don Juan e Tartufo, das peças homônimas. As sessões são às sextas e aos sábados, às 19h, e aos domingos, às 18h. Luiz Machado está também em cartaz, no mesmo teatro, com seu primeiro monólogo “Nefelibato”, às quartas e quintas-feiras, às 19h.




Em uma espécie de “jornada do herói” às avessas, o protagonista conta para a plateia toda a sua história, cheia de peripécias, erros e acertos. Após uma desilusão amorosa, ele se torna vingativo e passa a usar as mulheres, mas acaba tendo que se casar à força e é deserdado pelo pai. Sem dinheiro, vive em pé de guerra com sua esposa, que cobra demais, e ele faz de menos. Qual será o destino deste anti-herói? O ator Luiz Machado, que completa 30 anos de carreira, estava com vontade de trabalhar em uma comédia depois do sucesso do drama Nefelibato, que está há nove anos em cartaz.




“Fiquei com vontade de fazer comédia e logo pensei no maior comediógrafo de todos os tempos, que celebrou 400 anos em 2022. Molière escreve sobre a hipocrisia humana em quase todos os textos, e é um assunto que me interessa pôr em cena”, explica Luiz Machado. “Para manter o bem-estar social, a gente precisa ser falso ou omitir opiniões em diversos momentos. E as peças dele detalham esses comportamentos que estão presentes cada vez mais no nosso cotidiano. Basta olhar as redes sociais, que mostram cenas que não são verdadeiras e guardam objetivos ocultos”, completa o ator.




O espetáculo estreou em 2023 e foi idealizado por Luiz Machado e Márcio Trigo, que pela primeira vez trabalharam juntos. O diretor sempre foi grande admirador de Molière, de estilo de humor e das situações que têm como base a comédia dell'arte. “Cheguei a traduzir e adaptar quatro peças escritas por ele”, conta Trigo. “Quando eu e Luiz pensamos em trabalhar num monólogo, não tive dúvidas: vamos adaptar Molière. Um desafio e tanto. Não queríamos uma peça; a ousadia era juntar personagens e contar uma só história. Escolhemos quatro personagens e chamamos a Fernanda Celleghin para criar o elo entre eles”, acrescenta.




Sinopse



“As Artimanhas de Molière” reúne protagonistas de quatro peças do autor francês, que desmascaram os falsos sábios, a avareza dos burgueses, as mentiras dos médicos ignorantes e outros comportamentos sociais nada lisonjeiros.



Serviço



Temporada: de 17 de janeiro a 16 de fevereiro



Teatro Glauce Rocha: Av. Rio Branco, 179 - Centro, Rio de Janeiro – RJ



Dias e horários: sextas e sábados, às 19h, e domingos, às 18h



Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada).



Lotação: 204 lugares



Duração: 1h



Classificação: 12 anos



Venda de ingressos: No Sympla



(www.sympla.com.br/eventos?s=As+artimanhas+de+moliere&ordem=start-date) e na bilheteria do teatro. Horário de funcionamento: de quarta a domingo, das 14h às 19h.


17 de julho de 2026
A ESLIPA - Escola Livre de Palhaço apresenta o espetáculo gratuito “Sonhos, palhaçadas e outras utopias”, sob orientação de Lili Castro, dia 25 de julho, às 12h, no Largo do Machado. A atividade faz parte do segundo módulo do curso de formação, qualificação e aperfeiçoamento para palhaços e palhaças, com duração de quatro meses. Atualmente, mais de 20 artistas do Brasil e da América Latina fazem aulas com mestras e mestres como Glaucy Fragoso, Fran Marinho, Lili Castro e Ricardo Pucceti. A instituição também apresentará um seminário aberto ao público, dia 20 de julho, das 15h às 17h, na Escola Nacional de Circo. O tema será etarismo e humor, com participação dos pesquisadores e artistas Michel Robin e Eleonora Gabriel (Lola). Este segundo módulo da turma Ermínia Silva contará com aulas, de 20 a 24 de julho, ministradas por Lili Castro (Mestra da palhaçada), Edmilson Santini (Palavra em verso), Leticia Lisboa (produção cultural) e Julia Schaeffer (Palhaçada: presença e invenção de mundos). O fim do segundo módulo será celebrado com a apresentação do espetáculo, criado durante a semana de aulas e oficinas. Com direção de Richard Riguetti, a ESLIPA, escola aberta em 2012, tem como objetivo fortalecer a linguagem e a poética da palhaçada e da brincadeira no Brasil e na América Latina. Para isso, oferece formação, qualificação e aperfeiçoamento da arte da palhaçada e da brincadeira, com aulas e atividades gratuitas. “Nossa arte acompanha as discussões da sociedade, então as pautas identitárias serão bastante trabalhadas nos módulos e nos espetáculos pelos nossos mestres. Além disso, a nossa seleção de participantes buscou a diversidade”, acrescenta. Além das aulas de palhaçada e brincadeira, a ESLIPA oferece oficinas integradas e complementares de música, magia cômica, mímica, quedas e cascatas, história do circo, corpo afetivo, contato e improvisação, manipulação de objetos, gestão cultural, projetos, palavra em verso, dramaturgia, filosofia e teatro. De segunda a sexta, as aulas são realizadas na Escola Nacional de Circo, na Praça da Bandeira. As apresentações são realizadas, aos sábados, no Largo do Machado.  Serviço: Espetáculo “Sonhos, palhaçadas e outras utopias” Espetáculo circense, com alunos da escola Eslipa Data: 25/07, às 12h. Largo do Machado (praça) Entrada gratuita
17 de julho de 2026
A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, nos dias 23 e 24 de julho (quinta e sexta-feira), às 19h, a última etapa musical do Festival CAIXA Ano Cultural Brasil-China, que já passou por quatro capitais brasileiras promovendo um intercâmbio cultural entre artistas dos dois países. No dia 23 (quinta-feira), a atração fica por conta do trombonista e cantor carioca Josiel Konrad (JK). Já no dia 24 o espaço recebe o saxofonista, cantor e compositor chinês Reny Bao. A entrada é gratuita. O evento, que já esteve em Salvador, Recife, Curitiba e Fortaleza, atravessa e aproxima diferentes idiomas e sonoridades. Na etapa carioca, JK apresenta no dia 23 (quinta-feira) o repertório do álbum “Boca no Trombone”, trabalho em que aproxima o funk brasileiro do jazz contemporâneo em uma linguagem pioneira, sem abrir mão de influências da música popular brasileira, da bossa nova, do blues e do R&B. Natural de Austin, na Baixada Fluminense, o trombonista e cantor construiu uma trajetória com apresentações no Brasil e no exterior e leva ao palco uma sonoridade que celebra a diversidade cultural brasileira e reafirma as origens populares do jazz. Já no dia 24 (sexta-feira), o público conhecerá mais do trabalho de Reny Bao, que é reconhecido como um dos principais nomes da nova geração do jazz em seu país, o artista tem atuação de destaque no circuito internacional, com apresentações em importantes festivais na Ásia, Europa e Américas, além de formação no Conservatório de Música de Xangai e na Escola de Música Aaron Copland, em Nova York. Como intérprete e artista de gravação, Bao participou de importantes produções televisivas chinesas, incluindo “The Voice of China”, “I Am a Singer-Songwriter” e “Masked Singer”. Ele recebeu o prêmio de “Melhor Composição Original de Jazz” e o “Prêmio de Ouro para Performance de Saxofone” na 2ª Competição de Jazz de Xangai. Troca cultural: O Festival CAIXA Ano Cultural Brasil-China propõe o fortalecimento das relações entre os dois países por meio da música, promovendo encontros entre artistas brasileiros e chineses. A iniciativa integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026 e nasce a partir de uma missão cultural realizada na China, que levou artistas brasileiros para a promoção da música nacional no exterior. Agora, o intercâmbio ganha continuidade nos palcos e amplia o contato do público com diferentes expressões artísticas e referências culturais chinesas. A parceria com a CAIXA Cultural viabiliza a abrangência do projeto, levando a programação a diferentes regiões do Brasil, do Nordeste ao Sul do país. O festival é uma realização do Instituto Rede Cuidare, com patrocínio da CAIXA. Serviço: [Música] Festival CAIXA Ano Cultural Brasil-China – Edição Rio de Janeiro – Josiel Konrad convida Reny Bao Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro (Teatro Nelson Rodrigues) – Avenida República do Paraguai, 230, Centro – Rio de Janeiro, RJ Data: 23 e 24 de julho (quinta e sexta-feira), às 19h Entrada gratuita Ingressos disponíveis para retirada uma hora antes das apresentações Informações: Site CAIXA Cultural | Instagram: @caixaculturalrj Classificação indicativa: Livre Acesso para pessoas com deficiência