22 de novembro de 2025

Centro Cultural Cauby Peixoto no Fonseca será inaugurado neste sábado

A Universidade Federal Fluminense (UFF), em parceria com a Prefeitura de Niterói (PMN) e a Fundação Euclides da Cunha (FEC), anunciou a criação do Arariboia Tecno, Centro de Inovação que será instalado no casarão do antigo Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS). O projeto integra áreas de coworking, laboratórios e estúdios voltados às áreas de Cidades Inteligentes, Economia do Mar e Economia Criativa.


“O Arariboia Tecno materializa o olhar da UFF para o futuro, como uma instituição inovadora e conectada aos grandes desafios do nosso tempo. Essa articulação com importantes parceiros estratégicos traduz nossa capacidade para dialogar e construir projetos que trazem soluções práticas às demandas da sociedade e transformam a vida das pessoas. Estamos unindo tecnologia e ciência para fortalecer o ecossistema de inovação em Niterói e no estado do Rio, gerando desenvolvimento econômico e social. Isso mostra que, a um mês de completar 65 anos, a nossa universidade segue comprometida com um futuro mais inclusivo e sustentável”, destaca o reitor da UFF, professor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega.


A iniciativa prevê a revitalização e adaptação do imóvel histórico, que já dispõe de uma estrutura base com estúdios e salas de projeção, para receber novos equipamentos voltados ao desenvolvimento de projetos em audiovisual, computação, games e outras áreas. Assim, o centro deve operar como polo de articulação regional, atraindo iniciativas de todo o estado para processos de incubação, aceleração e cooperação em rede.


Na avaliação da secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia de Niterói, Juliana Benício, “a proposta de criação de um núcleo de produção audiovisual dentro do Ecossistema do Centro de Inovação representa um passo estratégico para consolidar a cidade como referência na economia criativa e nas tecnologias digitais emergentes. Este centro não é apenas um espaço físico, mas um catalisador de inovação, criatividade e desenvolvimento tecnológico — um ativo estratégico para o futuro da inovação de Niterói”.


Em fase de elaboração, os estudos arquitetônico e executivo devem ser concluídos até o primeiro trimestre de 2026. A expectativa é de que o Arariboia Tecno aproxime, ainda mais, a universidade dos setores produtivos e da comunidade de Niterói.


“Para a Fundação Euclides da Cunha é um privilégio fazer parte de um projeto tão estratégico para Niterói. O Arariboia Tecno reafirma o papel essencial da FEC em apoiar novas possibilidades ao lado da UFF e demais parceiros, fomentando a inovação e o desenvolvimento regional. Este Centro será um catalisador de talentos, transformando conhecimento acadêmico em soluções reais para o futuro”, afirma o diretor-presidente da FEC, professor Alberto Di Sabbato.


Serão mais de mil metros quadrados de área útil, com ambientes organizados para trabalho colaborativo e para processos de incubação e aceleração de startups. Segundo o diretor da Agência de Inovação da UFF (Agir) e coordenador do projeto, professor Ricardo Leal, “essa integração entre a universidade e o setor produtivo é um dos objetivos centrais do projeto, permitindo conectar pesquisa, formação e demanda de mercado para transformar iniciativas acadêmicas em produtos e serviços”.

A professora do Departamento de Cinema e Vídeo, India Martins, destaca o potencial das ações na cadeia produtiva do audiovisual em Niterói.


“O Centro de Inovação prevê um laboratório de tecnologia audiovisual, com estúdio de mixagem e som Dolby Atmos para finalização de conteúdos para streaming; ilha de edição presencial e remota; estúdio de filmagem com infraestrutura para a realização de filmes 360º (videomaping, filmes e animação 3D, cenários virtuais); e acervo material para direção de arte. Além da infraestrutura técnica, o novo espaço também deve apoiar a formação profissional prática, experimentação tecnológica e atividades de fomento que facilitem a transição de projetos experimentais para ofertas comerciais”.


O Arariboia Tecno recebeu aportes de R$ 4,8 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), além de contrapartidas da PMN. O projeto foi proposto pela FEC, com a coordenação UFF por meio da Agir, e conta com o apoio técnico de docentes do IACS e da Araci Incubadora de Audiovisual, além de ter o Reserva Cultural como interveniente.

23 de outubro de 2026
Com obras de Vivaldi, Handel e Telemann, grupo realiza apresentações sexta e sábado, com entrada franca A expressividade das flautas doces e sua capacidade de traduzir emoções conduzem o concerto “Mestres do Barroco: A Retórica dos Afetos através das Flautas Doces”, que o Som Doce da Grota apresenta em Niterói nessa sexta-feira, 23 de outubro, às 19h, na Sociedade Fluminense de Fotografia, no Centro da cidade, e no sábado, dia 24, às 10h30, na Igreja Presbiteriana Betânia de Icaraí. As duas apresentações têm entrada gratuita. O programa convida o público a uma viagem pela música dos séculos 17 e 18, período conhecido como a “Era de Ouro” da flauta doce. O repertório reúne obras de compositores como Vivaldi, Handel, Telemann, Lully e Charpentier, explorando diferentes possibilidades sonoras do instrumento. O fio condutor é a chamada Teoria dos Afetos, associada à criação musical do período Barroco, em que melodias, ritmos e harmonias eram empregados para expressar e despertar emoções. Nas apresentações, essa relação entre música e sentimentos ganha forma por meio da sonoridade das flautas doces e do diálogo entre as vozes instrumentais. Integrante do Espaço Cultural da Grota, o Som Doce da Grota aproxima o público desse repertório histórico em um encontro entre formação musical, sensibilidade e acesso à cultura. SERVIÇO Som Doce da Grota — “Mestres do Barroco: A Retórica dos Afetos através das Flautas Doces” Sexta-feira, 23 de outubro • Horário: 19h • Local: Sociedade Fluminense de Fotografia • Endereço: Rua Dr. Celestino, 115 – Centro – Niterói Sábado, 24 de outubro • Horário: 10h30 • Local: Igreja Presbiteriana Betânia de Icaraí • Endereço: Rua Otávio Carneiro, 144 – Icaraí - Niterói Entrada gratuita nas duas apresentações.
23 de outubro de 2026
Nesta sexta-feira, dia 23 de outubro, às 17h, será realizada uma visita mediada na exposição “As Palavras”, com a artista Suely Farhi e a curadora Luiza Interlenghi, no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF). A visita será gratuita e aberta ao público. Em cartaz até o dia 22 de novembro de 2026, a exposição reúne dez instalações, produzidas por Suely Farhi desde 1994 até hoje, incluindo obras inéditas, que trazem como tema o universo feminino. Esta é a primeira vez que a artista reúne trabalhos com essa temática. “Suely Farhi investiga o limiar entre palavra, imagem e espaço – a linguagem transmuta a realidade. As palavras – substantivo feminino plural – desenham o invisível e aderem aos objetos para iluminar a força da mulher”, escreve a curadora Luiza Interlenghi no texto sobre a concepção da exposição. Um dos destaques de “As Palavras” é a obra inédita “Elogios às marias-sem-vergonha”, composta por vasos de vidro transparentes e sobrepostos, com tamanhos e formatos variados, cheios d’água, onde estão serigrafados adjetivos positivos sobre as mulheres. “Será preciso movimentar o corpo, como uma dança, para poder ler todas as palavras”, conta a artista, que por meio de uma pesquisa sobre a flor maria-sem-vergonha, selecionou seus pontos fortes e também os pontos fracos, que foram valorados positivamente através de sinônimos. “O vapor sai dessa água e vai irradiando os elogios, fazendo um contágio invisível, uma contaminação pela palavra no ar”, ressalta. Também inédita e produzida este ano, a obra “Suspiros alfabéticos” traz 26 folhas de papel A2, em um painel de 10 metros de comprimento, cada uma com um desenho feito com uma letra do alfabeto. Duas dobras bem sutis nos papéis emolduram as letras e remetem à forma da virilha. “É uma alusão ao corpo feminino, mas o papel branco também lembra as estátuas de mármore. As letras trazem o som, o suspiro, uma sensação interna”, diz Suely Farhi. Além das obras inéditas, outras mais antigas foram atualizadas. “A temática principal do meu trabalho são esses pontos de tensão, de questionamento, de pensamento. Eu nem notava se estava fazendo algo que era feminino ou não”, afirma a artista. Sobre a atualização de algumas obras, ela diz: “Acho que esse milênio está ensinando a ver muito claramente algumas questões. Não quer dizer que eu não fosse feminista, mas a gente vai sabendo e vendo mais claramente certas coisas, inclusive até do meu próprio passado, coisas que vivi sem falar”, completa. Uma das obras que foi atualizada para essa exposição é “O terceiro lado”. Produzida em 2006, contém duas moedas douradas e envelhecidas em homenagem a D. Maria I, primeira rainha a governar Portugal, que era conhecida como “A louca”. Suely criou duas moedas, dentro de uma caixa, uma mostrando a frente, com a inscrição: “louca, louca, louca”, e outra mostrando o verso com a inscrição “calou, calou, calou”, em uma inversão das sílabas. “É uma das cláusulas feministas, a mulher muitas vezes é taxada de louca e muitas vezes se cala antes que a calem. Aqui mostro os dois lados da mesma moeda, mas resolvi atualizar o trabalho e colocar um terceiro espaço, que estará vazio, como uma reinvenção, uma nova saída, não apenas para a mulher, mas para todos – um espaço para reflexão”, conta a artista. Formada em arquitetura, Suely Farhi trabalha com a junção entre espaço e palavra. Segundo ela, “os espaços são repletos de vida, de luz e sombra, de fisicalidades e de atmosferas”. Desta forma, haverá salas ocupadas por uma única obra ou pequenas obras em grandes espaços. Este é o caso de “Geral da Geralda”, instalação composta por uma vassoura de piaçava que empurra e sustenta a parede, que parece estar levantada pela força da vassoura encostada nela. A obra estará sozinha em uma única sala. “Suely propõe modos alternativos de experimentar e compreender os objetos do cotidiano. Uma vassoura apoiada na parede, objeto banal, abre a indagação: o que sustenta e o que é sustentado? Quem apoia a vassoura?”, diz Luiza Interlenghi. Ainda dentro da ideia de ênfase na ambiência, uma única e pequena caixa, de 3,5cm x 3,5cm, ocupará uma sala inteira. Com a iluminação apenas sobre ela em meio à sala escura, o espectador será atraído para a obra, que tem nome enigmático, [...], e propõe uma transformação através de uma única palavra. “Ali tem uma surpresa, que é uma reversão daquele espaço, do que é vivido naquela sensação de escuridão”, conta a artista. Obras antigas também serão apresentadas, como a instalação “A noite dos desejos” (1994), que será remontada especialmente para essa exposição. Em uma sala escura, com velas de led, pequenas luzes surgem e desaparecem, como estrelas cadentes. “Noite dos desejos conduz o olhar para a dimensão do sublime e do sonho desejante, instâncias de resistência ao enfraquecimento da arte como necessidade vital”, afirma Luiza Interlenghi. O vídeo-poema “Barriga” (2010), inédito, traz a imagem de um céu com nuvens brancas, de onde começa a brotar uma esfera, que vai crescendo, até aparecer a palavra “barriga” dentro dela, que, em dado momento, com a saída da palavra “ar” sobra apenas “briga”. E tudo volta ao início. “É uma respiração, o início da vida entrando na matéria”, afirma a artista. Completam a exposição desenhos-escritas e a obra “Encontro dos extremos”, em que duas taças de champanhe com as letras A e Z estão em posição de celebração, encostadas uma na outra, apoiadas sobre uma almofada de veludo. “É um círculo que se fecha, pois A é o início e Z o fim. Elas em equilíbrio instável, uma apoiada na outra e, ao mesmo tempo em posição de brinde”, afirma a artista. ATIVIDADES EM TORNO DA EXPOSIÇÃO Ao longo do período da exposição serão realizadas diversas atividades, gratuitas e aberta ao público. No dia 23 de outubro, às 17h, será realizada uma visita mediada com a artista Suely Farhi e a curadora e crítica de arte Luiza Interlenghi No dia 5 de novembro, às 17h, haverá uma visita à exposição com a presença da artista, seguida da conversa “Palavra como fonte transformadora”, com artista, educadora e psicanalista Daniela Mattos, a poeta, psicanalista e membro da Associação Mundial de Psicanálise Fatima Pinheiro e a teórica-doméstica e professora do Instituto de Artes e PPGartes Uerj Mariana Pimentel. Na última semana da exposição, será realizado o jogo “oráculo dos pensamentos”, às 17h, criado por Suely Farhi. O jogo será realizado no dia 19 de novembro, com a participação de artistas e poetas visuais, como Adriana Maciel, Elaine Pauvolid, Martha Niklaus, Maria Moreira, Monica Barki, Fernanda Junqueira, Fernando Gerheim, Simone Cupello, Xico Chaves e outros. “O jogo é um objeto facilitador de conversas públicas. Cartas estarão sobre as cadeiras e os artistas começam a ler um trecho do texto ao acaso. Ao ler uma frase do oráculo fala o que pensa, sente, intui ou deseja. E assim segue o jogo”, conta a artista. SOBRE A ARTISTA Suely Farhi nasceu no Rio de Janeiro, em 1957, onde vive e trabalha. É arquiteta, artista e poeta visual. Explora os sentidos que brotam no encontro entre palavras e lugar. Realizou várias exposições individuais no Rio de Janeiro, como no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), Museu da República, no Paço Imperial, entre outros. Participou de mais de 100 exposições coletivas no Brasil e no exterior – Argentina, Bélgica, França, Inglaterra, Portugal, Cuba e Espanha etc. Tem um livro publicado: “Anotar, Apontar, Apagar!” Recebeu prêmios importantes, como o do Salão Vitor Meirelles e Projéteis de Artes Visuais, e participou de antologias de poesia visual, como “Obra nome”, no Museu de Alcobaça, Portugal, com curadoria Wagner Barja; “Yá sé leer – imagén y escritura en el arte latinoamericano”, no Centro Wifredo Lam y la Galería Rubén Martínez Villena de la Habana Vieja, Cuba, com curadoria Ibis Hernández Abascal, Margarita Sánchez, Sandra Contreras y Elvia Rosa Castro; “Europalia”, em Bozar, Bruxelas, Bélgica, com curadoria de Sonia Salcedo del Castillo e “Visualidades Brasileiras – Funarte 50 anos”, no Palácio Gustavo Capanema, Rio de Janeiro, com curadoria de Luiza Interlenghi. SOBRE O CCJF O Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) é um espaço reconhecido por incentivar e garantir o acesso da população às diversas formas de expressão cultural, abrigando exposições, peças teatrais, espetáculos de dança e de música, mostras de cinema, cursos, palestras, dentre outras atividades. Além disso, a própria arquitetura do imóvel é uma atração para os visitantes, com destaque para as portas monumentais da entrada, a escadaria de ferro e mármore e o vitral principal. A antiga Sala de Sessões do STF mantém o mobiliário confeccionado em 1938, além de elementos decorativos originais, como vitrais e pinturas murais. Atualmente, o CCJF faz parte do Quadrilátero Cultural da Cinelândia, criado por lei municipal com o objetivo de promover a integração entre os principais focos culturais da Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, revitalizar a região e incentivar a visitação e manifestações artísticas, bem como promover a integração entre as construções históricas do entorno como o próprio CCJF, o Palácio Pedro Ernesto, o Theatro Municipal, o Museu de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, entre outros. Ao completar 25 anos em 2026, o Centro Cultural celebra a bem-sucedida transformação de um ícone do Poder Judiciário em um espaço de arte e cidadania. Ao longo de sua trajetória, o CCJF alcançou reconhecimento público como importante espaço de promoção da cultura, das artes e da preservação da memória e devolveu aos cidadãos o protagonismo de um dos endereços mais emblemáticos da história republicana brasileira. Serviço: Visita mediada com Suely Farhi e Luiza Interlenghi na exposição “as Palavras” Sexta-feira, dia 23 de outubro, às 17h Entrada gratuita Exposição “As Palavras”, de Suely Farhi Até 22 de novembro de 2026 Centro Cultural Justiça Federal Av. Rio Branco, 241 – Centro - Rio de Janeiro – RJ (21) 3261.2550 De terça a domingo, das 11h às 19h Entrada gratuita